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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

O TRABALHO DO APRENDIZ



O Aprendiz, após a sua Iniciação, não tem apenas de se integrar na Loja. Essa integração, se bem que necessária, é apenas instrumental da sua atividade maçônica.
O Aprendiz, logo na sua Iniciação e imediatamente após a mesma, é confrontado com uma panóplia de símbolos variada, complexa e de grande quantidade. Uma das vertentes importantes do método maçônico é o estudo e conhecimento dos símbolos, o esforço da compreensão e apreensão do seu significado.

Aprender a lidar com a linguagem simbólica, a determinar os significados representados pelos inúmeros símbolos com que a Maçonaria trabalha é, sem dúvida, uma vertente importante dos esforços que são pedidos ao Aprendiz. 

É uma vertente tão mais importante quanto ninguém deve “ensinar” o significado de qualquer símbolo ao Aprendiz. Quando muito, cada um pode informá-lo do significado que ele dá a um determinado símbolo. Mas nunca poderá legitimamente dizer ao Aprendiz que esse é o significado correto, que esse é o significado que o Aprendiz deve adotar. 

O Aprendiz pode adotar o significado que o seu interlocutor lhe transmitiu ser a sua interpretação, mas apenas se concordar com ele. Se atribuir acriticamente a um símbolo um significado apenas porque alguém lhe disse entendê-lo assim, está a agir preguiçosamente, não está a trilhar bem o seu caminho.

Não quer isto dizer que o Aprendiz não deva, não possa, atribuir a determinado símbolo o mesmo específico significado que outro ou outros lhe atribuem. Aliás, diversos símbolos são generalizadamente vistos da mesma maneira pela generalidade dos maçons. 

Mas cada um deve meditar sobre o símbolo, procurar entender o que significa, por ele próprio. Pode – não há mal nenhum nisso! – ouvir a opinião de outros, aperceber-se que significado ou significados outros lhe dão. Ao fazê-lo, está a beneficiar do trabalho anteriormente realizado por seus Irmãos e é também para isso que serve a Maçonaria, é também essa a riqueza do método maçônico. Mas deve, é imperioso que o faça analisar, refletir sobre o que lhe é dito, verificar se concorda ou discorda, em quê, em que medida e por que. e então extrair ele próprio a sua conclusão e adaptá-la como a que entende correta. 

Pode ser igual à dos seus Irmãos; pode ser semelhante, mas levemente diferente; ou pode ser muito ou completamente diferente. Não importa! Ninguém lhe dirá ninguém lhe pode legitimamente dizer, que está errado. É a sua interpretação, a que resultou do seu trabalho, da sua análise, é a interpretação correta para ele. E tanto basta! E se porventura mais tarde, com nova análise, com os mesmos ou outros ou mais elementos, vier a modificar a sua interpretação, tudo bem também! 

Isso corresponde a evolução do seu pensamento, que ninguém tem o direito ou legitimidade para contestar!

Ainda que beneficiando da sinergia do grupo, da ajuda do grupo, das contribuições do grupo, o trabalho do maçom é sempre individual e solitário! E também, inegavelmente, difícil. É todo um novo alfabeto que, mais do que aprender, o Aprendiz maçom está a criar e a aprender a criar!

Não é, ainda, porém, esse o principal trabalho do Aprendiz maçon. É um trabalho importante, é sobre ele que deverá, há seu tempo, mostrar a sua evolução, mas ainda assim é apenas um trabalho instrumental.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é, afinal, o de se aperfeiçoar a ele próprio. Incessantemente. Incansavelmente. Interminavelmente. Ou melhor, só terminando no exato momento em que deixa esta dimensão do Universo e passa ao Oriente Eterno.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é trabalhar a sua pedra bruta e dar-lhe, pacientemente, diligentemente, a regular forma cúbica que harmoniosamente se integre na grande construção universal projetada pelo Grande Arquiteto do Universo!

A pedra bruta a aparelhar é ele próprio, as asperezas a retirar são as suas muitas imperfeições, os seus defeitos, os seus deméritos, a forma a trabalhar e a tornar regular e harmoniosa é o seu caráter.

