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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

O SIGNIFICADO DOS RITUAIS MAÇÔNICOS



O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida.

Uma Loja Maçônica perfeita é a representação simbólica do Universo, suas leis e da Hierarquia de Poderes que o dirige e governa.

Nos rituais, desde a abertura até o encerramento, é executado simbolicamente o drama cíclico de início e fim das atividades progressivamente evolutivas levadas a cabo num Universo segundo G.A.D.U. Segue-se o divino ritual de criação, desenvolvimento e extinção de um Universo, e caso ato tem um significado cósmico muito além das concepções sobre a importância do Ritual.

G.A.D.U.  significa  Grande Arquiteto do Universo. É a forma genérica como é chamado Deus, já que homens de várias religiões participam da Maçonaria, ou seja, é um movimento ecumênico.

Todos os Oficiais da Loja exercem funções similares às que, nos níveis superiores do Universo, desempenham os excelsos Oficiais da perfeitíssima
Grande Loja Branca. - Grande Fraternidade Branca de Mestres Iluminados, que guiam a humanidade para o caminho do bem.

- O Ritual Maçônico está situado no Ritual Supremo. Por meio dele, seus participantes se põem em contato com a gigantesca atividade do G.A.D.U., capacitando o maçom a colaborar humildemente na consagração diária do Universo na manutenção de toda a vida, e assim, por alguns momentos, o maçom é mais que humano, é divino - que isso não seja interpretado com blasfêmia.

“A Maçonaria é um fato da natureza, e sendo um fato da natureza, seus fenômenos, ensinamentos e práticas têm de se repetir EM e DENTRO do corpo humano, templo vivo de Deus".

SIMBOLOGIA DO BAPHOMET



A palavra “Baphomet” em hebraico é como segue: Beth-Pe-Vav-Mem-Taf.
Aplicando-se a cifra Atbash (método de codificação usado pelos Cabalistas judeus),
obtém-se Shin-Vav-Pe-Yod-Aleph, que soletra-se Sophia, palavra grega para “sabedoria”.

- A imagem possui a cabeça com características de chacal, touro e bode, representando os chifres da sabedoria, virilidade e abundância. O chacal representa Anúbis (o deus-chacal) e também o “Mercúrio dos Sábios”, o Touro representa o elemento terra e o “Sal dos Filósofos” e o bode representa o Fogo e o “Enxofre fixo”. Juntos, a cabeça da imagem representa os três princípios da Alquimia.

- A tocha entre seus chifres representa a sabedoria divina e a iluminação. Tochas estão associadas ao espírito nos 4 elementos e colocadas sobre a cabeça de uma imagem representam a inspiração divina. Isso pode ser observado até os dias de hoje, em personagens de quadrinhos que, quando tem uma idéia, aparece uma lâmpada sobre suas cabeças (grande Walt Disney!).

- O conjunto dos dois chifres também representa as duas colunas na Árvore da Vida e o fogo sendo o equilíbrio entre elas. A lua branca representa a magnanimidade de Chesed (Júpiter) e a lua negra o rigor de Geburah (Marte).

- O pentagrama na testa de Baphomet representa Netzach (Vênus), o Pentagrama, o símbolo da proteção e da magia. Importante notar que ele se encontra voltado com a ponta para cima. As pernas cruzadas associadas ao cubo representam Malkuth.
- Nos braços do Baphomet estão escritos “Solve” no braço que aponta para cima e “Coagula” no braço que aponta para baixo. Solve representa “dissolver a luz astral” e coagula significa “coagular esta luz astral no plano físico”. Em outras palavras: tudo aquilo que você desejar e mentalizar no plano astral irá se manifestar no plano físico. Alguém ai assistiu ao filme “The Secret?”

- Os braços nesta posição representam o “Tudo o que está acima é igual ao que está abaixo”, ou “O microcosmo é igual ao macrocosmo”, ou “Assim na Terra como no Céu”. É a mesma posição dos braços representada no Arcano do Mago no tarot.

- a imagem possui escamas, representando o domínio sobre as águas, ou emoções.

- a imagem possui asas, representando o domínio sobre o Ar, ou a razão.
- a imagem possui patas de bode, representando seu domínio sobre a Terra, ou o material. Também representam a escalada espiritual.

- a imagem possui fogo em seus chifres, representando o domínio sobre o Fogo.

- Os seios representam a maternidade e a fertilidade, e também o hermafroditismo, simbolizando que a alma não possui sexo e que não “somos” homens ou mulheres, mas “estamos” homens ou mulheres.

- a imagem está parcialmente coberta, parcialmente vestida (atenção, irmãos e fraters), representando que o corpo não está apenas no plano material (roupas), mas por debaixo da matéria está também o espírito (parte nua). Podemos perceber isto melhor nos arcanos Estrela e Lua no tarot.

- Baphomet está sentado sobre o cubo. O cubo e o número 4 representam o Plano Material, e estar sentado sobre ele representa o domínio sobre o plano material (vide arcanos Imperador e Imperatriz no tarot).

- O falo do Baphomet é o Caduceu de Hermes, representando a Kundalini e as energias sexuais ativadas, a virilidade e todo o desenvolvimento dos chakras.

- Finalmente, a figura representa a Esfinge, aquela que guarda os portais das iniciações, pela qual os covardes não passarão. Aquele que teme uma figura por pura ignorância nunca será um iniciado.

Pesquisa: Ir.´. Daniel Martina

A ORIGEM DO NOME GADU



O RITO MODERNO, intelectualmente direcionado para o verdadeiro princípio da tolerância, e em nome da total liberdade de identificar-se com as consciências de seus membros, desconsidera a afirmação DOGMÁTICA de que o recipiendário é obrigado, no dia de sua Iniciação, a afirmar solenemente a sua crença no GADU, fórmula que harmoniza o princípio da construção com o Ideal Maçônico, na Construção do Edifício da Liberdade Humana.

A Tradição Maçônica chama de “Deus” o Grande Arquiteto do Universo, mas seria isso uma Tradição a partir de 1717 ou desde mais além?

