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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

AS VIAGENS DO COMPANHEIRO MAÇOM


Através de símbolos a maçonaria, que é uma escola filosófica, nos conduz a um continuo processo de evolução. Quando iniciamos a construção do nosso templo interior somos submetidos às provas das antigas iniciações: a terra, o ar, a água, e o fogo.

Desejando passar de grau e continuar no crescimento pessoal, nos apresentamos à porta do templo, prestes a iniciar as novas viagens.

A viagem dos sentidos, os cinco sentidos do homem: Visão, Audição, Olfato, Tato, e Paladar. O vocábulo “Sentido” é derivado do latim ‘sentire’ e se aplica a qualquer uma das aptidões da alma.

Através dos sentidos, o corpo humano estabelece um relacionamento perfeito com o mundo exterior, a percepção pelos sentidos “convencionais”, à razão do viver. Contrário ao homem isolado, encarcerado, tendo perdido seus sentidos, aproxima-se muito do ser inanimado o qual passa a ter uma vida vegetativa, quase que a definição da morte.

Esta viagem simboliza o período que devemos nos aperfeiçoar na prática de desbastar, utilizando os instrumentos de corte e de polimento. Quando o Apr.’., busca a perfeição, deve lembrar que sozinho não pode terminar a obra, que o eleva A.’.G.’.D.’.G.’. A.’. D.’.U.’. Isto exige um duro e penoso trabalho, não se desviando do traçado que os mestres desenharam.

A viagem da Arquitetura: Objetiva o estudo das cinco ordens da arquitetura:
• Dórica que significa União e representa a Inteligência;
• Jônica que significa Beleza e representa a Retidão;
• Coríntia que significa Grandeza e representa o Valor;
• Compósita que significa Força e representa a Prudência;
• Toscana que significa Perfeição e representa a Filantropia.

Estas ordens formam a base simbólica da maçonaria, pois além de considerar a arte de construir um princípio operativo, considera um conjunto arquitetônico a formação da personalidade humana, incluindo o seu caráter, seus aspectos moral, intelectual e essencialmente espiritual.

A Régua, adotada pela maçonaria simboliza o dia com as suas 24 horas. Filosoficamente, o maçom deve pautar sua vida dentro de uma determinada medida, ou seja, deve programá-la corretamente e não se afastar dela. Nada mais é que o símbolo do qual o apr.’. deve adquirir os elementos práticos da maçonaria, a arte de traçar linhas sobre os materiais desbastados e aplainados.

A viagem das artes liberais, concebidas na época do surgimento do REAA: gramática, retórica, lógica, musica e astronomia. Evidentemente hoje teríamos uma gama bem diferente a considerar, pois a evolução da tecnologia ensejou o surgimento de novas profissões, nem imaginadas na época. Esta viagem simboliza o ano no qual se confia ao Apr.’. a direção, o transporte e a colocação de materiais trabalhados.

Simbolicamente este instrumento representa a força da inteligência subjugada pela vontade do homem. Basta-lhe um ponto de apoio para erguer um peso enorme sob a simples pressão muscular de um braço.

Arquimedes dizia: "Dai-me um ponto de apoio que erguerei o mundo". Quando nos deparamos com algum obstáculo a ser removido, aparentemente impossível, o maçom deve buscar esse "ponto de apoio". 

A solução pode estar bem perto de nós e não visualizamos porque nossa atenção está voltada somente para o grande obstáculo.

Não há peso que não possa ser removido. Existindo o problema, ao lado estará à solução, basta encontrá-la. Devemos aprender a usar esse poder que a maçonaria propicia.

A viagem da filosofia, essencialmente dedicada à memória dos grandes filósofos: Solon, Sócrates, Licurgo e Pitágoras. Utilizada para transformar, desbastar, ou polir devidamente o maçom, tornando-o útil a construção.

O ângulo reto nos ensina a retidão de nossas ações. O maçom, em sua linguagem simbólica, diz que pauta a sua vida "dentro do esquadro", querendo dizer que tudo está na dependência da retidão, tanto na horizontalidade como na verticalidade. Ainda, teremos dois caminhos que vão se afastando, se nossa vida for pautada de forma correta encontraremos o caminho da verticalidade espiritual e o da horizontalidade material.

