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segunda-feira, 24 de julho de 2017

ENTRANDO NA MAÇONARIA


(Vale à pena abrir mão da “qualidade” em nome da “quantidade”?)

Estamos vivendo num mundo onde tudo está acontecendo com rapidez jamais vista.  Invenções utilizando tecnologia avançada permitem realizarmos várias coisas (nosso trabalho, nossas tarefas cotidianas) em tempo restrito e com qualidade. 

As expressões, que as empresas passaram a utilizar há alguns anos, principalmente as multinacionais, “qualidade total”, “controle de qualidade“, e outras, acabaram tendo aplicação não só no campo profissional, mas, também, abrangendo diferentes áreas de atuação.

Essa tecnologia, que vem transformando o nosso planeta Terra, chegou também à Sublime Ordem.  Assim é que “qualidade total” e “controle de qualidade” passassem a ser termos empregados pelos seus integrantes.  E não poderia ser diferente, pois os Maçons convivem com os avanços tecnológicos nos locais de trabalho, cuja experiência, indubitavelmente, é transportada para o interior dos Templos. 

Há aqueles, os quais interpretam como uma profanação à tradição Maçônica, que não vêem isso com bons olhos, entretanto, não poderão negar o lado positivo, que é a consciência de que as coisas na Arte Real merecem ser preparadas e cuidadas com carinho, seriedade e não de qualquer maneira, além de acompanhar a evolução que a Humanidade assiste. 

A Maçonaria precisa, também, de pessoas de “qualidade” que expressem sua condição de livre e de bons costumes, cumpridores de suas obrigações junto à família e à sociedade, com um testemunho coerente de vida.

A despeito da Ordem se ver na necessidade de servir, com maior atenção possível, prestando assistência às pessoas, devemos ter o cuidado de não pensar que a Maçonaria é simples empresa de prestação de serviços, como muitos assim a interpretam. 

A Maçonaria, como reza em sua declaração de princípios, tem por objetivo lutar contra a ignorância sob todas as formas;  é uma escola mútua cujo programa se resume em:  obedecer às leis do seu país, viver segundo a honra, praticar a justiça, amar o seu semelhante, trabalhar sem descanso para a felicidade da Humanidade e prosseguir a sua emancipação progressiva e pacífica. 

A Maçonaria não é como um produto qualquer, que pode ser comprado ou consumido;  ela é formada por pessoas que se esforçam, a cada dia, para fazer cumprir esses princípios, sob os quais fizeram juramento.  E é por isso que, nem sempre a “qualidade“ atende às exigências de quem a vê de fora.

Muitos Maçons creem que é necessário restringir a quantidade de Obreiros em nome da qualidade.  Como em qualquer comunidade, seus integrantes têm formas diferentes de ver a situação, o que tem provocado divergências quanto à interpretação dos conceitos da Ordem. 

Nos debates, discussões e palestras, que as Lojas promovem, têm aparecido as expressões “qualidade total” e “controle de qualidade” como menção para que seja mais acurada a escolha do candidato.  Saber aproveitar-se da tecnologia é ter coragem de buscar novos métodos para o bem da Ordem e do seu aperfeiçoamento.

A preocupação tem razão de ser, pois a escolha de um candidato para adentrar à Ordem, poder-se-ia dizer, é tão importante como respirar para viver.  São os escolhidos que dão continuidade à Instituição.

A amizade, a posição social, o modo de vida, o parentesco e o relacionamento profissional são algumas das condições que devem ser consideradas, porém, não imperativas na admissão de um novo membro. 

Um amigo ou um parente por mais íntimo que seja, pode merecer toda consideração como tal, todavia, não ser digno de que depositem nele a confiança necessária para ser candidato a Maçom.  Deve-se entender, entretanto, que por melhor que seja estabelecido um procedimento de escolha, com “qualidade total” e “controle de qualidade”, sempre estaremos vulneráveis, e, com possibilidade de receber quem se desviou desse critério. 

É aí que deve entrar a catequese por aqueles que são considerados “enquadrados” para fazer o Obreiro, que não se identifica com os princípios, a ter melhor participação e desempenho e captar em profundidade as regras da Maçonaria.

Os que já fazem parte da Maçonaria não podem se fechar em grupos, julgando-se os melhores, e, muito menos, manifestarem com ambiguidade deliberada – a exemplo de mensagem diplomática – quando há necessidade constante de se optar pela integridade da Ordem. 

