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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

SOLSTÍCIO E EQUINÓCIO


O eixo de rotação da Terra (movimento da Terra em torno dela mesma) possui uma posição fixa que está ligeiramente inclinada em 23,5º em relação ao eixo de translação da Terra (movimento da Terra em torno do Sol).

Isto faz com que, em determinada época do ano, a luz solar incida com maior intensidade sobre o hemisfério norte e, na outra parte do ano, incida com maior intensidade sobre o hemisfério sul, caracterizando o chamado SOLSTÍCIO. Da mesma forma, ocorre que, em determinada época, a luz solar incide de maneira igual sobre os dois hemisférios, caracterizando o EQUINÓCIO.

Desta forma, diz-se que é SOLSTÍCIO DE VERÃO, no hemisfério sul, quando a luz solar incide com maior intensidade sobre este hemisfério e, ao mesmo tempo, que é SOLSTÍCIO DE INVERNO, no hemisfério norte, por causa da menor incidência de luz solar neste hemisfério.

Desta forma, podemos dizer que o EQUINÓCIO é um estágio intermediário entre o SOLSTÍCIO DE VERÃO e o de INVERNO, em determinado hemisfério. Ou seja, o EQUINÓCIO ocorre quando a incidência maior de luz solar se dá exatamente sobre a linha do Equador.

Então, diz-se que é EQUINÓCIO DE OUTONO para o hemisfério que está indo do verão para o inverno e EQUINÓCIO DE PRIMAVERA para o hemisfério que está indo do inverno para o verão. 

O SOLSTÍCIO e o EQUINÓCIO ocorrem duas vezes por ano, geralmente nos dias 20, 21 ou 22 de junho e dezembro, no caso do SOLSTÍCIO, e nos dias 22 ou 23 de setembro e 20 ou 21 de março para o EQUINÓCIO.

O momento exato de um SOLSTÍCIO é aquele em que o sol, visto da Terra, encontra-se o mais distante possível do “equador celeste” (linha imaginária que marca o céu ao meio – como o equador com a Terra), ou seja, quando ele se encontra a 23,5º para o norte ou para o sul dessa linha. Já o momento exato do EQUINÓCIO é quando o sol passa exatamente sobre o equador celeste.

Podemos dizer, também, que quando é SOLSTÍCIO DE VERÃO, no hemisfério sul, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto, receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for SOLSTÍCIO DE VERÃO, no hemisfério norte, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Câncer. No EQUINÓCIO, o sol estará “a pino”, sempre sobre as regiões localizadas próximas a Linha do Equador.

Da mesma forma, podemos dizer que, nas regiões polares, o Círculo Polar Ártico delimita a região que não receberá sol durante o SOLSTÍCIO DE INVERNO, no hemisfério norte. Da mesma forma que o Círculo Polar Antártico, delimita a região que não receberá sol durante o SOLSTÍCIO DE INVERNO, no hemisfério sul.