Todos nós sabemos,  que a partir da chamada Maçonaria dos Aceitos, erroneamente chamada de especulativa, uma forte influência protestante fez-se presente na sua primeira Constituição, através dos Irmãos Pastores, responsáveis por sua redação, notadamente seu compilador, ANDERSON.

Todavia, onde teria ele buscado o nome GADU?

“À espera da cidade dotada de sólidos fundamentos, da qual Deus é o Arquiteto e Construtor”. Epístola aos Hebreus, 11, 10.

“Como sábio Arquiteto, pus o alicerce”. 1ª Epístola aos Coríntios, 3, 10.

Sabemos que, nos Antigos Deveres, nas raras invocações Rituais, encontraremos uma forte influência do catolicismo e, um pouco mais próximo ao novo período, o credo andersoniano. Todavia, merece nossa consideração o fato de a data da primeira condenação pontifícia ter ocorrido justamente em 1738, quando os ingleses modificam, pela primeira vez, o Livro das Constituições, tornando-o mais próximo ao Teísmo de Roma, condenação esta que não aconteceu em 1723, quando o texto original, nitidamente Deísta, foi aprovado e publicado pela Grande Loja de Londres.

Parece-nos ter sido uma preocupação constante a introdução de nomes e episódios bíblicos para a formação da nossa mitologia maçônica. Até mesmo a fórmula GADU, que nos parecia tão pessoal, foi buscada na Epístola de Paulo…

Se entendermos nossa Arte como não dogmática, somente um Maçom livre e de bons costumes poderá entender essa Liberdade como a querem os franceses, que em seu nome suprimiram das suas constituições, em 1877, a fórmula do GADU, o que provocou o rompimento com a Inglaterra e o início da sua “irregularidade” perante a Loja-Mãe da Moderna Maçonaria, oriunda da Grande Loja de Londres, de 1717, considerada “Maçonaria Regular”, ou seja, fundada por maçons autênticos, regularmente Iniciados e possuidores dos poderes necessários para fundas Lojas.

Seria isso mesmo se a afirmação acima fosse verdadeira; acontece que, segundo AMBELAIN, não é:

“En septiembre de 1714, en Londres, el Pastor presbiteriano James Anderson educa a profanos en las ideas masónicas y, a finales de ano, probablemente el dia de san Juan de Invierno, funda una logia com siete de ellos.

Ahora bien, Anderson no es MAESTRO DE LOGIA. Por lo tanto, no puede transmitir la iniciación masónica. Ni siquiera es masón regular, ya que no se ha encontrado ningrín rastro de su iniciación, sino CAPELIAN de logia, cosa muy diferente. Por conseguiente, esas iniciaciones son totalmente irregulares, sin ningún valor. Y aunque hubiera sido COMPAÑERO regular (lo que no es el caso), seguiram siendo ilícitas, y ninguno de sus iniciados podria ir más lejos. Tres anos más tarde, en 1717, esos ocho masones irregulares constituirán cuatro logias, tan irregulares como la primera”

Robert Ambelain. El Secreto Masónico. Mertinez Roca. Págs. 219 e 220.

Acreditamos corajosamente que, em momento algum, nossos Irmãos franceses negaram a existência da fórmula do Grande Arquiteto do Universo. Deixaram, sim, fluir, e isto deve ser visto com o respeito devido a todo ser que se pretendia livre de dogmas, a percepção íntima e pessoal do Deus do seu próprio coração, quando e como esta realidade manifestar-se na suam mente pequenina, perto do Macro-ideal de um Universo em expansão e ainda quase totalmente desconhecido. O mais são regras pessoais, impostas e determinativas de algo que não se impõe, mas oferece-se como demonstração do mais profundo amor.

Esse amor representa a Unidade, o princípio e o fim de tudo. Ela não pretende eliminar os contrários, mas estabelecer o princípio da Ordem sobre a desordem, ao que o lema escocista tão bem se ajusta: ORDO AB CHAO.

A origem do nome “GADU” está, portanto, no princípio criador, independente da fórmula ou oposição. O GADU não exige a crença Nele; Ele simpresmente é. Uma Atualidade não pode ser uma Realidade humana. Seu nome está inscrito na Constituição da Maçonaria, o verdadeiro livro do Conhecimento Sagrado. Somente através desta Lei Sagrada, que rege o Universo, será possível ascender do inferior até o superior. Todavia, esta Constituição não foi escrita por mãos humanas. Não foi Anderson quem a elaborou e as Potências a compilaram. Não, suas páginas estão brancas como a Alma Universal. Apenas o verdadeiro Iniciado, o Mestre Exemplar, saberá gravar, no seu próprio coração, a ORIGEM DO NOME “GADU”, lendo no silêncio da PAZ PROFUNDA, as regras que lhe forem atribuídas.

Fontes:
http://grau33.com.br/trabalhos-maconicos/a-origem-do-nome-gadu/
http://www.entreirmaos.net/wp-content/uploads/2011/09/Arte-Real-56.pdf



Irmão FREDERICO GUILHERME COSTA “La Franc-Masoneria tiene buen cuidado de no definir el Gran Arquitecto, dejando toda latitud a sus adeptos para que hagan del mismo una idea de acuerdo cons su filosofia. Los Francmasones abandonam la teologia a los TEÓLOGOS, cuyos dogmas levantam apasionadas discusi...

AS DEFINIÇÕES DE FREEMASONS


Muitos documentos maçônicos apresentam traduções equivocadas provocando assim alterações profundas no sentido original do texto. Vamos examinar alguns termos e expressões, alguns temos importantes que vão nos ajudar a entender melhor o sentido do Manuscrito de Halliwel, um manual de civilidade dos maçons operativos.

FREEMASON

Tradicionalmente na Inglaterra somos chamados de freemasons, na França somos os Franc-maçons, e no Brasil já fomos os Pedreiros-livres (em desuso) numa tradução literal do inglês, e atualmente somos conhecidos como os Maçons, um estrangeirismo incorporado ao vernáculo. A palavra inglesa mason e a palavra francesa maçon tem nos dicionários o mesmo significado, o de profissional de trabalho de pedra.