Este trabalho nunca está concluído. Por mais lisa que esteja a sua pedra, por mais regular e harmoniosa que esteja a sua forma, nunca está perfeita, pode e deve sempre aprimorá-la, alisá-la ainda um pouco mais, dar-lhe ainda melhor proporção.

Este trabalho é o verdadeiro, o importante, o essencial trabalho do Aprendiz maçom e é-o para toda a sua vida. É, portanto, também o trabalho do Companheiro e do Mestre maçon. Por isso o Mestre maçom que seja realmente digno dessa qualidade só se pode considerar, ainda e sempre, um Aprendiz e continuar, prosseguir, com perseverança, o sempiterno trabalho de se aperfeiçoar, de trabalhar a pedra bruta, que por muito cúbica que esteja, deverá sempre ver como bruta em relação ao que deve estar ao que ele pode que esteja ao que deve aspirar que seja esperando que, chegada a hora, algum préstimo tenha.

O verdadeiro trabalho do Aprendiz é, tão só, o trabalho de ontem, de hoje e de sempre, do maçom, qualquer que seja o seu grau e qualidade: melhorar. melhorar e, depois disso, melhorar ainda! Tudo o resto é apenas instrumental!

Rui Bandeira


SÍMBOLO, ALEGORIA E EMBLEMA



Em linhas gerais, o ensino maçônico abrange História da Maçonaria, Ritos, Ritualística e Liturgia, Simbolismo, Direito e Legislação Maçônica, Administração Maçônica, Ética e Moral Maçônica, Filosofia.

Todavia, a Maçonaria transmite a maior parte das suas idéias e seus ensinamentos através de símbolos, alegorias e emblemas. Daí a importância do estudo do simbolismo.

Os símbolos, na Maçonaria, são uma forma de transmissão velada, exatamente para que seus ensinamentos e idéias sejam acessíveis somente aos Iniciados. Os não Iniciados, por maior esforço e livros que leiam sobre Maçonaria, jamais chegarão ao conhecimento dos augustos mistérios maçônicos. Esta sé uma prática comum adotada por várias escolas iniciáticas do passado.

Em muitos estudos maçônicos, escritos ou orais, são feitas referências ora a símbolos, ora a alegorias e emblemas. No entanto, nem sempre fica claro para o estudioso maçom o que vem a ser símbolo, alegoria e emblema.

Quando citamos, por exemplo, isoladamente, o Compasso, ou o Esquadro, sob o ponto de vista do simbolismo maçônico, estamos nos referindo a eles como símbolos. Todavia, quando juntos, Esquadro e Compasso formam um emblema. Assim, quando temos juntos Compasso, Esquadro e Livro da Lei, temos as Três Grandes Luzes Emblemáticas da Maçonaria. São Luzes porque levam ao esclarecimento, à sabedoria, ao conhecimento. Essas Luzes, isoladamente, podem ser vistas como símbolos, mas quando reunidas, formam um Emblema na Maçonaria.

Mas vamos, passo a passo, fazer a distinção necessária entre Símbolo, Alegoria e Emblema.

Símbolo, segundo o Irm.’. Joaquim Gervásio de Figueiredo é a representação gráfica ou pictórica de uma idéia ou princípio. Assim, quando nos deparamos em um texto maçônico com uma escada podemos interpretá-la como um símbolo, ou seja, como uma representação pictórica que exprime a idéia de ascensão.

No dizer do Irm.’. José Castellani os Símbolos Maçônicos representam a maneira velada através da qual a instituição maçônica dá, aos seus Iniciados, as lições de moral e ética, que fazem parte de sua doutrina. E eles são, de maneira geral, os instrumentos ou figuras, ligados à arte da construção, e tanto podem ter uma interpretação alegórica, ou mística.

Embora haja certa liberdade quanto à interpretação dos símbolos é bom que se diga que eles têm uma origem definida e têm significados específicos. Assim, não é lícito em nome de um pretenso esoterismo ou ocultismo sair por aí dando interpretações completamente descabidas. A Loja Maçônica não é um lugar de psicanálise, onde cada qual interpreta os Símbolos como lhe aprouver, diz o Irm. Theobaldo Varoli Filho. Isto ele fala em resposta àqueles que afirmam que as Colunas Vestibulares são os órgãos masculino e feminino, que o Esquadro e o Compasso unidos representam o coito, que a letra "C" alude ao órgão gerador masculino. Ora, tudo isso não só é pura licenciosidade, como tolice e irresponsabilidade, pois não atenta para um mínimo de lógica, coerência e bom senso.

