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domingo, 31 de maio de 2015

A LIDERANÇA E O VENERÁVEL

A liderança pode ser considerada como uma das funções mais importantes e mais difíceis de serem exercidas em qualquer atividade humana.

Nas Lojas maçônicas a liderança do Venerável Mestre é de fundamental importância para a direção dos trabalhos, realização de projetos, dinamismo e união dos Irmãos, até porque cada maçom em particular se considera um líder e o confronto de líderes pode gerar conflitos.

É importante, também, distinguir liderança e autoritarismo. São concepções distintas. O autoritário é impositivo, dominador, arrogante, despótico e se impõe pelo poder que detém. O líder, por sua vez, é ético, confiável, sensato, cheio de energia, humilde, ansioso por aprender e se destaca pela competência em tratar com pessoas e com coisas.

Afinal, o que é liderança e qual a razão do tema?

Liderança é a capacidade de fazer com que todos remem na mesma direção, estimulados por um objetivo comum a todos.

É exatamente isto que os membros de uma Loja precisam fazer: remar na mesma direção, estimulados pelo Venerável Mestre.

O assunto está sendo abordado por um motivo muito simples. Fui inquirido por um Irmão se possuía algum material que pudesse ser utilizado numa loja maçônica no sentido de ensinar liderança ao Venerável Mestre. Disse-lhe que possuía um projeto operacional capaz de orientar a loja no estabelecimento de sua visão, missão, objetivos estratégicos etc. e que poderia ser de grande utilidade para a loja.
 Entretanto, percebi que o Irmão queria, efetivamente, era algum material relacionado diretamente com o tema liderança.

Alguns maçons quando são eleitos Veneráveis Mestres de suas lojas e após assumirem os seus cargos, presumem que serão seguidos, naturalmente, pelos irmãos do quadro. Este é o primeiro engano.

Outros acreditam que a leitura de livros sobre liderança os tornará aptos para o exercício da função de Venerável Mestre. Segundo engano.
Muitas pessoas que desejam se tornar líderes compram livros e assistem a seminários na esperança de alcançarem seus objetivos.
Essas iniciativas geram um sentimento de satisfação nelas, mas, na prática, a liderança acaba sendo o resultado das ações conduzidas por uma pessoa.
Por este motivo, ao invés de oferecer àquele irmão o material sobre liderança, ofereci a ele um projeto operacional capaz de dar rumo à loja, desde que haja participação e comprometimento de todos os membros do quadro na sua implementação.
Se o resultado de um projeto desses ou de outro qualquer for positivo e aceito por todos, fará com que o condutor do projeto, no caso o Venerável Mestre, seja considerado por todos os irmãos do quadro e de outras lojas, um líder.
Por outro lado, é possível, também, pesquisar as biografias dos grandes líderes e procurar pistas sobre suas habilidades, entretanto, os benefícios desse esforço serão ínfimos porque os autores desses livros biográficos descrevem apenas o que os líderes realizaram, mas não descrevem como e porque o realizaram.
Na verdade, os próprios líderes pouco dizem como tornar-se um líder, porque não existe fórmula alguma para liderança. Há uma frase célebre: "Não importa o que o líder faz, mas sim o que o líder é". O próprio líder não consegue reconhecer suas características individuais e que fazem com que as pessoas o sigam, mas as pessoas respondem a essas características. Portanto, somente observações ao longo dos anos podem tornar esta perspectiva nítida.
O líder, por sua vez, deve utilizar não só a cabeça, mas também o coração. A liderança, em sua essência, deve tocar o coração e a alma. Ela está, quase sempre, fundamentada em uma conexão emocional e não racional. Philip Crosby tem uma definição de liderança muito interessante que é a seguinte: 

"Liderança é, deliberadamente, fazer com que as ações conduzidas por pessoas sejam planejadas, para permitir a realização do programa de trabalho do líder."

Adaptando esta definição para a linguagem maçônica, poderíamos ter algo assim:

Liderança é, deliberadamente, fazer com que as ações executadas pelos Irmãos da Loja sejam planejadas para permitir a realização do plano de trabalho do Venerável Mestre.

Precisamos desdobrar alguns elementos da definição para tornar a mensagem mais compreensível.

