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“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

domingo, 30 de abril de 2017

PARA SER UM VERDADEIRO MAÇOM


Maçom é dado logo perceber que há apenas uma loja maçônica, o Cosmos, e uma Fraternidade os irmãos maçons, independentemente dos ritos maçônicos, em graus ou hierarquias, composto por todos aqueles lá e mover-se em qualquer um dos planos de alvenaria, sem maçônicas ou regularidades..

Ele também sabe que o lendário Templo de Salomão é realmente o Ser Humano Solar: - Sol - interiorização Superior, Rei do Universo interior, manifestando-se através dos construtores primários.

Ele percebe que seu voto de irmandade e fraternidade é universal, e que minerais, plantas, animais e homens, estão todos incluídos no real fazer maçônica.

Seu dever como maior construtor com todos os reinos da natureza à sua obra, a grande obra, a distingue como o criador solar, que preferem morrer a perder o seu grande arquiteto obrigação.

Ele dedicou sua vida no altar de sua consciência purificada, e está ansioso para servir ao menor através dos poderes recebidos de uma hierarquia superior.

O místico, adquirindo olhos para ver além do ritual escrito, maçônico Freemasons reconhece a unidade, expressa através da diversidade de formas.

O verdadeiro maçom maçonaria mais profunda tem sempre do lado esquerdo de seu culto de personalidade.

Com sua poderosa penetração, ele percebe que todas as formas existentes e a sua posição sobre questões materiais não são importantes para ele em comparação com a vida que está se formando dentro de si mesmo.

Todo mundo que permitem que as aparências ou manifestações mondadas de entre as tarefas a si mesmo tenha sido atribuído no exercício da vida maçônica é um fracasso, porque a Maçonaria é uma ciência abstrata, cujo objetivo final é o desenvolvimento harmonioso de Ser.

A prosperidade material não é uma medida para o engrandecimento do seu ser.

O verdadeiro Maçom percebe que por trás dessas diferentes formas, há um, ligado ao princípio da Eternidade: o brilho da criação em todas as coisas vivas.

É esta vida que ele considera quando se mede o valor de seu irmão.

É esta vida para a qual ele apela para reconhecer a unidade espiritual.

Ele entende que a descoberta desta centelha de Deus é o que o um membro consciente da Grande Loja Cósmico faz.

Acima de tudo, você deve vir a entender que divino sol centelha brilha tanto no corpo de um inimigo como no mais querido irmão.

O verdadeiro Maçom aprendeu a ser eminentemente impessoal no pensamento, ação e desejo.

Por: Emilio Raul Ruiz Figuerola.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

