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“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O MAÇOM, A VIDA E A MORTE


Só pode ser admitido maçom regular quem seja crente num Criador, qualquer que seja a sua concepção Dele, e creia na vida para além desta vida. Só assim faz sentido o processo iniciático maçônico, só assim é profícuo o labor de análise, interpretação e aprofundamento da simbologia maçônica, alguma dela diretamente baseada em elementos extraídos de textos de natureza religiosa.

No seu processo de construção de si mesmo segundo o método maçônico, o estudo, a meditação, a associação livre, a descoberta de significados dos significantes que são, afinal, os símbolos, o maçom, se bem fizer o seu trabalho, inevitavelmente que nalgum momento se confrontará com a busca do significado da Vida, do seu lugar no Mundo e na Vida, com a Vida ela mesma e com a morte do seu corpo físico.

Se bem faz o seu trabalho, o confronto com a morte física, à luz da sua crença na vida para além da vida e dos elementos colhidos nos seus estudos simbólicos, algo de muito positivo lhe traz: a perda do medo da morte!

Pausada, calma e profundamente analisada a questão, quase que intuitiva é a conclusão de que a morte é simplesmente parte da vida, do percurso que efetua a centelha primordial que nos anima e que é o melhor de nós, que é afinal o essencial de nós, a Vida em nós, que permanece para além da deterioração, desativação e destruição do invólucro meramente físico a que chamamos corpo. Porventura adquirirá mesmo a noção de que essa morte física é indispensável ao processo vital, à essência da vida, que é feita de energia e transformação e mudança.

A perda do medo da morte é uma imensa benesse conferida àquele que dela beneficia, por isso que o liberta para apreciar plenamente a Vida, vivê-la em pleno, colocando nos seus justos limites tudo o que de bom e tudo o que de mau se lhe depara.

A perda do medo da morte propicia enfim a Sabedoria para apreciar a Vida da melhor forma que se tem para tal: vivendo-a, sem constrangimentos, sem medos, sem dúvidas, sem interrogações sobre quanto durará o bem de que se desfruta quanto se terá de suportar até superar o mal que se atravessa.

É a perda do medo da morte que nos ilumina para o essencial significado da Vida: ela existe para ser vivida, para ser utilizada e modificada (na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, disse-o, há muito, Lavoisier...), força perene essencial que existe e prossegue existindo através da sua contínua transformação.

A perda do medo da morte assegura-nos a Força para continuamente persistirmos na nossa melhoria, na nossa purificação, não porque interesse ao nosso corpo físico, mas porque disso beneficia a nossa centelha vital, que melhor evoluirá quanto mais beneficiar do que aprendemos, do que acrescentarmos eticamente a nós próprios e, portanto a ela.

A nossa melhoria, o nosso aperfeiçoamento ético liberta a nossa consciência para alturas que as grilhetas do egoísmo, da materialidade, dos vícios e paixões impedem que atinja. É a nossa Força nesse combate que constitui o cais de partida da nossa identidade para a viagem possibilitada pela purificação da nossa essência, que terá lugar após a libertação do peso do nosso corpo físico (será isto o Paraíso, a Salvação?).

Pelo contrário, a insuficiente libertação da nossa essência do peso do vício e das paixões, do Mal enfim, inibirá essa nossa essência de subir tão alto e ir tão longe como poderia ir se liberta, quiçá limitando o valor futuro da nossa vida que permanece, quiçá impondo a continuação de esforços de purificação e transformação (será isso o Inferno, a Perdição?)

A perda do medo da Morte permite-nos enfim desfrutar plenamente da Beleza da Vida - sem constrangimentos, sem temores, sem interrogações. Como diz a canção, o amor poderá não ser eterno, mas que seja imenso enquanto dure. Apreciar a Beleza da Vida sem temer ou lamentar a mudança, que algum dia inevitavelmente ocorrerá, permite a suprema satisfação de sentir realmente toda a beleza que existe na Beleza, toda a vida que há na Vida. Verdadeiramente. Um segundo que seja que se consiga ter deste clímax vale por toda uma vida...

Encarar a morte à luz da Vida e, portanto, deixar de temê-la, liberta o nosso Ser para além dos constrangimentos da materialidade, reduz o Ter à sua real insignificância, dá-nos finalmente condições para, se tivermos atenção no momento preciso e irrepetível que antecipadamente desconhecemos quando surgirá podermos entrever a Luz - a Luz da compreensão do significado da Vida e da Criação, da sua existência e da direção e objetivo do seu Caminho.

Poucos, muito poucos, ainda que tendo trabalhado bem, ainda que persistentemente tendo polido sua Pedra, têm a atenção focada na direção certa quando esse inefável e intemporal momento passa. Esses são os afortunados que de tudo se despojaram e afinal tudo ganham ainda neste plano da existência. Esses passam verdadeiramente pelo buraco da agulha, porque o peso das suas paixões é inferior ao de uma pena e nada os distraiu.