Devem, sim, estar abertos para acolher todos os que foram chamados a participar da Sublime Ordem, cada um a seu modo, independentemente se foi uma boa ou má escolha. 

Após a admissão deve ser acompanhado com atenção, responsabilidade e carinho, assistência está suplementada com farta literatura Maçônica, para que tenha conhecimento exato da entidade em que ingressou.  É necessário ensinar a desbastar a pedra bruta com poucas ou muitas pessoas, através de Maçons que já têm boa caminhada, orientando como manusear, corretamente, o maço e o cinzel. 

Os mestres estão incumbidos de fazer surgir, no espírito do neófito, alguma chama que permita abrir novos horizontes.  É a missão que cabe aos mestres executar, isto é, ensinar-lhe o sentido de ação.  Além do mais, o fato de pôr de lado uma obrigação presumida, não dá direito a nenhum mestre Maçom de abandonar, indefinidamente, uma obrigação inerente. 

Não deixa de ser uma forma de se tentar corrigir uma possível escolha errônea.  Por analogia, seria podar a árvore para que dê bons frutos.  Assim encarada, a Maçonaria nunca será considerada uma simples agremiação ou mera espécie de clube social, mas como uma das vias da sabedoria universal e uma verdadeira escola de iniciação.

Apregoar, como fazem alguns Maçons, de que a porta de entrada da Maçonaria deva ser estreitíssima, e, a de saída, a maior possível, é uma forma simplista de tentar resolver o problema.  A busca, de se encontrar o homem de real valor moral e intelectual, nem sempre é conseguida, porém, claro está, a preocupação na seleção deve prevalecer sem ser negligenciada, sob o risco de surgirem problemas, motivados por má escolha, quem sabe, insolúveis.

O importante é ter em mente:  Se o Obreiro entrou na Maçonaria, cabe a nós fazermos com que a Maçonaria entre nele...


E. Figueiredo – é jornalista – Mtb 34 947 e pertence ao CERAT – Clube Epistolar Real Arco do Templo/     Integra o GEIA – Grupo de Estudos Iniciáticos Athenas/ Membro do GEMVI – Grupo de Estudos Maçônicos Verdadeiros Irmãos/ Obreiro da ARLS Verdadeiros Irmãos – 669 – (GLESP)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

A NAÇÃO MAÇÔNICA BRASILEIRA


Bendita sejas tu nação maçônica brasileira que por seus pares de honra, indivíduos livres e de bem costumes diminuem na sociedade e nas comunidades em que vivem as diferenças entre os iguais.

Bendita sejais vós nação maçônica brasileira que por amor, benevolência, beneficência e benemerência não julga ninguém, mas auxilia, guarda e protege os menos afortunados, os órfãos, os oprimidos e os indefesos contra toda as tiranias.

Benditas sejais vós maçonaria, fraternidade protagonista da gloriosa, cívica e patriótica verdadeira historia do Brasil que as novas gerações desconhecem não as celebram e por assim dizer com o tempo, os parias e os maus brasileiros a esqueceram.

Vivemos assim, hoje um saque e corte na nossa verdadeira historia e mais do que nunca conclamamos os homens livres de todas as potencias e obediências para que de mãos dadas e pés unidos, retomarmos os antigos e tradicionais caminhos e ideais para o único objetivo da reconstrução do gigante do futuro, que é a sua natural vocação estado brasileiro, terra próspera de riquezas naturais, pólos emergentes de altas tecnologias, gigante de biodiversidades e uns dos lugares com maiores índices de frequência na educação infantil.

Que o gigante adormecido acorde e retome junto com a população o caminho honrado desta terra promessa do Éden do Novo Mundo.

Pois aqui não vai ser o inferno algum que poucos querem, não será vermelho e incandescente de flagelo, fome e miséria, somos da cor do ouro, somos do verde das nossas grandes florestas e do azul do imenso céu de anil e veras que o filho teu, diante do que seja necessário e eminente não fugirá a luta mesmo que tombem homem a homem diante do novo sacrifício patriótico brasileiro inevitável, nem que seja necessário evocar o desenvolvimento e a moralidade novamente pelo positivismo de Auguste Comte, "O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim”.

RICARDO V. BARRADAS.


sábado, 15 de julho de 2017

LIDERANÇA NA MAÇONARIA


Meus Irmãos,

Liderança: 1. substantivo feminino, função, posição, caráter de líder. 2. espírito de chefia; autoridade, ascendência.