"Deliberadamente" significa que a Loja deve eleger um determinado caminho e um propósito, estabelecendo objetivos e metas claros na mente de todos os Irmãos.
Significa, ainda, que o Venerável Mestre deve escolher cuidadosamente os membros para compor sua Diretoria e que conduza todos numa mesma direção.
Ações executadas pelos Irmãos significa que os objetivos e metas devem ser alcançados por meio de ações empreendidas por todos os Irmãos e não ações executadas por um pequeno grupo deles.

"Planejadas" significa programar uma seqüência de eventos que permita que os Irmãos saibam, exatamente, aquilo que vai acontecer e o que se espera que cada um faça.

"Plano de trabalho do Venerável Mestre" refere-se às realizações específicas que o Venerável realmente deseja.

Portanto, caros Irmãos, para o exercício pleno da liderança é preciso seguir alguns princípios fundamentais:

1.Um programa de trabalho claro e definido.
2.Uma filosofia individual.
3.Relações duradouras.

Aqueles que desejam ser líderes precisam compreender assimilar e implantar estes princípios de liderança.

Liderança envolve um trabalho árduo. Muitos dos que aspiram ao papel de líder, não conseguem desempenhá-lo. Outros têm os atributos adequados, mas nunca chegam a fazer qualquer coisa a respeito.

Existe uma ideia tradicional de que os líderes querem praticar o bem. Entretanto, nem todo líder tem um programa voltado para a prática do bem.

Freqüentemente, a liderança é uma arte da qual se abusa.
Conheço um caso em que o Venerável de uma Loja, decidiu levar sua Loja para outra Obediência em troca da isenção de cobrança das taxas e dos rituais por um período de dois anos. Um caso típico de liderança negativa. Dignidade maçônica sendo "vendida" por um punhado de papéis e uns míseros trocados. 
Indignidades do Grão-Mestre (?!) corruptor e do Venerável corrompido, ambos líderes, porém, sem princípios éticos e morais.

Confesso que gostaria de estender-me muito além do que foi até aqui exposto, por se tratar de um assunto palpitante, complexo e controverso quanto a sua interpretação, mas, por outro lado, devo respeitar o limite de tolerância dos Irmãos em termos de tempo para leitura e também de espaço ocupado.

Para finalizar, permito-me apresentar, a seguir, um quadro que mostra os cinco perfis de liderança quanto à personalidade e características peculiares de seus agentes.
Ir.'. Anatoli Oliynik - M.'.I.'.


sábado, 30 de maio de 2015

A MINHA PROMESSA DE M.'. I.'.


Até hoje, nem mesmo num esforço profundo de imaginação, alguns vão compreender o que representa ser um Mestre Instalado. Mesmo depois de "alguns mestres" serem um péssimo venerável! Só fazer besteiras no cargo! Ficar calado sua administração!   Não iniciar, elevar, exaltar e nem filiar ninguém no seu mandato! Arroga dizer que é um Mestre Instalado! Mas não é, e nunca será!  Sinto muito!

Após a minha Instalação, após o Ritual por que passei, após todos os juramentos que conscientemente fiz, fico a indagar; Agora que conheço os juramentos que um Mestre na "Cerimônia de Instalação" teve que fazer, quanto já assisti e presenciei da quebra desses juramentos.
Somos antes de tudo Homens, e como tal, nossos Vícios sobrepujam as nossas Virtudes. Na nossa Nobre Arte, devemos erguer Templos a Virtude e Cavar Masmorras ao Vício.

Como iremos Cavar Masmorras ao Vício, sem Construirmos o nosso Templo Interior.

Como iremos Construir o nosso Templo Interior sem buscarmos nos espelhar nos ensinamentos daqueles que nos antecederam e que foram depositários dos ensinamentos do G.A.D.U.

Só aquele que recebe esses ensinamentos e não os assimila que fecha a porta do seu coração para não compreendê-los e praticá-los é que poderá quebrar esses sagrados juramentos. Falhando para consigo mesmo, para com a Maçonaria, para com o G.A.D.U. e, como conseqüência, para com toda a Humanidade.

Aquele que senta, no Trono do Venerável, não pode pensar, em estrelato, mas sim em ser a Estrela Guia que Irradiará Amor, Amizade sincera, Paz, Tolerância e Exemplo para aqueles que, com ele esteja convivendo.

