Em (13/07/2024), galguei o Grau
33 do Rito Brasileiro, cuja designação corresponde ao título deste artigo. Há
também outros Ritos Maçônicos Nacionalistas, a exemplo do Rito Mexicano, do
Rito Sueco e do Rito Português, e vários que, embora não carreguem a nacionalidade,
baseiam-se na corrente de pensamento de valorizar as características de uma
nação.
É essencial, porém, compreender que os Ritos Maçônicos Nacionalistas não estão
calcados em ideologias políticas, mas em laços pessoais que se constroem para
criar, propagar e valorizar ideias e ideais que vinculam pessoas à sua Pátria.
Por sinal, o patriotismo deve ser um traço marcante de todo Maçom,
indiferentemente do rito que pratica. O Rito Português destaca: “Por Portugal,
porque aqui nascemos, onde nasceram os nossos antepassados, aqui estão as
nossas raízes, aqui estarão sempre as nossas almas”.
Por sua vez, para o Rito Brasileiro, “a Maçonaria é universal, mas o Maçom tem
uma Pátria”. Ademais, nos estudos são apresentados realidades e problemas
nacionais e internacionais, com implicações ou consequências para o futuro da
Pátria e da Humanidade.
Explica-se o etnossimbolismo como um fenômeno dinâmico e evolutivo, no qual se
sublinha a importância dos símbolos, dos mitos e das tradições no
desenvolvimento das nações. Dessa forma, pode-se compreender esses ritos como
Ritos da Cultura Nacional.
Em todos os Ritos Nacionalistas, o conteúdo simbólico, alegórico e moral dos
três primeiros graus é universal e igual em essência a qualquer outro rito:
Aprender, Compartilhar, Ensinar.
Nos Graus 4 a 18, vê-se o homem como ser individual e nele trabalham-se o
pensamento, a afetividade, os valores morais e a perfeição do Ideal Maçônico.
Nos Graus 19 a 30, o homem, já consciente de sua individualidade, deve
trabalhar eticamente para a sociedade, seja na Agricultura e na Pecuária, na
Indústria e no Comércio, no Trabalho e na Economia, na Organização, na Justiça
Social, na Paz, na Arte, na Ciência, na Religião e na Filosofia.
Os Graus 31 e 32 são desenvolvidos nos Excelsos Altos Colégios, Guardiões do
Bem Público e do Civismo. O homem, agora consciente de sua condição de cidadão,
deve se dedicar aos estudos da liberdade, à autoridade, à família, à Pátria, ao
Governo, à opinião pública e aos partidos políticos, ao comportamento cívico
positivo e negativo, à dinâmica nacional e ao princípio de que não há
direitos contra a Nação.
Nomino abaixo os títulos dos Graus do Rito Brasileiro, a fim de aguçar a
curiosidade e a vontade de aprender mais nos Irmãos.
Gr. 4 – Mestre da Discrição; Gr. 5 – Mestre da Lealdade; Gr. 6 – Mestre da
Franqueza; Gr. 7 – Mestre da Verdade; Gr. 8 – Mestre da Coragem; Gr. 9 – Mestre
da Justiça; Gr. 10 – Mestre da Tolerância; Gr. 11 – Mestre da Prudência; Gr. 12
– Mestre da Temperança; Gr. 13 – Mestre da Probidade; Gr. 14 – Mestre da
Perseverança; Gr. 15 – Cavaleiro da Liberdade; Gr. 16 – Cavaleiro da Igualdade;
Gr. 17 – Cavaleiro da Fraternidade; Gr. 18 – Cavaleiro da Perfeição ou Rosa
Cruz; Gr. 19 – Missionário da Agricultura e Pecuária; Gr. 20 – Missionário da
Indústria e do Comércio; Gr. 21 – Missionário do Trabalho; Gr. 22 – Missionário
da Economia; Gr. 23 – Missionário da Educação; Gr. 24 – Missionário da
Organização Social; Gr. 25 – Missionário da Justiça Social; Gr. 26 –
Missionário da Paz; Gr. 27 – Missionário da Arte; Gr. 28 – Missionário da
Ciência; Gr. 29 – Missionário da Religião; Gr. 30 – Missionário da Filosofia ou
Kadosh Filosófico; Gr. 31 – Guardião do Bem Público; Gr. 32 – Guardião do
Civismo; e Gr. 33 – Servidor da Ordem, da Pátria e da Humanidade.
Após compreenderem a beleza do simbolismo, é preciso que os Irmãos continuem
seus estudos dentro do Rito de sua Loja Simbólica. Após completarem a escalada,
que se dediquem aos estudos dos Graus Superiores de outros ritos reconhecidos.
Permitam-me terminar este artigo contando uma inocente, mas séria, piadinha.
O GATO BILÍNGUE
O ratinho estava na toca, e, do lado de fora, o gato: "miau, miau,
miau...".
O tempo passava, e ele ouviu novamente: "miau, miau, miau...".
Depois de várias horas e já com muita fome, o ratinho ouviu: "au, au,
au...".
Ele, então, deduziu: "Se tem cachorro lá fora, o gato foi embora".
Saiu disparado em busca de comida. Nem bem saiu da toca... o gato o pegou.
Inconformado, já na boca do gato, perguntou: "Pô, gato! Que contrassenso é
este, você latindo?"
E o gato respondeu: "Meu filho, hoje em dia, neste mundo globalizado, quem
não falar pelo menos dois idiomas... morre de fome". Educação é tudo!
2024, há 18 anos compartilho instruções maçônicas e provocações para o enlevo
moral e ético dos Irmãos, permaneço neste propósito para provocar a reflexão
dos Obreiros sobre nossa Ordem. São visões pessoais, não são verdades
absolutas, questione sempre o que lê. A verdade é aquilo que conseguimos
vivenciar.
Fraternalmente
Sérgio Quirino
Mestre de Cerimônias - PR25 2024/2026
TAF,
