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“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

domingo, 30 de março de 2014

A I N I C I A Ç Ã O


O que de mais valioso e precioso o ser humano pode buscar na superfície deste planeta é a sua liberdade de ser. Para ser livre dos aborrecimentos, das tristezas, das mágoas, do desequilíbrio, da dor, dos pensamentos obscuros, para ter uma mente limpa e livre, para poder apreciar o espetáculo da vida e, depois, o espetáculo fantástico de ser livre, pela consciência, pela ação consciente, pela Iniciação.

A iniciação é uma ciência absoluta que conduz o Ser ao autoconhecimento, ao autodomínio e à auto realização, que é igual à conquista da Luz que é. A Iniciação ocorre através de transformações constantes dentro do seu universo interior que significa escalada de níveis de consciência.

Com o uso preciso e constante da vigilância é possível conhecer-se a si mesmo e, desse modo, conhecer o Universo, seus mistérios e suas Leis. Esta é a escalada iniciática Real, que em nosso meio se faz por meio da escolha consciente, não por um impulso da dor, mas por exercício do direito de ser, por meio da Iniciação, um Infinito Realizado gradativamente pelo exercício do Ousar Querer Saber Ser, e no Silêncio da Consciência Ser um Universo Infinito dentro do Eu. Isto representa conhecer Deus e seus Mistérios.

A escalada rumo a uma elevação espiritual se faz através da Iniciação – aqui na Terra – nesta vida, ou por meio dos Planos Planetários, com suas Raças e sub-raças, e deste modo em longo tempo, e por meio da recorrência e da Inconsciência, do esquecimento.

 
São sete as Iniciações Reais até a Libertação do Ser, como Cidadão do Todo, consciente de si, de sua essência, de sua procedência e da sua função e finalidade na Vida Verdadeira e Eterna de Bem aventurança.

Portanto são sete as Iniciações reais que nossa Escola de Consciência ensina, assim como sete são os sete principais chakras ou sete são as portas. A primeira é a plataforma da Serenidade, a segunda do Equilíbrio, a quarta chama-se Amor e a sétima chama-se Divindade.

As três primeiras Iniciações simbolizam quase o ápice da pirâmide, a conscientização da sua origem, da essência e da procedência, e daquilo que é, e depois, como atua de modo ordenado no mundo manifestado.

As quatro iniciações seguintes significam a atuação no mundo da ação: a mente, o som, a ação e a sutileza. Aí consolida a pirâmide fantástica que o Ser é, e consolida o estar no ápice da pirâmide. A partir de então, começa a exercitar a consciência da terra e de mundos interplanetários, até da conscientização de ser o Princípio Inteligente, com plena condição de se expandir com seu formador Mestre, de se engrandecer e elevar-se como uma Luz Maior.

Das sete grandes Iniciações que configuram uma primeira grande etapa Ascensional (Auto-realizarão ou Pleno Despertar), a primeira Iniciação seria a Consciência de Ser. Antes a pessoa não tem consciência de Ser. Pensa que é, mas não sabe o que é. É um sono profundo e a completa identificação com a vida transitória. Pensa que sabe, mas não sabe, pois acha que é a forma, ou a persona, ou mesmo algum dos papéis que assume no mundo das formas.

Mas um dia constata que É. Mais do que a forma, mais do que os pensamentos, mais do que as emoções, mais do que os papéis, mais do que os egos. Constata que é uma Consciência, um Ser. Sente que existe. Indescritível Despertar que é proporcionado pela Primeira Iniciação.

A Vida é Ser. Se você constatar que você É, de fato e verdadeiramente É o Ser, significa que você é Vida. Começa a apreciar a Vida e a conhecer a Vida Verdadeira. A Iniciação proporciona este estado de percepções e sentires. Se quiser Saber, sente-se disposto, eis a oportunidade: Nós somos a Ordem dos Filhos da Sabedoria, somos Formadores Consciências. Somos metodologia para sua disposição. Unamo-nos.