A polêmica está no prefixo Free na lingua inglesa, e o Franc próprio do francês, acrescidos ainda do termo Accepted, tão polêmico quanto, muito usado, na expressão Free and Accepted Masons, bastante comum no âmbito das lojas nos Estados Unidos da América. Veja o site daGrande Loja de Nova York e observe - nymasons.org . Aproveite e veja também o belíssimo site da Grande Loja Unida da Inglaterra

Os dois prefixos citados, free e franc, tem no idioma inglês significados diversos que correspondem com os das palavras "livre" e "franco" em português respectivamente. Por sua vez o termo "franc" que existe tanto em inglês como em francês, correspondem ao "franco" em português e tem como sentido principal o de patronímico  ligado a França ou ao Território dos Francos. Em significado secundário querem dizer também "livre, solto, aberto, etc" sem nenhuma conotação com a liberdade da pessoa humana, que é o sentido do vocábulo inglês "free".

Nas expressões  free-mason, franc-maçon e "pedreiro-livre" o sentido é o de profissional da pedra livre, e não profissionais da pedra livre como querem alguns autores. Interpretam estes que "free-mason" seria originário da contração da expressão inicial free stone-mason com a elipse da palavra stone pelo uso e pelo tempo.

A palavra Freestone é evidentemente a contração de free of split stone (pedra sem rachas, pedra que não racha), conforme os dicionários ingleses, nada tendo a ver com "pedra franca". A freestone é uma pedra própria para suportar as enormes pressões dos pesos das estruturas das catedrais e dos castelos góticos. Pedras friáveis, ou que rachassem, não seriam apropriadas para essas enormes construções, provavelmente por isso uma recomendação especial aos fellowcraft para terem o cuidado de que as fundações não rachassem conforme consta no "Poema Régio"

Vemos portanto que a expressão "freestone-mason" não se tornou "free-mason" porque todo um processo lingüístico deveria ter acontecido para que assim sucedesse, o que não aconteceu. A palavra mason é bastante usada na cópia de 1390 do Poema Régio, mas a expressão freestone-mason não é citada, portanto caso a expressão freestone-mason estivesse sendo usada na época certamente apareceria no Poema Régio, um documento elaborado com esmero e na forma poética destinado exclusivamente a Maçons.

Há outras explicações para o surgimento do termo freemason. As construções de catedrais empregavam muitos operários, centenas, num processo de aprendizado longo que durava sete anos, onde aprendiam necessariamente a aritmética e a geometria, além de provavelmente rudimentos das outras cinco artes liberais, totalizando sete Artes Liberais.
Estas Artes Liberais são divididas em dois grupos o Trivium e o Quadrivium. Tradicionalmente, as sete Artes Liberais englobam, desde a Idade Média, dois grupos de disciplinas: de um lado, o Trivium e do outro, o Quadrivium. O trivium concentra o estudo do texto literário por meio de três ferramentas de linguagem pertinentes à mente.
 O quadrivium engloba o ensino do método científico por meio de quatro ferramentas relacionadas à matéria e à quantidade. Esse grupo de disciplinas incluía a lógica (ou dialéctica), a gramática e a retórica. As artes do trivium teriam como objetivo prover disciplina à mente, para que esta encontre expressão na linguagem, especialmente no que se refere ao estudo da matéria e do espírito.
 De acordo com definições clássicas, a matéria teria como característica essencial o número e a extensão, temas analisados respectivamente pela aritmética e pela música, bem como pela geometria e astronomia (ou astrologia clássica). Segundo esta mesma definição, o espírito teria como caractere essencial o número.

O quadrivium, etimologicamente o cruzamento de quatro ramos ou caminhos está voltado para o estudo da matéria, por meio do domínio das seguintes disciplinas: aritmética (a teoria do número); em música (a aplicação da teoria do número), em geometria (a teoria do espaço) e em astronomia (a aplicação da teoria do espaço).

No âmbito do quadrivium, a música é entendida como o estudo dos princípios musicais, tais como harmonia, não podendo ser confundida com a música instrumental aplicada (uma das sete belas-artes). O objetivo destas artes ditas "da quantidade" era prover meios e métodos para o estudo da matéria, sujeitos a aprimoramento no âmbito das disciplinas ditas superiores.

Era compromisso e obrigação do mestre lhes ensinar isto conforme diz o Manuscrito Régio.

Assim formadas por pessoas cultas e hábeis as guildas de Maçons se tornaram logo muito poderosas e mantinham contato direto com os poderosos do momento através de seus mestres. Podemos supor então que eles obtiveram muitos privilégios. Como eram itinerantes em razão do próprio ofício é lógico supormos que conseguissem a liberdade de se filiarem à guilda da cidade onde trabalhassem. Por isto eram free para se filiar. O free de freemason deve significar, pela lógica, algo relativo à liberdade individual dos operativos, e os documentos parecem indicar isto.

O freemason parece mais, para a época um vocábulo em formação, o mais comum era a utilização do termo Mason, simplesmente, é assim que ele é encontrado em todo o Manuscrito Régio, e em outros documentos ele é usado em ocasiões formais como no Livro das Constituições de Anderson, o termo é citado no título da página de rosto e no cabeçalho do título Charges of a Free-Mason, e por Desaguiliers uma vez em sua Dedication.

Fonte: "O Manuscrito Régio e  o Livro das Constituições - Ambrósio Peters - Editora Maçônica "A Trolha" - 1997 - 1ª edição.
Por Marcos Fiszer  

O RITO ESCOCÊS NO BRASIL



Atualmente no Brasil, tem dois Supremos Conselho do Brasil que comandam os graus filosóficos do Rito Escocês Antigo e Aceito, ou seja: o Supremo Conselho do Brasil para o Rito Escocês Antigo e Aceito com tratado de amizade com as lojas escocesas do Grande Oriente do Brasil - GOB, e o Supremo Conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria Para a República Federativa do Brasil com tratado de amizade com as lojas escocesas das Grandes Lojas Maçônica.