Esses aproveitam a Vida tão plenamente que o comum de nós nem sequer suspeita da possibilidade de existência desse aproveitamento. Esses, sim, são templos vivos onde se acolhe o mais essencial do essencial: tão só e simplesmente, a essência da Vida (será isto afinal o elo ao divino?).

O maçom que faz bem o seu trabalho perde o medo da morte e pode viver plenamente a Vida. Mais não lhe é exigível. O resto que porventura venha, se vier, vem por acréscimo...         

Rui Bandeira


terça-feira, 26 de novembro de 2013

BODE VELHO SIM, MAS NÃO RABUGENTO



Ó GADU, tu sabes melhor do que eu que estou envelhecendo a cada dia e a cada reunião com os irmãos;

Ensina-me a maravilhosa sabedoria de saber controlar as minhas palavras, conceitos e crenças;

Não me permita falar banalidades, ensina-me a fazer silêncio sobre minhas dores e minhas discórdias;

Já descobri que irmãos que falam de forma demasiada são maçantes e desagradáveis;

Não! não ouso pedir o dom de ser um ótimo ouvinte nas dificuldades alheias; seria pedir muito;

Mas, ensina-me, GADU, a suportar e a ouvi-las com sabedoria, paciência e tolerância...... mas ouvir;

Sendo assim, livra-me da tolice - eu achar que devo dizer algo em toda e qualquer ocasião;

Livra-me, também;

Deste desejo enorme que tenho de querer reparar e corrigir certos costumes de outros irmãos;

Ensina-me sim a olhar para os outros irmãos e a ajudá-los, sem jamais me impor sobre eles, mesmo considerando com modéstia a sabedoria que acumulei em todos estes anos de Loja e que penso ser uma lástima não passar adiante;

Tu sabes, GADU, que para manter um bom relacionamento, e necessário limitar as intromissões;

Livra-me, também, GADU, da tolice de querer filosofar em tudo e dê asas à minha imaginação para voar diretamente ao ponto que interessa;

Mas, sobretudo, GADU, nesta prece de envelhecimento, peço: Poupe-me, por misericórdia e mantenha-me o mais amável possível.

Amém!


Enviada por Rodrigo Otávio de Mattos MI

O INÍCIO DE UMA NOVA VIDA


Agora, que estou prestes a alcançar meu primeiro aniversário de minha iniciação, tenho indagado meu coração se valeu à pena ingressar na instituição maçônica.
Em primeiro lugar é priori, para mim, fazer um exame de consciência para verificar o que eu era antes de ser iniciado e o que sou hoje.

E esse exame é realmente necessário, uma vez que ao entrar na câmara de reflexão eu estava nas proximidades de meus trinta e oito anos de idade, sendo os últimos quinze anos já residindo nesta cidade. A qual constitui minha nova família.


Sabia, portanto, o que eu ia fazer e me perguntava qual a razão de não ter ingressado antes na sublime instituição, pois nada acontece por acaso. Hoje tenho consciência de que foi melhor que acontecesse da maneira como aconteceu. Depois de um ano, dou um excepcional valor no fato de que a iniciação começa com a entrada do candidato na câmara de reflexão.

Antes de tudo, a câmara de reflexão surgiu diante de meus olhos como um lugar assombroso, hoje tenho ela como algo de extraordinário valor simbólico. Em meu entender, nada existe de mais importante na simbologia maçônica do que a câmara de reflexão. É ali que se inicia a vida maçônica. É ali, que o iniciado passa pela primeira prova a da terra e só depois de passar por essa prova é que se desenrolará toda a vida maçônica do candidato.

Em meu entender, quando o candidato é introduzido naquele recinto deve-se-lhe alertar para que preste bastante atenção, observando tudo o que ali se encontra. Isso fará com que, quando lhe for perguntado sobre o que observou ou pensou quando estava na câmara de reflexão,ele, certamente terá o que dizer e não ficará atônito sem saber o que responder. Sem dúvida alguma é ali, na câmara de reflexão, que o ato iniciático tem seu inicio.

Na ocasião, muita coisa me passou despercebido porque não pude manter intacta a atenção, por não saber por que me colocaram ali naquele lugar, por não saber o que ia acontecer comigo. Tudo era dúvida. Tudo era surpresa, vindas do desconhecido. 

São tantas as inscrições distribuídas por aquelas paredes negras, são tantos objetos postos diante de nós, que uma confusão enorme se estabelece em nosso espírito.

Não sabe o que se pensar. Existe sim, a certeza que algo de novo começa a acontecer. Ali naquela escura caverna nada há que não se revista de grande seriedade. Se a caveira e a ampulheta nos põem diante dos olhos a lembrança de que a vida passa e que a morte chega, o galo nos traz à lembrança que ele é o verdadeiro relógio a marcar os minutos do início de um novo dia. 

Passado este tempo desde minha iniciação pude ver que cresceu em mim a certeza de que o galo ali está como símbolo de despertar de uma nova consciência de vida, e muito mais que isto, o início de uma nova vida, uma espécie de ressurreição com vistas a um aprimoramento tanto intelectual quanto espiritual.

