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“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MAÇONARIA – GRANDE INSTITUIÇÃO SOCIAL


“O benevolente propósito da Instituição Maçônica é de alargar a esfera da felicidade social e de promover a felicidade da raça humana” (Washington).

Fraternidade – A Maçonaria se preocupa com a elevação da humanidade a um estado de vida feliz, onde o amor fraternal ligue todos os seres humanos esparsos sobre a superfície da terra. Deixando de lado, agora, as artificiais distinções de posição e riqueza que são, contudo, necessárias no mundo o progresso normal da sociedade, os seus membros reúnem-se em suas Lojas sobre um comum nível de Fraternidade e Igualdade. O relacionamento entre Irmãos deve guardar o sentimento de Fraternidade.
Somente as virtudes e os talentos constituem títulos e merecem ocupar lugar mais elevado, sendo o grande objetivo de todos verem quem pode trabalhar e agradar mais.
A sua amizade e fraternal afeição são inculcados ativamente e assiduamente cultivados, e, sendo estabelecido este grande vínculo místico, distingue de maneira peculiar a sociedade.
Caridade - A Caridade é um dos primeiros deveres do Maçom, consignado nos mais antigos usos e costumes da Ordem. Desta forma, todas as Obediências maçônicas possuem serviços de assistência, seja sob forma de simples auxílio mútuo, sejam através de fundações e manutenção de hospitais, creches, dispensários, orfanatos, etc., sendo em algumas delas grandemente desenvolvidos. Como em todas as reuniões entre Maçons deve correr o Tronco de Solidariedade, ou Beneficência, há em todas as Oficinas um Oficial encarregado de fazê-lo circular, o Hospitaleiro.
Como uma das virtudes teólogas, a Caridade é recomendada e ensinada em quase todas as práticas e símbolos da Maçonaria.
A Caridade é também uma das três bases ou colunas da Maçonaria, devendo resultar do êxito de todo trabalho empreendido com fé e prosseguido com esperança. Todos os rituais encarecem o valor da prática da caridade, pois, como dizia S. Paulo (I Cor. XII 13), ela é superior às outras duas virtudes.

Considerando que a prática da Caridade predispõe a alma para o Bem, e consequentemente para a perfeição moral do homem, a Maçonaria a incluiu entre os seus postulados. Deve ser esclarecido, no entanto, que a caridade maçônica não se exerce por meio de esmolas.
Os nossos antepassados, há séculos, reuniram-se sob ritos antigos, não para exercer a caridade, mas para procurar a Verdadeira Luz... A caridade é uma consequência das nossas doutrinas, e não a finalidade das nossas reuniões.
Solidariedade maçônica - é o amor em crescimento íntimo, preparando-nos para a verdadeira fraternidade, impulsionando-nos a outros objetivos de ação perante a vida. É despertar para o bem, consciencializando-nos interiormente para as diretrizes novas. Ajudar é exercício de apoio legítimo. Não só beneficia, mas, acima de tudo, desenvolve o sentimento de solidariedade, ampliando o amor, a fraternidade.

O exercício desse sentimento engrandece e desenvolve as possibilidades de crescimento interior, direccionando-o para a verdadeira solidariedade, preconizada pelo Mestre dos Mestres, do “amai-vos uns aos outros”, que devemos alcançar em nossas experiências sucessivas de progresso interior.
Nada mais angustiante que sentir a impossibilidade de socorrer as necessidades de um Irmão desprovido de meios de sobrevivência.
É com tacto e discrição que devemos ajudar os nossos Irmãos. Têm eles direito à nossa proteção, uma vez que aos que faltam do necessário são os credores dos que gozam do supérfluo. A beneficência é, pois, uma simples justiça. Deve ser realizada como um dever de solidariedade, sem nunca fornecer pretexto a atos de ostentação ou de vaidade, fontes de orgulho para aquele que dá e humilhação para quem recebe.
Todos podem ser úteis uns aos outros. Cada um tem necessidade de todos, e quem se recusar a socorrer o seu semelhante, está se excluindo, por este fato, da comunhão dos Iniciados.
Embora a Maçonaria não seja de nenhum modo uma sociedade de beneficência nem de socorros mútuos, como muitos erradamente pensam o espírito de solidariedade não obstante, não está alheio ao Maçom; deve, ao contrário, fazer parte de sua própria natureza e condição de Maçom.
Podemos, assim, por exemplo, observar perfeitamente o caso típico do Aprendiz que, sofrendo a influência das prescrições de sua vida profana, considera ainda a palavra “solidariedade” como sinônimo demagógico de “caridade”. Ele a pratica por superstição, sem alegria, mas no sentido de assegurar-se a benevolência daquele que o julgará, no momento de sua morte. Com os ensinamentos maçônicos não demorará em admitir que a solidariedade não seja outra coisa senão o prolongamento, no plano moral, da interdependência econômica e social dos homens que vivem em sociedade.
Há obrigações devidas por todo Maçom aos seus irmãos, que assim podemos resumir: assistir um irmão em sua aflição ajudá-lo em suas virtuosas empresas; fazer votos para o seu bem-estar; conservar os seus segredos; e defender a sua reputação tanto na sua ausência como na sua presença.
Servir é a nossa melhor maneira de caminhar. O trabalho dignifica, engrandece e, acima de tudo, nos torna úteis. Quer seja servil, intelectual ou sentimental, guardemos sempre o objetivo puro de concorrer para o bem. Cabe-nos o dever de crescer em amor, sabedoria, enriquecendo os sentimentos, multiplicando potencialidades. Em linguagem mais extensa:
1.    Quando as necessidades de um irmão solicitarem o nosso auxílio estaremos sempre prontos para prestar-lhe tal assistência, para salvá-lo da ruína, enquanto não for prejudicial a nós ou às nossas relações, se o acharmos merecedor disso.
2.    A indolência não será causa de nossas hesitações, nem de nossas indignações e não nos farão desviar; mas esquecendo qualquer consideração egoísta, seremos sempre prontos para servir, socorrer e sermos benevolentes para um companheiro em aflição, e mais particularmente a um irmão Maçom.
3.    Quando fizermos votos ao Deus Todo-Poderoso para o bem-estar de um Irmão, o lembraremos como se fosse nós próprios; como as vozes das crianças e dos inocentes sobem para o Trono da Graça, assim com certeza as súplicas de um coração fervoroso elevam-se até as mansões da bênção, tanto quanto as nossas preces são certamente necessárias aos outros.
4.    Guardaremos como se fosse nosso o segredo de um irmão a nós confiado como tal; como se traindo esta confiança poderíamos fazer-lhe o maior dano que seria capaz de sofrer nesta vida mortal; não somente isto, mas seria semelhante à vilania de um assassino, que se embosca na escuridão a fim de apunhalar o seu adversário, quando desarmado e não estando preparado para enfrentar um inimigo.
5.    Suportaremos o temperamento de um irmão em sua ausência como o faríamos em sua presença; se estiver em nosso poder, não o insultaríamos injustamente, nem permitiríamos que outros o fizessem.
Para muitos Irmãos que não distinguem a diferença entre Caridade e Solidariedade, basta dizer que a caridade é um favor que se presta, ao passo que a solidariedade é uma obrigação. A finalidade das Lojas Maçônicas, de um lado, é facilitar a procura da Verdade e, do outro, é ensinar o desbaste de Pedra Bruta (necessidade de esquadrejamento); mas não somente aos Aprendizes.
O que há de menos difícil é de contribuir materialmente para o alívio dos infortúnios que podem ser socorridos. As Confrarias do trabalho, desde os tempos mais remotos impuseram aos seus adeptos a obrigação de assegurar a existência das viúvas e dos órfãos de sua Congregação. O ancião impotente tampouco era abandonado; recebia cuidados convenientes e sabia que funerais decentes lhes seriam reservados. Os Maçons modernos não quiseram se subtrair a estes tradicionais e sagrados encargos; assim toda a Loja tem seu tronco de beneficência.
Valdemar Sansão – M:. M:.


