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segunda-feira, 14 de maio de 2012

EU, CONSTRUTOR SOCIAL?



Maçonaria vem provavelmente do francês "Maçonnerie", que significa uma construção qualquer, feita por um pedreiro, o "maçom".

A Maçonaria terá, assim, como objetivo essencial, a edificação de qualquer coisa. O maçom, o pedreiro-livre em vernáculo português será, portanto, o construtor, o que trabalha para erguer um edifício. Maçonaria é a arte da construção.

Na Idade Média surgiram, na Europa, corporações de construtores, no interior das quais se desenvolvia esse mister, com o objetivo de aperfeiçoar os templos dedicados à glória do Criador. Em razão disso, edificaram-se grandes catedrais. Compunham essas entidades de artífices e profissionais do setor, e nelas se ingressava por iniciação e, uma vez iniciados, seus membros obedeciam a uma hierarquia dividida em três graus: 1,2 e 3, ou aprendiz, companheiro e mestre.

O integrante do primeiro ignorava os segredos do segundo e do terceiro, o do segundo, os pertinentes ao último. Os mistérios se desvendavam pelo estudo. A maçonaria simbólica substituiu o templo físico das catedrais pelo templo espiritual que existe, potencialmente, no ser humano.

A maçonaria tem como objetivo o aprimoramento das virtudes que o ser humano traz de berço, procurando torna-lo um construtor social. Para tanto existe um rito–grau de iniciação- onde os aprendizes têm condição de estudar e adquirir conhecimento para trabalhar em benefício desta construção, onde o objetivo é um mundo melhor, desprovido de vaidades.

Ela é assumida ao ser revestido pelo primeiro avental. Os fundamentos e exemplos de homens que acataram em seu coração o simbolismo do Avental transformaram suas palavras em ações concretas. A palavra dada por letras, isto é, soletrada, caracteriza o primeiro Grau de Iniciação que é o emblema do Homem ou da Sociedade na fase da ignorância, quando o estudo e as artes, por deficiência das faculdades intelectuais, ainda não lhe eram conhecidos. Assim o candidato, agora Aprendiz, recebe primeiro para dar depois.

Quando o Aprendiz é admitido, ele é recebido nem nu nem vestido para que possa após a Iniciação ser vestido com o Avental. É obrigatório levar sempre o Avental para as reuniões porque ele nos lembra que o Homem nasceu para o trabalho e que todo Maçom de trabalhar incessantemente para a descoberta da Verdade e para o Aperfeiçoamento da Humanidade.

O avental é um legado que a maçonaria moderna recebeu da maçonaria operativa. Esta peça, que foi de tanta utilidade para o Maçom operativo, já que lhe protegia a roupa, transformou-se para o maçom moderno numa alfaia simbolizando o trabalho do Maçom. Até a sua regulamentação pela Grande Loja Unida da Inglaterra, os aventais da maçonaria inglesa assumiram os mais variados aspectos e formas. Simples peles desalinhadas de cordeiro, no princípio, os aventais sofreram uma evolução constante nos países que adotaram a instituição maçônica.

Em fins do século XVIII era grande moda enfeitar os aventais com pinturas e bordados à mão que reproduziam a riqueza emblemática da maçonaria. O avental é quadrado, o que simboliza a base do cubo e também o número 4, a matéria.

A abeta é triangular, simboliza o número 3, o espírito. A soma destes dois números é sete, o número perfeito de Deus. O Grande Arquiteto abençoou o número7 mais do que todas as coisas sob seu Trono: o que significa que o homem, o sétuplo ser, é a mais dileta de suas obras.

No avental do Aprendiz, a abeta levantada tem mais de um significado. O mais comum afirma que é porque o Aprendiz não carrega ali suas ferramentas. Outro diz que era para proteger o aprendiz quando carregava pedras junto ao seu peito. Ambos são significados materiais. Há, no entanto, o significado místico, oculto e esotérico, que diz que a abeta levantada, triangular, parte espiritual, ainda não se afinou com o quadrado, parte material.

Por isso estão separadas pelo cordão, que também divide o corpo de quem usa o avental. Da cintura para baixo está a parte procriadora, material. Da cintura para cima está a parte sensitiva, espiritual, que guarda os centros de forças ou Chakras, Rodas ou Plexos, de acordo com o que ensina a anatomia e a fisiologia dos hindus.

O esquadro, Nível e o Prumo por serem instrumentos imprescindíveis as construções sólidas e duráveis, nos recordam o papel de construtor social que o maçom tem. Seguindo as metáforas da construção, a ordem indica a importância do comportamento participativo, não se eximindo de sua função como construtor social, sendo responsável e correto com seus deveres e obrigações.

No primeiro Grau simbólico encontramos o Esquadro, a Régua, o Compasso, o Nível, o Prumo, o Malho e o Cinzel, utensílios fundamentais ao Maçom no seu trabalho de lavrar, esquadrejar, medir e polir a Pedra Bruta com a finalidade de transformá-la em Pedra Polida ou Cúbica.

O Esquadro é o Símbolo da Justiça e da Gratidão, seu ângulo reto simboliza a conduta irrepreensível que o Maçom sempre deverá manter perante a sociedade, pautando todos os seus atos e decisões dentro da mais absoluta retidão e equidade no trato de seus semelhantes. Sendo o Esquadro o instrumento que se destina a dar forma regular a todo material, serve simbolicamente, para indicar ao Maçom que sob o ponto de vista moral, deve ser empregado para corrigir as falhas e as desigualdades do caráter humano.