E logo meu pensamento se voltou para outro ângulo da verdade: estava sendo introduzido em algo que não podia ainda atinar o que seria mais com certeza de que esse algo era muito importante.

Um copo d’água, um pedaço de pão, nada nos sugere?

O enxofre, este nos lembra a alquimia, lembra-nos a “tria prima” de Paracelso. Imediatamente nos vem à mente o trio fundamental, quando se juntam o mercúrio e o sal.


E aquelas letras brancas, enfeitando o negro da parede “V.I.T.R.I.O.L.” Quando direcionei o olhar sobre elas não consegui atinar seu significado. Qual a razão de elas ali estarem se era possível que eu pudesse alcançar sua significação naquele momento. Jamais me passou pela mente que aquelas letras fossem as iniciais das palavras que compõem uma frase latina do mais alto significado filosófico. É de meu entender que, talvez, na iniciação, nada exista que supere a seriedade e, mesmo, a grandiosidade da câmara de reflexão.

Nada enxergando com meus olhos vendados, pude voltar meus pensamentos para meu interior. Muitas coisas passam pela nossa mente e vemos a lembrança do passado. Nem tudo do nosso passado pode ser revelado. Quantos erros, quantas ações que nos envergonham... Mas há também aquelas ações de que nos orgulhamos. Se, no passado, teve momentos de alegria, de felicidade até, momentos houve de tristezas e de lágrimas.

Tinham-me pedido uma série de documentos que provasse minha honestidade. É claro que tais documentos mostraram que eu era um homem direito, sem acertos de contas com a justiça. Mas e meu interior? Quantos acertos de conta tive que fazer comigo mesmo...

Ainda com meus olhos vendados e com aquele pé descalço, não era fácil meu caminhar, pelas diversas viagens da qual eu era submetido. Mas era conduzido por um futuro irmão, que a cada novo passo me tornava mais confiante, e o certo que eu viria depois que tudo aquilo tinha uma razão de ser.

O caminhar pela estrada da filosofia maçônica não é fácil. É necessário ter muita força de vontade. É preciso estudar, é preciso estar atento às palavras dos mestres, a fim de que nada passe despercebido ao nosso interesse de crescer tanto espiritual quanto moralmente. O desbaste da pedra bruta tem que ser feito com muita atenção. Porque o nosso maior inimigo é o nosso próprio ego.

A iniciação tem o sentido exato do radical da palavra. É preciso começar, é um nascer de novo, um renascer de esperanças novas, em busca da grande verdade.

Para ser um iniciado, nós devemos ser livres e de bons costumes. Livre, sim, porque muitos homens são escravos de si próprios, sem força para abandonarem seus vícios, sem a visão de suas próprias fraquezas, amarrados a uma vaidade tola, esquecidos de que tudo passa e só a virtude é digna de morar na alma do homem.

A maçonaria está atenta a tudo a que possa prejudicar o desempenho do homem iniciado sobre a terra. Para ser iniciado, o indivíduo precisa provar que age corretamente no dia-a-dia de sua vida no mundo profano.

Temos ainda que nos lembrar de algo também muito importante é que, quando nos apresentamos para passar pelas provas iniciáticas, nós somos despojados de todos os metais.


Alguns chegam a afirmar que os metais são impuros, daí que o neófito não pode portá-los durante a cerimônia de iniciação. É certo que vários e muitos são os motivos e as razões que levaram a sublime instituição a adotar esse tipo de rigorosa proibição. Talvez seja para alertar o iniciado que ele deve dominar a si mesmo quando aparecerem desejos de enriquecimento fácil. Pode ainda simbolizar o abandono de toda e qualquer paixão, de toda e qualquer superstição.

E quando recebemos a LUZ? Ai passamos a ocupar o topo da coluna do norte, onde a claridade é quase inexistente. Ai começa nossa caminhada maçônica, procurando limpar o nosso interior de todas as arestas grandes ou pequenas, ao mesmo tempo devemos procurar ativar as belezas das virtudes que devemos possuir.

O aprendiz é comparado a uma pedra bruta, isso é aquela pedra que não pode, por suas asperezas, fazer parte de uma construção de primeira grandeza. Existe nesta alegoria um fundo de verdade, pois nós devemos trabalhar em nós mesmo, com constância, sem esmorecimento, voltando-nos para nosso interior. Ai podemos observar toda força existente no lema adotado por Sócrates: Conhece-te a ti mesmo.

A maçonaria é uma escola, assim, para que o aprendiz-maçom possa alcançar aquele estágio, onde se encontram os verdadeiros e autênticos maçons, além do desbaste da pedra bruta, nessa luta por uma melhoria espiritual, temos que crescer também em sabedoria. Para isso recebemos o ritual onde assimilamos os conhecimentos da sabedoria maçônica. Além dos rituais, devemos estar atento ás explicações dos mestres, captando deles todos os ensinamentos.