Por Caroline Faria


domingo, 30 de agosto de 2015

A MAÇONARIA E O LIVRO DE ECLESIASTES


A Maçonaria tem um de seus graus dedicados ao livro de Eclesiastes e relembra, em especial, o versículo “Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles”.
O nome Eclesiastes deriva do termo grego ekklesia (“assembleia”) e significa “aqueles que falam a uma assembleia”.
O livro de Eclesiastes trás à tona as grandes questões filosóficas morais, éticas e existenciais. Questões teológicas, como: a prosperidade dos ímpios, a morte comum a todos, materialismo, fatalismo, pessimismo, dúvidas quanto à eternidade, vida no além e até sobre o juízo final. Seu tema central basicamente é a busca da felicidade no confronto entre a vida, a morte e a eternidade.
Todo livro sapiencial tem o objetivo de ensinar ou transmitir a sabedoria, a qual se apresenta como antídoto contra a tolice do ser humano. O livro de Eclesiastes leva o leitor a encarar a realidade humana em face da morte.
O Eclesiastes destaca a supremacia de Deus, acima de tudo. Deus criou o homem (7.29) e deu a ele o tempo (9.11). Nesse tempo se situa a vida do homem.
O desafio do homem é descobrir o melhor a se fazer de modo a se aproveitar bem o tempo recebido (2.3), o que traria ao homem maior satisfação, enfim, a felicidade.
Salomão cita as ocupações humanas, fala de conhecimento, sabedoria, trabalho, dinheiro, bens, riqueza, comida, bebida, relacionamentos, alegria, prazer, pecado, sofrimento e religião.
Em um primeiro momento, pensa-se na vida e em seus valores de forma positiva: construir muito, aproveitar tudo e possuir o máximo. Depois, Salomão coloca em destaque a morte. Diante dessa realidade, tudo passa a ser visto como coisa vã. Daí vem a máxima: “Tudo é vaidade.”
Diante desse fato previsível e certo (a morte), todas as ocupações humanas, bem como suas conquistas, têm de ser reavaliadas. O tolo, “personagem” muito mencionado em Provérbios e Eclesiastes, vive o presente e ignora o futuro.
Além do fato futuro da morte, devemos considerar também a eternidade que nos aguarda. Muitas coisas que pareciam valer a pena perdem seu valor quando confrontadas com a morte. Outras se desvanecem quando confrontadas com a eternidade. Salomão toca nesse ponto quando fala do retorno do espírito para Deus (12.7) e também do futuro juízo divino sobre as obras humanas (12.14).
Eis então completo o plano de confronto: a vida, a morte e a eternidade. Para que se tenha então uma perspectiva correta da existência, deve-se considerar tudo isso. Salomão faz suas conclusões, onde se destaca a necessidade que o homem tem de se lembrar do Criador e o seu dever de temê-lo e obedecer aos seus mandamentos.
Eclesiastes tem uma linha de desenvolvimento que vai do natural ao espiritual.
Sobre o tempo Salomão o divide entre passado, presente e futuro, ou podemos vê-lo como o tempo da vida, o tempo da morte e a eternidade. Não se pode pensar apenas na vida como se a morte não existisse. Também não é prudente o foco na morte a ponto de se perder a motivação pela vida.
Outro extremo é a dedicação exclusiva às questões relativas à eternidade, tais como práticas espirituais ou religiosas, a tal ponto de se negligenciar o suprimento das necessidades naturais. Há necessidade de equilíbrio do foco no tempo. Qual é o ponto de equilíbrio? É uma questão a ser definida pela sabedoria.
O que acontece na maioria das vezes é que o homem fica preso no âmbito da vida, desconsidera a morte e a eternidade e poderá ser apanhado desprevenido pelos últimos tempos, sejam estes universais ou pessoais.
No capítulo 2 de Eclesiastes, está o relato das grandes conquistas, experiências e realizações de Salomão. Entretanto, ao se confrontar com a realidade da morte, Salomão, num primeiro momento desvaloriza todas as coisas e afirma que tudo é vaidade (2.14-18).
Percebe-se então a amargura do confronto com o fim inevitável da vida terrena. Diante desta constatação vamos jogar fora a vida por causa da morte? De modo nenhum. Afinal, se temos algo nesta vida, isto é dom de Deus e deve ser usufruído, mesmo sendo transitório (Ec.2.24; 5.19). Vamos, sim, valorizar a comida, a bebida, o trabalho, os bens, mas sem os extremos.
A realidade da morte deverá ser confrontada com nossos atos, atitudes, tratamentos interpessoais, sentimentos, etc., a fim de se determinar o que vale a pena e o que não vale.
Considerando a questão da morte, constatamos que algumas coisas da vida deixam de valer a pena: Acúmulo de riquezas, excesso de trabalho, excesso de estudo, atitude de orgulho, etc. A morte coloca os seres humanos em condição de igualdade, anulando todos os privilégios naturais, diferenças culturais, econômicas, sociais, etc. “Como morre o sábio, morre o tolo.” (Ec.2.16).
Sendo assim, o orgulho, a soberba, e o tratamento de desprezo para com o próximo, são atitudes que não se justificam. Perdem totalmente o sentido quando se pensa na morte e seu significado.
A moderação torna-se palavra de ordem. Contudo, tais palavras não devem ser usadas como justificativa para a preguiça e a negligência, pois a atitude passiva de cruzar os braços é própria do tolo (4.5). O que se busca em tudo isso é o equilíbrio, que será produto exclusivo da sabedoria. Moderação é prudência; Preguiça é tolice. Nosso desafio é sempre distinguir entre esses elementos nas mais diversas áreas da nossa vida.
Considerando a eternidade, cuja consciência foi gravada por Deus no coração humano (3.11), passamos a perceber outras coisas que deixam de valer a pena na vida: os excessos e o pecado, sendo que ambos estão muitas vezes relacionados. Por outro lado, Salomão diz o que vale a pena, em função da eternidade, lembrar-se do Criador, temê-lo e obedecer aos seus mandamentos.
Surge a dúvida de qual seria o limite de nossas ações e até onde ir às buscas, conquistas e realizações. Em cada instante, em cada caso específico, só a sabedoria poderá definir com precisão o limite para as ações humanas, de modo que possa definir em sua própria vida os limites para suas buscas, conquistas e realizações.
Salomão valoriza a convivência (4.9). Em meio a todos os problemas do convívio social, Salomão conclui que pior será a situação daquele que estiver só (4.8-11). É a convivência fraterna que a maçonaria prega.
A questão da aparente injustiça da vida é explorada (8.11). Novamente se retoma o tema da morte (8.8; 9.5) e das alegrias que podem ser alcançadas em vida (8.15).
A ética envolve questões morais do comportamento, escolhas entre o bem e o mal. Salomão faz uma série de advertências em forma de provérbios (10). Finaliza com incentivo ao gozo da vida, mas lembra da prestação de contas (11.9). Termina essa parte incentivando o jovem a lembrar-se do Criador antes que venham à velhice e a morte e o juízo (12.1-7,14).
A maçonaria utiliza os escritos de Salomão em Eclesiastes mostrando aos seus membros o confronto da vida com suas dificuldades, a morte e a ressurreição ou eternidade. E encoraja os maçons a agirem com sabedoria na utilização de todos os dons e bens que o criador lhes ofertou assim preparando o caminho para a eternidade.