A GEOMETRIA E O NÚMERO NA ARTE REAL


A Maçonaria encarna uma via iniciática por meio da qual ainda é possível, num Ocidente obscuro e enfermo, vincular-se efetivamente à Tradição Unânime e Primordial.
Trata-se de uma Arte na qual foram purificados e endossados símbolos, ritos e mitos de ordem cosmogônica que reis, guerreiros e homens de oficio reconheceram, desde tempos imemoriais, como suportes para a realização metafísica.
O neófito iniciado nos mistérios da Arte Real recebe uma influência espiritual que opera sua regeneração psíquica, isto é, seu renascimento ou tomada de consciência de si mesmo como homem verdadeiro.
Este despertar corresponde simbolicamente a um percurso de um ponto de uma circunferência até seu centro, e também a uma conta ao inverso, que parte do denário e termina na Unidade, princípio gerador da multiplicidade implícita na década.
Acabada a viagem pelos pequenos mistérios, começa, sem solução de continuidade, o trânsito pelos mistérios maiores, a ascensão pelo eixo imóvel em torno ao qual gira a roda do porvir, ou raio que, atravessando o Sol, traça a via que devolve o ser ao seio do Não-Ser.
GEOMETRIA, NÚMERO E COSMOGONIA
O profano que solicita ser admitido na Franco-Maçonaria, no Rito Escocês Antigo e Aceito, redige um testamento filosófico na Câmara de Reflexão ante os três princípios alquímicos. Três zonas de seu corpo são desnudadas antes de ser conduzido, privado da visão, até a porta do Templo.
Tendo sido introduzido na Loja, realiza nela três viagens, e recebe por fim a Luz ao terceiro golpe do malhete do Venerável Mestre. O ternário preside o início da edificação do templo interior do maçom da mesma forma que a construção do Cosmos, do qual a Loja é uma imagem perfeita.
As teogonias mais elevadas consideram um ternário principial constituído por um princípio superior ou Ser puro (na tradição hindu, Ishwara ou Apara-Brahma; na tradição extremo-oriental, o “Grã Extremo” ou Tai-ki) e a primeira das dualidades surgida da polarização da Unidade (Purusha e Prakriti na tradição hindu; o Céu, Tien, e a Terra, Ti, na tradição extremo-oriental).
O Ser ou Unidade transcendente, no seio do qual se acham indissoluvelmente unidas as duas polaridades do binário principial anteriormente a toda diferenciação, pressupõe outro princípio: o Brahma neutro e supremo (Para-Brahma ) do hinduísmo, o Wu-ki do taoísmo, o Não-Ser ou Zero metafísico do qual nada pode ser predicado e que contém ao Ser que é sua afirmação.(1) Segundo a Cabala, o Absoluto, para manifestar-se, se concentra em um ponto infinitamente luminoso, deixando as trevas ao seu redor.
Esse ponto luminoso é o Ser no seio do Não-Ser, a Unidade que afirma o Zero e da qual emanam as manifestações indefinidas do Ser.(2)
Assim como o um é o símbolo aritmético da Unidade, o ponto sem dimensões é a imagem geométrica do Ser. Sua determinação no seio do Não-Ser é análoga à que uma ponta de um compasso estabelece ao apoiar-se em uma folha de papel.
Se produz a polarização do um-ponto-Ser-Unidade no binário ao apoiar a segunda ponta do compasso na folha. Os dois pontos determinados sobre o papel estão vinculados entre si por meio do compasso, e o segmento de reta que une ambos os pontos é a projeção unidimensional de tal vínculo sobre o plano geométrico. Aritmeticamente, pode-se simbolizar a polarização da Unidade como o produto de dois números inversos entre si:
1 = n x 1/n
sendo n um número inteiro qualquer. O produto n x 1/n não é distinto da Unidade; a dualidade aparece só ao considerar-se separadamente os dois elementos complementares de tal produto, indiviso no interior da Unidade. Outra imagem numérica equivalente é a obtenção do dois pela soma da Unidade com seu reflexo, que é ela mesma:
1 + 1 = 2
Esta operação simboliza de uma maneira nítida a gênese do binário pela Unidade, e mostra que não há nada na natureza deste que seja diferente da Unidade geratriz.
A consideração distintiva da Unidade e da dualidade produz o ternário:
2 + 1 = 3
Geometricamente, o ternário surge ao se traçar arcos de circunferência centrados nos dois pólos do binário e cortá-los entre si, definindo um terceiro ponto ou vértice. Se a abertura do compasso é igual à distância entre os extremos do binário, se obtém, ao unir os vértices dois a dois mediante segmentos de reta, um triângulo equilátero que de novo evoca a não-diferença entre a Unidade e suas produções duais.
proporção áurea é uma das expressões mais sintéticas do caráter interior do ternário formado pela Unidade no binário. Esta proporção, à qual na antiguidade grega se designava com a vigésima primeira letra do alfabeto (21 = 2 + 1 = 3), se obtém ao dividir um segmento em duas partes, de maneira que o comprimento da parte menor esteja para a da maior como esta para o comprimento total do segmento dado.

Se diz que a parte menor é segmento áureo da maior e que a maior o é do segmento inicial. A proporção áurea é a quantidade incomensurável resultante do quociente entre o comprimento do segmento dado e a de seu segmento áureo. Esta última se determina geometricamente desenhando um triângulo retângulo que tenha por catetos o segmento dado e sua metade, e restando à hipotenusa o cateto menor.

A proporção áurea é a única proporção continua de três termos (3) que se pode construir com só dos termos distintos. O segmento e suas duas partes são “três que são dois, que são um”, o símbolo de uma diferenciação entre a Unidade percebida como objeto e o preceptor de tal objeto contido ambos no reconhecimento ininterrupto de uma Unidade omnicompreensiva. Por outro lado, tal diferenciação prefigura as dimensões primeiras e segundas da manifestação no seio da Unidade, o qual é refletido pela propriedade geométrica de que, se a comprimento do segmento dado é a unidade de medida, as medidas de suas partes em proporção áurea resultam ser uma o quadrado da outra (ou, reciprocamente, esta é a raiz daquela). (4)
A Unidade adicionada ao ternário produz o quaternário. O Tao te Kingdiz: “O Tao deu a luz ao Um, o Um deu a luz ao Dois, o Dois deu a luz ao Três, o Três deu a luz às inúmeras coisas”(5), pelo que, nas palavras de René Guénon, “o quatro, produzido imediatamente pelo três, equivale de certo modo a todo o conjunto dos números, e isso porque, desde que se tenha o quaternário, se tem também, pela adição dos quatro primeiros números, o denário, que representa um ciclo numérico completo: 1 + 2 + 3 + 4 = 10, que é, como já dissemos em outras ocasiões, a fórmula numérica da Tetraktys pitagórica”. (6) o quatro é o símbolo da Unidade que se manifesta; é o número que marca a manifestação, a qual se desdobra em um marco de referência quaternário composto de um espaço tridimensional e o tempo (3 + 1 = 4 ) no qual todos seus elementos se acham regidos pela lei da tétrada: quatro pontos cardeais, quatro estações do ano, quatro idades do homem.

A representação geométrica do quaternário em seu aspecto estático é o quadrado, e em sua vertente dinâmica, a cruz. A complementaridade de ambos os símbolos fica patente ao inscreverem-se as figuras em uma circunferência: uma e outra resultam de unir os quatro vértices circunscritos mediante segmentos retos das duas maneiras que é possível fazê-lo, cada um com seu contíguo ou então cada um com seu oposto.

Os braços da cruz são como os raios de uma roda que, dando-lhe rigidez, afirmam seu giro em torno de seu eixo. Ao contrário, os lados do quadrado são como limaduras ou planos da roda que detêm seu giro e a fixam.