A iniciação não significa apenas “introdução de um novo elemento na maçonaria”. Iniciação significa muito mais. Se o novo maçom não tiver presente o verdadeiro sentido do ato iniciático comete um sério engano. O verdadeiro e justo significado maçônico da iniciação é mudança. 

Mudança no sentido moral e ético. Sobretudo, é bom lembrar que ser maçom é procurar ser melhor em todos os sentidos: moral, intelectual e espiritual.
Quem cumpre o que prometeu no altar dos juramentos, quem cumpre suas obrigações profanas e maçônicas, é fiel com relação à própria família, é fiel para com a maçonaria e, é fiel ao Grande Arquiteto do Universo.

Agora a quase um ano de minha iniciação, depois de ter muito estudado, há de concluir que valeu e muito a pena ter iniciado nesta ordem, da qual me orgulho de fazer parte. E, é certo, que continuarei estudando ainda mais, e continuarei a desbastar a “pedra bruta” não só em beneficio próprio, mas, sobretudo, para a grandeza cada vez maior da nossa sublime instituição, que é a maçonaria.

Fica aqui meus sinceros agradecimentos a todos obreiros dessa oficina, pela acolhida e o carinho a mim dispensado.

T.’.F.’.A.’. 
Ir.’. Alexsandro Luiz de Castro
A.R.L.S. “Verdade e Justiça” Nº 3.829-GOEMG-GOB
Or.’. Visconde do Rio Branco-MG.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O MAÇOM E A LIBERDADE DE PENSAMENTO E DE EXPRESSÃO


A liberdade de pensamento deve ser compreendida como o exercício do direito em processar ideias e pensamentos livremente, para o qual não cabe censura.

A liberdade de pensamento, sob todos os aspectos e, consequentemente, para a vida plena é muito importante, sendo complexo o seu verdadeiro sentido. Desta forma, podemos constatar que ela encerra inúmeras interpretações, o que leva muitos estudiosos do tema a divergirem quanto à sua melhor conceituação.

Contudo, há um reconhecimento, de modo geral, que a liberdade de pensamento está estritamente ligada à formação ética, moral, cultural, intelectual, jurídica, religiosa e filosófica de cada ser humano. Assim sendo, é evidente que cada um de nós tenderá a apreciar o tema em tela, conforme nossa própria formação, o que é perfeitamente compreensível.

Lembremos que, o pensamento goza de liberdade absoluta, portanto, “pensar não é crime”, mas pode sofrer censura interna, uma vez que, o pensamento só deve satisfação ao próprio indivíduo.

Acreditamos que a liberdade é um dos bens fundamentais mais importantes na vida do ser humano. Podemos dizer que ela é o estado da pessoa ou a sua condição para ser livre. Entretanto, só é possível ser livre aquele que acredita que é ou que realmente pode sê-lo.

Sob o ponto de vista legal, a liberdade de expressão significa a faculdade que cada pessoa possui, e que pode ser conduzida de forma autônoma, respeitadas tão somente, os direitos dos demais indivíduos e outras restrições impostas legalmente. Portanto, nesse caso, não há que se falar em liberdade absoluta.

Juridicamente, podemos definir a liberdade como um conjunto de direitos garantidos pela Constituição a todas as pessoas a ela jurisdicionadas ou, ainda, como o conjunto de direitos reservados as pessoas para agir nos limites estabelecidos pela ordem pública.

A liberdade, tal como entendemos, deve ser vista, não só sob o aspecto do Direito Positivo (direito escrito), mas, também sob o ponto de vista do Direito Natural (direito consuetudinário), tendo como elementos básicos as questões éticas, políticas, filosóficas, religiosas etc.

Consoante ao aspecto ético, disse Descarte, sobre a liberdade: “A liberdade consiste unicamente em, ao afirmar ou negar, realizar ou enviar o que o entendimento nos prescreve, agimos de modo a sentir que, em nenhum momento, qualquer força exterior nos constrange”.
Esta afirmativa, não nos deixa dúvida de que a liberdade, sob o ponto de vista ético, nada mais é do que o direito de escolha e de agir da pessoa humana, independentemente de qualquer limitação externa, ou seja, aqui o indivíduo há que respeitar apenas o que ditar a sua consciência.

Contudo, não podemos esquecer que a liberdade implica também limites, isto é, a responsabilidade da pessoa em face de seus próprios atos. Por sua vez, a responsabilidade deve ser proporcional à liberdade de cada um, daí a sua relatividade.

Sob o ponto de vista ético, todavia, temos que deixar patente que a liberdade de pensar é um direito de escolha e de agir que todo ser humano possui, independente de qualquer ingerência externa e seu exercício significa a vitória contra o preconceito, a ignorância e a superstição.

O Artigo I da Declaração Universal dos Direitos do Homem estabelece que:

“Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Diz ainda o mencionado Diploma Universal, relativo ao Direito do Homem, em seu Artigo XVIII, o seguinte:

“Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou de convicção, bem como a liberdade de manifestar essa religião ou convicção, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

Vale dizer que, com base nesta Norma Universal, podemos afirmar que, a liberdade de pensamento é livre, sem qualquer restrição externa, sujeita apenas, à censura de ordem interna. Contudo, a sua manifestação não está isenta de possível responsabilização pelos excessos cometidos.