Por tudo isso, é que, no exercício do mandato, no cumprimento dessa nobre missão, devemos Resgatar e Resguardar os Legítimos Postulados Maçônicos, Praticando a Verdadeira Maçonaria, com Luz, Harmonia, Compreensão, Justiça, Trabalho, Fidalguia e Tolerância.

Por tudo isto, com a Humildade que deve Caracterizar aquele que tem assento ao Trono de Salomão, não só conclamo, mas, para aqueles que com a montagem da Administração da Loja eu tenha errado, e com certeza devo tê-lo, porque nem mesmo o Mestre dos Mestres conseguiu agradar a todos, a estes, como Homem e como irmão, peço-lhes perdão.

Quero que todos sejam, a Extensão dos Meus Braços para podermos viver abraçados, e abraçarmos fraternalmente a todos os que nos procurarem, como irmãos.

Quero que sejam a Extensão das Minhas Pernas, para que possamos sempre caminhar juntos e abraçados, com todos amparando a todos, e Subirmos a Escada de Jacó.

Meus irmãos busquem a União de Pensamentos, de Atitudes e Princípios, Vamos Recomeçar, Vamos nos Reiniciar, Vamos ser Verdadeiros Mestres, na Construção das Moradas do Senhor.

Vamos nos Unir em Torno do Ideal Maior da Nossa Sagrada Ordem, Sozinhos, pouco ou nada podemos Fazer, porém, unidos, com certeza, Removeremos as Montanhas do Vício e faremos com que a Virtude Triunfe.

Cada Loja constituída, é um pedacinho ínfimo do todo, somos um pequenino grão de areia, diante da montanha de maçons que hoje temos, em todo o mundo.

Não serão as Lojas, e sim os Maçons, que Conseguem Dentro Delas se Transformar em Iniciados da Nossa Sagrada Ordem, que irão Alicerçar a Construção de um Mundo Melhor para toda a Humanidade.

As Religiões não conseguiram fazer do planeta Terra a Morada do Senhor. Elas precisam ser ajudadas. Somente a Maçonaria, por ser iniciática, eclética e dinâmica, é que poderá fazer com que as Religiões Possam Ajudar a Construir o Templo do Senhor.

Quanto aos cargos em Loja, são nada para ser disputado, diante do muito que dentro e fora da Loja temos a fazer, Aqui, se quisermos, nós receberemos a Luz, pois o verdadeiro trabalho do Maçom está, no mundo profano, lá, com a ajuda de todos os Irmãos, é que está o verdadeiro edifício que se deverá construir.

A Maçonaria nos cobra, o Mundo nos reclama, os nossos legítimos postulados nos ensinam.

Vamos esquecer os falsos maçons das Lojas e que permeiam pela sociedade, a eles, no Oriente Eterno será perguntado, S.’. M.’.? E as suas respostas, que serão os seus atos quando aqui pela terra passaram, dirão. Não és Maçom malgrado tudo o que galgasses, pois nada aprendestes. Volta, começa tudo de novo.

Vamos fazer das nossas Lojas um celeiro de Luzes a irradiar por todo o Universo Maçônico, e quiçá, esta mesma Luz, alcance toda a Humanidade. Ela alcançará, nós assim juramos e faremos.

Mestres Instalados, devemos ser "nobres", "sábios", "competentes" e fazer a diferença!  Pois "banana"qualquer um é!

Vamos sair da zona de conforto, meus Irmãos, pois ir na Loja para só bater malhete e depois ir embora, é simples perda de Tempo! 

Denilson Forato 


sexta-feira, 29 de maio de 2015

ORLA DENTEADA



A Orla Denteada é um dos Ornamentos do Templo Maçônico, que pode ser definido como sendo todos aqueles símbolos que decoram ou ornamentam o Templo e que não estão classificados nem como Jóias (o Prumo, o Nível, o Esquadro, a Pedra Bruta, a Pedra Polida e a Prancheta) nem como Paramentos (o Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso).

Além da Orla Denteada, são Ornamentos o Pavimento Mosaico e a Corda de 81 Nós, conquanto algumas Potências Maçônicas substitua esta última pela Estrela Flamígera, que pensamos ser inadequada por se tratar de um símbolo distintivo do Grau de Companheiro.