O traçado do quadrado se efetua a partir da cruz unindo-se os extremos contíguos desta. A cruz se constrói no interior da circunferência, desenhando-se um diâmetro e sua perpendicular. Isso nos devolve à consideração de que tudo parte de um Centro único, que o quaternário manifesta.

O tetraedro é a figura geométrica que expressa o quaternário na tridimensionalidade. Sua projeção vertical sobre o plano ao qual pertence sua base é um triângulo equilátero cujas três alturas convergem em seu centro, reflexo da cúspide do poliedro. O ponto afirmado no seio do triângulo e acima do tetraedro são imagens do Verbo manifestado, pelo que se diz que o quatro é o número da Manifestação.

Na Loja, o ponto mais alto é o olho do Delta luminoso, ou a iod do Tetragrama divino, ambos os símbolos do grande Arquiteto do Universo para cuja glória trabalham os maçons. (7) O quaternário também é revelado pela planta em forma de quadrado longo do Templo maçônico e do pavimento mosaico, cujas dimensões são igualmente significativas (comprimento duplo ou triplo que a largura; retângulo de litígios de largura 3 e comprimento 4; comprimento e largura em proporção áurea, etc.).

O giro da cruz ao redor de seu centro – engendrando a circunferência que, em união com seu centro, representa o denário – é a expressão geométrica da circulação do quadrante que a Tetraktys pitagórica simboliza aritmeticamente (1 + 2 + 3 + 4 = 10). A cruz resolve exatamente o problema inverso da quadratura do círculo, dividindo sua área em quatro partes iguais, o que se pode expressar numericamente permutando os termos da igualdade anterior (10 = 1 + 2 + 3 + 4).

(8) Para quadrar o círculo com um quadrado cuja área seja igual à do círculo dado, se requer a intervenção do quinário: deve-se inscrever, em primeiro lugar, um pentágono no círculo; logo, um segundo pentágono cujos vértices sejam os pontos médios dos arcos de circunferência limitados por vértices adjacentes do primeiro pentágono; e, por último, outros dois pentágonos cujos vértices se acham pela bissecção dos arcos demarcados respectivamente por um vértice do primeiro pentágono e o vértice mais próximo do segundo.

Obtêm-se assim quatro pentágonos cujos vinte vértices, que podemos numerar correlativamente, se distribuem uniformemente ao longo da circunferência. As retas que passam por quatro pares de vértices tais como o segundo e o quinto, o sétimo e o décimo, o duodécimo e o décimo quinto, e o décimo sétimo e o vigésimo delimitam um quadrado cuja área é muito aproximadamente a do círculo dado.(9)

O Aprendiz maçom que ingressa em Loja toma assento na coluna do Setentrião. Diz-se que é a região menos iluminada do templo, apta para quem acaba de iniciar suas andanças pela via do Conhecimento e que “ainda não é capaz de suportar uma grande luz”.
Procedente do âmbito da manifestação total do Ser, simbolizada pelo denário e pela roda ou o círculo, começa seu caminho de retorno à Unidade, isto é, ao centro de si mesmo iluminando seus passos com uma ainda débil claridade interior. Como o personagem do nono arcano do Tarot, lanterna na mão, avança lentamente, com paciência e em solidão, regressando do nove ao oito, do oito ao sete…
Autor: Marc Garcia
Tradução: Sérgio K. Jerez
Notas
1
René Guénon, La Gran Tríada, cap. II. Ed. Obelisco, 1986.
2
René Guénon,  Sobre el Número y la Notación Matemática. Cuadernos de la Gnosis nº 4, pág. 7. Ed. Symbolos, 1994.
3
Relação proporcional de três quantidades das quais uma é o termo médio, da forma a/b = b/c. Na proporção áurea, a é o comprimento do segmento dado,b o de seu segmento áureo e c o da parte menor.
4
Ver Robert Lawlor, Geometría Sagrada, cap. V. Editorial Debate, 1993. A “unidade de medida” a que nos referimos é um comprimento eleito por convenção como escala com a finalidade de poder medir, com relação a ela, os demais comprimentos. Tratando-se de uma magnitude continua, é divisível indefinidamente a diferença da unidade aritmética, a qual é necessariamente indivisível e sem partes (ver René Guénon, Sobre el Número y la Notación Matemática. Cuadernos de la Gnosis nº 4, págs 25-26. Ed. Symbolos, 1994). Por outro lado, se na equação da nota 3 se atribui um valor 1 ao comprimento ac resulta ser o quadrado de b, e reciprocamente, b a raiz quadrada de c.
5
Lao Tse, Tao te King, XLII. Versião de John C. H. Wu. Editorial Edaf, 1993.
6
René Guénon, os Principios do Cálculo Infinitesimal, cap. IX
7
Ver Sete Maestros Masones, Símbolo, Rito, Iniciación. La Cosmogonía Masónica, cap. 13. Ed. Obelisco, 1992.


terça-feira, 25 de abril de 2017

MAÇONARIA: ENTENDA PRIMEIRO E CRITIQUE DEPOIS


O que você tem contra os Maçons?