domingo, 27 de outubro de 2013

HUZZÉ


A “palavra HUZZÉ tem origem hebraica, embora em árabe seja pronunciada “HUZZA”, para os antigos árabes ‘HUZZA” era o nome dado a uma espécie de acácia consagrada ao sol, como símbolo da imortalidade, e sua tradução significa força e vigor, palavras simbólicas que fazem parte da tríplice saudação feita na Cadeia de União: Saúde, Força e Vigor. Na Inglaterra a aclamação “HUZZÉ” tem a pronúncia UZEI, tomada do verbo TO HUZZA (aclamação) como sentido “viva o rei”.

Significados:
§  No pequeno Vademecum Maçônico do Ir.´. Ech Lemos: “Houzé” – Grito de alegria dos maçons do rito escocês .
§  No dicionário de maçonaria do Ir.´. Joaquim Gervasio de Figueiredo: Houzé – Grito de aclamação do maçom escocês.
§  No dicionário maçônico do Ir.´. Rizzardo da Camino, Huzzé é apresentado como uma corruptela de HUZZA, que seria a expressão de alegria e louvor usada pelos maçons ingleses traduzida por “viva”.
§  Biblicamente, HUZZÉ era o nome de uma personagem.
Pronúncia:
Deve-se pronunciar “HUZZÉ”, dando ênfase ao som da letra “H”, a qual exige um sopro mais forte, e “ZZÉ” como afirmação, como que solfejando um Dó bem longo e terminando em Fá, tendo a sensação de estar passando do escuro da noite para o alaranjado da manhã, da dúvida para a certeza, da angústia para serenidade.

Em maçonaria, HUZZÉ é uma exclamação, e como tal, deve ser clamada com um sopro forte, quase gritado, em dois sons, para que possa ser respeitada a harmonia musical do vocábulo, a fim de que se conserve todo efeito esotérico desta saudação ao GADU.´., significando que Deus é sabedoria, força e beleza. HUZZÉ, HUZZÉ, HUZZÉ, ou seja, salve o GADU.´. , salve o GADU.´. , salve o GADU.´.

O valor do HUZZE está no som, a energia provocada elimina as vibrações negativas. Quando em Loja, surgirem discussões ásperas e o V.´.M.´. receiar que o ambiente possa ser ‘perturbado” suspenderá os trabalhos, e comandará a expressão HUZZÉ, de forma tríplice, reiniciando os trabalhos, o ambiente será outro, ameno e harmônico.

Dentro de Loja, o V.´.M.´. comanda no início dos trabalhos a exclamação HUZZÉ, que deve ser pronunciada em uníssono. Essa exclamação prepara o ambiente espiritual, afastando os resquícios de vibrações negativas trazidas para dentro do templo pelos IIr.´.

Ao término dos trabalhos é exclamado para “aliviar” as tensões surgidas. Toda liturgia maçônica compreende os aspectos místicos, físicos e psíquicos.

O HUZZÉ que provoca a expulsão do ar impuro, substituído pelo “Prana” que se forma no Templo, harmoniza o ambiente numa escala única, num nível salutar, capacitando o maçom para receber em seu interior os benefícios da Loja.

Quando um maçom é solicitado a exclamação o HUZZÉ que o faça conscientemente para obter, assim, os resultados mágicos dessa manifestação física de seu organismo, portanto deve ser aprendida e ensinada, para que possas ser exercitada com Sabedoria Força e Beleza.