A Orla Denteada é uma figura que cerca o Pavimento Mosaico, formada por triângulos alternadamente pretos e brancos, nos quais aqueles apontam para dentro e estes últimos, lembrando dentes caninos, apontam para fora.

Este ornamento possui várias nomenclaturas sinônimas, utilizadas pelos estudiosos que descreveram e interpretaram seu simbolismo: Orla, Borla ou Moldura, Dentada, Denteada ou Marchetada.

 Da mesma forma, numerosas são as interpretações simbólicas da Orla Denteada, provavelmente em decorrência de possuir a mesma origem da Corda de 81 Nós. No passado, uma pesada corda se punha em torno do terreno onde se desenvolviam os trabalhos dos Maçons Operativos.

Essa corda era ornada de borlas, que era por isso chamada de Borla Denteada, designação que, posteriormente, se corrompeu para Borda Denteada e, depois, Borla Denteada ou Dentada.

Com o passar do tempo, cada um desses dois Símbolos adquiriu seu significado próprio, ainda que até hoje tais significados se confundam.

Segundo a descrição constante no Ritual do Rito de York, a Moldura Denteada ou Marchetada lembra-nos os planetas, que em suas várias revoluções formam uma bela moldura ou guarnição em torno do facho luminoso que é o Sol, como este faz em torno de uma Loja.

A partir desta descrição, vamos encontrar a interpretação de que da mesma forma que os planetas gravitam em torno do Sol, a Orla Denteada representa os povos reunidos em torno de um chefe, os filhos reunidos ao pai, os Maçons unidos e reunidos em Loja, significando finalmente a Família Maçônica Universal, cujos ensinamentos e cuja Moral devem ser espalhados em todo o planeta.

No Ritual do Rito Brasileiro a Orla Denteada é apresentada como o Símbolo que traduz o entrosamento e a unidade que deve rematar a harmonia simbolizada no Pavimento Mosaico.

Reforçando tal interpretação vamos encontrar em certos Rituais franceses a interpretação de que a Orla Denteada pretende ensinar ao Maçom que a Sociedade, da qual ele é uma parte, envolve a Terra e que a distância, ao invés de afrouxar os laços que unem os membros entre si, os atrai com maior intensidade.

Em consonância com esse entendimento, pode-se dizer que a Orla Denteada mostra-nos o princípio da atração universal, através da Fraternidade, que une os homens e povos e os entrelaçam como os dentes da orla, os quais atuam também como proteção à entrada de princípios estranhos que possam perturbar a harmonia e a ordem e ainda como defesa do exercício desses princípios, sem os quais a Ordem ficaria irremediavelmente desfigurada.

Na visão da Escola Ocultista, a Orla Denteada é o Símbolo da Muralha de Guardiães Protetores da humanidade, constituída por adeptos que, no passado, atingiram a meta da perfeição evolutiva.

Estes guardiões estão ao redor da humanidade, nos mundos espirituais, para salvar a linhagem humana de ulterior miséria e aflição.

Ainda segundo essa Escola, os triângulos pretos estão voltados para dentro para exprimirem os esforços dos Iniciados no sentido da compreensão receptiva e os triângulos brancos estão voltados para o exterior indicando a influência iluminativa exercida sobre nós pela imensidade ambiente daquilo que ignoramos e também como uma espécie de ofensiva contra o mistério do espírito humano.


Simbologia Maçônica dos Painéis       

quinta-feira, 28 de maio de 2015

PAVONAGEM NA MAÇONARIA



Popularmente pavão é um homem  vaidoso e orgulhoso que gosta de enfeitar-se.

Na Maçonaria este espécime contribui, de forma direta, nas cisões e crises que envolvem a Instituição. Quando, eventualmente, exerce algum cargo diretivo, ao sair de cena deixa  um legado vexatório ao seu substituto.

É arrogante, não aceita opiniões contrárias, pois faz parte de sua personalidade a auto-suficiência.

O portador deste padrão adora usar paramentos bem produzidos; gosta de medalhas, certificados, placas e diplomas. Abusa da estratégia do culto à personalidade, onde, por motivos óbvios, suas virtudes são constantemente exaltadas. 

Constrange pessoas exigindo homenagens, além de adorar ser cortejado.

