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quinta-feira, 2 de julho de 2015

O SIGNIFICADO DA PEDRA BRUTA E DA PEDRA CÚBICA OU POLIDA


Quem quer que pretenda entrar na Ordem Maçônica deverá preencher alguns requisitos, dentre os quais o de possuir instruções suficientes que lhe possibilite compreender e aplicar os ensinamentos da Instituição. Não se exige que possua riqueza ou nível superior de escolaridade. Assim é que nela ingressam homens das mais variadas condições sociais, e todos o fazem na mesma condição, simplesmente como Aprendizes.

Para podermos compreender o significado da pedra bruta e da pedra cúbica ou polida, devemos primeiramente ter em mente uma visualização panorâmica de uma construção rústica, como, por exemplo, as pirâmides do Egito, o Coliseu em Roma, onde a pedra usada na construção simboliza o Maçom.

Este deve trabalhar no aperfeiçoamento de si mesmo, combatendo os vícios e glorificando o direito e a virtude, em benefício da sociedade, o que simbolicamente denominamos a construção do Templo.

A filosofia da designação “Pedra Bruta” simboliza o início do aperfeiçoamento moral, que deve buscar todo o ser humano-maçom. Sintetiza, para o Maçom, um objetivo a ser buscado, qual seja, de que através do seu burilar moral, transformara também, simbolicamente aquela pedra bruta numa “Pedra Polida”. Esta conquista representa a passagem do Grau de Aprendiz para o Grau de Companheiro. Representa ainda, uma contribuição que a Maçonaria confere para um efetivo burilar universal a partir do próprio iniciado.

O trabalho atribuído ao Aprendiz para vencer esse primeiro degrau na sua evolução de existência templária é executado na Col.’. J.’., sob a orientação do Irmão 2 Vig.’.. Sua tarefa básica consiste, portanto, “em desbastar e esquadrejar a pedra bruta”.
Num sentido mais amplo, a filosofia da pedra bruta é embasada no paralelismo verificado do homem da era paleolítica com o neófito recém- chegado à Maçonaria. 

Ou seja, o homem que habitava as cavernas tinha uma capacidade intelectual quase nula, na medida em que eram criaturas sem instrução, por conseguinte, rudes e impolidas, assemelhando-se ao sentimento de despreparo do neófito ao tomar conhecimento do complexo da instrução ministrada pela Maçonaria, daí porque o proclama com mero aprendiz.

Assim, conforme explicado, o neófito aprendiz deverá ser induzido a trabalhar simbolicamente no desbastar da pedra bruta, pedra essa de formas toscas e imperfeitas, objetivando a sua lapidação. Portanto, o transformar de uma pedra bruta informe e irregular numa pedra lapidada significa simbolicamente uma etapa da evolução do homem-maçom na sua carreira templária, caracterizando a lapidação de seu ego, conforme já indicado.

Da mesma forma quando no início fiz uma referência à construção das pirâmides do Egito, assim é o aprendiz. A pedra bruta nada mais é que o Aprendiz, em que cada pedra toda deformada, de várias assimetrias, uma diferente da outra, com medidas e pesos diversos, vão sendo colocadas uma a uma, lado a lado e em cima da outra, de formas geometricamente alinhadas, formando um encaixe perfeito, que aos poucos e através de ardilosos trabalhos, irão recebendo forma, uma aparência de monumento, mesmo que aparentemente abstrato ou intrínseco no começo, é que percebemos o nascimento de um Maçom, onde o tornará Mestre-Maçom.

O atingir daquele objetivo representa que o aprendiz terá vencido a si mesmo, desfraldando a bandeira da sua evolução interior. Terá descoberto seus defeitos, suas fraquezas, seus deslizes e suas vaidades, que o fará pensar tão somente em construir o poder do seu próprio caráter virtuoso, que outra coisa não é senão a base fundamental do templo moral de sua vida, consubstanciado pelo seu ajustamento à índole dos símbolos maçônicos e, sobretudo, aos mandamentos divinos.