Bibliografia:
"Simbolismo do Primeiro Grau" – Rizzardo da Camino
Bíblia – Livros 2 – Samuel, cap. 06
"Dicionário Maçônico" - Rizzardo da Camino
"Dicionário da Maçonaria" – Joaquim Gervasio de Figueiredo


MANOEL JÚNIOR 
C.'.M.'., Loja Verdadeiros Amigos - São Paulo/SP, Brasil


PRIMEIRA IMPRESSÃO EM MINHA INICIAÇÃO


Já imaginava que minha iniciação na Maçonaria seria um dos momentos mais marcantes de toda minha vida, seria como nascer de novo, um renascimento para uma nova vida, uma vida justa, de luz, uma vida de “Fraternidade e Evolução”.

Minha primeira impressão se deu início na data de minha sindicância, quando tive o primeiro contato com meus futuros irmãos. Ir.’. Nicolas me transmitindo tranqüilidade durante todo o processo com sua carisma, Ir.’. Luiz Sérgio efetuava a maioria das perguntas com seu sorriso fraterno, e por sua vez nosso Ir.’. Alcides através de seu semblante me transmitia seriedade e respeito.

Tinha certeza de que isto seria apenas uma amostra dos sentimentos que encontraria em minha futura Augusta e Respeitável Loja, porém será que seria aceito e recebido como Aprendiz Maçom?

Passados alguns dias, mais precisamente ao vigésimo sétimo dia do mês de maio do ano de dois mil e oito às 17hrs, quando chega a minha residência meu padrinho Ir.’. Eliseu, me dizendo que havia chegado à hora e que tudo estava pronto. Seguimos até a porta do Cemitério ao final de minha rua, por ordem do Ir.’. permaneço lá dentro só, refletindo e me questionando. Como será dentro de alguns instantes...? O que sentirei...? 

Após ser vendado e guiado até a loja, permaneço refletindo e aguardando com serenidade este momento único de minha vida, sou recolhido até a câmara das reflexões onde sou obrigado mais uma vez a continuar refletindo sobre minha vida, sobre este momento que estou vivendo e sobre a minha nova vida após ser aceito na Maçonaria.

Sentia-me tranqüilo e este local não se mostrava assustador, todos esses momentos a pouco passados eu já havia presenciado em minha jornada DeMolay.

Reconhecia as vozes dos IIr.’., sabia que estavam presentes irmãos de outras LLj.’., e até mesmo IIr.’. DeMolay’s, IIr.’. sussurravam em meus ouvidos: Fique tranqüilo, força e Boa Sorte! Mais uma vez fui preparado para minha iniciação, despido de todos os metais, nem nu e nem vestido sou conduzido até a porta do templo, andava em minha mente procurando sensações, cheiros, sons até que um profano bater de porta rouba minha atenção...

Após aquelas frases sou conduzido por um tortuoso caminho, e durante minhas viagens sinto vibrações, barulho de espadas, trovões, calmaria, visualizava em minha mente um espaço místico uma vez que nunca havia estado presente nesta loja.

O caminho que percorri de olhos vendados sem dúvida alguma foi uma realização de um sonho de minha adolescência, um jovem DeMolay imaginando-se em sua iniciação Maçônica. Vivi cada momento, cada pancada do malhete, cada prova, cada pergunta.

Com toda a certeza a curiosidade não era o que me trazia entre colunas, porém após sentir um forte amargo, amargo este que me fez mais uma vez refletir sobre minha escolha, sou conduzido novamente ao átrio.

É chegada a hora de receber a Luz que estava oculta aos meus olhos, sinto de imediato como um lampejo, de que essa maravilhosa dádiva estaria me iluminando de uma única vez desde o primeiro momento em que fui anunciado aos IIr.’. ainda no átrio, como um profano livre e de bons costumes.

À G.’.D.’.G.’.A.’.D.’.U.’., agora, com muito orgulho Maçom, recebo minha primeira instrução. Absorvo também algumas palavras vindas do Ir.’. 2º Vig.’., também um Sênior DeMolay, de que devo guardar tudo que aprendi na DeMolay, que a Maçonaria é uma Ordem completamente diferente e com seus respectivos rituais.

Afinal, assim como referenciado em um pequeno texto redigido por um velho e sábio M.’.M.’. “Conhecimento qualquer um poderá adquirir e nunca será global. Sempre escutaremos um tema que ainda não escutamos ou, então, para que escutar?”

 
Guilherme A. Tavares, A.’.M.’.
A.’.R.’.L.’.S.’. Fraternidade e Evolução nº 3198, Or.’. de São Paulo – SP / Brasil
 


terça-feira, 22 de outubro de 2013

MAÇONARIA E INTERNET


X









Existe uma turma mais conservadora na Maçonaria que acreditam ser a Internet a decadência da Maçonaria. Para esses, a Internet vem promovendo uma "banalização" da tradição e ensinamentos maçônicos ao tornar acessível todo tipo de material literário maçônico que se possa imaginar, abrindo os portais mágicos dos segredos ocultos.

Meus Iir.'., o engraçado é que a Internet popular é algo relativamente jovem (Uns 15 anos), tendo mal alcançado sua maioridade como a conhecemos.

Mas não se iludam, faz pelo menos três séculos (1717) que a Maçonaria tem enfrentado ataque, (Igreja Católica, Evangélica, Reis, Governos, etc.), através principalmente de livros espúrios e bulas papais.

A Internet é apenas um meio de comunicação. Não é a Internet que causa algum mal à Maçonaria, quem causa é: a ignorância, a intolerância e o fanatismo dos homens. Fora os péssimos Irmãos que dão mau exemplo ma vida profana e os que estão em Loja.

Faça um exercício simples: vá até um parente ou amigo que não seja maçom e pergunte se ele já visitou algum site ou blog de maçonaria. Provavelmente você escutará um não!

 Isso não é um assunto de interesse dele ( possa ser futebol, novela, jogos, mulheres, etc.). Na Internet, assim como em qualquer outro meio, a literatura não cai no seu colo, você tem que procurar. E só procura por um tema aquele que se interessa por ele.

Aqueles que lêem sobre Maçonaria na Internet são quase que em totalidade, maçons. Os curiosos são pouquíssimos, e para esses há também uma infinidade de livros nas livrarias e bibliotecas de todo o país, que vá à Saraiva do Shopping e verá! A culpa definitivamente não é da Internet.