Não, fala aí, bota pra fora o que você tem contra.


Por acaso ele morde, faz xixi no tapete, taca pedra e corre, xinga a sua família quando passa na porta de sua casa, enfim, o que ele faz para que você tenha tanta bronca dos Maçons?

Eu não posso acreditar que uma pessoa vai a um culto, (qualquer um) fala em Deus a todo o momento, coloca lá a sua contribuição na sacolinha, se dedica com fervor em seus cânticos ao ponto de chorar sem parar  e quando sai deste local, que também é sagrado (respeitemos sempre o sentimento religioso do próximo), ao se deparar com um Maçom, investe com uma fúria mortal, transformando-se de um filho do Salvador, para um agressor em potencial.

Interessante é que, chegamos a nosso Templo, sem fazer alarde, colocamos o nosso balandrau, praticamos os nossos ritos, sem abrir a boca pra falar de ninguém, porém, basta que nos localizem com um símbolo na lapela ou um anel no dedo que já é o suficiente para nos chamar de filhos de satanás, ou coisa do gênero.

Creio que o fanatismo só caminha  para  derrota, principalmente a interior, não podemos impor nenhum sentimento religioso, até porque, a Maçonaria não é religião e para se ter uma ideia, temos irmãos pertencentes a diversas religiões, porém, com o sentimento único e verdadeiro de irmandade.

Mesmo assim,  praticando a igualdade, a fraternidade e a liberdade em todos os momentos, dedicando toda ajuda que possível ao próximo no silêncio da noite, na certeza de ser atendido em nossa corrente de união, com tudo isto, somos excluídos por certos grupos religiosos, que desconhecem o nosso papel na sociedade.

Fazer o que?  Seguimos em frente, até porque sabemos que estamos como soldados do nosso  GADU e como tal, não podemos esmorecer.  

domingo, 23 de abril de 2017

EM BUSCA DA PRÓPRIA VERDADE



Vivemos em busca de algo que nem sempre sabemos o quê. E baseados nesta busca, passamos a vida fazendo escolhas. Desde cedo somos obrigados a fazer escolhas. Escolhemos com o que vamos brincar quem será nosso amigo, o que vamos ser quando crescer, que caminho profissional vamos seguir com quem vamos nos casar.

Escolhemos também coisas mais simples, como o que vamos comer que caminho vamos fazer com que roupa vamos sair. Mas se pararmos para pensar, veremos que nossa vida nada mais é do que uma grande seqüência de escolhas que fazemos a cada instante de nossa existência.

Das mais simples às mais complexas, das mais mutáveis às mais definitivas, as escolhas são a essência de nossa vida. Mas será que escolhemos com consciência e de acordo com nossa própria verdade? Geralmente não. 

É certo que a todo o momento criamos nossa realidade. Tudo que nos acontece é fruto de nossas escolhas. Isto porque, em primeiro lugar, uma escolha sempre leva a outras. Além disso, muitas vezes escolhemos sem saber, pois nossos pensamentos e sentimentos possuem mais força do que podemos imaginar. Isto porque pensamentos e sentimentos são vibrações capazes de materializar acontecimentos em nossa vida.

E como muitos deles são inconscientes, nem sempre sabemos o quanto estamos materializando determinadas coisas em nossa vida. E tanto os pensamentos e sentimentos conscientes como os inconscientes têm poder. Muitas vezes, os inconscientes têm até mais poder por buscar uma forma de se fazerem presentes. 
   
Querem nos mostrar o que passa dentro de nós mesmos e que sua voz seja ouvida. Acontece que muitos deles também não estão em sintonia com nossa verdade interna. O tempo todo fazemos escolhas baseadas em nossos pensamentos, sentimentos e padrões, e como tudo que acontece em nossa vida é fruto de nossas escolhas, devemos estar mais atentos ao que estamos escolhendo e ao que de fato queremos.

Por isso o autoconhecimento é tão importante! Pois quando nos conhecemos e estamos sintonizados com nossa verdade, tudo parece fluir melhor e fica mais fácil encontrar a felicidade verdadeira. E Sempre podemos rever nossas escolhas e mudar o nosso futuro.  Muitas vezes nos lamentamos pensando em escolhas erradas que fizemos no passado. Devemos nos perdoar e seguir em frente. Se escolhermos errado foi porque não tínhamos uma sintonia com nossa essência, com nossa mais pura verdade, fazia parte de nosso caminho e aprendizado.

Temos que nos conscientizar que podemos e devemos escolher o que acontece no “aqui e agora” e no que acontecerá daqui para frente. É possível escolher diferente. 

É possível mudar de opinião, de escolha, de caminho. É possível seguir em frente de acordo com o que nosso eu verdadeiro deseja. É ele quem sabe o que é melhor para nós. Para isso, podemos nos auto conhecer e contar também com os sinais que a vida nos dá.

Esses sinais vêm através de nossas sensações, dos sonhos, das pessoas que conhecemos e encontramos, e de muitas outras maneiras. Se estivermos atentos, fica mais fácil observar o que se passa a nossa volta.