Este símbolo deve ser utilizado principalmente na elevação do edifício em direção ao seu todo, verificando a colocação de materiais reunidos para terminar a obra maçônica. Ele ensina que só a aptidão, o zelo e a inteligência demonstrados em vossos trabalhos podem nos elevar acima dos menos instruídos e zelosos.

A viagem da glorificação, do trabalho: significa que, tendo terminado a sua aprendizagem material, em que ele conduziu o instrumento de trabalho, pode almejar alguma coisa além do plano físico do Aprendiz, pronto para a transição do plano físico ao espiritual, ou cósmico. Esta viagem mostra que o Apr.: suficientemente instruído nas práticas manuais deve, durante do último ano, aplicar-se ao estudo teórico.

Não basta estar no caminho da Virtude para nela nos conservamos e chegarmos à perfeição. São necessários muitos esforços.

Conclusão: A evolução maçônica depende de muito trabalho e dedicação, e nos anos que ainda teremos pela frente na busca da evolução. Disto dependerá ser a nossa obra terminada e perfeita.

As viagens nos mostram que sem o trabalho, seja bruto ou intelectual, e sem o uso adequado dos instrumentos a sua transposição será difícil e talvez até incompleta. Por isso devemos realmente nos dedicar a aprender dia a dia, hora a hora grau a grau.

Fontes: GRANDE ORIENTE DE SÃO PAULO. Ritual de Companheiro Maçom – Rito Escocês Antigo e Aceito. GOSP; CAMINO, Rizzardo da; Simbolismo do segundo grau: Companheiro; 3. Ed. São Paulo: Madras, 2009; SANTOS, Sebastião Dodel dos – Dicionário Ilustrado de Maçonaria.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

SOL E LUA



Na parede (ou junto ou perto desta) do lado oposto à entrada do espaço de reunião de uma Loja maçônica são visíveis representações do Sol e da Lua, aquele do lado direito de quem entra esta do lado oposto.

O Sol, estrela sem a qual não seria possível a existência de vida no nosso planeta, desde a mais remota Antiguidade que foi associada pela Humanidade à Vida, à Criação.

As religiões primitivas divinizavam o Sol. O mesmo se verificou no Egito, na Suméria e noutras regiões das civilizações da Idade do Cobre e subsequentes, prévias às mais elaboradas crenças greco-romanas e ao Monoteísmo.  

O Sol sempre foi associado ao princípio ativo, ao masculino, ao poder criador.

Por outro lado, a Lua é associada ao princípio passivo, ao feminino, à fecundidade.

A colocação destes símbolos no espaço das reuniões maçônicas não tem nada a ver com crenças pagãs ou religiosidades primitivas, mas insere-se na mesma linha da simbologia do pavimento mosaico: a chamada da atenção para a dualidade, especificamente, no caso, para a polaridade.

O Sol e a Lua simbolizam o dia e a noite, a luz direta e a luz reflexa, a ação e a reflexão, o trabalho ou atividade e o descanso, o dinâmico e o estático, a crueza da forte luz solar e a placidez da suave luz lunar, a ação e a reação. São símbolos que nos recordam que nada é tão simples e direto como possa parecer á primeira vista, que a aparência exterior que brilha como a luz solar encobre a natureza interior que se vislumbra como a pálida luz da Lua. 

Os dois símbolos recordam-nos que a tempo de agir e tempo de refletir. Há tempo de fazer e tempo de descansar. Há tempo de aprender e tempo de ensinar. Há ação e contemplação. Há dia e há noite. Há verso e há reverso. Todas estas dualidades integram a Realidade, afinal constituem a Realidade.

O Sol e a Lua dão-nos a noção do dinamismo da Vida, da Criação, do Real, da interação entre duas polaridades que se atraem e que se repelem que mutuamente se influenciam. Dois princípios, duas forças, dois elementos, dois fatores, que ambos existem ambos são reais, mas ambos são incompletos, completando-se apenas mediante a sua mútua influência. Tal como já o Pavimento Mosaico perspectivara, a Criação, a Vida, o Real, não são estáticos, não são simples, não são básicos. São dinâmicos, são complexos, são evolutivos. 