Honório Sampaio Menezes, 33º, REAA, Loja Baden-Powell 185, GLMERGS, Porto Alegre, RS, Brasil.

sábado, 29 de agosto de 2015

SERÁ DEUS UM MATEMÁTICO?



A geometria vem de um cérebro adaptado ao mundo em que existe


O título desta coluna vem de um livro recém-lançado nos EUA, de autoria do astrofísico Mario Lívio. Nele, Lívio examina a origem da matemática. Será ela obra da mente humana, uma invenção? Ou será que descobrimos a matemática que já existe, uma espécie de superestrutura conceitual que define o Universo e suas leis? Os que acreditam que seja esse o caso gostam da metáfora (atenção!) de que a matemática é a expressão da mente de Deus: Deus é o grande geômetra, o arquiteto universal.

O grande físico teórico Eugene Wigner, que ganhou o Prêmio Nobel pelos seus estudos das simetrias matemáticas que regem o comportamento atômico, achava a eficácia da matemática na descrição dos fenômenos naturais surpreendente. Por que ela funciona tão bem a ponto de nos permitir prever coisas que nem sabíamos que poderiam existir?

Por exemplo, quando o escocês James Clerk Maxwell mostrou que todos os fenômenos elétricos e magnéticos podem ser descritos por apenas quatro equações, não poderia imaginar que dessa união viria a descoberta de que a luz é uma onda eletromagnética e que outras existem, invisíveis aos nossos olhos, como os raios X ou as micro-ondas.

Várias partículas elementares da matéria foram descobertas usando apenas princípios de simetria. Será que a natureza é mesmo uma estrutura matemática?

Livio descreve argumentos a favor dessa hipótese e contra ela, optando por uma solução de compromisso: parte é descoberta e parte inventada.

A favor, ele mostra como, de fato, a matemática tem uma permanência diversa da das ciências naturais: um teorema matemático, uma vez demonstrado, é correto para sempre. Já em física ou química, explicações que parecem razoáveis numa época às vezes se provam erradas, ou aproximações de explicações mais sofisticadas.

Será, então, que uma civilização extraterrestre redescobriria os mesmos resultados matemáticos do que nós, como se fossem uma espécie de código da natureza? Pitágoras, Platão, Galileu, Newton, Einstein, muitos matemáticos (mas não todos) e os físicos que hoje trabalham em teorias de supercordas diriam que sim. Talvez mudem os símbolos, mas a essência dos resultados seria a mesma.

Um astrofísico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Max Tegmark, chega a afirmar que o Universo é matemática e que infinitos outros universos existem, replicando todas as combinações lógicas e geométricas possíveis. Acho que Tegmark confundiu a ficção de Jorge Luis Borges com a realidade. Sua posição é, para mim, religiosa.

Não há dúvida de que certos resultados matemáticos, como 2 + 2 = 4, são verdadeiros independentemente de como sejam descritos. Mesmo assim, vou além de Livio e afirmo que a matemática é uma invenção humana, uma linguagem criada para descrever a nossa realidade. Somos produtos de milhões de anos de evolução, adaptados ao mundo em que vivemos.

Na superfície da Terra vemos árvores, pedras e animais, unidades que naturalmente definem os números inteiros, que usamos para contar. No céu vemos estrelas e imaginamos constelações. Uma criatura marinha inteligente e solitária, vivendo nas profundezas e sem luz ou outras formas de vida por perto, provavelmente desenvolveria uma outra matemática.

Nossa geometria descreve aproximadamente as formas que vemos à nossa volta: esferas, quadrados, cubos, círculos, linhas. Ela vem de um cérebro adaptado ao mundo em que existe. Se uma civilização extraterrestre tiver desenvolvido linguagem equivalente, é porque existe numa realidade semelhante. O único Deus matemático é aquele que inventamos.


MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor do livro "A Harmonia do Mundo"
Fonte: www.brasilmacom.com.br


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

MAÇONARIA EM LOJA


A organização da Maçonaria Regular tem uma base de sustentação, a Loja.

E a Loja tem como base os Obreiros que a compõem.

Quero eu acentuar com este começo de texto que os Obreiros, ao nível das Lojas, são os alicerces sobre os quais toda a estrutura se levanta.

Bom…, mas sendo os Obreiros homens, seres humanos com pernas, braços e o resto, como todos os outros, me interessa discorrer um pouco sobre o relacionamento entre os componentes desta estrutura que assume uma tão grande responsabilidade.