Segundo Voltaire, a liberdade do homem consiste no poder de agir e, não simplesmente, no poder de querer. E, disse mais: “mesmo não estando de acordo com o que você diz, eu lutarei até o fim para que você tenha o direito de dizê-lo”. Isto representa, a meu juízo, a mais lúcida defesa da liberdade de expressão do pensamento, haja visto que este pode ser traduzido através de gestos e/ou palavras escritas e faladas.

Falando sobre a liberdade de pensamento, o mestre José Afonso da Silva, citando o jurista Sampaio Dória, diz o seguinte: “a liberdade de pensamento é o direito de exprimir, por qualquer forma, o que se pensa em ciência, religião, arte, ou o que for”.

Trata-se, portanto, de uma liberdade de conteúdo intelectual e, por isso mesmo, pressupõe o contato do indivíduo com seus semelhantes, pelo qual esse mesmo indivíduo tenda, por exemplo, a participar a outros suas crenças e conhecimentos, sua concepção de mundo, suas opiniões políticas ou religiosas e seus trabalhos sociais ou científicos.

Outro grande jurista, como foi Pimenta Bueno, também falou sobre a liberdade de pensamento. Disse ele: “a liberdade de pensa-mento em si mesmo, enquanto o homem não o manifesta exteriormente, enquanto não o comunica, está fora de todo poder social, até então é do domínio somente do próprio homem, de sua inteligência e de Deus”. E concluiu o grande mestre: “o homem, porém, não vive concentrado só em seu espírito, não vive isolado, por isso, mesmo que por sua natureza é ente social. Ele tem a viva tendência e necessidade de expressar e trocar suas ideias e opiniões com os outros homens, de cultivar mútuas relações, seria mesmo impossível vedar esse comportamento, porque seria, para isso, necessário dissolver e proibir a própria sociedade humana”.
  
É interessante lembrar que, a Constituição Federal de 1988, estabelece proteção às liberdades. Diz ela em seu inciso VI, do Artigo 5º: “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias”. Vale dizer que, esta liberdade a que se refere a nossa Constituição, diz respeito ao conjunto de princípios morais que cada qual possui, acredita e aceita como verdadeiro.

Entendemos que a simples liberdade de consciência, não precisa ficar assegurada pela Constituição Federal, uma vez que se trata de matéria pertencente ao foro íntimo de cada um de nós. Além do mais, a liberdade de consciência é um princípio, sobretudo, de Direito Natural, consequentemente inerente ao próprio homem.

O inciso IV do referido Artigo 5º diz que: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”.

É oportuno lembrar que o pensamento, visto de maneira simplificada, consiste em conhecer as coisas e suas relações entre si, bem como a compreensão das mesmas, sem sua exteriorização.

Todavia, a liberdade de manifestação do pensamento, ao contrário do que ocorre com o pensamento, propriamente dito, enquanto não exteriorizado e, ainda confinado na mente humana, terá que observar, somente a censura interna, pois, se exteriorizado, poderá sofrer as restrições legais, tendo em vista que o interesse individual não pode se sobrepor ao interesse coletivo, uma vez que, o meu direito encontra limite no direito alheio.

Em regra, as restrições a manifestação do pensamento, ocorre em virtude do seu caráter social e, ao mesmo tempo, visa impedir que o mesmo venha prejudicar princípios ou interesses individuais e coletivos protegidos.

Assim sendo, estamos convencidos de que a manifestação do pensamento é, na verdade, uma das principais liberdades humanas. Contudo, deve ser ela uma liberdade que preserve e respeite os princípios de liberdade humanísticos, ou seja, é imprescindível que os valores humanos em geral sejam respeitados, não só o individual, mas principalmente, no que tange ao coletivo.

É bem verdade que, não só o pensamento como também as ações pertencem ao homem, sobretudo aqueles conscientes de seu papel na sociedade, por outro lado, é sempre bom lembrar que quando respeitamos os outros estamos nos respeitando também e isto, de certa forma, pode ser chamado de liberdade com responsabilidade.

Concluindo, podemos dizer que, a liberdade e a responsabilidade jamais poderão ser dissociadas uma da outra, qualquer que seja o pretexto, pois, embora o pensamento só deva satisfação ao próprio indivíduo, a liberdade de expressão é relativa, uma vez que, sua manifestação deverá respeitar os limites jurídicos, morais e sociais estabelecidos.

AILDO CAROLINO

Secretário Estadual de Gabinete- GOB-RJ

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

MAÇONARIA BRASILEIRA É RECONHECIDA NOS EUA


Como todos sabem, a Maçonaria brasileira pode ser dividida em três modelos administrativos distintos: os Grandes Orientes Estaduais federados ao GOB, as Grandes Lojas confederadas à CMSB, e os Grandes Orientes Independentes confederados à COMAB. Somadas, essas Obediências correspondem ao que podemos chamar de Maçonaria Regular Brasileira.