Há ainda outros pontos a serem considerados:

Sites, Redes Sociais, Facebook, Blogs, Instagram, Picasa, etc.
Se você não quer se expor, não se exponha!

Não publique fotos com copo de "pinga" na mão! Agarrado às mulheres! Na zueira! Pelado! Etc. e tal! Você até esquece que é Maçom! Se empolga!

O que o maçom de hoje precisa ter em mente é que esse é o mundo em que vivemos. 

O famoso e esperado Sec. XXI Era de Aquário, Nova Era, O admirável mundo novo! O mundo da tecnologia (celular, tablet e internet).

Um curioso não descobrirá mais ou menos sobre maçonaria com um blog do que visitando uma livraria ou biblioteca pública.

Seja livro, blog, e-mail, lista, revista, site ou jornal, todos são escritores, e quase nunca se restringem a um único meio. E muitas das informações publicadas são "fantásticas" para "vender livros" e não verdades. 

 Maçonaria se VIVE! Não se lê em livros! Mas não há nada de segredos maçônicos publicados, não se preocupem.

  
Por isso, valorize seu Irmão. Valorize aquele Irmão que se preocupam em compartilhar conhecimento maçônico com os demais. O meio, pouco importa, desde que o conteúdo chegue aos Irmãos, faça-os refletir e colabore em seus desenvolvimentos.

E cuidado com as redes sociais, pois lá está o retrato da sua vida! O pior, registrado e com fotos e comentários!

Ir.'. Denílson Forato , VMD, MI


Nota do blog: trabalho baseado no artigo de  ⋅. Blog No Esquadro

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

MAÇONARIA – SEU SENTIDO OCULTO



“A imagem arquetípica do homem sábio, o salvador ou redentor, está enterrado e dormente no inconsciente do homem desde os primórdios da cultura, que é despertado quando os tempos são fora do comum e de uma sociedade humana está comprometida com um erro grave” *
Na era atual, quando de fato, “os tempos são de conjunto”, a Maçonaria deve ansiosamente abraçar a oportunidade sagrada de despertar a consciência entorpecida dos líderes das massas para as verdades reais da sabedoria maçônica. Esta é a minha oração e minha esperança, e esse desejo me inspirou a apresentar neste tratado a elucidação daquelas verdades maçônicas como me foi dada a luz para vê-los.
Albert Gallatin Mackey, 33 anos, era natural de Charleston, Carolina do Sul, e um de pós-graduação da Faculdade de Medicina em Charleston. Ele era membro de St. Andrews Lodge Nº 10, depois de filiar-se a Salomão Lodge Nº 1, que atuou como mestre em 1842. 
Servindo como Grande Secretário da Grande Loja da Carolina do Sul 1842-1867, tornou-se um cavaleiro templário na Carolina do Sul Acampamento Nº 1 em 1842, o comandante em 1844, e mais tarde foi feito honorário Past Grande Vigilante do Grande Acampamento dos Cavaleiros Templários dos Estados Unidos. 
No Rito Escocês, ele foi coroado um Soberano Grande Inspetor Geral, em 1844, e nesse mesmo ano, tornou-se secretário-geral do Antigo e Aceito Rito Escocês da Jurisdição do Sul, cargo que ocupou em sua morte, em 1881.

* CG Jung homem moderno em busca de uma alma. Harcourt, Brace & Co.
Maçonaria – seu sentido oculto
George H. Steinmetz
A interpretação espiritual do trabalho esotérico da Loja Maçônica analisa as palestras e símbolos dos três graus. (1948)


quarta-feira, 16 de outubro de 2013

PADRINHO: SEJA RESPONSÁVEL!


O maçom que propõe um candidato à iniciação transforma-se em Padrinho desse candidato que, logo após iniciado, assume a condição de seu mestre.

É bom saber que para a apresentação de um candidato por meio de uma proposta colocada na bolsa das premiações ou bolsa de propostas e informações, o proponente deve possuir o grau de mestre Maçom.

A decisão de apresentar um candidato deve ser bem avaliada e estudada e ter do candidato pleno conhecimento de seu viver, pois a iniciação fará com que esse candidato passe a fazer parte da nossa família, a família Maçônica.

A responsabilidade do proponente é moral, sua leviandade poderá pôr em risco todo o grupo, não só a loja, mas como também a própria ordem.

Para o bem geral de todos, você, proponente, deve avaliar bem o seu Candidato e imaginá-lo, olhando do Ocidente, como seu Venerável Mestre, Venerável de sua Loja, dirigindo os trabalhos e tomando decisões, e imaginar se ele tem condições reais para isso.

Por outro lado, as sindicâncias feitas devem ser rigorosas e só submetidas à aprovação quando realmente o sindicato o resultar plenamente apto para ingressar no grupo.

Não ficando o proponente aborrecido, chateado ou melindrado, caso seu Candidato não seja aprovado na Sindicância.

Às vezes é melhor a loja explicar a um Irmão sobre as reais condições de um Candidato, do que este trazer problemas sérios com insatisfação para todo o Grupo.

Todo discípulo tem seu mestre; o padrinho passa a ser o mestre “particular” do neófito e esse, por sua vez, deverá seguir os seus ensinamentos até que atinja o mestrado e possa propor profanos e assim tomar o lugar de quem lhe foi mestre, numa cadeia sucessiva e ordeira.

Dessa forma, o quadro da loja amplia-se e constitui o núcleo da ordem com solidez.

O afilhado Maçom deve empenhar-se ao máximo para que seu mestre o oriente, deve ser ativo e colocar sempre as suas dúvidas para que sejam esclarecidas e resolvidas.

É também condição exigida para que um profano ingresse na maçonaria por intermédio da iniciação.