Quando alguém é proposto para iniciação na Maçonaria, necessariamente a nível de loja, é-lhe feito um inquérito e sobre isso já se escreveu aqui neste blog o suficiente para justificar que não gaste agora mais espaço com o porquê e o como do inquérito.

Mas interessa notar que sendo o inquérito, ele também, feito por homens, é evidentemente um exercício de conclusões falíveis, e pode acontecer que seja proposto para iniciação alguém que realmente não esteja em condições de admissão na Maçonaria.

Em boa verdade as exigências são absolutamente humanas, isto é, na prática apenas se exige que o candidato seja um Homem, assim com maiúscula, o que neste caso se resume no nosso dizer, “livres e de bons costumes” e queira verdadeiramente pertencer a esta estrutura.

Apenas isso.

Ainda assim pode acontecer um erro de apreciação, por parte de quem faz a inquirição ou da parte do profano que se apresenta a candidato, e quando isso acontece todos perdem.

É uma óbvia desilusão para todos, desencantamento para o candidato que só tarde percebe que afinal a Maçonaria não responde às suas interrogações e aos Irmãos que a ele contataram porque, à alegria de receber mais um membro na Família se segue a tristeza de verificar que afinal todos estavam enganados.

O relacionamento entre obreiros da Loja constitui o betão que garante a força da estrutura, de forma a que o “prédio” resista aos temporais que de tempos a tempos acontecem, tal qual na Natureza, e do qual a história da nossa Loja Mestre Affonso Domingues, também já contada aqui, pode bem servir de exemplo.

Este relacionamento tem por base duas variáveis, a saber, os procedimentos rituais (o “Ritual” como conjunto de regras formais que regulam a vida em Loja) e a Amizade entre os Irmãos membros daquela comunidade.

É no Ritual e na Amizade entre os Irmãos que assenta tudo o resto.
Se alguma destas variáveis falhar, falha a Maçonaria!

Relativamente ao Iniciado muito pouco se sabe, habitualmente.

A Loja sabe que é conhecido do padrinho que o propõe e esse, sendo necessariamente um Mestre Maçom, merece a confiança dos restantes membros da Loja.

Depois, durante o inquérito, algo mais se fica sabendo, mas são conversas curtas, 1 hora ou 2, o tempo de um almoço ou algo assim, o que é manifestamente pouco tempo para conhecer alguém com pormenor.

Quando o Profano se apresenta para iniciação raramente a generalidade da Loja conhece detalhes da sua vida profana, nomeadamente a profissão, onde trabalha o que faz qual o grau de formação e por aí fora.

De fato não é isto que consta por aí, mas é isto o que acontece na verdade!

O que se pede a todos os Maçons quando em Loja é que deixem “os metais à porta do Templo”, e este pedido/exigência é frequentemente mal entendido por muitos, interpretando os “metais” como sendo a bolsa com os valores que eventualmente contenham (aquilo com que se compram os melões…).

Ora os “metais” que devem de ficar à porta do Templo são muito mais subjetivos do que isso.

Esses metais devem ser entendidos como os valores aos quais a profanidade dá importância grande, mas que em vivência Maçônica não só são dispensáveis como totalmente desajustados aos valores que a Maçonaria cultiva.

São a arrogância, a vaidade e a ambição.
Esses são os metais que, de todo devem ficar à porta, para que lá dentro reine verdadeiramente, e naturalmente, a igualdade e a fraternidade objetivos finais do nosso trabalho.

Sem isso surgirão as disputas por interesses particulares, a arrogância da saliência, a ambição por lugares de destaque.

Recordo palavras do nosso companheiro de blog Templuum Petrus, “quem se humilha será exaltado, mas quem se exalta será humilhado”.

Pois saibamos verdadeiramente, convictamente, deixar à porta do Templo os nossos metais, principalmente aqueles, porque eles são o fruto da grande maioria (totalidade?) dos desencontros entre Maçons, tal como afinal são a razão de todas as guerras.

Cultivemos e levemos conosco a capacidade de compreender as diferenças.

Porque afinal, ser amigo do que gostamos ou do que nos é igual é fácil.
O que pode ser desafio interessante é a amizade com a diferença.

E para isso a abertura de espírito e a capacidade de aceitação é uma exigência.

J.P. Setúbal


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A MAÇONARIA PRESERVA UM SEGREDO OU DEFENDE UM DESTINO?