 
O Iniciado

Ser Iniciado significa um vigiar permanente, ter discernimento do posicionamento do certo e do errado (relativamente abordado) para não cometer erros, para não pensar por ilusão que seria o mundo manifestado, o mundo temporário, ilusório, o irrealizável. Jamais aderir a uma ilusão que é como uma fenda na qual entra, pois jamais era para entrar em fendas. Não poderia entrar porque Iniciado significa vigilância permanente, de segundo em segundo, para não deixar uma brecha, para entrar uma ilusão, que seria uma antimeta, cujos custos são os efeitos desordenados das causas desordenadas do desvio, da fenda, da brecha da ilusão.

O homem é idealizador e executor de seu próprio destino. O destino humano, sua felicidade ou infelicidade dependem do livre arbítrio, não por mandamento obrigatório, mas pelo impulso da sua consciência – que se chama Iniciação. Quando o homem realiza-se em si mesmo, todas as coisas fora dele são realizadas. E para chegar a uma realização, necessita da fonte de Sabedoria que reside em seu mundo interior. Um Mestre, uma união de Iniciados e uma Tradição Iniciática, são somados facilitadores e até mesmo produtores de meios e oportunidades, além da experiência adquirida e do método, que viabilizam a Iniciação.

Em nosso meio você encontrará diretamente proporcional à sua disposição, o que necessita para o desenvolvimento consciencial; para a Ascensão Dirigida, para a Iniciação Real e para Ser um Universo Infinito dentro do Eu.

Somente no mundo interior, o mundo esotérico é que se encontra a realização do Ser. No mundo exterior ou mundo empírico, mundo dos sentidos e o mundo analítico da inteligência não realizam, pois esta só se desenvolve só se concretiza por meio da Iniciação. O mundo dos sentidos, em realidade, é o mundo do Estar, afetivo, material e até o mecânico espiritual, que servem de meios. Mas meios são meios e não Razão. Esta é o mundo Consciencial, o mundo interior.

Quem em primeiro lugar busca o Reino de Deus e sua Harmonia, verá que todas as coisas lhe serão dadas por acréscimo.

Abençoado o Ser que chega a um ponto de um dia saber que teve a oportunidade de vir à Terra, assimilar conhecimento, transformar conhecimento em experiências ou mesmo as experiências em conhecimento e chegar ao resultado de saber para constatar que é aquele Ser indestrutível, absoluto, real, eterno, divino. E, apartir desta constatação assumir que não há outra forma de agir uma vez sendo divino: agir como divino ser, agir de uma forma digna de ser, não por conceitos ou valores efêmeros, mas pelos Reais Valores da Vida de um Ser.

Cônscio, o Iniciado faz por amor aquilo que especificamente veio fazer. Não por obrigação, ou por ter que fazer por mandamento da Iniciação, mas por identificação com sua função e sua finalidade; sua missão é a Justa Medida, e assim o Iniciado age, de acordo com os desígnios da Razão, a fim de realizar sua sagrada obra na superfície do planeta, até chegar a plantar um sorriso, aliviar o sofrimento de alguém, desenvolver sua Missão, e amar, pois não há outro meio de realizar sua missão consciente como Iniciado, a não ser por Amor e Saber.

No seu mundo de harmonia não vive sacrifícios. Não existe obrigação. Há o Justo cumprimento do dever que a Iniciação esclarece, e isso se realiza por amor, pois vive a bem aventurança.

GRUPO MAÇONICO ORVALHO DO HERMON


quinta-feira, 27 de março de 2014

A MAÇONARIA AOS OLHOS DE UM APRENDIZ

Por que? 

Essa era uma palavra que não saia da cabeça daquele Aprendiz, que acabara de iniciar.

A sua curiosidade era tanta que mal podia conter-se, tudo aquilo que estava acontecendo ao seu redor, todos aqueles símbolos, os gestos que acabara de aprender, qual seria os seus significados?

Ao receber os seus livros do “Ritual do Aprendiz”, “o Aprendiz Maçom”, não via à hora de poder lê-los, pois estava certo de que todas as suas respostas estariam ali.

Naquele mesmo dia, mais de um Mestre da Loja, e agora seus irmãos lhe falarão “leia os livros mais de uma vez, pois a cada vez que você os lê, eles terão um significado diferente”, nem precisava dizer, pois naquele mesmo dia quando chegou a casa começou a ler em busca de suas respostas, não entendia muita coisa, mas mesmo assim continuou lendo, descobrindo que só com o passar do tempo tudo ficaria claro. 