Considera-se dono da Maçonaria ou de parcela da Ordem, como Obediências, Lojas e Ritos. Cria dispositivos esdrúxulos que em nada contribuem para o desenvolvimento dos seus pares, entretanto, satisfaz seu ego.

O exercício da tolerância é postergado, sendo priorizada a impaciência, pois sua vontade dever ser prioridade.

A trilogia Liberdade, Igualdade e Fraternidade não é observada, pois seu arbítrio é que deve ser priorizado.  

Quando a legislação ou a tradição confrontam sua vontade, passam a ser vistos como óbices, portanto, passíveis de reformas.

Não contribui com a administração do ente a que está jurisdicionado, utilizando a técnica da desconstrução, apresentando-se como o salvador da pátria.

Evita participar do período de instrução, porém, quando a palavra é franqueada abusa da paciência dos presentes com discursos infrutíferos.

Quando é instado a participar, de forma direta, de alguma atividade maçônica desconversa, alegando que não possui tempo ou já se encontra comprometido com outra diligência.

Não mede esforço para alcançar seus objetivos. Às vezes utiliza métodos não recomendados pela doutrina maçônica para chegar ao seu intento. É adepto da frase maquiavélica: “os fins justificam os meios”.

O Maçom deve rejeitar este comportamento. 

A pavonagem não deve sobrepor  a sobriedade. 

"A humildade é a única base sólida de todas as virtudes". (Confúcio)


Almir de Araújo Oliveira 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

A PEDRA BRUTA



Em que trabalham os Aprendizes-maçons?

Em desbastar a Pedra Bruta, a fim de despojá-la de suas asperezas e aproximá-la cada vez mais da forma adequada ao seu destino.

E o que é uma Pedra Bruta?

É o tosco produto da natureza que o homem deve polir e transformar.

É tudo o que diz o Ritual a respeito do tema. Não obstante, entendo que ele não diz tudo, porque a partir de agora devo começar a pensar e procurar desenvolver o traçado para chegar à compreensão deste valiosíssimo símbolo maçônico.

Porém, para compreender e conhecê-lo, o que lhe parece se perguntarmos a ele mesmo...

Quem és tu? E assim, com esta intenção me dirijo ao templo, nele penetro e contemplo essa maça informe, inerte no chão, ao lado da mesa do irmão 1º Vigilante e com ela mantenho o seguinte diálogo:

Ora, acho que não devo preocupar-me com você Pedra Bruta, tão tosca e abandonada, tanto que muito pouco ou quase nenhuma vez te vi ao passar pela Coluna do Norte.

Pode ser que alguém diga que eu seja você, uma vez que tu representas os Aprendizes e eu sou um eterno Aprendiz...

Tu és tão grosseira e eu, quase perfeito, represento muito e tu não és nada, pensei comigo mesmo. Mas, como por instinto me arrependi e peço-lhe perdão Pedra Bruta.

E ela respondeu humildemente: não há de que pequeno Aprendiz-maçom! Surpreso disse-lhe: olhe como falas pedrinha informe...

Assim é, contestou ela. Que pensas? Nós os símbolos também falamos e eu sou um deles. Porém, falamos somente àqueles que querem nos escutar, àqueles que procuram nos compreender.

Tu és mais um que passou ao meu lado, muitos sequer me olha e alguns poucos se interessaram por mim, procurando desbastar-me, porém fracassaram. Poucos me têm transformado e me carregam consigo...

Como te têm transformado e te carregam? Não estou te entendendo.
Se és tão pesada e vejo que ainda permaneces aqui perto, na Coluna da Força? Venha vou lhe explicar.

Transformaram-me em uma formosa pedra cúbica, forte e sábia, que pode servir de base para qualquer construção e, mesmo que se surpreenda não me carregam nos braços ou em bolsos, senão dentro de cada um, incorporada ao próprio ser, por isso, não me vês...

Refleti um momento e disse-lhe: perdoa-me Pedra Bruta, porém, continuo a não entender-te...

Vamos, disse-me ela com paciência. Façamos uma pequena recordação. Dir-te-ei primeiro quem sou. Represento o mundo dos vícios, os erros, a ignorância, o sofrimento, a arrogância, a prepotência e o egoísmo.