Liderança é a arte de comandar pessoas, atraindo seguidores e influenciando de forma positiva mentalidades e comportamentos. Existe o Líder formal e o Informal, já explicarei.

Mais do que nunca, a MAÇONARIA precisa de Líderes. Líderes são aqueles que possuem um sonho e o colocam à disposição para que todos possam alcançá-lo juntos.

Costuma-se dizer que o Líder consegue captar e exprimir as ideias e intenções do grupo onde atua, as quais, não raro, os próprios liderados não conseguem formular claramente, mas que o Líder apreende e enuncia: ele diz o que as pessoas estão desejosas de ouvir e por isso é admirado e seguido, sem orgulho e sem vaidade.

Na Maçonaria tudo deve ocorrer de forma natural, sem ser prejudicado pelo interesse material, de negociações interesseiras e sem ilusão aos mais novos e ainda mais que precisamos ser líderes de homens-maçons que são voluntários.

O Líder precisa ter a sensibilidade de observar como mostrar o caminho, para aquele que possui discernimento e para a aquele que ainda não possui. Nem todos meus irmãos, estão no mesmo nível de desenvolvimento, inclusive espiritual.

O conhecimento e a qualificação reflete a tendência moderna de busca do
aperfeiçoamento das atividades mediante a incorporação de técnicas e
procedimentos novos que proporcionam maior rendimento e mais satisfação para os que se acham nelas envolvidos.

Por isso, necessário se faz um planejamento para as Lojas e conciliar as
técnicas modernas de gestão com as técnicas maçônicas, que não são em nenhuma hipótese excludentes. A Maçonaria por ser progressista deve se atualizar constantemente.

Um líder Maçom, sabe que por estar a prumo, é ele quem comanda e não é comando por fórmulas, manuais ou rituais, e por se conhecerem, sabem que o servir é o caminho da liderança clara, honesta e com objetivos comuns a todos.


O LÍDER MAÇÔNICO PRECISA SER HUMILDE, DESPIDO DAS VAIDADES, E SERVIR PARA MUDAR. PORQUE QUEM NÃO MUDA, É PORQUE NÃO ESTÁ SERVINDO.

Observemos, mudemos, evoluamos, é necessário!
Fraternalmente.

Ir. Denilson Forato - MI



terça-feira, 11 de julho de 2017

COMO ESTUDAR MAÇONARIA


Ao falarmos sobre Como Estudar Maçonaria, precisamos ter em mente o objetivo a ser alcançado e os problemas com os quais teremos que tratar. 

Sem dúvida, um grupo de professores universitários iria realizar tal estudo de uma forma sistemática, aprofundando na pesquisa, descobrindo pistas que ajude-os a esclarecer mais e mais o assunto.

Mas temos em mente que a grande massa de maçons, mais particularmente, os jovens que acabaram de entrar na Ordem, estão ocupados com os assuntos da vida e não têm nem o tempo, e talvez, nem a formação para seguir em detalhes um currículo extenso e variado de estudo maçônico. Como aponta Prof. Pickard, tal curso tenderia para repelir em vez de atrair e ser mais desanimador do que inspirador.

Por essa razão, temos procurado aconselhar o estudo prático e não apenas o teórico, e acreditamos que os resultados dos esforços da Cincinnati Masonic School, revelam o ponto central do problema, e como lidar com ele. 

Lá encontramos um grupo de homens, maçons típicos, sob a liderança de um ou dois estudantes veteranos, que há anos vem fazendo um bom trabalho no estudo da Maçonaria. Depois de tentarem vários métodos, eles acharam que a melhor forma era escolher algum livro e dominá-lo por meio de uma série de perguntas dispostas de modo a apresentar a mensagem e o seu ensinamento.

E em seguida passa-se para um estudo mais detalhado e aprofundado da filosofia ou dos períodos da história conforme o interesse e disposição de cada um.

Enquanto isso, a Grande Loja de Iowa vinha fazendo testes para definir qual o melhor método para incentivar maçons a estudar a Maçonaria, e o resultado de sua experiência foi o mesmo da Cincinnati Masonic School.

Por esse motivo foi solicitado ao seu editor escrever um pequeno relato e estudo sobre a Maçonaria, chamado The Builders, que a Grande Loja adotou não como uma declaração oficial e definitiva da história maçônica e de sua filosofia, mas para ser usado como uma espécie de livro-texto para mostrar o caminho para o estudante da Maçonaria. 