Ressalte-se que o trabalhar na pedra bruta é um caminhar ininterrupto na busca do ideal de uma moralização plena do indivíduo. Deve-se entender como um processo de aprendizado contínuo porque, embora a simbologia maçônica estabeleça o trabalho na pedra bruta apenas no grau inicial de aprendiz para efeito de evolução do maçom na vida templária, o ser humano, em sua essência, não é desprovido de sentimentos como a inveja, o egoísmo, a luxúria, a cobiça, a intolerância, etc., que corroboram para dificultar a consecução de um estágio moral supremo. Aqueles poucos que atingem em vida esse estágio, prestam elevados serviços à Humanidade.

A “Pedra Bruta” simboliza, portanto, que o Aprendiz-Maçom deve ser induzido a trabalhar no seu desbaste, porque possui formas imperfeitas, objetivando a sua lapidação.

O transformar, então, de uma pedra informe numa pedra esculpida representa que o Homem-Maçom adquiriu força de caráter voltado para um ideal elevado, ferramenta fundamental para desempenhar uma liberdade bem dirigida aos interesses da Humanidade e de sua Pátria, pois eliminou os traços de egoísmo e ambição, que se verdadeiramente postos em prática contribuirão para uma contínua transformação do Mundo para melhor.

Assim que forem ocorrendo estas transparências de aperfeiçoamento, extinção de seus vícios adquiridos no decorrer de sua vida, o Aprendiz vai tomando formas mais justas, perfeitas para atingir o seu ego, tornando-o mais puro, sublime e harmonioso.
Dessa forma mais trabalhada, essa pedra passa a ter outro nome, onde ela depois de passado por todos os obstáculos, todos os procedimentos de preparação, é que ela forma a “Pedra Polida” ou cúbica. É a etapa final da construção. A pirâmide está construída. Mas não para por aí.

Agora vem os acabamentos, as manutenções do dia-a-dia, as faxinas diárias. É nessa etapa que o Mestre-Maçom deverá provar através de seu conhecimento, colocar em prática toda a sua sabedoria para transformar-se cada vez em um ser melhor, para si mesmo e para com os que estão ao seu redor.

Assim é a minha percepção desde que fui iniciado na Maçonaria. Posso dizer que não tinha controle de pequenos atos que o profano possui ao entrar na maçonaria, são vícios vitais, adquiridos desde o nosso nascimento até os dias atuais, como espinhos que fere sem sentir dor, como o egoísmo, a inveja, mesmo que passavam despercebidos, mas que hoje eu tenho controle de repelir do meu ego.

O meu objetivo, é trabalhar insistentemente todo dia, corrigindo as irregularidades, e arestas inúteis, desbastando todas as saliências, deixando a pedra mais lisa, polindo-a dia-a-dia, para tornar-me um mestre maçom no mais puro e verdadeiro sentido.

Este trabalho deve ser feito por si mesmo, obter um aperfeiçoamento, sentir as misteriosas harmonias das esferas superiores unirem-se a estas harmonias e compreender que elas não podem ter sido formadas nem por acaso nem sem uma finalidade.

É preciso que o iniciado se coloque por ele mesmo num estado físico e moral que permita estas revelações que resultam de uma iluminação última que se merece.
Oriente de São Paulo-SP

Marcio de Oliveira Cadurim, A.´.M.´.

Bilbiografia
DYER, Colin. O Simbolismo na Maçonaria. São Paulo: Madras, 2013.
PEDRA CÚBICA. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2012. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Pedra_c%C3%BAbica&oldid=28935822>. Acesso em: 6 out. 2014.

PEREIRA, Carlos Alberto. Desbastando a pedra bruta. Disponível em: <http://www.maconaria.net/portal/index.php/artigos/46-pedra-bruta.html&gt;. Acesso em: 06 out. 2014.

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