 (Lembre-se que os conceitos "regular" e "reconhecida" são distintos. Prova disso é que nenhuma dessas Obediências possui o reconhecimento de todas as Obediências Regulares do mundo).

Com a chegada do "List of Lodges 2011", publicação anual das Lojas das Obediências Regulares do mundo que possuem reconhecimento de Grandes Lojas Americanas, tem-se o número mais atualizado do tamanho da Maçonaria Brasileira:

O GOB possui 73.355 membros ativos, filiados a 2.496 Lojas.
As Grandes Lojas possuem 106.112 membros ativos, filiados a 2.723 Lojas.

Os 21 Grandes Orientes Independentes confederados à COMAB possuem aproximadamente 31.982 membros, filiados em suas 1.383 lojas.

Alguns Grandes Orientes Estaduais filiados à COMAB que não constavam em 2011 da "List of Lodges" agora em 2013 passaram constar o GOP (Grande Oriente Paulista), o GORS (Grande Oriente do Rio G. do SUL) e o GOMS (Grande Oriente de Mato G. do Sul). Foram reconhecidos pela Grande Loja Americana- Washington no ano passado.

Ultimamente tem-se prevalecido a convivência e os tratados de amizades no Brasil, fazendo esquecer as rugas das cisões anteriores.

As três GOB- FEDERAÇÃO, COMAB-CONFEDERAÇÃO E CMSB-CONFEDERAÇÃO SÃO SIGNATARIAS DA CONFEDERAÇION MASONICA INTERAMENRICANA- CMI

maconariaunidasp



segunda-feira, 18 de novembro de 2013

MEUS IRMÃOS! OS NOSSOS TRABALHOS VOLTAM A ADQUIRIR FORÇA E VIGOR.




ESTANDO TUDO JUSTO E PERFEITO, VAMOS RECORDAR ALGUMAS REGRAS  QUE NÃO DEVÍAMOS ESQUECER NUNCA!



 Qual o estado de ânimo do maçom ao chegar a Loja?

1º - Cumprimentar seus irmãos com alegria e ser amável ao abraçar cada um, demonstrando a satisfação em participar daquela reunião. 

2º - Se necessário, ajudar na preparação da loja e aproveitar a oportunidade para ensinar aos aprendizes os porquês de cada objetivo e seu significado. 

3º - Procurar cumprir e estimular os Irmãos para que a reunião tenha início no horário previsto. 

4º - Abandonar os problemas ditos "profanos" antes de entrar na sala dos passos perdidos. 

5º - Tudo o que for realizar, faça com amor e gratidão, pois muitos desejariam estar participando e não podem.

Lembre-se:  MAÇONARIA ALEGRE E CRIATIVA DEPENDE DE VOCÊ (SABER-QUERER-OUSAR-CALAR)

Você pretende ir à Loja hoje? 

1º - Sua participação será sempre mais positiva quando seus pensamentos forem mais altruísticos. 

2º - Participação positiva será daquele que, com poucas palavras, conseguir contribuir muito para as grandes realizações. 

3º - Ao falar, passe pelo crivo das "peneiras", seja sempre objetivo e verdadeiro em seu propósito.  Peneiras: 1) Verdade 2) Bondade 3) Altruísmo. 

4º - Às vezes um irmão precisa ser ouvido; dê oportunidade a ele para manifestar-se. 

5º - Falar muito quase sempre cansa os ouvintes e pouco se aproveita. Fale pouco para que todos possam absorver algo de importante e útil que você tenha a
proferir.

Entendendo meus irmãos. 

1º - Eu não posso e não devo fazer julgamentos precipitados daqueles que comigo convivem.

2º - Estamos todos na escola da vida aprendendo a relacionar-nos uns com os outros, e o discernimento é diferente de pessoa para pessoa.

3º - Quanta diversidade existe nas formações individuais. Desejar que o meu Irmão pensasse como eu é negar a sua própria liberdade. 

4º - Temos a obrigação de orientar, ensinar, mas nunca impor pontos de vista pessoais inerentes ao nosso modo de ver, sentir e reagir. 

5º - Não é por acaso que nos é sempre cobrada a tolerância. Devo aprender a ser tolerante primeiro comigo mesmo e, então, estende-la aos demais.

Dia de reunião! Voasse já sabe o que tem a fazer? 

Iº - Hoje é dia de reunião, vou dar uma lida no meu ritual para não esquecer os detalhes! 

2º - Mesmo que eu já saiba de cor o ritual, não devo negligenciar meu cargo ou minha função em Loja. 

3º - Se o irmão cometer alguma falha corrija se possível, com discrição, sem fazer disso motivo de chacota e gozação. 

4º - Quando a cerimônia é desenvolvida por todos de forma consciente e com amor, todo o ambiente reflete a atmosfera de paz e tranqüilidade entre todos. 