Mas é sempre bom lembrar que sintonizamos algo que tenha ressonância com o que estamos emitindo.  Vejo que temos muitas formas de chegar a esta nossa verdade. E uma delas é o mapa astrológico, capaz de nos apresentar ao nosso eu verdadeiro, à nossa própria verdade. Ele nos mostra o caminho a seguir. Nos mostra quem somos e onde queremos chegar. 

Mostra quais nossas motivações e onde nossas escolhas se baseiam: se em fatores conscientes ou inconscientes, se escolhemos de acordo com o que nos é mais fácil ou confortável, se na nossa verdade ou em padrões herdados ou aprendidos etc.

O mapa também pode nos mostrar quais os desafios e dificuldades que encontramos em nosso caminho, onde tendemos a esbarrar ao fazer uma escolha e ao buscar nosso futuro. Apresenta-nos, também, as oportunidades que temos que aproveitar além de nos mostrar quais nossos verdadeiros talentos.

É como um mapa que nos mostra o caminho do tesouro, que é nossa verdade, nosso bem mais precioso. Quando paramos de escolher baseados no que nos prende, no que não é compatível com nossa essência, tudo começa a fluir em nossa vida e podemos de fato encontrar a felicidade. O caminho pode ser trabalhoso, difícil, cheio de obstáculos. 

Mas sem dúvida vale à pena encontrar-se com aquilo que mais importa em nossa vida: nossa própria verdade. Ao fazermos isso, é como que um milagre estivesse se manifestando.

Passamos a fazer escolhas mais conscientes. Conseguimos mudar o que precisa ser alterado, fortalecer o que precisa ser mantido e então estamos prontos para viver em plenitude a nossa felicidade. Por isso, convido todos a fazerem esta busca, a reverem as escolhas e a encontrarem-se consigo mesmos. Vale à pena tentar!


BIBLIOGRAFIA
Esta Peça de Arquitetura foi escrita por Titi Vidal e extraída do blog 
http://titividal.com.br/ 

sexta-feira, 21 de abril de 2017

A INSTALAÇÃO DO NOVO VENERÁVEL MESTRE


Nestes dias que antecederam e os que serão posteriores à distribuição, teremos muitas Sessões Magnas de Instalação e Posse nas Lojas jurisdicionadas.

É importante que fique bem claro que não é “Instalação e Posse do Venerável Mestre”, o Mestre Maçom escolhido para presidir a Loja é INSTALADO pela Comissão Instaladora e ELE dará POSSE aos Vigilantes e demais Oficiais.

Instalar na interpretação moderna é colocar objetos/pessoas necessárias a determinado trabalho ou empreendimento o que não deixa de ter sentido dentro do labor maçônico, mas a nossa cerimônia está mais ligada a um símbolo do que propriamente ao Irmão.

Este símbolo é o Trono de Salomão e por mais incrível que possa parecer fazemos a ritualística muito bem próxima a que é praticada nas Instalações das autoridades eclesiásticas. 

Quando há vaga em alguma paróquia, o novo Padre é INSTALADO por seus superiores e ao final é reconhecido pela comunidade como respeitável (venerável) condutor do rebanho do Senhor. 

A Instalação é o assentamento (stallum = assento) do Mestre Eleito ou do Mestre Escolhido na cadeira de maior destaque; estas denominações são ainda da época em que a Maçonaria tinha apenas dois Graus (Aprendiz Contratado e Companheiro de Ofício) e os Irmãos escolhiam entre os Companheiros um Irmão para conduzir os trabalhos e dar a palavra final. 

O interessante é que hoje valorizamos muito a condição do Venerável Mestre de abrir os trabalhos, dirigir a Loja e esclarecer com as luzes de sua sabedoria os assuntos da Sublime Ordem. 

Se isto fosse a situação mais importante, as reuniões maçônicas só aconteceriam com a presença do Venerável Mestre da Loja e todos nós sabemos que não é assim que acontece. 

Na ausência dele, naturalmente o Primeiro Vigilante abre a Loja, preside os trabalhos e sabiamente traz luz à Sessão, afinal mudam-se as pessoas, mas o Trono é o mesmo. 

Mas então quais são as grandes prerrogativas do MESTRE INSTALADO? 

Na verdade é uma só, pois todas as demais ele pode delegar poderes de representação a seus Oficiais, a única que é de sua inteira responsabilidade é o ato de SAGRAR o novo Aprendiz na Iniciação, o novo Companheiro na Elevação e o novo Mestre na Exaltação. 

Este termo deve ser bem compreendido por todos nós, afinal Maçonaria não é religião e nós não SAGRAMOS no sentido de tornar algo SAGRADO nos conceitos religiosos. 

Sagrar é um verbo transitivo que tem sim seu uso em cerimônias religiosas (dedicar a Deus, benzer, santificar), mas o usamos no sentido de conferir um título, uma honra, tornar respeitado e conhecido pelo grau alcançado. 

Acabamos confundindo a conjugação do verbo sagrar no particípio passado (sagrado) com o adjetivo daquilo que é consagrado ao culto (sagrado). 

Como ficam as Sessões Magnas sem a presença do Venerável Mestre? Devem ser adiadas? Só se a vaidade do Venerável Mestre exigir!