Segundo o Ir.´. Kurt Prober em seu livro "História do Supremo Conselho do Grau 33 do Brasil", a origem da Águia Bicéfala como emblema dos Supremos Conselhos surgiu pela primeira vez na França em 1759 e foi usada pelo "Conselho dos Imperadores do Oriente e do Ocidente". E sua origem (águia bicéfala)  foi na cidade de Lagash, na poderosa e influente Samária. No correr dos tempos passou dos "samaritanos" para o povo de Akhad, dali para os Hititas e mais tarde se tornou o emblema de alguns povos da Ásia Menor, especialmente dos Sultões de Selkujian.

Durante as Cruzadas foi trazida como símbolo para os Imperadores do Oriente e do Ocidente, cujos sucessores, foram nos últimos tempos, os Habsburgos e os Romanoffs, e em cujas moedas aparece então sistematicamente, sendo copiado pela maioria das "Cidades Livres da Europa", principalmente as alemãs.

GRAUS DO RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO
1)Aprendiz
2) Companheiro
3) Mestre

LOJAS DA PERFEIÇÃO OU FILOSÓFICOS
4) Mestre Secreto
5) Mestre Perfeito
6) Secretário Íntimo ou Mestre por Curiosidade
7) Preboste e Juiz ou Mestre Irlandês
8) Intendente dos Edifícios ou Mestre em Israel
9) Cavaleiro Eleito dos Nove Mestre Eleito dos Nove
10) Cavaleiro Eleito dos Quinze ou Ilustre Eleito dos Quinze
11) Sublime Cavaleiro dos Doze ou Sublime Cavaleiro Eleito
12) Grão-Mestre Arquitecto
13) Cavaleiro do Real Arco (de Enoch) 
14) Grande Eleito da Abóboda Sagrada de Jaime VI ou Grande Escocês da Perfeição ou Grande Eleito ou Antigo Mestre Perfeito ou Sublime Maçom.

CAPÍTULOS
15) Cavaleiro do Oriente ou da Espada
16) Príncipe de Jerusalém (Grande Conselheiro)
17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente
18) Cavaleiro ou Soberano Príncipe Rosa-Cruz

AREÓPAGOS
19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês de Jerusalém Celeste
20) Soberano Príncipe da Maçonaria ou Mestre "ad Vitam" ou Venerável Grão-Mestre de todas as lojas
21) Cavaleiro Prussiano ou Noaquita
22) Cavaleiro Real Machado ou Príncipe do Líbano
23) Chefe do Tabernáculo
24) Príncipe do Tabernáculo
25) Cavaleiro da Serpente De Bronze
26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário
27) Grande Comendador do Templo ou Soberano Comendador do Templo de Salomão
28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto
29) Grande Cavaleiro Escocês de Santo André da Escócia ou Patriarca dos Cruzados ou Grão-Mestre da Luz
30) Grande Inquisidor, Grande Eleito Cavaleiro Kadosh ou Cavaleiro da Águia Branca e Negra

ADMINISTRATIVOS:
31) Grande Juiz Comendador ou Grande Inspetor Inquisidor Comendador
32) Sublime Cavaleiro do Real Segredo ou Soberano Príncipe da Maçonaria
33) Soberano Grande Inspetor-Geral.

Autoria e Pesquisa: Ir.´. Daniel Martina
Biografia:
Loja Maçônica Luz no Horizonte 2038 Goiânia/Go
CAMINO, Rizzardo da , Rito Escocês Antigo e Aceito, Madras Editora Ltda, 2.ª Edição, 1999
Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito



OS FILHOS DA VIÚVA


A portentosa obra que narra a Bíblia Sagrada como “O templo de Salomão” foi erigida no século XI a.C., no topo do Monte Moriá, na eira de Ornã, em Jerusalém, numa faixa de terra adquirida pelo rei Davi para esse fim.  Este teria informado a seu filho, 
Salomão, que o referido templo não poderia ser edificado em outro local porque fora ali o lugar escolhido não por sua vontade, mas por inspiração divina.

Ao mesmo tempo, teria dito a Salomão que ficasse encarregado de tornar realidade o seu ambicioso intento, porque ele próprio, por sua conduta (às vezes pecaminosa), sentia-se envergonhado, desonrado e indigno perante os deuses, para invocá-los, ainda que pelo mais justo motivo. Portanto, era para o Rei Davi, uma situação de incompatibilidade, ele que se sentia impuro, tentar uma aproximação com o Ser Supremo construindo templo em seu louvor. Deveria primeiro passar por um processo de purificação, pensava ele. 

A construção teve início no quarto ano do reinado de Salomão e prosseguiu por sete anos ininterruptos até chegar à sua conclusão final.  Trabalharam na mencionada obra aproximadamente cento e cinqüenta mil operários.

O grande arquiteto e artífice a quem Salomão confiou a construção do referido Templo chamava-se Hiram Abiff. Ele morreu quando a obra ainda se encontrava em andamento, assassinado por três maus operários que trabalhavam sob suas ordens.
Nos registros bíblicos há uma lenda na qual Hiram aparece como figura central. Esta lenda que, segundo cláusulas pétreas constantes dos princípios normativos universais da Ordem Maçônica (os “landmarks”), obrigatoriamente, deve ser do conhecimento de todo maçom quando da sua ascensão ao terceiro grau, narra com clareza as invejáveis qualidades de que era possuidor aquele renomado artífice e arquiteto, que se tornou um mito por ter sido ele o responsável pela construção do primeiro grande templo de toda a história das civilizações e pela trágica forma como sua vida foi desfeita.

Hiram, segundo relatos bíblicos e históricos, nasceu na cidade de Tiro e ali residiu até se transferir para Jerusalém a fim de dar cumprimento ao pacto que houvera assumido com o Rei Salomão. No curso da obra que já se encontrava quase pronta teria ele sido assassinado em seu interior. 