5º - O ritual deve ser cumprido em todos os seus detalhes. Quando participado com boa vontade, tudo fica mais belo, sem falhas, sem erros, proporcionando um bem estar geral.

Como devo me apresentar em loja? 

Iº - O templo é o lugar onde acontece a reunião dos Irmãos imbuídos do desejo de evoluir e contribuir para a evolução dos demais. 

2º - Valorizar a reunião apresentar-se com sua melhor roupa, ou seja: Despido de toda maldade, manter os pensamentos nobres e altruísticos, valorizando cada Irmão e cumprindo com todas as regras existentes. 

3º - Traje limpo, com bom aspecto, revela a personalidade de quem o usa e influenciará diretamente no relacionamento entre os participantes daquela reunião. Tomemos cuidado, pois! 

4º - Aquele que é fiel no pouco será fiel no muito, aquele que é infiel no pequeno será igualmente infiel no grande. Cuidado com os relapsos, eles não respeitam nem a si próprio! 

5º - Bom seria que todos fossem responsáveis; cabe a cada um de nós criticar construtivamente, visando sempre ao progresso do Irmão imaturo cujo comportamento nos causa constrangimento.

Elegância. 

1º - Como é gratificante constatarmos a elegância de um Irmão; verificar em seu comportamento a expressão de uma educação fina e irrepreensível.

2º - É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. 

3º - A elegância deve nos acompanhar desde o acordar até a hora de dormir; devemos manifestá-la sempre, nos mais simples relacionamentos, onde não existam fotógrafos nem câmeras de televisão. 

4º - Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando para só depois mandar dizer se atende. 

5º - Se os amigos, os Irmãos, não merecem certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe, não é frescura. 

É A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO...

O Iniciado

1º - Quando vossos olhos se abriram para a verdadeira luz, uma infinidade de objetos, novos para o vosso entendimento, atraiu a vossa atenção. 

2º - As diversas circunstâncias que rodearam a vossa recepção, as provas a que fostes submetidos, as viagens que vos fizeram efetuar e os adornos do templo em que vos encontrastes, tudo isso reunido deveria ter excitado a vossa curiosidade, e para satisfazê-la não há outro caminho senão o da busca do conhecimento e da verdade.

3º - A maçonaria, cuja origem se perde na noite dos tempos, teve sempre por especial escopo agremiar todos os homens de boa vontade que, convencidos da necessidade de render sincero culto à virtude, procuram os meios de propagar o que a doce e sã moral nos ensina. 

4º - Como esses homens desejam trabalhar nessa obra meritória com toda tranqüilidade, calma e recolhimento, reúnem-se para isso nos Templos Maçônicos. 

5º - Os verdadeiros Maçons trazem constantemente na sua memória não somente as formas gráficas dos símbolos maçônicos, como, e muito, principalmente, as grandes verdades morais e científicas que os mesmos representam. Sejamos então todos verdadeiros.

Livre e de bons costumes. 

1º - Para que um candidato seja admitido à iniciação, a maçonaria exige que ele seja "livre e de bons costumes". 

2º - “Existiam servos, durante a idade média, todas as corporações exigiam que o candidato a Aprendiz para qualquer ofício tivesse nascido livre”, visto que, como servo ou escravo, ele não era dono de si mesmo. 

3º - De bons costumes por ter orientado sua vida para aquilo que é mais justo, mais elevado e perfeito. 

4º - Essas duas condições tornam o homem qualificado para ser maçom e com reais possibilidades de desenvolver-se a fim de tornar-se um ser perfeito. 

5º - Verdadeiro Maçom é: "Livre dos preconceitos e dos erros, dos vícios e das paixões que embrutecem o homem e fazem dele um escravo da fatalidade.

O que não devo esquecer. 

1º - A maçonaria combate a ignorância, de todas as formas com que se apresenta. 

2º - Devo cultivar o hábito da leitura para enriquecer em conhecimento, ajudar de forma consciente todos aqueles que estão a minha volta. 

3º - Estar atento e lembrar sempre a meus irmãos que um maçom tem de ter uma apresentação moral, cívica, social e familiar sem falhas ou deslize de qualquer espécie. 

4º - Não esquecer: as palavras comovem, mas os exemplos arrastam! Tenho como Maçom que sou, de servir sempre de exemplo, em qualquer meio que estiver. 

5º - Lutar pelo princípio da equidade, dando a cada um, o que for justo, de acordo com a sua capacidade, suas obras e seus méritos.

O tronco de beneficência. 

1º - Possui várias denominações, como: Tronco de solidariedade, de Beneficência, dos Pobres, da Viúva, etc. 

2º - A segunda bolsa é conduzida pelo Hospitaleiro, que também faz o giro, obedecendo à hierarquia funcional; oferece a bolsa aos Irmãos sem olhar para a mão que coloca o óbolo. 