Ao meditar sobre a relação entre estes dois símbolos, o maçom deve adquirir a noção de que se não deve limitar a um único aspeto da realidade, a um único tema de estudos. A espiritualidade é importante, mas não menos importante é a materialidade. Espírito e matéria não se opõem - completam-se. Tal como o Sol e a Lua não se digladiam, repartem entre si o dia e a noite.

E um dia completo, um ciclo de vinte e quatro horas, compõe-se de dia e de noite, do reino do Sol e do tempo da Lua. Assim também o Homem completo não dedica apenas a sua atenção aos assuntos do espírito, também se dedica aos negócios da vida real e quotidiana, material.

Tão incompleto é aquele que apenas se importa com o material, o dinheiro, o poder social, o ter, ignorando a vida espiritual, o aperfeiçoamento moral, o interior de si mesmo, o ser, como aquele outro que navega nas regiões etéreas do esoterismo, ignorando, ou fazendo por ignorar, que a Vida é esforço e trabalho e pó e carne e esforço e ação e construção.

O Sol e a Lua simbolizam opostos, mas opostos que mutuamente se influenciam e se completam. Assim deve o maçom gerir a sua vida: estudar, mas também aplicar, contemplar sem deixar de trabalhar, imaginar, mas também executar, fazer e descansar, ter o que necessita para Ser, mas Ser sempre acima do mero Ter.

Rui Bandeira  


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

22 DE FEVEREIRO - “DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM”


” Dias dos Maçons” 
O Maçom, por princípio, não deve ter um dia específico para agir maçonicamente. 
Todos os dias são Dias do Maçom, pois a construção do Templo Interior é um trabalho árduo, diuturno e que leva uma vida para ser concluído.

No entanto, existem datas festivas que são comemoradas em homenagem aos Maçons, quer em âmbito Nacional, quer em âmbito Internacional, como veremos a seguir:

No Brasil, comemoram-se também o DIA NACIONAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL, em 17 de Junho e o DIA “NACIONAL DO MAÇOM , em 20 de agosto.

A criação do dia 22 de fevereiro como “DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM”, representa uma justa homenagem a um grande maçon, que antes de tudo, após a sua luta pela Independência de seu país, preferiu como forma de governo, uma República Democrática, transformando-se num dos Grandes vultos da História Universal.

O GOB – Grande Oriente do Brasil, através do Decreto Nº: 003, de 10/02/95, seu Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, atendeu à recomendação da reunião das mais importantes potências Maçônicas do mundo, e passa a comemorar o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, no dia 22 de fevereiro, com plenas justificativas maçônicas e históricas.

Sua historia.
Nos dias 20, 21 e 22 de fevereiro de 1994, realizou-se em Washington, nos Estados Unidos, a Reunião Anual dos Grãos-Mestres das Grandes Lojas da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México).

Estiveram presentes como Obediências Co-Irmãs, a Grande Loja Unida da Inglaterra, a Grande Loja Nacional Francesa, a Grande Loja Regular de Portugal, a Grande Loja Regular da Itália, O Grande Oriente da Itália, a Grande Loja Regular da Grécia, a Grande Loja das Filipinas, a Grande Loja do Irã (no exílio); além do Grande Oriente do Brasil, a delegação chefiada pelo Grão-Mestre Francisco Murilo Pinto, que ali estava como observador.

Ao encerramento dos trabalhos, o Grão-Mestre da Grande Loja Regular de Portugal, Ir. Fernando Paes Coelho Teixeira, apresentou uma sugestão aprovada pelos Grãos-Mestres de todas as Grandes Lojas dos Estados Unidos e mais as do México e Canadá, no sentido de fixar o dia 22 de fevereiro como o DIA INTERNACIONAL DO MAÇOM, a ser comemorado por todas as Obediências reconhecidas, o que foi aprovado.

Por quê 22 de fevereiro?
No dia 22 de fevereiro de 1732, em Bridges Creek, na Virginia (EUA), nasceu GEORGE WASHINGTON, o principal artífice da independência dos Estados Unidos. Nascido pouco depois do início da Maçonaria nos Estados Unidos – Vale ressaltar que a Maçonaria nos Estados Unidos teve início em 23 de abril de 1730, no estado de Massachussets, dois anos antes-. George Washington foi iniciado em 04 de novembro de 1752, na “Loja Fredericksburg Nº: 04″, de Fredericksburg, no estado da Virginia; elevado ao grau de Companheiro em 1753, e exaltado a Mestre em 04 de agosto de 1754.