Cada linha do livro foi escrita com esse espírito e para essa finalidade, e seu arranjo foi determinado pelo desejo de provocar o interesse no estudo da Maçonaria e para direcioná-lo a caminhos fidedignos. Escrito tendo em vista esse fim específico, é o único livro já adotado por toda Grande Loja, e por esse motivo a Research Society também o adotou, sugerindo que ele seja usado como base ou guia no início do estudo da Maçonaria.

Cada estudante vai seguir o seu próprio método e plano, mas acredita-se que o Círculo de Estudos, formado dentro de uma Loja ou grupo de Lojas, é o núcleo em torno do qual o estudo da Maçonaria pode ser organizado e realizado para se obter os melhores resultados.

O Círculo de Estudos pode, por meio da cooperação com a Sociedade de Pesquisas, pode fazer uso de qualquer ou de todos os métodos sugeridos no Simpósio, seguindo o esquema de estudo delineado pelo Prof. Pound com interesse e desenvolvimento fundamentados. O Irmão Parvin contou como a Grande Loja de Iowa mantém seus membros em contato com a literatura maçônica, por meio de bibliotecas itinerantes. 

Outras Grandes Lojas podem fazer a mesma coisa, e mesmo as Lojas, individualmente, podem começar a formação de suas bibliotecas, acrescentando-lhes livros como necessidade exige ou a oportunidade permitir.

Da mesma forma, qualquer Loja ou Círculo de Estudos pode fazer uso do Masonic Lecture Bureau [1], cujos encontros são interessantes e instrutivos, mais sugestivos do que exaustivos, e destinam-se a aprofundar o interesse e provocar a o questionamento, com intuito de fomentar a pesquisa.

A Research Society tem em mente a criação de uma série de folhetos, tais como Prof. Shepardson sugeriu, e espera tê-los prontos no momento apropriado.

Quando muitos Círculos de Estudos estiverem organizados, e tiver desenvolvido seus estudos, eles podem se reunir em grupos maiores ou escolas de instrução quer no âmbito das suas Grandes Lojas ou em reuniões distritais, como Prof. Pickard sugere. Tal reunião seria ao mesmo tempo única e inspiradora.

Um programa de trabalhos bem escritos, temas para discussão, questões para debate, reuniria um grande grupo de maçons entusiastas e promoveria o bom companheirismo, bem como difundiria o conhecimento. Tudo isso e muito mais está ao nosso alcance, mas devemos dar o primeiro passo, e isso é o que temos agora em mente. Afinal de contas, a melhor maneira de fazer uma coisa é fazê-lo. 

Neste Simpósio trouxemos o que há de melhor da sabedoria da nossa Ordem a serviço de nossos membros, resta agora você saber fazer bom uso.

No mais, pedimos àqueles que estudam a Maçonaria que “comecem no início”, dominem os fatos sobre ela, e trabalhem com calma em direção à suas maiores e mais profundas questões. Um jovem vai escrever um ensaio sobre a virtude, mas um filósofo terá um ponto de vista dele sobre alguma virtude. 

Da mesma forma, muitas vezes, um jovem maçom vai mergulhar de cabeça no misticismo da Geometria, e emaranhar-se em meio a linhas, ângulos e curvas que ele perde o seu caminho, e ele se transforma em apenas uma pessoa que tem um hobby particular, em vez de um estudante. 

Conduzir o estudo da Maçonaria como faria com o estudo de qualquer outra coisa, começando do início, as coisas vão clareando à medida que você progride, passo a passo de maneira brilhante, aumentando sua confiança, ampliando sua perspectiva, e levando-o pelo caminho do bem, da beleza e da sabedoria verdadeira.

Editorial do The Builder
Tradução: Luiz Marcelo Viegas

Fonte:
The Builder Magazine
Volume I, Número 6, junho-1915

Nota
[1] – Na Grande Loja Maçônica de Minas Gerais temos a Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida que promove os círculos de estudos das instruções dos 3 graus, com duas horas de duração para cada uma das instruções, para os irmãos das lojas de BH e região metropolitana. Além disso, seus membros vão até às lojas do interior do estado, também promovendo um grande círculo de estudos com os membros das lojas da região visitada.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

MAÇONARIA E O CONCEITO DE RELIGIOSOS


Não obstante as excomunhões e perseguições adotadas por chefes da igreja é enorme a lista de padres iniciados não só no Brasil como também na Europa, que procuraram ver a Verdadeira Luz.