Entramos para a Maçonaria como recebedores e devemos nos transformar em doadores e transformadores. Até hoje, as informações que temos estudado sobre nossa instituição são históricas, relevantes, evidentes, simbólicas e devidamente estudadas e preservadas, mas… Sentimos a falta de um elo, de uma evidência maior para preencher determinadas lacunas obscuras, difusas e mal explicadas.
A Ordem tem preservado uma representação simbólica em todos seus componentes ocultando uma verdade, mostrando apenas a forma visível e externa de uma realidade interior e espiritual.
Estamos ainda numa época em que todos ainda necessitamos e aprendemos através do processo cerimonial precisando de uma autoridade investida, e nos insurgimos contra qualquer liberdade e independência fora dos padrões que elegemos e nos impusemos.
Enaltecemos a liberdade de consciência que é a única que os maçons admitem, aceitam e divulgam, mas nos atemorizamos quando nos deparamos com outras verdades que não se enquadram com nossa própria estratificação (2) ou modo de pensar (3).
Disse o Senhor Buda… Que não devemos crer em algo meramente porque seja dito; nem em tradições porque vem sendo transmitidas desde a antiguidade; nem em rumores; nem em textos de filósofos porque foram estes que os escreveram; nem em ilusões supostamente inspiradas em nós por um Deva (isto é, através de presumível inspiração espiritual); nem em ilações obtidas de alguma suposição vaga e casual; nem porque pareça ser uma necessidade análoga; nem devemos crer na mera autoridade de nossos instrutores ou mestres.
Entretanto, devemos crer, quando o texto, a doutrina, ou os aforismos forem corroborados pela nossa própria razão e consciência. “Por isto” disse o Buda ao concluir, “vos ensinei a não crerdes meramente porque ouvistes falar, mas, quando houverdes crido de vossa própria consciência, então devereis agir de conformidade e intensamente.” (4)
Os mais atentos poderão verificar que existem similitudes de idéias e conceitos nos textos de seus autores preferidos atuais ou antigos, pensadores, filósofos, cristãos, cientistas e tantos quantos puderem relacionar; são ideias e conceitos expostos com outra linguagem ou formas de expressão, pois, os períodos são marcados pelos viajantes de sua própria época de conformidade com a dinâmica da vida de seu tempo histórico.
 Estamos presenciando nesta época conturbada o esfacelamento das estruturas que mantiveram a Humanidade num equilíbrio social e de comportamento desejável (5).
Todos os esforços despendidos para promover o ser humano em seus relacionamentos estão sendo transformados e alterados de forma irreversível sendo parte de um processo evolutivo que independe de nossas vontades, e deste modo, aceitando ou simplesmente compreendendo, há necessidade de adaptação, transformação ou pelo menos compreensão.
A cada geração, aspectos essenciais são preservados e ao mesmo tempo enriquecidos com outras formas que tomam o lugar das formas desgastadas pelo avanço civilizatório. Esse processo evolutivo é firmado sobre alicerces que foram sedimentados através do tempo e sobre eles, sempre atendendo temporariamente às aspirações da vida interior (espiritual) que é dinâmica, incessante e anseia expandir.
Nossa instituição proporciona um “despertar” para a vida interior através dos procedimentos em todo processo da admissão, desde o convite ao profano (6) até seu ingresso.
É uma experiência subliminar (7) que estimula uma expansão da consciência provocando e revelando degraus de possibilidades evolutivas. Toda a dinâmica trabalhada nesse processo de iniciação tende a centrar para esse despertar (8).
Todos nós independente de nossa origem, berço ou formação, enfrentou no mais íntimo de seu ser, aquela “crise existencial” em que nos perguntamos “quem sou eu?”, “o que é a vida?”, “de onde viemos, para onde vamos?”, “qual minha tarefa para essa existência?”.
O trabalho maçônico e sua dinâmica possibilitam a resposta a essas reflexões ao longo do tempo, mas não é tudo.
Ela revela-se como um agente transmissor de valores elevados e compreensão espiritual, proporcionados pelo aumento das percepções sensoriais ativadas pela vivência e dinâmica da ação ritualística, podendo resultar no recebimento de impressões superiores tornando a mente um instrumento receptivo e transmissor de valores elevados e ampla compreensão espiritual.
Toda existência de qualquer ser humano (e todos os outros seres da natureza, “animados ou inanimados”) tem um termo onde sua existência manifesta termina, havendo uma decomposição material e transformação em seus elementos básicos, mas a força ou energia de coesão desses elementos não se perde se transforma.
No Universo que conhecemos há uma causa ativa que podemos chamar força ou energia que provoca uma manifestação, a existência dessa manifestação e o seu afastamento. Essa manifestação toma uma forma, entra em atividade e tem uma função apresentando um determinismo próprio que é necessário compreender e está em constante evolução.