Representante da Virginia no 1º Congresso Continental (1774) e Comandante das forças coloniais (1775) dirigiu as operações, durante os cinco anos da Guerra de Independência, após a declaração de 1776. Ao ser firmada a paz em 1783, renunciou à chefia do Exército, dedicando-se então aos seus afazeres particulares.

Em 1787, reunia-se, em Filadélfia, a Assembléia Constituinte, para redigir a Constituição Federal e Washington, que era um dos Delegados da Virginia; é eleito por unanimidade para presidi-la. Depois de aprovada a Constituição, havendo a necessidade de se proceder à eleição de um Presidente, figura nova na política norte-americana, Washington, pelo seu passado, pela sua liderança, e pelo prestígio internacional de que desfrutava, era o candidato natural e foi eleito por unanimidade, embora desejasse retornar à vida privada e dedicar-se às suas propriedades.

O Primeiro Presidente Norte-Americano GEORGE WASHINGTON, sendo um forte defensor da democracia, permitiu que o seu país emergisse como uma nação verdadeiramente voltada aos interesses do povo. Foi eleito por mais duas vezes ao cargo, mas após o final de seus mandatos, ele não tentou permanecer no poder. Então estabeleceu a organizada e pacífica passagem de poder de um líder eleito para outro – um precedente que sempre permaneceu em vigor em toda a história dos Estados Unidos.

Segundo alguns biógrafos de George Washington, este não era um grande pensador ou orador, assim como outros líderes americanos anteriores tais como Thomas Jefferson, James Madison ou Benjamin Franklin.

O legado do primeiro presidente norte-americano continua até hoje. A capital do país, Washington D.C. (Distrito de Colúmbia), recebe seu nome. Uma nação agradecida reconhece que sua grandeza se deve em grande parte a homens como Washington, que lutaram para criar um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e a busca pela felicidade”. Mesmo que a história americana não seja impecável, a nação provou ser uma fonte de liberdade, oportunidade e riqueza para norte-americanos e imigrantes de outras nações do mundo.

Como Presidente da República norte-americana, nunca olvidou a sua formação maçônica: ao assumir o seu primeiro mandato, em abril de 1789, prestou o seu juramento constitucional sobre a Bíblia da “Loja Alexandria Nº: 22″, da qual fora Venerável Mestre em 1788; em 18 de setembro de 1783, como Grão-Mestre pro-tempore da Grande Loja de Maryland, colocou a primeira pedra do Capitólio – o Congresso norte-americano – apresentando-se com todos os seus paramentos e insígnias de alto mandatário Maçom.

Faleceu em sua casa em 14 de dezembro de 1799, seu sepultamento ocorreu no dia 18, em sua propriedade de Mount Vernon, numa cerimônia fúnebre Maçônica, dirigida pelo Reverendo James Muir, capelão da “Loja Alexandria Nº: 22″, e pelo Dr. Elisha C. Dick, Venerável Mestre da mesma Oficina.

O nome "maçonaria" provém do francês maçonnerie, que significa "construção", "alvenaria", "pedreira". 

O termo maçom (ou maçon), segundo o mesmo Dicionário, provém do inglês mason e do francês maçon, que quer dizer 'pedreiro', e do alemão metz, 'cortador de pedra'. 

O termo maçom, portanto, é um aportuguesamento do francês; maçonaria por extensão significa associação de pedreiros.

Estudiosos e pesquisadores costumam dividir a origem da maçonaria em três fases distintas.
Maçonaria Primitiva 
Maçonaria Operativa 
Maçonaria Especulativa.


    Aabraç:.    P:. T:.V:.T:.


        " Yitzhak Rabin"
          CIM 186381


sábado, 22 de fevereiro de 2014

ROMPER A MARCHA COM O PÉ ESQUERDO


Amados IIr.'., “...quando a alma natural se encontra vazia, e a nova alma nasce, nela irradia a estrela de Belém......esta corrente de força, parte da cabeça para o pé direito, e do pé direito para a mão esquerda, e da mão esquerda para a mão direita, e da mão direita ao pé esquerdo, quando então volta a subir até a cabeça. Assim é traçado o pentagrama mágico.  A rosa revela-se e seu perfume é exalado.”