Entre esses, a história registra um sem número de bispos, cardeais e quatro papas que ingressaram no seio da Maçonaria.

Tivemos preliminarmente no Brasil o período de formação da nacionalidade com a criação em 1800 do Seminário de Olinda, em Olinda, Pernambuco, que se tornou o centro de difusão das ideias libertárias. Tendo como reitor o Bispo José Joaquim da Cunha de Azeredo Coutinho, o Seminário abrigou figuras que se tornariam expoentes na política, oratória, no civismo e nas virtudes.

Brilhantes padres-maçons tomavam parte daquela nacionalidade. Liderado por Azeredo Coutinho, eclodiu em março de 1817 a Revolução Pernambucana de 1817. Do movimento, que ficou conhecida como Revolução dos Padres, tomaram parte clérigos da estirpe de João Ribeiro Pessoa de Melo, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca (herói), Padre Roma, Padre Miguelinho, dentre outros. Aspirava-se uma Nação republicana.

O movimento pernambucano chegou ao Ceará em 1823, entrando pelo vizinho Mônica- pio do Crato, no Ceará, com o nome de Confederação do Equador, liderado pela revolucionária Bárbara de Alencar, que envolveu seus três filhos: José Martiniano Pereira de Alencar, Carlos José (padres) e Tristão Gonçalves, seu irmão Leonel Pereira de Alencar, o cunhado Inácio Tavares Benevides e outros amigos.

O padre Mororó, alcunha de Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque Melo, sobralense, ordenado no Seminário de Olinda, foi o editor do jornal – o Diário do Governo do Ceará. Criado a serviço da Confederação, o primeiro número da folha circulou na data de 1º de abril de 1824. Na manhã de 30 de abril de 1825, o religioso era fuzilado no Campo da Pólvora (hoje Passeio Público) “por ter dirigido a maldita folha que afrontava S.M.I. (...)” Isso há 65 anos antes do Brasil tornar-se República.

Mororó é homenageado como herói – mártir e como patrono da imprensa cearense. Considerações recolhidas das palavras de sacerdotes da igreja católica apostólica romana: Padre Manuel Bernardes (Lisboa 1644-1710) – Um dos maiores clássicos da prosa portuguesa: “Os fins da Maçonaria em nada são opostos aos dogmas da religião de Jesus, e, se o fossem, eu seria indigno ministro, não ocuparia um lugar em meio desses homens.

A moral maçônica é toda santa e o Divino Mestre foi o mais fiel dos seus adeptos. Cônego Januário da Cunha Barbosa: “Filha da Ciência e mãe da Caridade! Fossem as sociedades civis como tu, oh santa Maçonaria! E os povos viveriam eternamente numa idade de ouro. Satanás não teria mais o que fazer na terra, e Deus teria em cada homem um eleito”.

Bispo Sebastião Pinto do Rêgo: ”Jesus Cristo instituiu a caridade, a Maçonaria apoderou-se dela e constituiu-a a sua mestra. É sob os seus auspícios que não morre a sua esperança e que robustece a sua fé. Bendita seja esta irmã da Igreja na virtude”.

Monsenhor Muniz Tavares – Bahia: “A Maçonaria foi em todos os tempos a maior propaganda dos direitos do homem. Por isso mesmo caminhou sempre de acordo com a igreja de Jesus Cristo” Padre Francisco João de Azevedo (João Pessoa, 1814-1880) O inventor da máquina de escrever: “Só podem ser maçons os que creem em Deus infinito, que reconhecem a necessidade de um culto e que têm uma Pátria, cujos direitos e leis devem respeitar.

A Maçonaria ama a ciência, o progresso, a civilização dos povos, por que é com o auxilio da ciência que perscruta para, pacificamente, remover as causas que entorpecem e retardam o progresso da humanidade.

Já vede, pois que a Maçonaria louva-se – que afaguemos em nossos corações a crença em Deus, na religião e na Pátria”

Autor: Zelito Magalhães
Jornalista e escritor cearense. Membro da Academia Brasileira Maçônica de Artes, Ciências e Letras; idealizador e fundador da Academia Maçônica de Letras do Ceará. Obreiro da ARLS Viana de Carvalho nº 88 jurisdicionada a Grande Loja Maçônica do Estado do Ceará. Diretor do Museu da Imagem e do Som. Articulista do Jornal do Comércio do Ceará.



segunda-feira, 3 de julho de 2017

O ÁGAPE



Ágape é uma palavra de origem grega que transliterada para o latim ganha esta pronuncia, e é uma das várias palavras gregas para nomear o amor. Antigos escritores e filósofos como Platão e outros, usavam este termo para referir-se ao amor divino, ao amor sentido por membros da família, por um grupo de pessoas com afinidades, ou uma afeição para uma atividade particular em grupo.