Foi em Londres que IIr.’. premidos pela necessidade de se adequar ao espírito da época procurando escapar dos estreitos (9) padrões mentais até então vigentes (séc. XVII), que em 24 de junho de 1717 a Maçonaria passa de operativa para especulativa fundando-se a Grande Loja de Franco-Maçonaria dando-se uma estrutura escrita e unificada procurando estabelecer uma unidade formal e controlada.
Isso não quer dizer que a Maçonaria passa a existir a partir dessa data, organizou-se como instituição a partir desse período, mas suas origens remontam a um passado distante onde são encontrados símbolos e sinais no Egito antigo e princípios morais e espirituais em todas as civilizações da antiguidade.
Ofuscou-se em parte a mais bela e atrativa ideia de uma Maçonaria livre em uma Loja livre, pois, a necessidade de controle foi se sobrepondo aos méritos pessoais dos cidadãos livres e de bons costumes, dificultando em nossa ótica, uma atuação autônoma e independente de Lojas e IIr (10)
Mas, o que queriam registrar em nossos templos através de toda simbologia nossos antepassados maçônicos? Após o ingresso, o que nos motiva verdadeiramente em continuar participando dos trabalhos? Qual nossa aspiração em ascendermos os vários graus? Desejo de servir à humanidade, devoção aos trabalhos ritualísticos, oportunidade de lapidar nossos conceitos morais, expandir nossa consciência, aculturação (11), convívio social e político, alimentar um status relevante? Por que preservar? O que nos atrai?
Nossos estudos estão ancorados no conteúdo histórico maçônico que está à disposição através da bibliografia oferecida pelos diversos ritos; em toda dinâmica proporcionada pelo rito que provoca uma mudança no comportamento estimulando nosso caráter na sociedade; e nos conceitos inseridos no ritualismo que estimulam a reflexão sobre a espiritualidade.
Atualmente com o recurso da tecnologia da informática e das novas conquistas da ciência estamos mais amparados com informações sobre qualquer tema, pois, estamos perfeitamente habilitados a desenvolver e compreender a história, aprimorar nosso caráter, desenvolver nossa espiritualidade sem precisarmos frequentar e nos submeter a uma autoridade constituída como a Ordem ou a qualquer instituição, propiciando a apreciação pessoal da realidade.
Por todo esse processo (se for só isso) não precisamos frequentar as oficinas, pois, somos capazes de compreender e aprofundar os estudos referentes à Maçonaria sem os chamados “segredos” que (sob nosso ponto de vista) nada mais são (nesta atualidade) do que conteúdos que convergem para um aprimoramento do caráter. Também muito falamos em “escola de líderes”, mas muitos que aqui adentram possuem o embrião da liderança, pois tomam atitudes políticas em seu ambiente profissional e social sem se revelarem.
Mas, não haveria algo mais inserido nessa dinâmica, nesse conjunto de fatores, que foi incluído no passado e que ainda não conseguimos visualizar ou compreender?
Podemos afirmar que o trabalho ritualístico da Ordem Maçônica, isto é, a prática dos rituais que se repetem é o símbolo da dinâmica das formas e funcionamento do Universo (sistema e ordem) e se referem ao homem por ser este uma consciência que pode compreender e assimilar o mundo objetivo e que não está manifesto por acaso.
Revitaliza nossa vida espiritual, pois, proporciona uma diretriz para o comportamento e entendimento que direcionam a compreensão da essência criativa.
A advertência (12) e o título utilizado nas sessões e impressos “À Glória do Grande Arquiteto do Universo” e comumente usado em forma abreviada “GADU” deixa claro e expressa a lembrança e o reconhecimento de um “Princípio Criador” e como consequência, de um “plano criativo” (13) com Leis e conjunto de processos gerando no universo um desenvolvimento que favorece o desabrochar da vida.
São forças construtivas disseminadas cujo efeito na humanidade, a sua natureza e sua qualidade são ainda um mistério.
Quanto mais conhecimento e sabedoria nós adquirimos, observamos que por trás da diversidade de formas há uma unidade básica, que a Humanidade é a soma de todas as individualidades constituindo-se um “Corpo da Humanidade” se assim podemos chamar, que o Homem não é um produto isolado apesar de observarmos apenas as diferenças, e que nessa diversidade há um todo único habitando o planeta e caminhando para uma realização maior.
Nossos “Princípios Gerais” caminham e indicam para a realização de uma humanidade melhor e mais esclarecida que é o esforço e o propósito que vem sendo trabalhado desde os primórdios das diversas civilizações reconhecidas historicamente ou não (14).
Todo propósito quer de ordem política, tecnológica, científica ou religiosa propugna o bem-estar, uma qualidade de vida que proporcione satisfação e felicidade, liberdade de expressão, o direito de usufruir dos bens oferecidos pela atual civilização proporcionando o espírito fraternal em sua essência, o que afinal tem sido uma das buscas do ser humano.