Esse mundo do qual tu vens e dele faz parte, um mundo de vaidades e de egolatria, de falta total de humildade. Os que me levam consigo são aqueles que através de trabalhos árduos me compreenderam e refletiram suas imperfeições e debilidades em mim.

São aqueles que reconheceram a sua ignorância e destruíram sua inércia com um tremendo esforço contra a natureza humana que nos obriga ao mais fácil, ao menor esforço, que nos faz pequenos, débeis e pobres de espírito...

Sabes tu, por exemplo, que quando te vi, tinhas os olhos vendados e estavas em pé entre colunas?

Orgulhosa dizia para mim mesma: mais um, uma nova possibilidade. Porém, tive dúvidas. Tenho também as minhas fraquezas e por isso, posso duvidar, já que pensei: para onde foram tantos outros que aqui juraram lealdade e amor à nossa Instituição? Não souberem compreender-me... Não serás mais um desses?

Dá-me pena assim pensar, não por mim, mas por ti, pelos que crêem que a Maçonaria não é útil, que é somente um mercado de vaidades e, ao não encontrarem-na assim, a abandonam sem ter visto a luz, sem deixar vestígio das suas passagens por aqui.

Certamente muito outros ficam e progridem. Por isso ainda tenho esperanças. Na pedreira há sempre um homem disposto ao trabalho, a eliminar as asperezas da pedra, procurando dar-lhe a forma de um cubo perfeito, que não é mais do que a decantação do seu próprio ser, o reflexo de suas possibilidades e da perfectibilidade que aflora graças ao trabalho do seu maço e do seu cinzel, instrumentos que o Grande Arquiteto do Universo lhe deu.

Venha, não tenhas medo de sujar o teu Avental, esse avental branco que lhe entregaram no dia da sua iniciação. O branco dele é lindo, e o é para as noivas virgens como também, para as almas puras poderás dizer, e assim resplandecerá a Grande Pedra quando com o teu trabalho, o maço e o cinzel, golpe a golpe, pedaço a pedaço for desbastando e os seus restos desprezando.

Assim, algum dia algo acontecerá contigo e começarás a ser um homem que, junto a outros homens que já tenham feito os seus trabalhos, homens comuns do dia-a-dia, operários, doutores, professores, comerciantes, todos trabalhadores simples e fraternos, verás a luz despojado de teus egoísmos, vícios e erros e abrirás tua 
compreensão ao amor e à sabedoria.

E a esperança de um mundo melhor se reafirmará com um novo elo, capaz de chegar à realidade. Aproxima-te da luz e verás que o teu Avental, ainda que manchado, sujo em função do teu trabalho, é o mais branco, puro e radiante.

Terás abandonado o mundo das aparências para ver o das essências, o real, o verdadeiro e o belo, a ali, atrás de ti, ficarão as escórias e os restos que não mais o molestarão.

Assim, a cada dia, a cada semana, mês a mês, ano a ano virás a esta Oficina e eu te direi: missão cumprida! Porém, a missão nunca terminará, pois, o caminho é longo, penoso e muitas serão as tentações; algumas portas se fecharão, mas muitas outras se abrirão, com certeza...

Há que se seguir burilando a pedra, lutando para que não haja um retrocesso. Por isso te digo: não me abandones, leva-me contigo, não permitas que me deformem e em mim apareçam novas arestas. Tenha sempre ao teu lado o Maço e o Cinzel, para que possas usá-los em mim quando eu precisar.

Lembra-te sempre, ainda que atinjas os maiores degraus e graus da Maçonaria, sempre serás um Aprendiz, aquele que sempre querendo, sempre estará aprendendo...

Fiz uma pausa e aproveitei para dizer a ela. Agora sim, entendo-te Pedra Bruta. E ela replicou: siga prestando sempre a tua atenção em mim, porque o trabalho não termina aqui.

Recém está começando, entregaste cada dia mais, observe o que acontece em torno de ti, conheça-te a ti mesmo porque a Pedra Bruta ÉS TU. Sobressaltado com essa afirmação, pareceu-me estar despertando de um longo sonho, com a sensação do prazer que enche a alma quando sentimos haver descoberto algo muito importante e assim, o meu espírito, se alegrou...