Portanto, a liberdade na interpretação dos símbolos, deve vir acompanhada da necessária responsabilidade.

Alegoria é a exposição de um pensamento sob forma figurada. Alegoria é palavra de origem grega que significa "falar de outra maneira". No dizer do mesmo Irm. Castellani, representa uma imagem literária, que, além do significado literal, possui um sentido oculto, sendo, as abstrações, ou coisas inanimadas, representadas por personagens, situações, ou enredos e, sempre, através de uma contínua linguagem figurada. Em geral, as alegorias envolvem ensinamentos de ordem moral. Na Maçonaria, muitas lendas utilizadas em seus vários graus, são puras alegorias.

Um exemplo típico de uma alegoria é o quadro de um Aprendiz desbastando uma pedra bruta. Por isso se diz "Painel Alegórico do Aprendiz". Ao observarmos esse quadro extraímos imediatamente vários ensinamentos ocultos relativos ao aprendizado do primeiro grau. Já o Painel do Grau de Aprendiz está repleto de símbolos relativos à arte da construção. Devido a isso, ele é chamado de Painel Simbólico do Grau de Aprendiz. Mas também existe um Painel no Grau de Aprendiz contendo alegorias. É chamado de Painel Alegórico do Grau de Aprendiz.

Emblema é o distintivo ou insígnia de uma dada instituição, sociedade ou associação. É a mais simples representação de uma idéia. Em geral o emblema não requer grandes interpretações, pois o seu significado é fixo e de rápida percepção, o que o diferencia bastante de um símbolo ou uma alegoria. Assim, quando vemos uma âncora, de imediato, a idéia que nos vem à mente é a Marinha. Uma mulher com os olhos vendados, segurando em uma das mãos uma balança e na outra uma espada, nos leva à associação, de pronto, com a Justiça. Um Esquadro e um Compasso com a letra "G" ao centro, lembra a qualquer um, maçom ou não, a Maçonaria. Uma pomba, a paz.

É importante, ainda, ressaltar que, embora os símbolos maçônicos sejam praticamente os mesmos nos vários Ritos, no que diz respeito ao Rito Moderno eles devem ser interpretados sob os aspectos ético e ideológico, excluindo-se interpretações de ordem metafísica, mística ou religiosa. Isto porque o Rito Moderno, embora deísta em sua origem, evoluiu sob a influência do iluminismo.
Assim, a interpretação dos símbolos no Rito Moderno deve ser feita basicamente sob a ótica do racionalismo, entendendo-se este como a posição filosófica que afirma a primazia da razão humana. Nesse sentido, o Delta Radiante, nos Ritos teístas simboliza a divindade, enquanto no Rito Moderno (Triângulo Luminoso) representa a ciência que ilumina e há de iluminar sempre e cada vez mais a humanidade. O olho aberto, no interior do Delta, simboliza a sabedoria que observa e prevê a vitória do bem sobre o mal.

Vejam, portanto, como varia a interpretação de um mesmo símbolo de um Rito para outro. Isto contudo não significa que a interpretação desse ou daquele Rito é a mais correta. Significa apenas que, em Maçonaria, a interpretação de um determinado símbolo deve levar em conta os princípios e diretrizes estabelecidos pelo Rito.

Irm.’. Robson Rodrigues da Silva

Bibliografia consultada:

CASTELLANI, José. Consultório Maçônico. nº 1, Londrina, Editora "A Trolha", 1990.

_________. Dicionário Etimológico Maçônico - vol. P. Q. R. S. Editora "A Trolha", 2002.

COSTA, Frederico Guilherme e CASTELLANI, José. O Rito Moderno -- a Verdade Revelada, Londrina, Editora "A Trolha", 2005.

FILHO, Theobaldo Varoli. Simbologia e Simbolismo da Maçonaria. Londrina, Editora "A Trolha",2000.