A hipótese é que há um plano evolutivo em andamento desde a criação do Universo (ou Universos) e que ainda não temos a plena consciência de tal intuito.
Desde o aparecimento do homem no planeta esse plano vem sendo executado ao longo de todas as civilizações e pelo grande impulso dado pelos grandes “instrutores” das diversas raças. Se nos afastarmos de nossa individualidade (15) e focarmos o aspecto abrangente e geral do ser humano no planeta, perceberemos que há um ponto comum entre todos os povos e civilização presentes ou passadas que é a elevação da consciência e convivência irrestrita e fraternal entre todos os seres vivos de todos os reinos da natureza.
Esse aspecto comum está manifesto ou latente entre os homens pelas suas organizações, grupos, ordens fraternais e iniciáticas, instituições, igrejas (16) e personalidades que almejam e pregam um mundo melhor e mais esclarecido.
Esses grupos formam e disseminam conhecimentos que refletem suas ambições que são comuns entre si, mas formulados e expostos por aspectos diferentes. Cada um desses grupos com sua dinâmica própria, instrui, esclarecem e educam procurando elevar o nível de consciência de seus participantes a um plano em que percebam em seu interior que há uma “família humana” que caminha por um processo evolutivo que independe de nossa compreensão.
Foram se formando através dos tempos sem que tivessem contato, emergindo “espontaneamente” em todos os pontos do planeta e se auto-estruturando procurando organizar-se e facilitar sua propagação.
Nossa Ordem objetiva a elevação e a expansão da consciência em primeiro plano, um despertar para as metas espirituais, e como conseqüência, deverá transpor as paredes da Oficina levando esse conhecimento para a humanidade.
Trabalhamos com regulamentos e objetivos procurando capacitar individualmente nossos membros para a ação influenciando a opinião pública e assim provocando mudanças nas atitudes humanas. Somos partes de um todo único cujo propósito é facultar a possibilidade da evolução pessoal e de toda a humanidade.
José Eduardo Stamato, M.’.I.’.
ARLS Horus nº 3811 – Santo André – SP (Oriente de São Paulo) – Brasil
Notas:
Pela sobrecarga como efeito de um acúmulo de informações em nosso arquivo cerebral, acabamos armazenando informações com a certeza de estar de posse da verdade maçônica (em particular), e hipóteses novas ou “redescobertas” necessitam ser estudadas, pesquisadas e compreendidas em termos evolucionários. E sendo uma suposição admissível, é passível de ser revelada.
Estratificação – disposição por camadas ou estratos; (sociol.) processo social que conduz à superposição de camadas sociais, mais ou menos fixa e rígido, de estados, classes ou castas.
Por analogia temos como ex. geral o óculo de grau onde cada um se ajusta às suas próprias condições. São os diferentes graus de consciência ou os diferentes patamares das inúmeras zonas de conforto.
Buda nasceu por volta de 563 a.C. e morreu por volta de 483 a.C.
Se estivermos atentos perceberemos que essas transformações são cíclicas. Os pontos de ruptura com o “status quo” das diversas épocas geralmente foram marcados pelas revoltas, revoluções das massas ou por comportamentos sanguinários de tiranos.
Profano – como adj.: (fig.) alheio; estranho a idéias ou conhecimentos sobre certos assuntos. Não pertencente à religião; oposto ao respeito que se deve a coisas sagradas; não sagrado; leigo. Como s.m.: o oposto a coisas sagradas.
Subliminar – inferior ao limiar; que não passa do limiar da consciência; que não chega a penetrar nela; subconsciente.
Isso tem a possibilidade de ser firmado se os procedimentos na iniciação são feitos de maneira séria e não apenas mais uma formalidade a ser cumprida.
No sentido de compreensão limitada, tendo como parâmetro nosso século em que a ciência e a tecnologia nos favorecem uma dimensão maior do homem e do Universo. Não esquecendo que nossos conceitos de hoje também serão considerados “estreitos” no futuro.
Na época e por algum tempo como instituição social, mostrou-se forte e unida provocando mudanças nos ambientes social-político e econômico, mas houve um enfraquecimento pelo crescimento exagerado de membros que nem sempre abraçavam os ideais maçônicos, mas favoreciam uma elevação de status.
Aculturação – conjunto dos fenômenos resultantes do contato, direto e contínuo, de grupos de indivíduos representantes de culturas diferentes.
Advertência – ato ou efeito de advertir; aviso; observação. Advertir – notar; considerar; refletir em; dar fé.
Plano criativo – não há acaso, há um desencadeamento de fatores que geram uma manifestação cósmica possibilitando o aparecimento de universos, sistemas e como consequência a vida, e havendo um Arquiteto ou algo que idealize e promova uma manifestação se presume (em nossa limitada compreensão humana) um plano, uma intenção ou uma vontade.
Como ex. geral, Lemúria e Atlântida.
Isso não significa abandono de nossas atribuições pessoais (que também fazem parte desse plano). Como organização religiosa