Observo hoje a Pedra Bruta que está ainda ao lado da mesa do 1º Vigilante, ali na Coluna do Norte, coluna da Força, a coluna onde em seu topo, ficam todos os Aprendizes-maçons de todo o mundo e olhando-a com carinho digo-lhe: obrigado Pedra Bruta.

Agora, vejo-te mais formosa e perfeita em teu simbolismo e reconheço que sou eu o homem grosseiro, o imperfeito e não tu.

Ela olhou-me sorridente e disse-me: Não há de que pequeno Aprendiz-maçom...

Vejo que estás começando a aprender esculpindo-me.


Ir\ Adalberto Rigueira Viana Mambro correspondente da Loja Fraternidade Brazileira -Viçosa - MG

terça-feira, 26 de maio de 2015

A MISSÃO DO SOLDADO E DO MAÇOM


Imagine-se um soldado bem treinado, saído da academia, que vai para um quartel e no primeiro dia de trabalho é mandado pelo seu comandante a fim de que treine como marchar, que faça uma excelente faxina em seu alojamento, que treine tiro ao alvo e fisicamente, que limpe suas armas, e as deixe lubrificadas e prontas para o combate, mesmo que eles nunca aconteçam.
Essa rotina repetir-se-ia em um segundo dia, em um terceiro e muitos outros, seguidamente, até completar os 30 anos de serviços necessários para a aposentadoria, ganhando muitas medalhas e promoções pelos relevantes serviços prestados à pátria, por não ter faltado nenhum dia ao serviço, ter feito as melhores faxinas do quartel, acertado os melhores tiros no papel circular e outros feitos do tipo.
Então poderíamos perguntar: 
De que valeu aquele treinamento todo...? 
Para que serve um soldado bem treinado se passa a vida fazendo limpeza em um quartel...? 
É isso que se pergunta aos maçons que não produzem que não constroem socialmente, que não dão bons exemplos, que não estão prontos para a batalha que nos espera.
Os problemas sociais existem e estão aí, nas nossas caras e sabemos o poder público não dá conta deles, exige que a sociedade trate deles e só a sociedade organizada pode fazer algo nesse sentido porque ela tem líderes, tem pessoas esclarecidas e, teoricamente, pessoas de bem, em seu comando.
A Maçonaria faz parte desse contexto. Somos soldados aquartelados em nossas salas de reunião, mas diariamente devemos estar prontos para o bom combate.
Combate aos vícios morais, à corrupção, e não participar de artimanhas, conchavos, fofocas, como fazem querer crer que são as “coisas da Maçonaria”.
Também é nossa missão participar da evolução social em todos os sentidos, político, cultural, humanístico, enfim, onde o homem possa colaborar no progresso de seu desenvolvimento...!!!

Edson Guedes
(inspirado em texto de José Filardo-SP)