Não basta o candidato ser politicamente livre, não basta ter um comportamento moral comum, a Maçonaria proclama que a sua filosofia tem base na tradição, nos usos e nos costumes.

 Portanto, costumes não é mero comportamento ou moral de conduta, mas sim um universo de práticas do bem que conduzem o ser humano a uma vida espiritual e moral bem definida, no qual o candidato deve comparecer à iniciação com uma disposição quase inata de amar a seu futuro irmão como a si próprio.

Isso exige um comportamento para com seu próprio corpo, para com sua própria alma e para com seu espírito. Ser livre e de bons costumes constitui uma exigência de muito maior profundidade do que parece a primeira vista. Seria muito cômodo aceitar um candidato que politicamente é livre, pois não há escravidão no mundo, ou que, penalmente, não se encontre preso, cumprindo alguma pena.

A liberdade exigida é ampla, sem compromissos que inibam o cumprimento das obrigações maçônicas, sem restrições mentais.

Todo Maçom, mesmo antigo na ordem, tem o dever de se manter livre e de bons costumes, aprendizes, companheiros, padrinhos, afilhados, mestres, mestres instalados, Grão-Mestre, enfim, todo maçom tem essa responsabilidade.

E o padrinho deve passar ao afilhado toda segurança, perseverança e fé, para que o mesmo consiga desbastar a sua pedra bruta para o aperfeiçoamento humano, e erguer em seu íntimo o seu templo para a morada do Grande Arquiteto do Universo.

Lembre-se sempre de imaginar o seu Candidato dirigindo sua Loja, que você com tanto carinho e dedicação a mantém, e não vai querer de forma nenhuma que ela seja mal dirigida ou administrada.

Naur Soares de Araújo, M.•.M.•.
Obreiro da ARLS. Independência N°119 - Or.•. São Paulo


terça-feira, 15 de outubro de 2013

A ESCADA E O SONHO



Jacó, filho de Isaac e Rebeca e irmão gêmeo de Esaú.

Narra a Bíblia que Isaac estava velho e sua vista se tinha de tal sorte enfraquecida que ele não podia ver nada. Chamou, pois, Isaac a Esaú, seu primogênito, e disse-lhe que pegasse suas armas e saísse à caça e, depois que tivesse apanhado algo, que preparasse dela e levasse para ele comer e ser abençoado antes que morresse.

No entanto, ouviu Rebeca a conversa entre Isaac e Esaú e, tão logo este saiu para a caça, chamou Rebeca a Jacó contando-lhe o que ouvira, aconselhando-o a ir até o rebanho e trouxesse dois cabritos dos melhores para deles preparar a iguaria que sabia ser do gosto de Isaac e, poder assim, em lugar de Esaú, receber a bênção do pai antes que este viesse a falecer. E assim foi feito.

Todavia, para que Isaac não notasse a diferença entre os irmãos, vez que Esaú era todo peludo, vestiu Jacó dos mais preciosos vestidos de Esaú e cobriu as mãos e o pescoço com as peles dos cabritos.

Dando, pois, Isaac a bênção a Jacó, lhe disse: “Eis aqui o cheiro do meu filho, que é como cheiro de um campo bem cheio, ao qual o Senhor abençoou. Deus te dê o orvalho do céu e da gordura da terra, abundância de pão e de vinho.

Os povos te estejam sujeitos, e eles prostem-se diante de ti. Tu sejas o senhor de teus irmãos, e os filhos de tua mãe se inclinem profundamente na tua presença. “Aquele que te amaldiçoar, esse seja amaldiçoado, e aquele que te bem disser, seja cheio de bênçãos”.

Apenas Isaac tinha acabado de dizer estas palavras e Jacó saído, quando Esaú que, tendo apresentado a seu pai o que fizera cozer de sua caça lhe disse: “Levanta-te, meu pai, e come da caça de teu filho, para tu de dares a tua bênção”.

Depois de esclarecidos os fatos, perguntou Esaú a seu pai? E tu, não reservaste também para mim alguma bênção?

Respondeu-lhe Isaac: “Eu o constituí a ele teu Senhor; sujeitai-lhe todos os seus irmãos. Estabeleci-o na posse do trigo e do vinho. E depois disso, meu filho, que te posso eu fazer?”

Como Esaú chorava, movido de compaixão, lhe disse lsaac: “A tua bênção será na gordura da terra e no orvalho do céu, que cai lá do alto. Tu viverás da tua espada e serás sujeito a teu irmão. E lá virá o tempo que tu sacudas o seu jugo da tua cerviz e te livres dele”.

Por causa desse episódio, conservou Esaú sempre um rancor contra Jacó, que só estava a espera da morte de seu pai para se desfazer de Jacó. Como Receba ficou sabendo da intenção de Esaú, chamou a Jacó e lhe disse para que se retirasse para Haran, onde assistia seu irmão Labão (irmão de Rebeca) e que por lá ficasse algum tempo até que a ira de Esaú se aplacasse e sua indignação passasse.

Jacó tendo partido de Bersabé, ia para Haran. E como chegasse após o por do sol a certo lugar, onde ele queria passar a noite, pegou numa das pedras, que ali havia; e tendo-a posto por baixo de sua cabeça, dormiu ali mesmo. Então viu em sonhos uma escada, cujos pés estavam fincados sobre aterra, e o cimo tocava o céu; e os anjos de Deus subindo e descendo por esta escada.

Viu também ao Senhor firmado no cimo da escada, que lhe dizia: “Eu sou o Senhor Deus de Abraão, teu pai e o Deus de Isaac. Eu darei a ti e a teus descendentes a terra em que tu dormes. A tua posteridade será numerosa, como o pó da terra; e tu te estenderás ao Ocidente, e ao Oriente, e ao Setentrião, e ao meio dia; e todas as tribos da terra serão bendi¬tas em ti e naquele que sairá de ti.

“Eu serei o teu condutor por toda a parte, por onde fores; e eu te tomarei a trazer a este país; e não te deixareis, a menos que não tenha executado tudo o que te prometi”.

