O amanhecer não conhece
fronteiras.
Quando a luz rompe o
horizonte, ela não escolhe sobre qual credo, qual bandeira ou qual história ela
irá repousar, pois ela simplesmente desperta o mundo.
O novo dia é a página em branco que nos é oferecida, sendo um
consenso universal de uma nova oportunidade, independentemente de como nomeamos
o Mistério da Origem ou da Existência.
Todos compartilhamos a mesma
respiração que nos permite saudar o Sol.
O Convite da Alvorada é que, neste momento em que o mundo
recomeça, deixemos de lado o que nos separa.
A luz que entra pela janela
não pertence a nenhuma doutrina, ela é o presente comum de uma vida que insiste
em florescer.
Na quietude do reinício, encontramos o espaço para agradecer o
dom de estarmos aqui.
No movimento reconhecemos que nossas mãos, independentemente da
crença que carregam, são instrumentos de construção, cura e cuidado.
Na esperança, nos unimos de forma silenciosa, para que este dia
seja, para todos e cada um de nós, um terreno de paz e compreensão.
"Que a luz deste novo dia seja o fio que nos tece em uma
única humanidade, lembrando-nos de que a bondade é o idioma que todos
compreendem sem precisar de tradução."
O compromisso comum com o
novo dia não exige perfeição, apenas presença.
Que possamos vivê-lo com a
consciência de que o outro é, também, um viajante da mesma jornada.
Que o nosso agir hoje seja
reflexo de um respeito profundo pela sacralidade da vida, essa força vital
que, em silêncio, habita cada coração, cada cultura e cada horizonte.
Hoje é, por natureza, um dia sagrado, porque é o dia em que
temos a chance de sermos, simplesmente, melhores uns para os outros.
Que a aurora de hoje nos
encontre não como estranhos, mas como guardiões da mesma luz que nos desperta.
Sob a Luz e a crença nos
sagrados que cada um de nós, em nosso mais profundo íntimo, possui, e que
sintetizamos na expressão GRANDE ou SUPREMO ARQUITETO DO UNIVERSO, nos faça
cada dia mais humanos e mais focados em construir uma sociedade mais justa e mais
perfeita.
Antônio Guedes