Como Símbolo da justeza que conduz o homem à perfeição, o Esquadro torna-se o Emblema da Sabedoria e, como tal, além de figurar sobre o Alt.’. dos JJur.’.  figura também no Colar do V. M. para indicar que ele deve ter como sentimentos os Estatutos da Ordem e agir de uma única forma que é a retidão. 

Na posição da Ordem do Grau de Apr.’.  a qual ostenta quatro Esquadros e cuja interpretação é astronômica, porque nesta forma está contida quatro vezes no ponto onde se cortam os diâmetros do círculo zodiacal, que os dividem em quatro partes,correspondendo cada uma à estação do ano respectiva, de conformidade com a inclinação do Sol em sua carreira.

O esquadro serve para regular as nossas ações, este deve traçar os justos limites a conservar em nossa conduta para com os nossos semelhantes.

O Compasso é um instrumento de dois ramos de madeira ou metal, reunidos por uma de suas extremidades de maneira a poder afastar-se ou aproximar-se uma da outra para medir ângulos, traçar círculos de dimensões diferentes. Estes diversos círculos nos dão a ideia do pensamento nos vários círculos de raciocínio que podem atingir, ora largas e abundantes posições, ora a raras e estreitas conclusões, mas todas elas sempre claras e positivas.

O Compasso da Justiça é a própria razão que determina, não só a origem, mas ainda a legitimidade do direito. Representa as radiações da inteligência e da consciência do homem. No Grau de Apr.’. tem suas pontas voltadas para o Oc.’.  e colocadas sob os ramos do Esquadro que são voltados para o Or. simbolizando assim que o Apr.’. só trabalha na Pedra Bruta e, então dela não poderá fazer uso enquanto não estiver perfeitamente polida e esquadrejada.

Podendo-se abrir em diversos ângulos ele passa a ser um instrumento valiosíssimo na simbologia maçônica, assim, a 60° a espiritualidade vai dar no cosmos, a 9O Graus torna-se o Esquadro indicando que, com esta abertura máxima os limites de espírito humano não poderiam ser transpostos.

A Régua como ferramenta usada para medir e delinear os trabalhos, assim como,para traçar linhas retas, deve servir como utensílio de meditação, de consciência, de inteligência e de cautela ao Maçom na execução de seus afazeres, ou na tomada de decisões, que o permitam  traçar na Pedra Bruta, retas que a tornem Cúbica.

Antigo Símbolo da retidão, do método e da lei, a Régua é considerada o emblema do aperfeiçoamento e, como a reta não tem começo nem fim, ela também é vista como Símbolo do Infinito. Significa ainda o meio de assegurar o cumprimento das normas do comportamento humano sem as quais não pode haver ordem. Estas normas constituem o equilíbrio de todas as ações, assim, elas consubstanciam uma medida que pode ser avaliada pelos módulos da Régua.

O Nível, como Jóia do 1º Vig. é o emblema da igualdade entre os Maçons. Ele lembra aos OObr.’.  da Ordem que todas as coisas devem ser consideradas com serenidade iguale que o seu Símbolo tem como corolário noções de medida, imparcialidade,tolerância, igualdade, além do correto emprego dos conhecimentos. Prima pelo ideal de que ninguém entre nós deve procurar dominar os outros.

 Para Ragon é o símbolo de igualdade social, base do Direito Natural, ao passo que para Plantagenet corresponde a igualdade original, embora sem nivelamento de valores.

No simbolismo o Nível é considerado como uma ferramenta passiva, é o Símbolo da nossa submissão à Lei, que impôs a todos e perante a qual somos todos iguais (NicoIa Aslan). O Prumo ou a Perpendicular é a insígnia do 2º Vig. e representa a retidão da consciência e procedimento de um Irm.’. da Igualdade e da profundeza na observação. Para os Antigos é o emblema do equilíbrio que simboliza, ao mesmo tempo, a escada sobre a qual se encontram repartidos desigualmente os seres da Natureza.

Para Frau Abrines o Prumo é oSímbolo da estabilidade, da ordem, da justiça e da equidade. Mackey analisa esta ferramenta do ponto de vista geométrico como aquilo que é vertical e ereto, sem inclinação nem para um lado nem para outro, ou seja, em sentido figurado significa:

Justiça - é a que não inclina para qualquer lado a não ser a verdade. Fortaleza - aquela que não cede ao desfavorável ataque. Prudência - aquela que segue sempre o caminho da integridade. Temperança - que não se desvia por apetites e paixões.

A militância maçônica implica em direitos e deveres, porque assim é a vida social, e ao prédio onde desenvolvemos nossos trabalhos denominamos de templo, sem ser igreja dos cristãos, nem pagode dos budistas, nem sinagoga dos judeus, nem terreiro dos cultos africanos, nem mesquita dos muçulmanos, mas universal, porque a humanidade é um mosaico de crenças, de sonhos, de esperanças, de línguas e de costumes, e Deus nos fez assim, heterogêneos num mundo heterogêneo para vivermos em paz uns com os outros.

Os maçons procuram serem edifícios sociais estruturados no amor às liberdades individuais e públicas, na primazia da justiça, no aperfeiçoamento do direito.  

Narciso Bastos PORTELA – M.: I.: 33º

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