Jacó tendo despertado depois do sono disse: “Em verdade que o Senhor está neste lugar, e eu não sabia. Verdadeiramente não é isso outra coisa, que a casa de Deus, e a porta do céu. Tendo-se, pois, levantado logo ao amanhecer, tomou a pedra que tinha posto por baixo da cabeça e a erigiu em padrão, lançando-lhe azeite em cima.


E pôs o nome de Betel à cidade que antes se chamava Luz. Ao mesmo tempo fez ele Jacó este voto a Deus, dizendo-lhe: “Se Deus for comigo, e me guardar no caminho, por que eu ando, e me der comer, e pano para me cobrir, e eu voltar felizmente para a casa de meu pai: o Senhor será o meu Deus. “E esta pedra, que erigi em título, será chamada Casa de Deus: e de todas as coisas que vós me derdes, vos oferecerei o dízimo”.

A escada mística vista por Jacó simboliza singelamente o ciclo involutivo e evolutivo da vida, em seu perpétuo fluxo e refluxo, através de nascimento e morte, a desdobrar-se em hierarquias de seres, potestades, mundos, e raças.

Segundo as tradições maçônicas, a escada com esse significado consta de catorze degraus; nos mistérios persas e indostânicos ela tinha grande importância e, por isso, em seus templos se erigia uma escada de sete degraus, correspondentes também as sete cavernas iniciáticas. Mas, em realidade, seus degraus são tantos quantos são as virtudes necessárias ao aperfeiçoamento individual e, das quais, as três principais são a Fé, a Esperança e a Caridade, ali simbolizadas pela Cruz, a Âncora e o Cálice. 

Contam ainda os antigos iniciados que a evolução da alma se operava numa série de sete globos, entre os quais se citavam Saturno, Mercúrio, Vênus, Júpiter, Marte, Lua e Sol. Assim, a chamada Escada de Jacó tinha e tem múltiplas implicações e correspondências, e sua presença na Maçonaria nos recorda perpetuamente a universal lei da evolução e a existência de poderosas hierarquias cooperando maravilhosamente na sua execução através de milênios e milênios.

FÉ - ESPERANÇA- CARIDADE


O teto de um Templo Maçônico, é a representação da sua própria altura, ou seja, têm o céu estampado em suas pinturas.. Todo maçom deve ter como objetivo, alcançar este Céu, o ilimitado, o infinito a certeza de estar se atingindo a própria LIBERDADE. O ELO de ligação ou a estrada a ser trilhada para alcançar tal pretensão, da ESCADA DE JACO. Cada degrau representa. uma etapa de aperfeiçoamento moral e também um grau da Maçonaria Simbólica e Filosófica.


Três são os símbolos que o maçom deve ter sempre em seus corações, e em mente, para se empenhar nessa caminhada.. SÃO ELES: FE, ESPERANÇA E CARIDADE, representados respectivamente pela CRUZ, ÂNCORA e TAÇA.

A Fé, representa o primeiro degrau da escada de Jacó, pois ela é a SABEDORIA do ESPÍRITO, sem a qual o Homem nada levará a termo.
A esperança, representa os degraus intermediários, pois ela ampara e anima o espírito nas dificuldades encontradas no caminho.

A Caridade, representa o último degrau, que só será atingido praticando-a, pois ela é a própria imagem dos mais puros sentimentos humanos. 



José Lopes Canntos

domingo, 13 de outubro de 2013

O MAÇOM E O EXERCÍCIO DA CIDADANIA


O conceito de maçom, bem como o de cidadania, ao meu juízo, estão intimamente ligados à Educação.

A Educação pode ser conceituada como um processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral do ser humano, visando a sua melhor integração, seja individual, coletiva ou socialmente.


Em conceito mais formal, a Educação nada mais é que um conjunto de normas e métodos pedagógicos aplicados ao desenvolvimento geral do corpo e do nosso espírito.

Nesse sentido, a educação como aspecto da cidadania pode ser compreendida, levando-se em conta três palavras: PROMOÇÃO, DEFESA E CONTROLE.

Promoção: é aqui que devem ser formulados os projetos para os vários seguimentos da vida social e maçônica; além disso, é aonde se transformam as normas maçônicas escritas, em práticas usuais.

Defesa: consiste em garantir a efetiva observância das normas legais, responsabilizando aqueles que as transgredirem.

Controle: trata-se da fase de acompanhamento, da avaliação e da cobrança para que se efetivem a prática da cidadania, quer dizer, é a fase na qual se pode ou deve sair da contemplação para a ação, sem extrapolar, entretanto, os limites legais.

Com quanto, a Cidadania pode ser entendida como um processo histórico-social que tem como objetivo dotar as pessoas de certas condições básicas de consciência e de organização, com o objetivo de transformá-las em sujeitos condutores de seu próprio destino. Ou seja, é o conjunto de direitos e deveres de um indivíduo em relação à sociedade em que vive, levando-se em consideração os valores que a determinam, ou a caracterizam.

Embora o exercício da cidadania seja positivado pela prática dos direitos e deveres comuns a todos os membros de uma determinada sociedade, ainda hoje é comum resumi-lo ao “direito-dever” de votar e ser votado, desconsiderando-se, com isso, os avanços e aperfeiçoa-mentos de proteção aos Direitos Humanos. Contudo, o “direito-dever” de votar e ser votado, por si só, não garante o exercício da cidadania, uma vez que representa apenas uma parcela mínima desse exercício, ou seja, garante somente uma “cidadania relativa”.

Este é o principal desafio a ser enfrentado por nós, maçons, uma vez que a cidadania para a maçonaria, a cidadania se configura pelo seu exercício pleno e constante.

O exercício da cidadania passa, necessariamente por três fases, a saber: Normativo, Sociológico e Filosófico.

Normativo: trata-se da observância das normas maçônicas vigentes, como por exemplo, a Constituição, o Regulamento Geral da Federação, Rituais etc.