De modo confuso, a Bíblia Sagrada nos dá conta de que Hiram teria sido filho de uma mulher da tribo de Dan e de um homem tírio chamado Ur, que significa “forjador de ferro” (II Crônicas, 10), ou filho de uma viúva da tribo de Naftali (Reis I, 7:13). 
Crê-se que a afirmativa mais convincente é a que consta de Reis I, Capítulo 7, versículo 13, pois a história em seus valiosos registros descreve que, ante a falta que a morte do famoso arquiteto do Templo fez à sua mãe, os bons operários que ali continuaram trabalhando a tomaram como a mãe de todos e passaram a se tratar como irmãos.

A partir de então, igualmente, passaram a se reconhecer como “os filhos da viúva”, da mesma forma como a história da Ordem Maçônica também trata do assunto demonstrando que o mesmo tem algo a ver, de maneira lógica, com a figura da viúva da tribo de Naftali acima citada. 

O laço afetivo criado entre aquela mulher e os bons operários que trabalhavam na construção do referido templo teria sido estabelecido bem antes da morte de Hiram e não se formou por mero acaso. Lá, no enorme canteiro da obra, até onde qualquer um teria permissão para chegar, ela comparecia com freqüência.  

O filho ia ao seu encontro acompanhado de alguns mestres. Dela recebia água e alimentos em quantidade suficiente para que ele e os que se achavam em sua companhia igualmente se servissem. Hiram era quem a sustentava. Após a sua morte, ela teria se tornado uma mulher à beira da miséria, faminta e doente, vivendo da caridade alheia e mesmo assim permaneceu perseverante em sua generosidade.

 Todos os dias como sempre fazia, continuou indo até à orla do canteiro de obras para levar água aos operários e para dividir com eles os alimentos que houvera  mendigado em sua peregrinação, de casa em casa, no dia anterior.

Acredita-se que dessa lendária narrativa derivou a alegoria da mãe viúva de coração generoso, aquela que a todo custo quando necessário, mesmo sem nada ter a oferecer, se esforça em amparar os filhos, tirando do pouco que lhe resta o que é possível arrancar para sustentá-los. Essa é a figura que lembra a mãe de Hiram, a viúva de coração extremamente bom que passou a ser considerada, já na época da construção do Templo de Salomão, a mãe de todos os maçons.

A partir do ano de 1.717 da nossa era, quando a maçonaria revigorou-se ainda mais, passando a ser uma instituição de forma definida, a imagem da viúva mãe de Hiram deixou de ser assim considerada para fazer-se representada por uma nova imagem, a da Loja Maçônica. Esta é hoje tida como a mãe de seus iniciados, concebida como viúva, carente, porém de coração generoso. O fato se justifica por ser a Loja Maçônica aquela de dentro da qual o homem profano, quando da sua iniciação, renasce como um novo homem, justo e perfeito, para uma nova vida, a vida maçônica.  

Ir.´. ANESTOR PORFÍRIO DA SILVA

MITOLOGIA E SIGNIFICADO DE BAPHOMET


Para entender a criação e a falsa associação desta figura meio homem meio bode com a Maçonaria, teremos que seguir um longo e tortuoso caminho iniciando no século XII.

Depois da Primeira Cruzada, no ano 1119 em Jerusalém, surge um pequeno grupo de militares formando uma ordem religiosa tendo como seu principal objetivo proteger os peregrinos visitantes à Palestina. Ficaram conhecidos como os Cavaleiros Templários.

História, história e mais história... E os Templários deixaram de existir, e muitos de seus membros, inclusive Jacques de Molay foram torturados e obrigados a se declararem "réus confessos" para uma miríade de crimes, inclusive uma lista 127 acusações e 9 subitens! Estas incluíram tais coisas como a “reunião noturna secreta”, homossexualismo (embasado no símbolo da Ordem, que é dois soldados montando o mesmo cavalo), cuspir na cruz, negar a Cristo, etc… Entre as acusações contra os Templários havia uma que haviam produzido algum tipo de “cabeça barbuda”. O tal do Baphomet.

Após ser torturado por 7 anos, o Mestre Jacques de Molay acabou, após sua prisão, queimado vivo em praça pública com fogo brando e muitos templários foram mortos, outros fugindo para outros países. O que vem a ser exatamente o "Baphomet" nunca foi descrito pela Inquisição, mas é fácil perceber que se trata de uma confusão feita pela Igreja dos ritos antigos egípcios, gregos e romanos.

Mais de 500 anos depois dos Templários, em 1810 na França, nasce Alphonse Louis Constant, filho de um sapateiro que mais tarde, após abandonar o segmento de estudos dogmáticos do catolicismo, seguiu o caminho esotérico e adotou o pseudônimo judeu de Eliphas Lévi, que dizia ser uma versão judaica de seu próprio nome.

O trabalho de sua vida foi escrever volumes enormes sobre Magia que incluíam comentários extensos sobre os Cavaleiros Templários e o Baphomet.
Existem várias teorias, inclusive a de que seria um relicário contendo a cabeça de João Batista ou a cabeça de Cristo, a Mortalha de Turin, uma imagem de Maomé (o pai da religião islâmica) entre outras.

Mas para analisarmos como esta figura foi parar nas mãos dos ignorantes, precisamos conhecer quem foi Leo Taxil (seu verdadeiro nome era Gabriel Antoine Jogand Pagès).

Taxil havia sido iniciado na Maçonaria.'., mas fora expulso ainda como aprendiz. Por vingança, acabou por inventar uma ordem maçônica "altamente secreta" chamada Palladium (que só existia na imaginação fértil de Taxil) supostamente comandada pelo G.'. M.'.  da Maçonaria.'. na época. Seu objetivo, então, era revelar à sociedade tal misteriosa e maléfica Ordem ao seu ponto de vista.

Ficou famoso com isso e ganhou uma audiência com o Papa Leão VIII em 1887. Assim, a Igreja Católica alegremente patrocinou e financiou a campanha de Taxil, inclusive a edição de seus livros.

E no panfleto de lançamento do livro de Taxil pode-se ver Baphomet com algumas modificações e um avental Maçônico cobrindo o falo.

