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terça-feira, 29 de julho de 2014

O QUE LEVA O HOMEM A SER MAÇOM?


A primeira premissa esclarece que a Maçonaria é uma Fraternidade.
Ora, o substantivo feminino fraternidade designa o parentesco de irmãos, o amor ao próximo, a harmonia, a boa amizade, a união ou convivência como de irmãos. Isso leva à conclusão de que, na organização designada, genericamente, como Maçonaria, ou Franco-Maçonaria, definida como uma Fraternidade deve prevalecer à harmonia e reinar a união ou convivência como de irmãos. Do livro “Fragmentos da Pedra Bruta – José Castellani
Estive meditando, nos últimos dias….
O que leva o homem a ser maçom?
Devemos inquirir nossos conhecimentos de prima facie, relembrando que o homem maçom é escolhido dentro a sociedade profana, como que um diamante ainda em estado bruto, pois assim o determina os antigos costumes, de forma que ele somente toma pé de onde e o que o espera, quando da sua iniciação.

Sabemos que hoje, não mais como ontem, o indicado, indaga-se e prepara seu espírito, quando lhe é informado que será iniciado, certamente pelas ferramentas disponíveis na internet e em outros meios de comunicação, certamente toma nota e assimila um conteúdo considerável a respeito da sublime ordem.

Mas, muito provável, muita coisa que lerá, será apenas falácias, enquanto outros se apresentação muito maiores que possa imaginar a sua vã expectativa.
Nestas falácias, muita coisa, escrita, ou não se enquadra no seu rito ou não é operada ao pé da letra por sua futura loja ou potência. Podendo traduzir num permeio de desolação e decepção quanto ao que esperava.
Noutro mote, há expectativas geradas pelos próprios futuros irmãos de ordem, que acreditam piamente e esperam algo que não se traduz em realidade tangível, mas apresentam-se apenas como expectativas.
Assim, o candidato e a oficina se apresentam com enorme expectativa, desde a sua iniciação até o dia que o laço de rompa, seja pela saída do obreiro, desligamento obrigatório ou a sua passagem para outro oriente.
Pois bem, há nítido jogo de interesses, não manejo o interesse com o intuito depreciativo, mas sob a ótica construtiva, o interesse como objeto de vontade, a loja adquirindo um obreiro atenda as suas expectativas enquanto membro, maçom, pai de família, pessoa da sociedade e o iniciado aglutinando outras visões de interesse, de lapidar seu conhecimento de si, adquirir novas amizades, provem um meio social coerente a si e a seus familiares, etc.

Quando não esta tudo caminhando. Afirma-se que a “egregora” não esta condizente. Particularmente não gosto desta afirmação!

Mas, certo é que também discordo da afirmação de que a maçonaria escolhe grandes homens, e entre eles, haverá diferenças maiores quanto mais for à capacidade e a liberdades daqueles.

A afirmação alhures é tipicamente profana. Vale fora dos nossos templos.

Não poderia vingar quando falamos de relações entre maçons. Que deve ser uma relação alicerçada nas leis naturais, nos antigos costumes e num sistema que tem como meta algo mais que uma boa relação entre irmãos.

Lembramos que combatemos o despotismo, a iniquidade, levantamos templos à glória do criador, em honra da virtude e sepultamos nas profundezas todas as formas de vícios.
Neste permeio de locuções é que busco a resposta para a indagação que me trouxe até estas linhas, aquele profano imaginário, não sabia de anda disso, se sabia o seu horizonte não imaginaria como os olhos de um maçom vêem a tudo isso.
Por tal é recebido maçom, um homem, que circula por dentre a descortinação do grande espetáculo da luz da verdade, o caminho solar do escocismo. Viaja por dentre as luzes da sabedoria, aprende nas ciências e sente a existência da força e embebedam-se pelos caminhos da beleza, situações que sustentam todo o arcabouço do aprendizado maçônico.
Arrancam-lhe o juramento. São lhes deferidas às obrigações, assentindo é feito maçom!
Descobri o que leva o homem a ser maçom?

É guardar consigo não grandes segredos. Mas o segredo da vida, ser feliz, amar ao próximo, lutar, vencer, sorrir e chorar e não tripudiar dos oprimidos, não blasfemar, não vilipendiar, não deixar de lapidar-se, aprender a praticar a iniciação em si mesmo dia a pós dia.

Ivair Ximenes Lopes


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