Aos Irmãos que de agora em diante estarão à ”frente” da Oficina meus parabéns e guardai este ensinamento: 

"Você pode conseguir qualquer coisa que queira na vida, se você ajudar o suficiente outras pessoas a conseguirem o que elas querem." Zig Ziglar.


terça-feira, 18 de abril de 2017

O CONCEITO FILOSÓFICO DE TEMPO E A RÉGUA DE 24 POLEGADAS



O presente artigo aborda a questão da régua de 24 polegadas e o conceito filosófico do tempo, buscando afirmar que o instrumento conferido ao aprendiz maçom contém diversos elementos de contemplação dos filósofos gregos. O artigo ressalta que o maçom, ao usar a régua como um instrumento cotidiano pode obter “tempo” para a vida maçônica e familiar, evitando-se a ausência em ambos os ambientes.

A Questão do Tempo
A maioria das pessoas, lógico supor, admite uma compreensão intuitiva do tempo. Pra essa maioria o tempo é algo ao mesmo tempo cotidiano, empírico, científico, fácil e complexo, poético e assustador, sentimental ou frívolo.

Falamos do ontem, do hoje e do amanhã. Referenciamos no passado de nossas vidas, para hoje planejarmos e pensamos no futuro de nossas famílias. Enfim, existe um tempo que passa ao mesmo tempo em que outros passam o tempo.

Para muitos o passado como tempo é história e o futuro especulação. O hoje e o agora não existem, sendo apenas uma referência de segundos entre o passado e o futuro.

Deus é, diriam alguns, logo não existe passado ou futuro na mente de Deus. Talvez por isso Santo Agostinho tenha escrito em suas Confissões: “O que é o tempo? Se ninguém pergunta, sei o que ele é; mas se alguém me pergunta e tento explicá-lo, já não sei mais.” (SANTO AGOSTINHO, 1997).

Poderíamos, partindo da premissa acima, considerar que o tempo é algo ou objeto de difícil definição, podendo apresentar diversos conceitos e abordado de formas diferentes, dependendo do ramo da ciência, seja arte, geometria, biologia, astronomia, matemática, física, sociologia ou filosofia.

Não se pretende neste artigo uma abordagem sobre cada um desses aspectos, mas apenas demonstrar que o simbolismo da régua de 24 polegadas, em especial no Rito de York, possui profunda atualidade filosófica sobre o que concerne ao tempo.
A Régua de 24 polegadas na Maçonaria

A primeira observação que fazemos é quanto às características básicas da régua, um instrumento simples, milenar, que nos ensina, de uma forma mais simples ainda, o caminho direto entre dois pontos, dois destinos. Com a régua medimos um seguimento do infinito. Uma parte de nossa vida. A retidão que buscamos.

Após a cerimônia de iniciação maçônica, no primeiro grau da Ordem, o Aprendiz Maçom recebe uma régua, ou é instado a pensar sobre a utilidade de “uma régua de 24 polegadas”, que, devidamente dividida em três partes iguais, deve remetê-lo a adequar a utilização do tempo cotidiano. A Maçonaria a adota porque simboliza o dia com suas vinte e quatro horas, exigindo dos maçons uma adequada utilização das horas do dia.

No campo maçônico, a graduação nela colocada de vinte e quatro polegadas, serve para mensurar o tempo, as vinte e quatro horas do dia, em que o homem deve distribuir suas atividades. No Rito de York, a “cautela” ganha importância na vida do maçom. Associar, portanto, a cautela à régua de 24 polegadas nos parece ser um bom caminho para explorarmos o conceito de tempo.

Um maçom deve usar no cotidiano de sua existência, as 24 polegadas como representação de 24 horas, divididas em três partes de 8 horas: descanso, trabalho e solidariedade.

Assim deve de certa forma, dividi-las entre suas atividades matinais, nem sempre realizadas, como sua primeira refeição diária, às vezes esquecida. Outras horas dedicadas ao seu trabalho; à necessária recreação, muitas das vezes não considerada; suas reflexões, em geral pouco ou mal aproveitadas; e o merecido repouso, como nos prega a mensagem maçônica. E as outras oitos horas servindo a Deus ou a algum necessitado.

Filosoficamente, poderíamos dizer tratar-se de um caminho entre a norma e a ordem, entre o que se quer fazer e o que se deve fazer, entre o passional e o racional, entre a direção da ponta do malho ao topo do cinzel. Indica a própria construção do homem, a lapidação de sua forma mais bruta em busca da perfeição (RAGON, 2005).

O exercício na separação de cada tempo, dando o ritmo necessário para cada etapa, faz com que o homem evolua, cresça se realize e desenvolva habilidades que de outra forma poderia pensar ser impossível realizá-las.

A constante assertiva de muitos maçons contemporâneos de que “não tem tempo”, quer para ir à Loja ou realizar atividades de filantropia, demonstra uma não utilização dos princípios maçônicos sobre a administração do tempo (ALCÂNTARA FILHO, 2012).

Segundo os conceitos filosóficos do simbolismo maçônico, “tempo obtido” seria uma vitória pessoal, inigualável, uma capacidade de autogestão, ou a pura demonstração da vontade, de responsabilidade e do reconhecimento de si própria. 