Em suma, Baphomet nasceu de uma lenda dos Templários, ganhou forma nas mãos de Eliphas Leví  e foi associado à Maç.'. por Leo Taxil.

A fraude, apesar de ter sido revelada por seu criador, continua e é aceita como "verdade absoluta e incontestável" por novas gerações de religiosos de má-fé.
Desta forma, a Maçonaria.'. é difamada por uma acusação absurda e também por aqueles que pensam ser religiosos corretos e acabam por perpetuar uma mentira inconscientemente.

E daqui adiante, o resto é história.
Pesquisa:
 Ir.´. Daniel Martina

AS ORIGENS DO RITO ESCOCÊS


O Rito Escocês Antigo e Aceito resolveu definitivamente o problema que tinha por objetivo conservar na Maçonaria os ensinamentos filosóficos que, há séculos, se agruparam em torno do pensamento primitivo e simples, em que a Maçonaria está estabelecida.

Cada iniciação evoca a lembrança de uma religião, de uma escola, ou de alguma instituição da Antigüidade. Estão em primeiro lugar as doutrinas judaicas.

 Vêem em seguida os ensinamentos baseados no cristianismo e representados, sobretudo pelos Rosacruzes, esses audazes naturalistas que foram os pais do método de observação e procura da verdade, de onde saiu a ciência moderna. Portanto, as iniciações do Escocismo reportam-se aos Templários, esses cavaleiros hospitalares e filósofos nos quais os maçons dos Altos Graus glorificam a liberdade do pensamento corajosamente praticada numa época de terrorismo sacerdotal.

SURGIMENTO E HISTÓRIA DO RITO

Ao contrário do que vulgarmente se acredita, o RITO ESCOCÊS nada tem a ver com o Estado da ESCÓCIA, pois na época do aparecimento deste rito, as Lojas de lá trabalhavam no Rito de YORK, como em toda a Grã-Bretanha.

Firmam certos historiadores tradicionais, mas sem jamais terem podido comprová-lo ou documentá-lo, que a criação de graus "inefáveis" deste rito se teria procedida logo depois da terminação da primeira Cruzada (1099 D. C.), na Escócia, na França e na Prússia, simultaneamente. Mas tudo isto é pura fantasia, bastando dizer que a Prússia então, como Estado, ainda nem existia. Houve isto sim, a criação de inúmeros "títulos" honoríficos de "Ordens de Cavalaria", mas estas nada tinham a ver com a Maçonaria.

É muita vontade de criar uma falsa antiguidade, hoje em dia muito usual na Arte Real, e muito similar, á idéia de ANDERSON, ao publicar, depois de sua famosa CONSTITUIÇÃO DE 1723, uma nebulosa "HISTÓRIA PATRIARCAL DA MAÇONARIA" (começando em 3785 A. C. E terminando na Inglaterra em 1714 DC). É a conhecida "Maçonaria Romanceada", que sistematicamente nos é apresentada pelos nossos editores "especialistas", em traduções de literatura estrangeira barata, por não estarem os historiadores patrícios dispostos a pesquisarem a história da maçonaria AUTÊNTICA, e com isenção de animo nem a nossa história querem analisar.
Mas o que a maioria destes escritores fez, foi escrever a história da maçonaria "NA" Escócia, começando pelo famoso EDITAL da Cidade de Edinbourgh, de
1415, permitindo a constituição de uma "Corporação de Franco-Burgueses", e a Arte Real, que se foi desenvolvendo depois disto.

Fato é que o RITO ESCOCÊS surgiu na FRANÇA, e isto depois de lá ter sido introduzida a Maçonaria Inglesa, naturalmente do Rito de YORK.

A primeira Loja foi instalada em 1 de junho de 1726, na adega "AU LOUIS D'ARGENT", á rua dos Açougueiros (rue de Bucherie), de propriedade do inglês "HURE", loja esta que teria sido fundada por Lord DERWENTWATER e Lord. HARNOUESTER.

Em 17 de maio de 1729 foi instalada uma segunda Loja, fundada pelo filantropo francês André-François Lebreton, numa outra adega da mesma rua. Só em 1732 surge a LOGE DE BUSSY, sob jurisdição inglesa, que recebeu o N° 90 e o nome de "KING'S HEAD AT PARIS" e foi provavelmente sucessora da "Louis D'Argent". E até 1735 mais três lojas foram ai fundadas sob a jurisdição da Gr. Loj. Inglesa.

Consta, que por volta de 1728 teria sido fundada a Grande Loja de França, pelo menos é isto que ela mesma afirma em sua nova Constituição de 1967 (Ref. F-1967,936), mas o que se sabe é apenas, que entre 1728/30 um "Ordre des Francs-Maçons dans le Royaume de France" organizou o seu "Regulamento Geral", dentro dos moldes da Organização Inglesa, elegendo para seu primeiro Gr.: M.: o Príncipe Philippe de WHARTON, ex-Gr.: M.: da Grande Loja de Londres, que em 1728 se tinha refugiado em Paris.

Foi ele sucedido por James-Hector Mac Leane, Cavaleiro "Baronnet D'ECOSSE", em 27 de dezembro de 1735. E foi este que fixou todos estes fatos para a posteridade, num manuscrito recentemente encontrado na Biblioteca Nacional de Paris, e já falando ele de GRANDE LOJA, de modo que é mais do que provável, ter este titulo sido adotado um pouco antes pelo seu antecessor, digamos entre 1730/35. Em seguida o supremo malhete passou para as mãos de Charles Radclyffe, "4° Conde de Derwentwater", em 27 de dezembro de 1736, e depois para o Duque D'AUSTIN, neto de Madame de MONTESPAN, em 1738.