Adentrar a Loja com o pé esquerdo significa, “por-se resolutamente a caminho”, Os significados de romper a marcha com o pé esquerdo são intermináveis.

Historicamente, gostaria de relembrar-vos que o início da Maçonaria Especulativa, deu-se no Século XVIII. Neste mesmo período, R. Vonka atribui o fato de que, quando do ataque do soldado com a baioneta, ele avança primeiro com o pé esquerdo à frente empunhando a baioneta, portanto temos dessa forma a relação temporal com a Maçonaria Especulativa, que foi criada em 1723.

Wirth defende que a marcha deveria ser rompida com o pé direito, pois segundo sua ótica, a direita representa atividade, iniciativa, raciocínio, enquanto que a esquerda a passividade, a obediência e o sentimento, portanto o pé direito deveria ir em frente, apoiado pelo esquerdo cujo papel seria de segui-lo.

Plantagenet defende o rompimento da marcha com o pé esquerdo, visto que nos apoiamos no pé direito. A direita representa a razão permanecendo estável, enquanto que a esquerda o sentimento, que é a única que se move.

Ao contrário apoiaríamos no esquerdo, passivo e sentimental, lançando-se à frente a razão.


O pé direito servindo de apoio, viria a corrigir os erros que a esquerda houvesse cometido.

A grande maioria da população é composta por homens destros. Gostaria de ressaltar aos Amados IIr.'. que o lado do cérebro humano que comanda o lado direito, é o da esquerda.

Quando trabalha-se em radiestesia ,a sensibilidade de energias do campo sutil é captada pelo radiestesista destro, através de sua mão receptora que é a esquerda, enquanto que a direita é a emissora.

O importante em minha ótica, é que os IIr.'., despidos de metais, rompam a marcha com o pé de sua alma espiritual, e que este mesmo pé esmague e cave masmorras ao vício, e caminhe rumo aos templos das virtudes, sob os auspícios do GADU.'.

Fraternalmente, e que os IIr.'. permaneçam na paz do G.'.A.'.D.'.U.'..

Or.'. de São Paulo, janeiro de 2007 E.'.V.'.
Ir.'. Paulo César Brêga dos Santos – 0582 - M.'.M.'.
A .'.R.'. L.'. S.'. “Verdadeiros Amigos 04/38”

Bibliografia: j. Van Rijckenborgh no livro os Mistérios Gnósticos da Pistis Sophia (2).
Fragmentos de pensamentos de Plantagenet, R. Vonk
a, e Wirth .

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MAÇONARIA: HISTÓRIA, LENDA E MITOS


A Maçonaria dá uma crescente atenção à sua História. Pela mesma razão que cada sociedade o deve fazer: os sucessos passados são à base da situação presente e as lições para as atuações futuras. Conhecer a sua História é beneficiar de uma aprendizagem duramente feita, ao longo de séculos.

E uma parte dessa aprendizagem foi à conveniência de distinguir entre o que é História da Maçonaria e o que são histórias à roda ou inspiradas na Maçonaria. Esta aprendizagem fez-se na Maçonaria como se fez na sociedade.

Ainda no século XIX, a História (com H maiúsculo), em resultado da cultura baseada no Romantismo da época, pouco mais era do que a narração de episódios épicos envoltos em véus tecidos pela imaginação, que realçavam as qualidades dos que na época eram incensados.

A evolução da Ciência Histórica gradualmente habituou-nos à necessidade de fixação de fatos e ações em função das provas documentais ou de outra natureza existentes. Por vezes caindo-se porventura no extremo oposto da recusa de dar por assente determinado fato ou ação, porque se não encontrava prova considerada bastante para tê-lo como verificado, em exagero que dá um novo e particular e enviesado significado à expressão Tribunal da História...

Da época em que a pesquisa histórica se enleava com a imaginação romântica, sobram-nos alguns mitos, que, à falta de comprovação, pelo menos nos estimulam os egos e a imaginação. O rigor histórico dos dias de hoje permite estabelecer, com algum pormenor e o devido rigor, o crescimento e a evolução da Maçonaria, desde a fundação da Premier Grand Lodge de Londres, em 1717, até à contemporaneidade. Neste período, já significativo, a tarefa do investigador histórico está facilitada pelo profuso acervo documental que os maçons se habituaram a deixar para a posteridade.