Um caminho que se propõe reto é íntegro e honesto. Cada nova ação proposta deverá ser bem estudada, analisada, e, para ser edificada, basta incluí-la nos intervalos de cada ponto de nossa régua, utilizando para isso os princípios éticos que envolvem a liberdade, a igualdade e a fraternidade (BAYARD, 2004).

No campo simbólico, junto ao malho e o cinzel, a régua forma um conjunto de ferramentas, ou instrumentos, que devem ser usados pelo Aprendiz em seu trabalho, como diz o ritual do Rito Escocês Antigo e Aceito. Já no Rito de York, mais antigo que esse, a régua de 24 polegadas está associada ao “martelo de corte”, um instrumento muito mais apropriado ao trabalho no “desbastar” da Pedra Bruta.

De qualquer forma, a régua era usada pelos maçons operativos, aqueles que remontam das lendas míticas aos construtores de templos, para executar um trabalho de precisão na construção, medindo, delineando, ajustando o traçado ou limites do corte de uma determinada pedra para uma construção específica.

O Tempo: Primeiros Conceitos
Aristóteles (1995), em sua obra “Physique IV, Tratado do Tempo”, faz uma reflexão sobre a realidade física do tempo, aquela que é medida pelos relógios, dando inclusive a impressão que descarta o tempo psicológico, demonstrando que o tempo é uma ilusão. Para ele, o momento presente, como “instante”, não pode existir para o homem, pois não pode ser percebido instantaneamente, como no sonho (BURNET, 1994).

Ele formula uma questão-chave: “O tempo poderia existir sem a alma e o pensamento, que são os verdadeiros sujeitos de toda a medição? (218b)”. Depois de uma análise desta questão, ele mesmo formula a resposta afirmando que isso poderia ser válido para todas as coisas, menos para o tempo e o movimento.

As respostas acima seriam analisadas séculos depois por Santo Agostinho. Mas, retornando a Aristóteles, podemos ressaltar a definição de seu objeto: “O tempo, se não é o próprio movimento, é seu número calculado, isto é o resultado da medição” (219). Assim ganhamos consciência do tempo pelo fato do movimento representar uma sucessão contínua, definida como um antes e um depois, ou seja, “O tempo é o número do movimento conforme o antes e o depois” (219b).

Lógico que já evidenciamos esses conceitos aristotélicos no simbolismo da régua de 24 polegadas, no sentido de podermos medir numericamente um espaço de movimento menor (ciclo de oito horas) durante um dia (três ciclos de oito horas).

Analogamente, no item 223-b da mesma obra, Aristóteles diz que “a locomoção circular (o movimento dos astros no céu) é a melhor medida, porque seu número é o mais conhecido”, o que também remete a simbolismo maçônico do Rito Escocês.

Heidegger (2012), ao citar Platão, afirmou que o tempo nasceu quando um ser divino colocou ordem e estruturou o caos primitivo. O tempo tem, portanto, de acordo com Platão, uma origem cosmológica. Ele procura estabelecer a distinção entre o “ser” e o “não ser”. O mundo do “ser” é fundamental e não está sujeito a mutações. 

Ele é, portanto, eternamente o mesmo. Este mundo, entretanto, é o mundo das ideias, apreensível apenas pela inteligência e pode ser entendido utilizando-se a razão. O mundo do “não ser’’ faz parte das sensações, que são irracionais, porque “dependem essencialmente de cada pessoa” (LUCE, 1994).

O domínio do tempo estaria nesse segundo mundo, assim como tudo o que se observa no universo físico, tendo assim uma importância menor. Talvez possa ser dito que, para Platão, o tempo essencialmente não existe, uma vez que faz parte do mundo das sensações.

O Tempo da Alma
Platão (2002), em Timeu, afirma que o “deus quis que todas as coisas fossem boas”. Portanto, para ele, esse deus:

[…] teve a ideia de criar uma espécie de imagem móvel da eternidade, e, enquanto organizava o céu, criou à semelhança da eternidade imutável em sua unidade, uma imagem em eterna evolução, ritmada pelo número; e é isto que chamamos de tempo. À constituição do tempo, ele combinou o nascimento dos dias, das noites, dos meses e do ano (Platão. Timeu e Critias ou Atlântida, 2002).

Esses princípios mostram a universalidade do ensino simbólico da Maçonaria, em especial na régua de 24 polegadas, pois o ciclo se repete, a cada oito medições numéricas, num ciclo ininterrupto de três medições. Ou seja, a cada hora, a cada dia, mês e ano. Enfim, a régua e os conceitos platônicos nos remetem a nossa própria vida e eternidade.

Santo Agostinho (op. cit) oferece-nos outra reflexão sobre o tempo onde ele opõe a eternidade imóvel num eterno presente e o tempo que passa. Para ele o “Verbo” eterno é o criador de todos os tempos em que a criação pode ocorrer. E no capítulo XIII afirma que não havia tempo antes que o tempo existisse, mostrando que o futuro não existe ainda, o passado já não existe mais e presente vai desaparecer à medida que o tempo avança, sendo, portanto efêmero.