RODRIGUES, Raimundo. A Filosofia da Maçonaria Simbólica. Londrina, Editora "A Trolha", 1999.


SILVA, Robson Rodrigues da Reflexos da Senda Maçônica. São Paulo, Editora Madras, 2004.

MM.’.IIR.’.C.’.T.’.M.’.R.’.


O que significam essas letras?

Como e por que isso deve ocorrer quando os IIr.’. se encontram?


Antes mesmo de tentar explicar o que significa MM.’. IIr.’… se faz necessário entender o que é Ser Maçom. Apesar de toda a complexidade que o termo carrega em si, tentarei expor a minha idéia.


Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo torne-se de alguma forma melhor. 

Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade.

Ser Maçom é ter consciência de si mesmo e que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se numa valorosa coluna de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.


Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados. Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar o porquê dos acontecimentos entendendo e vivenciando nos nossos caminhos, que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas nuances.


Para ser reconhecido Maçom só é necessário ser iniciado?


Não. Lógico que isso tem o seu valor, mas a idéia de desenvolvimento do ser é bem diferente. E começa pela qualidade dos Irmãos que dirigem uma Loja. Uma Loja depende muito da qualidade de vida coorporativa de seus membros. Dependem de uma cooperação unida e consistente e de ideal comum. Seu sucesso depende da habilidade em formar um grupo consciente.


Isso é muito importante:


O que somos: Somos o que somos! Seres humanos com as mesmas virtudes, com as mesmas paixões, com as mesmas ambições, com as mesmas imperfeições, com as mesmas limitações, com os mesmos sonhos, com os mesmos temores, daqueles a quem chamamos, muitas vezes no sentido pejorativo, “profanos”.

Wagner Veneziani Costa

O CANDELABRO MÍSTICO


A maioria dos Graus que compõem à Loja de Perfeição pertence à classe também denominada Graus israelitas, bíblicos, judaicos, salomônicos, principalmente por estarem baseados na Bíblia e constituírem um desdobramento da Lenda do 3º Grau. Por isso, estão recheados de passagens, lendas, símbolos, extraídos do Livro Sagrado, particularmente da Torá ou Pentateuco, ou seja: os cinco primeiros livros da Bíblia (Gênese, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio).

         Não é de estranhar, portanto, que o Candelabro de Sete Braços – o Menorá dos hebreus -- esteja presente na decoração da Loja de Mestre Secreto, bem como na de Perfeito e Sublime Maçom, nesta última denominado de CANDELABRO MÍSTICO.

         O Menorá, que significa Candelabro, de tão importante para a civilização hebraico-judaica, é considerado um dos principais símbolos da religião mosaica. Tanto é assim que hoje o Menorá é usado como brasão do Estado de Israel, o qual foi estabelecido no século passado, em 1948.

Ele já estava presente entre os hebreus desde a construção do Tabernáculo, determinada por Moisés, por ordem de Javé, quando este conduzia seu povo pelo deserto, fugindo do Egito em direção à Palestina. Era no Tabernáculo que os israelitas oficiavam seus cultos, até que o Rei Salomão mandasse construir o famoso Templo de Jerusalém, o primeiro, já que dois outros foram construídos posteriormente. Melhores detalhes sobre a construção do Tabernáculo e seu mobiliário -- dentre os quais o Menorá -- são encontrados no Livro de Êxodo, capítulo 25, versículos 10 a 22.
         O Menorá ou “Candelabro de Sete Braços” também foi construído por ordem de Javé, segundo o que consta nos versículos 31 a 39 do mesmo capítulo do livro de Êxodo, como aqui transcrito:

                 “Farás um Candelabro de ouro puro; e o farás de ouro batido, com o seu Pedestal e a sua haste; seus cálices, seus botões e suas flores formarão uma só peça com ele. Seis braços sairão dos seus lados, três de um lado e três de outro. Num braço haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; noutro haverá três cálices em forma de flor de amendoeira, com um botão e uma flor; e assim por diante, para os seis braços do Candelabro. No Candelabro mesmo haverá quatro cálices em forma de flor de amendoeira, com seus botões e suas flores: um botão sob os dois primeiros braços do Candelabro, um botão sob os dois braços seguintes e um botão sob  os dois últimos: e assim será com os seis braços que saem do Candelabro. Estes botões e estes braços formarão um todo com o Candelabro, tudo formando uma só peça de ouro puro batido. Farás sete lâmpadas que serão colocadas em cima, de modo a alumiar a frente. Seus espevitadores e seus   cinzeiros serão de ouro puro. Empregar-se-á um talento de ouro puro para confeccionar o Candelabro e seus acessórios”.   