Só o fato de ser rotineira, desde há séculos, a elaboração e guarda de atas registrando os sucessos ocorridos nas reuniões das Lojas facilita enormemente o trabalho do investigador. Em muitos casos, poder-se-á até dizer que o problema porventura será já o oposto: o excesso de documentação, que dificulta, quiçá torna impraticável, normalmente, a análise de toda a documentação e a extração das pérolas de interesse histórico do meio da imensidão de registros de reuniões banais de gente vulgar tomando decisões corriqueiras.

Já quando se busca conhecer as origens históricas da Maçonaria as dificuldades são maiores. Os documentos e registos não abundam e rareiam mais à medida que se recua no tempo. O manuscrito mais antigo relacionado com a Maçonaria que se conhece é o Poema Regius, de finais do século XIV, um poema sobre os deveres morais, divulgado nos tempos modernos por Halliwell-Phillips numa comunicação, intitulada Da Introdução da Maçonaria em Inglaterra, apresentada na sessão de 1838-1839 da Sociedade de Antiquários. O manuscrito do poema é, por esse fato, também por vezes referido como Manuscrito Halliwell.

Através deste documento, confirma-se que as Lojas das corporações de construtores em pedra, os maçons que hoje designamos por operativos, existiam organizadamente no século XIV e, mais importante, que já nessa época, não se preocupavam unicamente com a guarda, transmissão e aprendizagem das técnicas de construção (algumas avaramente guardadas, como, por exemplo, a forma prática de tirar ângulos retos, imprescindível para que os edifícios fossem construídos com os cantos efetivamente a 90 graus e não ficassem com as paredes tortas, em aplicação da chamada 47.º Proposição de Euclides, a formulação geométrica do - agora - bem conhecido Teorema de Pitágoras), mas evidenciavam também interesse pelas regras de comportamento moral. Ou seja, o mais antigo documento relacionado com a Maçonaria mostra-nos que os maçons operativos já começavam a ser também especulativos, muito antes da transformação das instituições da Maçonaria Operativa na moderna Maçonaria Especulativa.

Os documentos históricos disponíveis e analisados indicam que a moderna Maçonaria Especulativa tem o seu início nos séculos XVII-XVIII nas Ilhas Britânicas, mediante evolução das Lojas das corporações de construtores em pedra pré-existentes.


Os construtores (que não tinham só preocupações profissionais, mostra-nos o Regius) foram paulatinamente aceitando entre si elementos não pertencentes à profissão (senhores que os protegiam e que lhes davam trabalho, depois intelectuais que consideravam e que, pelo seu prestígio local, valorizavam as suas Lojas), originando uma surpreendentemente rápida transição da Maçonaria Operativa para a moderna Maçonaria Especulativa. Simbolicamente, marca-se o início formal desta através da constituição da Premier Grand Lodge de Londres, em 1717. Mas, na época, e antes, havia outras Lojas, para além das quatro Lojas de Londres fundadoras dessa Grande Loja, designadamente, na Escócia, na Irlanda e na região de York. Da Maçonaria pré-estabelecida na região de York reclama-se herdeira - e mais antiga Grande Loja do Mundo - a relativamente pouco conhecida (e não reconhecida pela UGLE e pela Maçonaria Regular) The Grand Lodge of All England at York

Desde a fundação da Premier Grand Lodge, a evolução histórica da Maçonaria até aos dias de hoje é bem conhecida.

(Este texto foi originariamente publicado no blog A Partir Pedra em 20 de janeiro de 2009)

Rui Bandeira


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

A MINHA PROMESSA DE (MI)


Até hoje, nem mesmo num esforço profundo de imaginação, poderia compreender o que representa ser um Mestre Instalado.

Após a minha Instalação, após o Ritual por que passei, após todos os juramentos que conscientemente fiz, fico a indagar; Agora que conheço os juramentos que um Mestre na "Cerimônia de Instalação" teve que fazer, quanto já assisti e presenciei da quebra desses juramentos.

Somos antes de tudo Homens, por sermos Homens, nossos Vícios sobrepujam as nossas Virtudes.