segunda-feira, 25 de maio de 2015

UNIÃO FRATERNA


No mundo profano agora seria o momento oportuno de se procurar os culpados pela derrota, de se condenar os excessos, de se criticar as mentiras tantas vezes repetidas que assumiram ares de verdade; em suma, o momento de se espezinhar os perdedores, humilhá-los, ofendê-los.
Mas dentro de uma instituição maçônica o procedimento deve ser outro. Afinal não apregoamos a tolerância e a fraternidade? Nossa família não encontra seus fundamentos no amor ao próximo?
O Salmo 133 diz e nos ensina que:
1 - Oh, como é bom, como é agradável
Para os irmãos unidos viverem juntos.*1
2 - É como um óleo suave derramado sobre a fronte,
E que desce para a barba, a barba de Aarão,
Para correr em seguida até a orla de seu manto.*2
3 - É como o orvalho de Hermon,
Que desce pela Colina de Sião;
Pois ali derrama o Senhor a vida
E uma benção eterna.
*1 - A união entre os irmãos é um penhor de prosperidade, sob a condição de que tudo venha do alto, do rico ao pobre, como o perfume que se expande pelas vestes, como o orvalho que desce da montanha.
*2 – Óleo suave: como isso se fazia, quando da unção sacerdotal. Ex. 30 -21 
Todos somos Aprendizes, puros e simples Aprendizes. Para nós verdadeiros maçons chegou o momento do esquecimento e de voltar nossos pensamentos para o futuro, e, unidos reiniciarmos os trabalhos, que não são poucos. Mágoas e ressentimentos não condizem com a nossa ordem, muito menos hipocrisia. 
Em Mateus 6 aprenderemos com o Sermão da Montanha, a oração que devemos elevar ao Criador o Pai Nosso, no versículo 12 diz: “Perdoa-nos as nossas dívidas,assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, e mais adiante nos capítulos 14 e 15 teremos uma melhor definição sobre este pedido. 14 – “Porque se perdoardes aos homens suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoara a vós” e no 15” Se, porém, não perdoardes aos homens suas ofensas, também Vosso Pai não vos perdoará as vossas ofensas”.
Em Marcos 25 nos é dito “E, quando estiverdes orando, perdoai se tendes alguma coisa contra alguém, para que Vosso Pai, que esta nos céus, vos perdoe as vossas ofensas”. 
Se ficarmos remoendo mágoas ou invejas jamais poderemos ser considerados mestres, afinal o espírito não está sobre a matéria? 
Como nos ensina Tiago em sua epístola, “Meus irmãos, muitos de vós quereis ser mestres, não o procureis ser apenas por vaidade, sou eu que vô-lo peço, pois sabemos que nós que somos mestres seremos julgados por um mais duro juízo” –(Tiago 3:1) 
João Krainski Neto, Sereníssimo Grão Mestre do G.'.O.'.P.'., no editorial do Boletim Oficial do G.'.O.'.P.'. de 07.10.2004, assim definiu Maçonaria: 
“Maçonaria não é aventura, é realização efetiva, é concentração, é geração, é despojamento, é identificação com o ideal, é preparação prévia é preparação sempre. 
Maçonaria é vivencia do dia-a-dia, momento a momento, é cair, é um levantar constante, é dividir com o próximo, é somar o seu trabalho ao trabalho do seu irmão. Maçonaria é crescer. 
Maçonaria é colocar-se sempre ao lado da verdade, mesmo que seja a verdade, é colocar-se diante do belo, é colocar-se diante do bem, é estar sempre acima do mal.
Maçonaria não é fim por si só. Maçonaria é caminho e o maçom deve sentir o sopro do infinito, unindo-se aos irmãos por laços mais fortes que o próprio sangue. 
Os maçons devem iluminar. Ser luz é mais que um fator. É abrir picadas em caminhos árduos sem esmorecimento. 
A luz é uma denúncia. Nas trevas não aparecem imperfeições. Na obscuridade é impossível construir”. 
Por isso o momento que atravessamos precisa de muita luta. Pois precisamos manter a nossa ordem intacta, nossas colunas firmes, nossa oficina sem manchas, nosso quadro unido. Esqueçamos qualquer desavença que exista e formemos um só corpo em luta de um só ideal.
É mister que por algum tempo, fiquem resquícios daquela discussão, daquele afastamento, daquele pedido de quit-placet, porém o verdadeiro maçom saberá diferenciar e avaliar o momento e aparelhar a pedra bruta. 
Meus irmãos sejamos luz.
Newton Roberto Simões - Gr.'.17 - A.'.R.'.L.'.S.'.Obreiros de Abatiá nº 69 G.'.O.'.P.'. 
1   
1.    Salmos – as 150 orações foram usadas pelos hebreus para expressar sua relação com Deus. Abrange todo o campo das emoções humanas, desde a alegria até o ódio, da esperança ao desespero. 
2.     Êxodo – o nome êxodo significa saída. Este livro conta como Deus livrou os israelitas de uma vida de penúrias e escravidão no Egito. Deus fez um pacto com eles e lhes deu leis para ordenar e governar suas vidas. 
3.     Tiago – Tiago aconselha os cristãos a viverem na prática sua fé e, além disso, oferece idéias de como isso pode ser feito. 
4.     Mateus- este evangelho cita muitos textos do Velho Testamento. Ele se destina primordialmente ao público judeu, para o qual apresentava Jesus como o Messias prometido nas escrituras do Velho Testamento. Mateus narra e história de Jesus desde o seu nascimento até sua ressurreição e põe ênfase especial nos ensinamentos do Mestre. 
5.     Marcos – Marcos escreveu um evangelho curto, conciso e cheio de ação. Seu objetivo era aprofundar a fé e a dedicação da comunidade para a qual ele escrevia.

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