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A FILOSOFIA MAÇÔNICA


A Filosofia divide-se em três partes: Física, Ética e Lógica, onde:
– Física é o estudo do universo e do seu conteúdo.
– Ética é o estudo da vida, e ao que se relaciona conosco, onde se enquadra a questão da moralidade.
– Lógica é o processo de raciocínio, o método usado para estudar a física e a ética.
A questão moral remonta aos povos antigos, antes mesmo de a palavra filosofia ser usada por Pitágoras, entre os gregos, viveram homens de grande sabedoria. O primeiro a ser conhecido como sábio foi Tales de Mileto: ele viveu por volta de 640 a.C. e, ao lhe perguntarem: “qual é a coisa mais difícil?”, ele respondeu: “a coisa mais difícil é conhecer-se a si mesmo”; e ao lhe perguntaram ainda: “como podemos viver a vida melhor e mais justa?”, ele respondeu: “abstendo-nos de fazer o que censuramos  outros”.
E o mais notável foi Sócrates; ele nada escreveu, mas ensinou vivendo a filosofia. Para ele, o fundamental era “conhecer-se a si mesmo” pela reflexão. Ele estava convencido de que a virtude se identifica com a sabedoria e o vício decorre da ignorância, do desconhecimento da verdade.
Platão, que foi o principal discípulo de Sócrates, identificava na alma humana três virtudes: o instinto, a coragem e a razão. No instinto manifestam-se os desejos ligados a sobrevivência e à reprodução. Pela coragem o homem expressa desejos superiores, dando testemunho da existência de uma vontade livre e autônoma. E pela razão governa sua vontade e seus instintos. Isso nos faz lembrar as lições dos aprendizes, onde o maço da vontade é governado pelo cinzel da razão no desbaste da P.’.B.’..
Já Aristóteles, dividiu a ética em duas categorias de virtudes: as morais calçadas na vontade e as intelectuais calçadas na razão. As virtudes morais são a coragem, a generosidade, a magnificência, a doçura, a amizade e a justiça; as virtudes intelectuais são a sabedoria, a temperança e a inteligência. Aí está o principal fundamento do método maçônico.
Então sabendo-se que a Maçonaria é uma instituição universal, fundamentalmente filosófica que trabalha pelo advento da justiça, da solidariedade e da paz entre os homens.
E de acordo com o grande professor, Irmão Moisés Mussa Battal, da Grande Loja Maçônica do Chile, a Maçonaria não é uma escola filosófica, mas uma escola do filosofar.
E também concluiu que: “A tarefa essencial da filosofia maçônica é irradiar a luz de nossos princípios e de nossos hábitos para melhorar a condição humana. Mais que monovalente, ou seja, de uma só linha, de uma só raiz, ela é polivalente. Possui vertente, então, que a alimentam e ela se reparte como um delta no mundo profano. É tradicionalista e às vezes progressista; isto parece um paradoxo, mas não o é; tradição é conservar o melhor do passado para utilizá-lo em compreender mais o presente e preparar um porvir melhor que o presente. Ela não é o ensinamento de um conjunto de normas e princípios; nem um pensar exclusivo; é uma reflexão da vida e para a vida”.
Em “Lições de Filosofia e Maçônica” o Irmão Moisés Mussa Battal, traz diversas e importantes definições sobre o tema, sendo duas delas:
* A filosofia maçônica deseja que o ser e a existência do homem girem em torno de três valores superiores que a História destacou como as maiores conquistas da humanidade: liberdade, igualdade e fraternidade. Ela pondera mais que nenhuma outra, dentre as três, a fraternidade, pela transcendência e os benefícios que implica e abraça tanto na esfera do individual como no coletivo.
* A filosofia maçônica deseja situar o homem numa sociedade onde reine a ordem e o trabalho, a igualdade de possibilidades e de oportunidades, a paz e o progresso, a competência não bastarda, mas que desenvolva as capacidades e as iniciativas, e a cooperação e a solidariedade contidas em seu ser.
Quer prepará-lo para viver e atuar inteligente e construtivamente num regime democrático e conseguir a melhora e o aperfeiçoamento deste seu regime, de maneira que alcance o que ele ofereça nos campos econômico, social, cultural e político. E defende o regime democrático porque, até agora, é o que melhor se apresentou. E o quer total e não parcial.

Será que no Brasil resta à Maçonaria a atuação filantrópica ou como instituição filosófica, limitando sua capacidade de transformação social.
O misticismo tem, entretanto, a consolação de que para sermos vitoriosos contra o mal não devemos lutar contra ele, mas ignorá-lo, procurarmos o caminho da luz e, através do amor, expandir a luz para outras pessoas.
Para isso, é necessária a compreensão de que as trevas são apenas a ausência da luz e a obscuridade tem a sua realidade apenas na consciência do homem imperfeito, cuja ignorância e pensamentos negativos são o caminho para se fazer o mal. Nesse sentido, devemos procurar nos afastar, pois permanecer entre as trevas mesmo que seja para combatê-las, significa ficar sempre distante da luz. Pitágoras disse: “anima-te por teres de suportar as injustiças; a verdadeira desgraça consiste em cometê-las”.
Mas até onde conseguiremos suportá-las?

Ir Claus Carlos Rinnert – A M
Da Loja Acácia Riosulense nr. 95
Comissão de Liturgia:
Ir
Dalton Eduardo Medeiros; Ir Marnio Rodrigo Rubick; Ir Daniel Pinheiro Souza e Ir Valdecir Pamplona Junior
Referência Bibliográfica:
GIRARDI, João Ivo. DO MEIO DIA A MEIA NOITE. Blumenau, 2005.
MAÇONARIA.NET, Site Internet.
NO ESQUADRO, Site Internet.
NOÇÕES GERAIS E INTRODUÇÃO A FILOSOFIA



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