Na nossa Nobre Arte, devemos erguer Templos a Virtude e Cavar Masmorras ao Vício.

Como iremos Cavar Masmorras ao Vício sem Construirmos o nosso Templo Interior.

Como iremos Construir o nosso Templo Interior sem buscarmos nos espelhar nos ensinamentos daqueles que nos antecederam e que foram depositários dos ensinamentos do G.A.D.U.

Só aquele que recebe esses ensinamentos e não os assimila que fecha a porta do seu coração para não compreende-los e praticá-los, é que poderá quebrar esses sagrados juramentos. Falhando para consigo mesmo, para com a Maçonaria, para com o G.:.A.:.D.:.U.:. e como conseqüência para com toda a Humanidade.

Aquele que senta no Trono do Venerável, não pode pensar em estrelato mas sim em ser a Estrela Guia que Irradiará, Amor, Amizade sincera, Paz, Tolerância e Exemplo para aqueles que com ele esteja convivendo.

Por tudo isso é que no exercício do mandato, no cumprimento dessa nobre missão, devemos Resgatar e Resguardar os Legítimos Postulados Maçônicos, Praticando a Verdadeira Maçonaria, com Luz, Harmonia, Compreensão , Justiça, Trabalho, Fidalguia e Tolerância.

Por tudo isto, com a Humildade que deve Caracterizar aquele que tem assento ao Trono de Salomão, não só conclamo, mas, para aqueles que com a montagem da Administração da Loja eu tenha errado, e com certeza devo tê-lo, porque nem mesmo o Mestre dos Mestres conseguiu agradar a todos, a estes, como Homem e como irmão, peço-lhes perdão.

Quero que todos sejam, a Extensão dos Meus Braços para podermos viver abraçados, e abraçarmos fraternalmente a todos os que nos procurarem como irmãos.

Quero que sejam a Extensão das Minhas Pernas, para que possamos sempre caminhar juntos e abraçados, com todos amparando a todos, e Subirmos a Escada de Jacó.

Meus irmãos, busquemos a União de Pensamentos, de Atitudes e Princípios, Vamos Recomeçar, Vamos nos Reiniciar, Vamos ser Verdadeiros Mestres, na Construção das Moradas do Senhor.

Vamos nos Unir em Torno do Ideal Maior da Nossa Sagrada Ordem, Sozinhos, pouco ou nada podemos Fazer, porém, unidos, com certeza, Moveremos as Montanhas do Vício e faremos com que a Virtude venha a Triunfar.

Cada Loja constituída, é um pedacinho ínfimo do todo, somos um pequenino grão de areia diante da montanha de maçons que hoje temos em todo o mundo.

Não serão as Lojas, e sim os Maçons, que Conseguem Dentro Delas se Transformar em Iniciados da Nossa Sagrada Ordem, que irão Alicerçar a Construção de um Mundo Melhor para toda a Humanidade.

As Religiões não conseguiram fazer do planeta Terra a Morada do Senhor, Elas precisam ser ajudadas. Somente a Maçonaria, por ser iniciática, eclética e dinâmica, é que poderá fazer com que as Religiões Possam Ajudar a Construir o Templo do Senhor.

Quanto aos cargos em Loja, são nada para ser disputado, diante do muito que dentro e fora da Loja temos a fazer, Aqui, se quisermos, nos receberemos a Luz, pois o verdadeiro trabalho do Maçom está no mundo profano, lá, com a ajuda de todos os Irmãos, é que está o verdadeiro edifício que se deverá construir.

A Maçonaria nos Cobra, O Mundo nos Reclama, os nossos legítimos postulados nos ensinam.

Vamos esquecer os falsos maçons que permeiam pela sociedade, a eles, no Oriente Eterno será perguntado, Sois Maç.’.?, e as suas respostas, que serão os seus atos quando aqui pela Terra Passaram, dirão, Não és Maç.:, malgrado tudo o que galgasses, pois nada aprendestes, Volta, Começa Tudo de Novo.

Vamos fazer das nossas Lojas um celeiro de Luzes a irradiar por todo o Universo Maçônico, e quiçá, esta mesma Luz, alcance toda a Humanidade, Ela Alcançará, nos Assim Juramos e Faremos.