Nas sessões seguintes ele foi levado a um impulso de saber todos os significados, de tudo que tinha no interior de sua Loja, e a um irmão ele perguntou, mas o irmão lhe disse “calma tudo tem seu tempo e no momento certo você irá descobrir” e ele assim fez, numa das sessões ele foi levado a desbastar a Pedra Bruta, que ao primeiro impacto não entendia o significado daquilo, depois ele viu que aquela pedra simbolizava seu interior, e que de agora em diante ele desbastaria a sua pedra bruta com a ajuda dos Mestres de sua Loja.

Ele também lembrou-se de um trecho de um livro que leu, onde um Mestre Escultor, falava a seu Aprendiz “aqui esta sua pedra, para você trabalhar e lembre-se o seu verdadeiro interior já está ali, você apenas vai tirar as arestas, e no final uma grande escultura surgirá”.

Ele estava certo de que aquilo era o que ele queria, ele desejava aprender, evoluir seu intelecto e seu espírito, descobrir a verdade dos fatos, pois agora ele sabia que a maçonaria e um sustentáculo moral da sociedade, porque é uma associação de homens sábios e virtuosos, cuja doutrina básica é a crença na existência de um principio que é Deus, e que agora ele também o conhecia como o Grande Arquiteto do Universo e que ele iria desfrutar de uma perfeita fraternidade unida por laços de recíproca estima, confiança e amizade e sua missão como maçom era influir na sociedade o caráter e a personalidade de seus adeptos, para uma moral sadia, transmitindo-lhes os ensinamentos que recebe em loja e aprende por sua vez as obras e os exemplos dos grandes Mestres.

Agora o Aprendiz sabia que tinha uma missão não só com a sociedade, mas também consigo mesmo, seus familiares e para com os seus irmãos, ele sabia que um dia iria se tornar um Mestre Maçom e pensou “quando esse dia chegar, preciso estar preparado”, pois ele iria ser um tutor para os novos Aprendizes, mas ele estava confiante, pois seria para os Aprendizes o que os Mestres são para ele hoje, mas pensou “mesmo que um dia eu seja um grande Mestre, seja que grau for, uma coisa é certa, meu coração será de um Eterno Aprendiz”.

Roberto Urruselqui Junior

Bibliografia
Pensamentos do Ir.'. Roberto Urruselqui Junior – AM- Loj Perseverança e Progresso n° 2712

terça-feira, 25 de março de 2014

O SILÊNCIO NA MAÇONARIA


INTRODUÇÃO:

A palavra silêncio é derivada do latim “silentiu” e significa interrupção de ruído ou estado de quem se cala. Segundo o Dicionário Aurélio, silêncio é definido como o estado de quem se abstém de falar, de quem se cala; privação de falar; interrupção de ruído; segredo, sigilo.

Não se atinge a verdade com muitas palavras e discussões, mas sim com o estudo, a reflexão e a meditação silenciosa. Portanto aprender a calar é aprender a pensar e meditar. No silêncio as idéias amadurecem e clareiam, e a verdade aparece como a verdadeira palavra que é comunicada no segredo da alma a cada ser. 

A arte do silêncio é pois, uma arte complexa, que não consiste unicamente em calar a palavra exterior, mas que requer para que seja realmente completa, que também ocorra o silêncio interior do pensamento: quando soubermos calar nossos pensamentos então é quando a verdade poderá intimamente revelar-se e manifestar-se em nossa consciência. Na Maçonaria, o silêncio tem um rico significado e é sobre este aspecto que este trabalho se presta a estudá-lo. 

ASPECTOS HISTÓRICOS DO SILÊNCIO

Desde as primeiras civilizações, notadamente as que tinham sociedades iniciáticas, o silêncio é um importante elemento cultural, imposto drasticamente para salvaguardar seus segredos. Em quase todas é representado por uma criança com o dedo sobre os lábios. No Antigo Egito, em função da característica misteriosa de seus rituais, existia até a crença em um “deus” do silêncio, chamado Harpócrates. Entre os magos e sacerdotes egípcios, os iniciados assumiam um estado de silêncio total, a fim de resguardarem-se os segredos e incitar os neófitos à meditação, regra que seria adotada por todas as sociedades iniciáticas posteriormente.