         Segundo Nicola Aslan um dos nossos maiores escritores maçônicos, tanto Flavio Josefo como Filon, e também Clemente, bispo de Alexandria, pretendem que o Candelabro de sete braços representava os sete planetas conhecidos da antiguidade:

             “De cada lado partem três braços, suportando cada um uma lâmpada, diz este último; no meio estava a lâmpada do Sol, centralizando os seus braços, porque este astro, colocado no meio do sistema planetário, comunica sua luz aos planetas que estão abaixo e acima, segundo as leis de sua ação divina e harmônica”.
        
    POSIÇÃO DO CANDELABRO MÍSTICO DE SETE BRAÇOS

         NO TABERNÁCULO

         No Tabernáculo, ou tenda, o Menorá era colocado ao norte, no local denominado Santos dos Santos (em hebraico: Kodesh ha Kodashim), simbolizando não só a luz dos sete “planetas” conhecidos na antiguidade (Sol, Lua, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), como também os ventos setentrionais, que traziam a chuva, estimulando o desenvolvimento das plantações. É preciso, no entanto, salientar que nem todos eram planetas, pois o Sol é uma estrela e a Lua, um satélite.

         NO PRIMEIRO TEMPLO DE JERUSALÉM

         Por ocasião da construção do primeiro Templo, em Jerusalém, tanto o Menorá como os demais utensílios utilizados no Tabernáculo seguiram a mesma disposição.

         NA LOJA DE MESTRE SECRETO

         Na Loja de Mestre Secreto o Candelabro Místico de Sete Luzes é posicionado a frente da Arca da Aliança, sendo certo que esta fica ao lado direito do Trono.

         NA LOJA DE PERFEITO E SUBLIME MAÇOM

         É posicionado igualmente no Oriente, no ângulo direito do Trono, representando o Sol com os Planetas, como era o entendimento dos antigos.  

              O número sete (sete braços ou sete luzes) constante do Candelabro Místico não foi escolhido aleatoriamente, pois se trata de um número considerado sagrado para os antigos povos, que lhe atribuíam um valor mágico e astrológico. Os hebreus não ficaram imunes às inúmeras influências herdadas de outros povos e daí que é possível ver o número sete em várias passagens bíblicas.
              Na Maçonaria, o número sete também tem uma importância vital. Sete são as ciências que o maçom deve conhecer: Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Geometria, Música e Astronomia. É o número místico do Mestre e simboliza a perfeição alcançada na evolução espiritual.

              O Candelabro Místico de Sete Braços está presente nas Lojas de Mestre Secreto e de Perfeito e Sublime Maçom porque era um dos principais utensílios do Tabernáculo e, posteriormente, também do Templo de Jerusalém. A Maçonaria do século XVIII pegou emprestado este e outros objetos da Religião Hebraica, dado o elevado valor histórico e simbólico, em especial para os chamados Altos Graus. 

Irm. Robson Rodrigues da Silva


BIBLIOGRAFIA:
ASLAN, Nicola, Instruções Para Lojas de Perfeição, Editora Maçônica “A Trolha”, 3ª edição, Londrina – PR – 2004.
_____ , Grande dicionário enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, vol. I, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina – PR – 1996.
CAMINO, Rizzardo da, Os Graus Inefáveis – Loja de Perfeição, Editora Aurora, Rio de Janeiro.
CASTELLANI, José, Dicionário Etimológico Maçônico, ABC, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina – PR, 1990.
XICO TROLHA e CASTELLANI, José, O Mestre Secreto, Editora Maçônica “A Trolha”, Londrina, PR – 3ª edição, 2002.
RITUAIS dos Graus 4 e 14.

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