Sociológico: trata-se dos costumes, não os costumes negativos, improdutivo, mas aqueles costumes saudáveis, traduzidos como regras de boa convivência social. Geralmente, esses costumes devem estar de acordo com a moral e a ética.

Filosófico: é o que podemos chamar de justiça, ou seja, esta fase aponta para o que deve ser e não, necessariamente, para o que é. Ela deve representar a busca por um ideal de perfeição.

Dessa forma, vale ressaltar que compete a nós, maçons, o dever constante de exercitar a cidadania, pondo em prática os compromissos que assumimos desde a nossa iniciação na Ordem, tais como:

Deveres para consigo mesmo, que consistem na obrigação de administrar sua vida de acordo com os princípios da moral e da razão;

Deveres com a família, que consiste na plena conscientização de que sendo a família a célula mater da sociedade, todo amor e carinho devem ser dispensados para a manutenção dessa instituição sagrada;

Deveres para com o próximo, que significa servir aos nossos semelhantes com consideração, bondade e respeito, ser solidário e exemplo das grandes virtudes;

Deveres com a Pátria, que consiste em ser um cidadão honrado, respeitar às leis, às autoridades constituídas, tudo concorrendo para o seu engrandecimento;

Deveres para com a humanidade, que significa trabalhar incessantemente pela felicidade do ser humano e ser um elo de paz para todos os membros da Comunidade humana, pois, somos todos filhos de Deus; e

Deveres para com Deus, que consiste em “Amar a Deus sobre todas as coisas” e “ao próximo como a nós mesmos”, conforme reza a Bíblia Sagrada.

Assim, podemos refletir sobre alguns aspectos da cidadania cuja compreensão poderá nos ajudar em nossa evolução maçônica. São eles:
Aspecto econômico: aqui a pobreza espiritual pode estar presente, se não ficarmos atentos, e nos desvirtuarmos do verdadeiro sentido de ser maçom.

Aspecto político-participativo: significa que somente os interessados se fazem cidadãos; só é possível alcançar a cidadania se houver interesse em conquistá-la, uma vez que cidadania não se ganha, mas se conquista; da mesma forma que, para ser um maçom de verdade, não basta ter sido iniciado, é preciso muito mais.

Aspecto popular: geralmente este aspecto não leva em conta o caráter incondicional do Direito acentado na justiça social, mas, sim, no senso comum.

A reflexão sobre esses aspectos nos levam a acreditar que o conhecimento maçônico, assim como a cidadania, não são eventos naturais, não caem do céu. É preciso conquistá-los. Conquistar a ambos passa pela vontade pessoal de cada um de nós, ou seja, se queremos ou não alcançar a plenitude da cidadania, bem como do conhecimento maçônico.

Nessa perspectiva, o Maçom e o exercício da cidadania encontram na Educação um elo. Uma vez que, a Educação, como já definimos, promove o desenvolvimento das capacidades física, intelectual e moral do ser humano, integrando-o em sua sociedade. Dessa maneira, equivale dizer que essa Educação seria, para o Maçom, o alcance da cidadania e de seu exercício, bem como do próprio conhecimento maçônico.

Portanto, devemos ser pró-ativos. Tomar a iniciativa e por em prática essa cidadania, pois, só assim poderemos conseguir o que real-mente desejamos, e isso serve para tudo em nossa vida. Todos nós temos o direito e o dever de pô-la em prática, já que essa prática nos é inerente enquanto maçons.

Muita das vezes o conhecimento maçônico e da cidadania está aí, bem próximos de nós. Às vezes não percebemos, outras, não damos à mínima. Com isso, não alcançamos a cidadania e muito menos a evolução maçônica, uma vez que sem conhecimento e sem sensibilidade não iremos muito longe.

Não podemos esquecer que nós nascemos, crescemos, vivemos e morremos aqui entre os terráqueos. Dessa forma, todo e qualquer problema aqui ocorrido, em qualquer lugar ou região, pertence também a todos nós; temos co-responsabilidade coletiva de garantir um futuro positivo e próspero para toda a humanidade, a começar pelos mais próximos, nossa família, e os mais necessitados.

Em resumo, a Educação para o exercício da cidadania entra nesse processo, porque ela deve estar em todo lugar e em todo momento, ou em qualquer circunstância da vida humana, principalmente, para a vida maçônica. A Educação, nesse sentido, é o instrumento mais valioso e poderoso para a conquista da cidadania plena e o alcance da evolução maçônica.

Finalmente, com isso, convidamos a todos os Irmãos ao exercício diário da cidadania.

Aildo Virginio Carolino

Chefe de Gabinete – GOB-RJ

OFICINA DE LUZ – O SEGREDO MAÇÔNICO


A observação atenta e cuidadosa da prática ritualística numa Sessão Maçônica só é possível em uma atmosfera de respeitoso silêncio, pois assim despertamos na alma o desejo de praticá-la também. E ao praticá-la em prol da coletividade de maçons presentes em Loja adquirimos afinidade com a Consciência Superior, nos afastando do ego humano e tornando-nos merecedores de continuar recebendo a Luz da Verdade e da Sabedoria, para a qual todo ser humano foi criado.

Este é o verdadeiro segredo maçônico: o desejo de receber é legítimo, pois foi para isso que encarnamos, mas desde que sejamos merecedores. A oração de São Francisco de Assis nos ensina que “é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

Doar, perdoar e morrer. Verbos são palavras que exprimem ação. O ato de perdoar nada mais é que uma resistência aos sentimentos de cólera e vingança que associado a atitude de doar, no sentido de partilhar, proporciona ao indivíduo a condição de morrer para a uma vida imersa na materialidade e renascer para uma nova vida mais espiritualizada, permitindo-se, assim, se deixar iluminar. Depende apenas de nosso firme propósito de praticarmos pequenos gestos que nos conduzem a Luz. Temos basicamente dois caminhos a seguir:

Um em direção a Luz e outro em direção ao nosso próprio ego. “Faça se a Luz”. Fazer a Luz é “abrirmos as portas de nosso coração para a Luz do Céu entrar”. Estamos imersos neste oceano de intensa Luz Divina e, no entanto, nos comportamos como um ponto de escuridão que caminha pela vida sem deixar que Ela nos traspasse. Temos a chave nas mãos e não a utilizamos para abrir as portas do coração. Por que será que isso acontece?