A Religião Budista fundada na Índia por volta do Séc. VI A.C. por um pregador chamado Buda, também valoriza o silêncio como condição para a contemplação e a meditação, que somadas a introspecção e a autodisciplina levam ao desenvolvimento espiritual. Os essênios, tinham como principais símbolos um triângulo contendo uma orelha e outro contendo um olho, significando que a tudo viam e ouviam, mas não podiam falar, por não terem boca. 

Dentre os mistérios gregos encontramos o de Orfeu, que com a magia de seu canto e de sua música executada numa lira, silenciava a natureza e a tudo magnetizava. Eurípedes no verso 470 de sua obra "Os Bacantes", diz que verdadeiros são os mistérios submetidos à lei do segredo. 

A palavra mistério deriva de "Myein", que significa "boca fechada". Pitágoras criou a escola itálica e seus discípulos se distinguiam em 3 graus, sendo o 1º o "Acústico", assim chamado porque era destinado aos aprendizes que só deviam ouvir e abster-se de manifestação. Para os talhadores de pedras o segredo e o silêncio sobre sua arte era uma questão de sobrevivência, constituindo-se inclusive num salvo-conduto. Os monges da Ordem de Císter tinham como uma de suas principais regras o silêncio para a reflexão. A G:.L:.da Inglaterra adotou, após sua unificação, a legenda "Audi, Vide, Tace", ou seja, "ouça, veja, cale". Como pudemos perceber, há inúmeros exemplos da importância do silêncio ao longo da história. 

O CONCEITO DE SILÊNCIO PARA A MAÇONARIA

Os primeiros catecismos maçônicos do Século XVIII diziam que os 3 pontos particulares que distinguiam o maçom eram a fraternidade, a fidelidade e ser calado que representavam o amor, a ajuda e a verdade entre os maçons. As "Old Charges" ou antigas obrigações, pregavam o silêncio, a circunspecção e a compostura durante os trabalhos. Nos Landmarks de Mackey, o de nº 23 se refere ao sigilo que o maçom deve conservar sobre todos os conhecimentos que lhe são transmitidos e dos trabalhos em Loja, sendo que as cartas constitutivas de todas as obediências contêm referências com o mesmo sentido.

Para poder realizar esta disciplina do silêncio, temos igualmente de compreender o significado e o alcance do segredo maçônico. O maçom deve calar-se ante as mentalidades superficiais ou profanas sobre tudo aquilo que somente os que forem iniciados em sua compreensão podem entender e apreciar. Esta obrigação está em perfeito acordo com as palavras de Jesus: "Não deis coisas sagradas aos cães ou pérolas aos porcos", e de Buda: "Não turbe o sábio a mente do homem de inteligência retardada"; como também na máxima hermética: "Os lábios da sabedoria estão mudos fora dos ouvidos da compreensão".

A lei do silêncio é a origem de todas as verdadeiras iniciações e no transcorrer da iniciação maçônica pode ser detectada em vários momentos. Logo no início, na câmara de reflexão, o silêncio assume sua maior importância, uma vez que o candidato talvez não tenha há muito tempo uma oportunidade igual de ficar a sós, em atitude contemplativa, em meditação, para que possa ocorrer a maturação silenciosa de sua alma. 

Ao longo do cerimonial, no decorrer dos interrogatórios, poderemos encontrar por diversas vezes pausas silenciosas para que o candidato possa refletir sobre aquilo que acabou de ouvir. Voltaremos a nos deparar com o silêncio ao realizarmos a 3ª viagem, a qual é feita no mais absoluto silêncio. Finalmente, ele será o mote principal do juramento que realizamos ao final da iniciação. 

No que diz respeito ao ritual maçônico, é certo que boa parte das formalidades em uso na sociedade não permaneceram inteiramente secretas. Mas, é igualmente certo que não podem ser de utilidade verdadeira senão para os maçons, da mesma maneira que os instrumentos de determinada arte só servem para os obreiros conhecedores e capacitados nessa arte. 