3º - Contribuir financeiramente para a beneficência é um dos deveres mais sérios de todo maçom, uma vez que, junto com o seu óbolo, lança os "fluidos espirituais" que o acompanham, dando afinal muito mais que os simples valores materiais. 

4º - "Mais bem aventurado é o que dá, do que o que recebe", é um preceito bíblico que deve estar sempre em nossa mente. 

5º - Quando colocamos o nosso óbolo, devemos visualizar o destinatário, enviando-lhe nosso carinho e votos de prosperidade.

Autor desconhecido



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

AS FERRAMENTAS DO GRAU DE APRENDIZ


Introdução

Quem é o aprendiz?

O aprendiz é a pedra bruta que foi escolhida na pedreira para ser desbastada e se tornar uma pedra de forma cúbica. A pedra bruta representa a natureza humana no estado primitivo, ainda bruta, rude, rústica, não trabalhada, imperfeita e cheia de arestas.
É a imagem do homem sem introdução, com defeitos, vícios e paixões.
O aprendiz é simbolicamente comparado à pedra bruta antes de ser instruído nos mistérios maçônicos, devendo estudar para adquirir o simbolismo do seu grau, sua aplicação e interpretação filosófica.

Deverá trabalhar constantemente para aperfeiçoar-se assimilando novos conhecimentos e consequentemente buscando autoconhecimento, aparando as arestas do seu espírito.
Como maçom, desvencilhando-se dos defeitos e paixões, para se tornar pedra cúbica ou polida e concorrer à construção moral da humanidade que é a verdadeira obra da maçonaria.
Quando conseguir desbastar a pedra bruta, o aprendiz terá vencido a primeira batalha da sua carreira templária, vencendo a si mesmo e desfraldando a bandeira de sua evolução interior sem perder de vista aquele fosco pedaço de granito e com o fim de diminuir as suas imperfeições, o neófito se propõe a descobrir, de vez, seus defeitos, suas fraquezas seus deslizes e suas vaidades.
Identifica-se, então, com o período de lapidação do seu ego, adaptando-se melhor aos costumes observados nas reuniões de seus irmãos e vai tornando-se mais puro e mais apto para pugnar pela felicidade do gênero humano. É para realizar esta tarefa que ele trabalha com as ferramentas do aprendiz.

As Ferramentas

As ferramentas do aprendiz são três:
1.    O esquadro,
2.    o maço e
3.    o cinzel.
O esquadro serve para verificar a exatidão dos ângulos retos da pedra cúbica. Além disto, o tem um significado simbólico muito importante:
O esquadro é um quarto de cruz, justa posta a outros três forma uma cruz. Jesus na cruz, representa Deus no aspecto material na terra. Esotericamente representa a matéria ou o corpo físico.
O esquadro simboliza a equidade, a justiça, a retidão de caráter. A retidão é a qualidade do que é reto, tanto no sentido físico, quanto no moral ou ético.
Assim, a retidão física evidente no corpo do esquadro corresponde simbolicamente à retidão moral, caracterizada pelas ações que estão de acordo com a lei, com o direito, com o dever, e pela intenção de segui-los retamente, sem desviar da direção indicada pela equidade.
Graças a isso é que o esquadro é a jóia-símbolo do V.’. M.’. por que um M:., elevado ao cargo de dirigente máximo de uma Lj.’., deve manter-se inflexível no cumprimento do seu dever e ter sempre em alta o sentido de equidade, ou seja, de igualdade entre todos os seus II.’., perante a lei e o direito.
Como tiramos a imperfeição da pedra bruta?
Utilizando o maço e o cinzel.
O maço e o cinzel são imprescindíveis para transformar a P.’. B.’. em P.’. C.’., que, no entanto sempre estará longe de ser perfeita. O maço é o símbolo da vontade de trabalhar.
Esta vontade, guiada pela inteligência, habilita-nos a desejar o bom e o justo, impulsionando-nos à ação.
O maço representa a força de vontade necessária para dominar as paixões e submeter à vontade de Deus.
O cinzel representa a inteligência, pois é o cinzel que direciona a força do maço rumo às imperfeições da P.’. B.’.. Só a força não consegue tirar com perfeição os defeitos da mesma. É necessário que o cinzel encaminhe esta força ao ponto exato e arranque, com sua ponta contundente, a imperfeição percebida pelo aprendiz.
O cinzel significa o livre arbítrio que é dotado o homem, manifestando-se nele na proporção do seu desenvolvimento espiritual.
O homem se comporta de acordo com as concepções formadas em seu coração, e recebe o fruto de seus pensamentos e de suas ações.
Este é o trabalho do aprendiz para se transformar de P.’. B.’. em P.’. C.’..
Estas são suas ferramentas e suas aplicações.
A Jorge
 Bibliografia:
§  O Aprendiz de Maçom - Assis de Carvalho - Ed. A Trolha
§  Curso de Maçonaria Simbólica - Theobaldo Varoli Filho - Gazeta Maçónica
§  Cartilha do Aprendiz - José Castelani
§  Maçonaria, um Estudo Completo - Júlio Doin Vieira



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