Outra contribuição de Agostinho é que do tempo “psicológico” de Aristóteles constrói a ideia de tríade:

[…] passado-presente-futuro que não existem em atos, mas nas representações de nossas mentes, e se existem nas representações de nossas mentes, eles o fazem na forma presente, pois é no presente que concebemos ou imaginamos o futuro e nos recordamos do passado (cap. XVII)”. (ABRÃO & COSCODAI, 1999).

A humanidade tem necessidade de medir o que ela concebe como tempo. A régua de 24 polegadas expressa essa necessidade. Portanto, deve ser dividida em três partes iguais, pois aqui o tempo se apresenta como número e, como todos os números, indicando quantidade – quer de tempo ou de horas – não passa de um produto prático de pensamento.

Considerações Finais
A natureza do tempo tem sido um dos maiores problemas desde a antiguidade, quer no que concerne à medição, passagem, fluidez, linearidade ou circularidade, se divino, cósmico ou meramente físico.

Acredita-se cada vez mais que ele é uma das propriedades gerais do pensamento humano ou uma se suas exterioridades e que, para a compreensão e entendimento de nossa humanidade, precisa ser dividido em três dimensões lineares: o passado, o presente e futuro.

Sabemos que devemos a máxima de “nunca nos banhamos duas vezes no mesmo rio” a Heráclito (1988), que é o filósofo da transformação e do movimento perpétuo. Conceito que reforça o princípio de que a divisão igual em 24 partes da régua, embora repetida cotidianamente pelos maçons, nunca terá o mesmo objetivo, pois se renova automaticamente, ao final de cada ciclo de 24 horas.

Mesmo sendo uma contraposição ao pensamento de Platão (op. Cit), que, ao defender um “ciclo mítico de eterno retorno”, onde o tempo era um movimento cíclico e assíduo, pois aquilo que acontecia no passado era repetido e retornava (VERNANT, 1992), a régua de 24 polegadas reafirma um conceito de que a repetição insensata de pensamentos e ações, diariamente, traz infortúnios.

Na perspectiva de Kant, o tempo é uma estrutura da relação do sujeito com ele próprio e com o mundo, uma forma “a priori” da sensibilidade, uma espécie de intuição pura e ao mesmo tempo, uma noção objetiva de observação e não extraído da experiência, ou seja, um dos limites para o conhecimento no plano da sensibilidade.

Independente do valor material, físico e matemático da medição do tempo, relacionando-o ao passado, presente ou futuro, à medida que o tempo se torna subjetivo ou psicológico, cada ser humano pode vivenciá-lo numa situação agradável, desagradável, lenta, rápida, penosa ou alegre. Conclui-se, portanto que o homem, pela sua condição de mortal, é afetado por processos diferentes do que ocorrem no espaço infinito.

Há uma assertiva na Maçonaria brasileira de que “somos todos aprendizes”. Sendo assim, a régua de 24 polegadas, pelo menos teoricamente, nos acompanha sempre. Se seu simbolismo é usado junto à nossa capacidade mental de reter acontecimentos e imagens passamos a ter uma condição fundamental para as características fundamentais da vida social, o que inclui obrigatoriamente a necessidade de “tempo” para nós mesmos e para nossas famílias.

Autor: Luiz Franklin de Mattos Silva
Fonte: Revista Fraternitas in Praxis
Luiz é biólogo, Mestre em Zoologia pelo INPA e Doutor em Biologia de Água Doce pelo INPA/Roseinstel School of Marine Science. Mestre Instalado, é membro da Loja Maçônica “Acácia de York No. 52”, Sumo Sacerdote do Capítulo “York No. 40” de Maçons do Real Arco e Grande Secretário de Planejamento Estratégico do GOIRJ.

Referências Bibliográficas
ABRÃO, B.S.; COSCODAI, M.U. História da Filosofia. São Paulo: Nova Cultural, 1999. ALCÂNTARA FILHO, N. Irmãos, Ajudai-me a Abrir Loja. São Paulo: Madras, 2012. ARISTÓTELES. Physique IV, Traité du temps. Paris: Kimé, 1995. BAYARD, J. P. A Espiritualidade da Maçonaria: da Ordem Iniciática Tradicional às Obediências. São Paulo: Madras, 2004. BURNET, J. O Despertar da Filosofia Grega. Trad. M. Gama. São Paulo: Siciliano, 1994. HERÁCLITO. Fragments et Témoignages, Les Présocratiques. Paris: Gallimard, 1988. HEIDEGGER, M. Platão, o Sofista. São Paulo: Editora Forense Universitária, 2012. LUCE, J.V. Curso de Filosofia Grega. Trad. M.G. Kury. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994. PLATÃO. Timeu e Critias ou Atlântida. Rio de janeiro: Hemus Editora, 2002. RAGON, J. M. Ritual do Aprendiz Maçom. 8ª Ed. São Paulo: Pensamento, 2005. SANTO AGOSTINHO. Confissões. Rio de Janeiro: Editora Paulus, 1997. VERNANT, J. P. As origens do Pensamento Grego. Trad. I.B.B. da Fonseca. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 7ª ed., 1992.


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