GRUPO MAÇÔNICO ORVALHO DO HERMON


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

ROMÃS E COLMEIAS



 

Normalmente colocadas sobre os capitéis das duas colunas que marcam a entrada do Templo - do espaço onde ocorre uma sessão ritual maçônica - estão seis romãs, três sobre cada um dos capitéis.

Este número já é uma simplificação. O Templo de Salomão (que muitos dos símbolos maçônicos evocam) teria representado, sobre as suas colunas de entrada nada mais, nada menos do que quatrocentas romãs! Com efeito, podem ler-se no segundo livro dos Reis, capítulo 7, versículos 18 a 20: "Fez também romãs em duas fileiras por cima de uma das obras de rede para cobrir o capitel no alto da coluna; o mesmo fez com o outro capitel. Os capitéis que estavam no alto das colunas eram de obra de lírios, como na Sala do Trono, e de quatro côvados. Perto do bojo, próximo à obra de rede, os capitéis que estavam no alto das duas colunas tinham duzentas romãs, dispostas em fileiras em redor, sobre um e outro capitel."

E, no segundo livro de Crônicas, capítulo 4, versículo 13, encontramos: "Há quatrocentas romãs para as duas redes, isto é, duas fileiras de romãs para cada rede, para cobrirem os dois globos dos capitéis que estavam no alto da coluna." 

Para além da representação simbólica de elemento decorativo do Templo de Salomão, as romãs simbolizam a união entre os maçons, a igualdade essencial de todos combinada com a individualidade de cada um.

A observação do fruto elucida-nos rapidamente da razão de ser destas representações simbólicas. Uma romã tem uma casca dura e resistente, que representa o espaço físico da Loja: uma e outro abrigam as infrutescências (os obreiros), mantendo-os a coberto de elementos exteriores (pragas; profanos). As infrutescências (as "sementes", "bagas" ou "grãos") representam os obreiros da Loja. Tal como as infrutescências da romã são todas diferentes umas das outras, havendo leves variações de formato e de tamanho, também os obreiros de uma Loja mantêm a sua individualidade própria. Mas, se comermos as infrutescências da romã, verificamos que todas elas têm exatamente o mesmo sabor, o mesmo grau de doçura em função do amadurecimento do fruto, independentemente da forma e do tamanho delas.

Assim também os obreiros de uma Loja pese embora as inevitáveis diferenças decorrentes da sua individualidade, estão unidos na mesma essencial igualdade.

Tal como as bagas de uma romã estão unidas por uma pele branca, que torna difícil e trabalhoso a sua separação, assim também os obreiros de uma Loja se unem por laços de fraternidade, auxiliando-se mutuamente nas adversidades, cooperando nos seus estudos ou projetos.

Os grãos da romã estão firmemente unidos e apertados uns contra os outros. Se abstrairmos da cor granada (romã em castelhano), assemelham-se a um favo de mel, lembrando as abelhas, que, tal como os maçons, trabalham incessantemente, aquelas colhendo o néctar nos campos para fabricar o mel, estes recolhendo da Loja e de seus Irmãos os ensinamentos, os exemplos, que lhes são úteis para o sempre desejado aperfeiçoamento pessoal.

Enquanto que na Maçonaria latina e no Rito Escocês Antigo e Aceite se utiliza a simbologia da romã, ela não é usada na Maçonaria anglo-saxônica, no Rito de York ou no Ritual de Emulação. Estes, pelo contrário, utilizam o símbolo da colmeia.

Uns e outros procuram enfatizar o mesmo: a união entre os maçons. Mas uns fazem-no com recurso à romã, outros através da colmeia.

A meu ver, esta diferença é essencialmente cultural. A sociedade latina, mediterrânica é essencialmente gregária. O gregarismo meridional acentua a importância do estar junto, sendo essa união que gera a força grupal que protege o indivíduo e potencia as suas capacidades. Já as sociedades anglo-saxônicas e nórdicas privilegiam a iniciativa, a ação e, assim, enfatizam a organização da colmeia como forma de potenciar as capacidades de cada abelha para o bem comum.

Os símbolos maçônicos não nascem do nada e não são interpretados no limbo. Resultam das sociedades onde os maçons se inserem. Esta diferenciação é exemplo disso, na minha ótica.

Rui Bandeira 

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