E tanto isto é verdade, que ANDERSON em seu "New Book of Constitution", impresso em Londres em 1738, á página 195 diz textualmente o seguinte: " Todas ESTAS Lojas Estrangeiras (... Acabara de relacionar as Lojas inglesas no estrangeiro...) estão sob a proteção de nosso Grão Mestre da Inglaterra; entretanto, a Loja antiga da cidade de Nova York, e as Lojas da ESCÓCIA, da Irlanda, da França e da Itália, tendo declarado a sua Independência, tem "os seus próprios Grão Mestres: Muito embora tenham as MESMAS CONSTITUIÇÕES, Obrigações Regulamentos, etc., de seus Irmãos da Inglaterra, estando igualmente zelando pelo estilo Augustiano e os segredos da antiga e honorável fraternidade..."

Logicamente outras Lojas e talvez mesmo outras potências administrativas foram surgindo logo, e a índole latina foi imediatamente modificando e alterando a ritualística da maçonaria tradicional inglesa, para o seu gosto por demais rígida e sem dar o destaque ás castas governantes e militares, que sentiram a necessidade de se projetarem sobre os maçons burgueses.

Se na Inglaterra, aonde a Arte Real já vinha de longe, depois de 3 séculos de lutas religiosas e políticas, o povo já tinha encontrado o seu MODUS VIVENDI dentro da tolerância, a que prudentemente se tinha adaptado o clero aristocrático, os presbiterianos e os anglicanos, isto já não acontecia na França, onde a maçonaria era cousa nova.

Assim por volta de 1730/35 surgiu na França o Rito Francês e o Rito ESCOCÊS nos graus simbólicos, Pouco tempo depois foram inventados os graus "inefáveis", que paulatinamente foram sendo acrescentados ao "MAITRE ECOSSAIS".

Já em 1742, afirmam os historiadores contemporâneos, estava formada a "Maçonaria ESCOCESA", organizada pelo "Conseil des Empereurs d'Orient et d'Occident, Grande e Souveraine Loge Ecossaise Saint Jean de Jerusalem", uma subsidiaria surgida no seio da Grande Loja de França, que organizou o Rito Escocês, também adotando o sufixo ANTIGO E ACEITO, usado pela primeira vez por ANDERSON, em sua Nova Constituição de 1738.

E quando finalmente foi eleito para Gr.: M.: o Conde de CLERMONT, Louis de Bourbon, em 1743, havia na França uma verdadeira inflação de Lojas, mais de DUZENTAS, como nos contam historiadores da época, mas sendo muitas delas "Ordens de Cavalaria" o ano de 1758 fundou-se em Paris um novo Corpo Maçônico, que recebeu o nome de CAPÍTULO, ou "Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente", e NOVE Comissários deste Corpo elaboraram, o que se tornaria conhecido como a CONSTITUIÇÃO DE BORDEAUX, de 21 de setembro de 1762 (6° Dia da 3a Semana 7a Lua Ano 57621, que introduzia um sistema de RITO ESCOCÊS de 25 GRAUS. Mas a pacificação, que se tinha pretendida, não foi duradoura, e já em 1767 a Grande Loja de França adormecia.

Somente em 22 de outubro de 1773 a maçonaria francesa voltou a reunir-se em "Grande Loja Nacional", acabando por fundar o Grande Oriente de França, tendo como Gr.: M.: o Duque de CHARTRES.

A maioria dos Diretórios ESCOCESES se incorporou ao Gr.: Or.: de França, enquanto alguns fundaram a Grande Loja de CLERMONT, de vida efêmera.

Deve ser mencionado aqui, que muitos escritores do passado, e ainda alguns "copistas" dos nossos dias, costumam citar o nome do Barão ANDREAS MICHAEL RAMSAY (nascido em 1686, iniciado na HORN LODGE, de Londres, em Março de 1730 (Ref. F-1973, 937), e falecido em seis de maio de 1743), como "inventor" do Rito Escocês dos "altos graus". Entretanto, basta a leitura de seus discursos como Gr.: Orador que era da Gr.: Loja de França, e especificamente o pronunciado em 21 de março de 1737, para termos a prova da incongruência de tal afirmação, pois disse textualmente o seguinte:-... A atividade da Maçonaria, resumida nos TRÊS graus (Evidentemente os simbólicos), e só estes reconhecemos, podem ser considerados  perfeitamente suficientes."

Pronunciamento este, que bem prova a sua ojeriza aos graus inefáveis, que já então existiam. Provavelmente o simples fato de ter sido ele membro da "Ordem de São Lazaro de Jerusalém", da qual era Gr.: Mestre o Regente FELIPE DE ORLEANS, da educação de cujos filhos esteve RAMSAY encarregado entre 1715/24, Ordem de que ele recebeu o titulo de "Cavaleiro Baronnet D'ECOSSE", e ainda o fato de ter sido ele um grande estudioso e filósofo, por certo bastou aos historiadores profanos para lhe atribuírem essa "paternidade. Para melhor se compreender a confusão que existe, basta citar que se conhece "quatro" versões dos Discursos de RAMSAY: de 1738 (Haya), 1741 (Paris), 1742 (Frankfurt s. M. E de 1743 (Londres).

Vá lá que RAMSAY tenha colaborado na elaboração das bases para o rito ESCOCÊS nos TRÊS graus simbólicos, mas nem isto pôde ainda ser comprovado. E de passagem se diga aqui, que a primeira Loja de Perfeição, de que se tem noticia, foi criada em Bordeaux, em 1744, portanto um ano depois do passamento de Ramsay.
Lastimavelmente a Revolução Francesa, ao contrário do que habitualmente·se afirma, dispersou os Franco-Maçons, que só a partir de 1799 foram paulatinamente se reagrupando no Grande Oriente de França, que neste ano foi REERGUIDO.

Em 12 de outubro de 1804 os grandes oficiais do Rito ESCOCÊS se reuniram, e em nova reunião de 22 de outubro de 1804, de Grande Consistório, formaram uma GRANDE LOJA ESCOCESA DE FRANÇA DO RITO ANTIGO E ACEITO, elegendo o príncipe Luiz Napoleão para Gr.: M.: e para seu Representante-Presidente o Conde Alexandre-François-August de GRASSE-TILLY, mas já em Dezembro do mesmo ano este estabeleceu um acordo com o Grande Oriente de França, delegando-lhe poderes para administrar, além dos 3 graus simbólicos, também os graus "inefáveis" de 4 até 18 (Rosa-Cruz).