As escrituras sagradas são referência no uso dessa palavra para exprimir o amor divino, o maior exemplo dele é a passagem no livro de Mateus, capítulo 22 e versículos 37 a 41, onde Jesus Cristo foi perguntado qual era o maior mandamento, e disse ele: “Amai (ágape em grego) ao senhor vosso Deus com todo vosso coração e com toda vossa alma e com toda vossa mente. Este é o primeiro e maior de todos os mandamentos. E o segundo é: Amai (ágape) vosso próximo como a vós mesmos.”

Segundo o dicionário Priberam, ágape significa: Refeição que durante os primeiros séculos do Cristianismo os fiéis tomavam diariamente em comum.
[Figurado] Banquete amistoso. Vínculo que liga duas almas que se compreendem.

Na Maçonaria, relatos apontam que as primeiras refeições coletivas foram feitas por maçons operativos no século XIV. Essas refeições coletivas serviam para celebrar festas religiosas e como repasto fraternal nos encontros de maçons. Eventualmente os maçons operativos se reuniam em edifícios em construção, em oficinas, ou em abrigos temporários chamados lojas e festejavam com carne assada, regada com cervejas e vinhos.

A partir do século XVII, nos primórdios da maçonaria especulativa, se tornou um costume as seções maçônicas serem regadas a tragos e petiscos. Isso porque os maçons faziam suas reuniões em tabernas, estalagens e cafés. Vale a pena lembrar aqui que, a primeira Grande Loja se reunia em uma taberna chamada “O Ganso e Grelha”, perto da Catedral de São Paulo.

O Ágape para nós Maçons é uma palavra, um nome que nos transmite variadas boas sensações: de alegria, de euforia, de festejo, de saciedade. Difícil é alguém não gostar de momentos como este, ainda mais estando ao meio dos seus, se sentindo em casa. Muitas das vezes por se sentir em casa de mais, por estar em um momento despojado de seus afazeres cotidianos, muitos esquecem a verdadeira virtude da simbologia do Ágape. Outros por um motivo ou outro abrem mão de participar desta parte ritualística de nossas reuniões.

É um momento sublime onde com temperança devemos dividir um com os outros nossas refeições, nossas bebidas, nosso tempo e doarmos um pouco de nós. Só em um momento intimo como este, de congraçamento entre irmãos é que nos permitimos ser conhecido e conhecer verdadeiramente nossos irmãos.

Em essência e por tradição, o Ágape é um símbolo ritualístico e como tal devemos o tratar. E desta forma nunca nos esquecer que além desse pano de fundo descontraído, o Ágape serve para unir os irmãos e estreitar os laços de fraternidade.

Esse repasto fraternal não é um privilégio exclusivo dos maçons, ao longo da história da humanidade refeições coletivas marcaram importantes momentos políticos, econômicos e sociais. Pesquisas arqueológicas apontam que por mais antigo que seja o período pesquisado sempre encontram vestígios desse costume.

Como principal exemplo, podemos citar Jesus Cristo. Seu primeiro milagre foi em um Ágape, nas bodas de Canaã, onde ele transformou água em vinho. Logo em seguida em uma refeição coletiva ele faz a multiplicação dos peixes e dos pães.

Após o Sermão da Montanha houve também uma refeição coletiva. E por fim em suas ultimas instruções aos apóstolos ele repartiu o pão e o vinho em um ágape e o chamou de “Santa Ceia”.

Na Maçonaria podemos classificar duas refeições coletivas, o Ágape Fraternal e o Banquete Ritualístico. Apesar de terem como essência a coletividade da refeição se diferem muito no propósito final. O Banquete Ritualístico é feito em loja de mesa, e, é realizado duas vezes por ano com a finalidade de comemorar os solstícios de inverno (em 21 de junho) e solstício de verão (21 de dezembro).

Já o ágape é mais simples e talvez por isso mais importante, tem a finalidade de unir os irmãos em família, e celebrar o amor divino, o amor ao próximo.

Autor: João Domingos Moreira
ARLS Pioneiros de Ibirité, 273, oriente de Ibirité/MG – GLMMG


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