Por que insistimos tanto em girar essa chave no sentido horário, cerrando ainda mais esta porta e impedindo que qualquer fresta de Luz possa alcançar nosso Santuário Interior? O mundo material no qual vivemos nos impõe uma existência sub-humana, predominando um modo de vida que super valoriza.

Valoriza os instintos de sobrevivência e reprodução, com uma educação formal que não consegue nem preparar o indivíduo adequadamente para o mercado de trabalho e nem garantir uma formação humanística a ele. Assim, o que acaba prevalecendo mesmo é a indecisão, favorecendo a difusão de idéias radicais que encarceram a alma em dogmas, ideologias e comportamentos consumistas, que conspiram contra a liberdade de ação, tão necessária para a realização no mundo profano das condutas retas e disciplinadoras depreendidas da ritualística praticada nos Templos Maçônicos.

Sem um norte seguro para prosseguir, preso a uma dinâmica fuga de si mesmo, o indivíduo vaga pelo mundo sem rumo e sem perceber que sua vida poderia ser bem diferente e muito melhor.

Em uma situação de quase caos em que vivemos hoje em dia, com um esgaçamento excessivo do tecido social, cabe ao homem, enquanto indivíduo dotado de raciocínio lógico, tomar todo cuidado para construir uma “forma-pensamento” dirigida para a doação, com a deliberada intenção de sintonizá-lo com a Luz Divina e ajudá-lo a construir valores que o deixem blindado contra as investidas do mal. “Pensamos, logo existimos”.

A forma correta ou incorreta de pensar é que nos determina uma existência próspera e produtiva ou cheia de privações e excluída do meio social. Ao mesmo tempo em que semelhante atrai semelhante, para se fazer cumprir a Lei de Causa e Efeito, se conseguirmos transmutar as farpas desferidas sobre nós por esses nossos semelhantes, primeiramente resistindo a elas e num segundo momento, quase simultâneo, partilhando e compartilhando afeto para exprimirmos gestos de boa vontade, estaremos tendo a coragem de sermos prudentes e criando assim as condições mínimas necessárias para abertura das portas de nosso santuário interior, permitindo que a Luz Divina entre e ocorra a plena integração entre Criador e criatura.

Esta é a iluminação e que todos vamos um dia alcançar, mais rapidamente ou mais devagar, dependendo exclusivamente de nós mesmos. Porém um irmão mais desavisado poderia perguntar o porquê de se perseguir a iluminação, já que uma vida material sem sobressaltos seria o suficiente para termos uma existência tranqüila aqui na terra?

Para que então a iluminação? Para o deleite do espírito. Assim como uma vida financeira estruturada é garantia de uma sobrevivência tranqüila para o corpo físico a iluminação é a realização total naquilo que todo mundo busca, consciente ou inconscientemente: uma vida plena.

Como nos lembra o poema de Fernando Pessoa: “... o segredo maçônico... é um espírito, um sopro posto na Alma, e, por conseguinte, pela sua natureza... incomunicável.” A vida é ação, mas somente a ação praticada com a disciplina de uma ritualística espiritualizada como a maçônica, tem o condão de por em nossa alma o entendimento que utilizaremos como uma espécie de Chave para decifrar não só o Simbolismo Maçônico, mas, também os impenetráveis desígnios de Deus para nossas vidas. Atingiremos a comunhão com a Consciência Superior e tornaremos um só com Ele.

Compreenderemos como pensa o Pai em relação ao seu filho e como a prática reiterada de um trabalho disciplinado em prol da sociedade é a mola propulsora do progresso material e espiritual dessa sociedade e, também, do próprio indivíduo que a realizou.

A busca da realização financeira e material através do trabalho honesto e dedicado em favor da sociedade em que vivemos nos proporciona a possibilidade de colocar em prática o legítimo direito de receber em troca uma recompensa: a compreensão do plano divino para nossas vidas.

Passamos a entender melhor qual o nosso lugar no mundo quando temos a oportunidade de produzir um trabalho que nos gratifica e realiza. É assim a vida. Ação disciplinada e produtiva em favor da libertação material e espiritual de todos.

E isso conseguimos aprender claramente dentro de um templo maçônico
através de sua ritualística. E, ao assimilarmos bem este conhecimento e o colocarmos em prática no mundo profano, estaremos dando uma enorme contribuição para nossa elevação moral e espiritual através da elevação moral e espiritual do outro.

Esse é o exercício correto da dualidade, mesmo que não tenhamos, ainda, consciência do que estamos fazendo, intuitivamente percebemos que estamos no caminho certo quando ao proporcionamos oportunidades materiais, educacionais e culturais a outros nos sentimos tomados de uma paz profunda e com a sensação do dever cumprido.

Se déssemos a devida atenção a esta profunda paz de espírito que sentimos toda vez que ajudamos alguém a galgar mais um degrau na escada de Jacó perceberíamos a Lei de Ação e Reação em curso nos devolvendo, com abundância, tudo aquilo que proporcionamos ao outro e seríamos muito mais cuidadosos com o que viermos a fazer ao próximo no futuro, pois poderemos impedir, com atitudes egoístas, a nossa própria evolução espiritual.

Assim meus irmãos, a prática deliberada do Bem em prol do outro, encerra o uso racional de todos os elementos da natureza que precisamos para colocar em prática os Dez Mandamentos, até que eles façam parte de nosso próprio ser.


Bráulio Castro Dutra

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