Mas quando em Julho de 1805 o Grande Oriente de França resolveu também administrar os restantes graus filosóficos, de 19 em diante, houve um rompimento entre as duas jurisdições, que só pôde ser sanado em 1821, quando o Rito Escocês Antigo e Aceito se reorganizou totalmente na França.

A atual Grande Loja de França só em 7 de novembro de 1894 foi RECONSTITUÍDA, quando 60 (sessenta) Lojas do Supremo Conselho decidiram separar o SIMBOLISMO do Sistema FILOSÓFICO dos Altos Graus. Portanto, na verdade era "Potência NOVA"
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Autoria e Pesquisa: Ir.´. Daniel Martina
Biografia:
Loja Maçônica Luz no Horizonte 2038 Goiânia/GO
CAMINO, Rizzardo da , Rito Escocês Antigo e Aceito, Madras Editora Ltda, 2.ª Edição, 1999
Supremo Conselho do Brasil do Grau 33 para o Rito Escocês Antigo e Aceito


O HALLOWEEN NA VISÃO BIBLÍCA

O Halloween que é comemorado no dia 31 de outubro, e então venho falar um pouco sobre este assunto na visão Bíblica.

A tentativa de fazer com que o dia 31 de Outubro entre para o nosso calendário como “Dia das Bruxas” está, infelizmente, caminhando a passos largos. Ano após ano, escolas, clubes e outros grupos aproveitam a data para “comemorar” o Halloween utilizando-se de fantasias de bruxas, fantasmas e duendes, com abóboras e mamões transformados em caveiras…

Neste contexto, de um modo geral, surgem duas visões divergentes a este respeito: de um lado, há os que pregam veementemente contra esta comemoração, acusando-a de ser uma festa satânica, e de outro há os que acreditam se tratar de uma celebração inocente, sem nenhum mal. Como cristãos, acreditamos que nossa referência é a Palavra de Deus. Portanto, neste estudo vamos procurar estabelecer alguns princípios bíblicos para a viabilidade ou não das festas de Halloween.

Um pouco de História:

A comemoração do Halloween teve início na Irlanda, há mais de três mil anos, no chamado Samhain – festival da colheita dos celtas. Os Druidas (magos celtas) acreditavam que nessa noite a janela que separava o mundo dos vivos do mundo dos mortos desaparecia, e as almas dos mortos regressavam numa visita aos lares terrenos. Para manter esses espíritos contentes e afastar os maus espíritos de seus lares os celtas deixavam comida e doces na parte de fora de suas casas, e realizavam rituais com sacrifícios humanos.

Significado espiritual:

Em nossos dias, tanto no calendário pagão (movimento neo-pagão), como na bruxaria e no satanismo (adeptos da Igreja Mundial de Satanás), o Halloween é a data mais importante do ano. Rituais para invocação de espíritos, comunicação com os mortos, adivinhações, e até mesmo a adoração e evocação do próprio Satanás são realizados de maneira pródiga neste dia.

Conseqüências:

Embora muitos defendam o Halloween como uma festa folclórica da cultura norte-americana, e o comércio incentiva a comemoração visando tirar proveito dela, não podemos fechar os olhos para as nefastas conseqüências que esta “comemoração” traz para as pessoas e para a nossa nação. Vamos enumerar algumas:

1) Todos os valores enaltecidos nas festas de Halloween são contrários à boa, agradável e perfeita vontade de Deus para as nossas vidas:
· Morte è “Todos os que me aborrecem amam a morte.” (Provérbios 8:36)
· Bruxaria e Feitiçaria è “Não permitam que se ache alguém entre vocês que queime em sacrifício o seu filho ou a sua filha; que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria…” (Deuteronômio 18:10)
· Comunicação com os mortos è “Não permitam que se ache alguém entre vocês que faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O Senhor tem repugnância por quem pratica essas coisas” (Deuteronômio 18:11-12)
· Ocultismo è “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as. Porque o que eles fazem em oculto até dizê-lo é torpe.” (Efésios 5:11-12)

2) Embora muitos participem de tais comemorações de maneira inocente e lúdica, sem o objetivo de adorar a Satanás, indiretamente estarão fazendo isso. Observe as palavras do próprio Jesus Cristo: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mateus 6:24); “Quem não é por mim é contra mim.” (Mateus 12:30).

3) A popularização de figuras como bruxas, feiticeiros, duendes, caveiras e espíritos malignos presentes no Halloween, faz com que, a médio e longo prazo, crianças e adultos, não só aceitem tais figuras e valores, mas as amem! É uma espécie de condicionamento através do qual, as pessoas passam a amar e a admirar os valores satânicos, tão abomináveis diante de Deus. “Aquilo que uma geração tolera, a próxima adota como estilo de vida normal”. O contato constante com estes valores afeta nossa sensibilidade de tal maneira que, o que antes parecia feio e errado, nos pareça normal e aceitável. Assim, ao sermos coniventes com esta “festa”, estaremos condenando as próximas gerações a aceitarem como corretos e aprazíveis os componentes do Reino das Trevas: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” Isaías 5:20.

CONCLUSÃO:

Embora nem todos tenham consciência disso, uma tremenda guerra espiritual está ocorrendo bem acima de nossas cabeças, e o Halloween é uma das estratégias do Diabo e suas Hostes espirituais para tentar enaltecer e popularizar as obras das trevas. Cabe a cada um de nós demonstrarmos verdadeiro repúdio a esta maldita celebração importada dos EUA.

Como disse Eddy Andrade Pinos, diretor regional da Cultura no Equador há alguns anos atrás: “Nada temos que fazer com bruxas nem abóboras, tampouco enganar as crianças com contos de bruxas”… Também nenhuma escola pode obrigar seus alunos a participarem destas festas, uma vez que ultrapassam o campo cultural e acadêmico, e violam princípios cristãos. Por isso, por amor a Jesus, não tomem parte destas coisas! “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor; vivam como filhos da luz e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor” (Efesios 5:8, 10)



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