Do ponto de vista deste enfoque ritualístico, percebemos que o silêncio está presente em diversos momentos, desde a abertura dos trabalhos quando ouvimos o 2º Diácono responder ao V:.M:. que deve zelar para que os irmãos se mantenham em suas colunas com respeito, disciplina e ordem. Na abertura do L:.L:., ouvimos que "no princípio era o verbo", onde reinava o silêncio. No transcorrer dos trabalhos, os VVig:. anunciarão o silêncio das colunas, o que significa que democraticamente foi concedido o direito à palavra. Finalmente, encerramos a sessão jurando manter silêncio sobre tudo o que foi visto e falado em Loja. 

É dever do maçom cuidar para que seja observado o segredo também, naquelas partes do ritual maçônico que possam ter chegado a conhecimento público, abstendo-se de igualmente negar como de confirmar a autenticidade das pretensas revelações encontradas nas obras que tratam de nossa instituição e que muitas vezes revelam extrema ignorância além de superficialidade.

A lei do silêncio nada mais é do que um perpétuo exercício do pensamento. Calar não consiste somente em nada dizer, mas também pode significar deixar de fazer qualquer reflexão dentro de si, quando se escuta alguém falar. Não se deve confundir silêncio com mutismo. Segundo Aslan o primeiro é um prelúdio de abertura para a revelação, o segundo é o encerramento da mesma. O silêncio envolve os grandes acontecimentos, o mutismo os esconde. Um assinala o progresso, o outro a regressão. 

Somente o homem capaz de guardar o silêncio será disciplinado em todos os outros aspectos de seu ser, e assim poderá se entregar à meditação. O silêncio é a virtude maçônica que desenvolve a discrição, corrige os defeitos, permite usar a prudência e a tolerância em relação aos defeitos e faltas dos semelhantes. Finalmente, cabe salientar que os maçons se reúnem em templos, e "O templo representa a fortaleza da paz e do silêncio". (Isaías, cap. 30 v. 15).

CONCLUSÃO:

Ser maçom é ser amante da virtude, da sabedoria, da justiça e da humanidade. É ser amigo dos pobres e desgraçados, dos que sofrem, dos que choram, dos que têm fome e sede de justiça. é propor como única norma de conduta o bem de todos e o seu progresso e engrandecimento. 

Ser maçom é derramar por todas as partes os esplendores divinos da instrução, é educar a inteligência para o bem, conceber os mais belos ideais do direito, da moralidade e do amor, e praticá-los. é ser amigo da ciência e combater a ignorância, render culto à razão e à sabedoria. é realizar o sonho áureo da fraternidade universal entre os homens, porém o mais importante de tudo, de forma discreta e sem agir buscando louros ou prêmios. 

O silêncio em relação aos conhecimentos, o ritualismo e a simbologia da maçonaria é vital, a fim de que profanos desavisados e despreparados não teçam interpretações errôneas sobre seus ensinamentos. Nenhuma razão justifica que o maçom viole o segredo ao qual se obrigou com solene juramento, sobre a forma de reconhecimento entre os maçons e o caráter de seus simbólicos trabalhos, nem sequer quando lhe parecer útil para sua própria defesa ou para a defesa da ordem.

Bibliografia

• Lavagnini, Aldo - Manual do Aprendiz Franco-Maçom; 
• Varoli Filho, Theobaldo - Curso de Maçonaria Simbólica;
• internet - http://members.tripod.com.br/triumpho/maconaria.htm.

Fraternalmente,

Ir:. Francisco Javier Moreno Martinez A:.M:.

domingo, 23 de março de 2014

O MAÇOM DE VERDADE!


Iniciação tem o sentido semântico de – ato pelo qual se inicia alguém nos mistérios de uma religião, ou de uma doutrina. E o latim initiatio tem este mesmo sentido, simplificando também o ato de abrir caminho.

É exatamente este o sentido que atribuímos à palavra iniciação, quando usada no sentido de que alguém é admitido na Maçonaria.

A Iniciação Maçônica nada mais é que a abertura de um novo caminho que o Maçom deve percorrer durante toda a vida, na busca de melhorar, de crescer espiritual e moralmente.

Daí por que podemos aceitar o significado de mudança. Isto porque o indivíduo que percorre as veredas que a Maçonaria deseja que ele percorra é, exatamente, para que ele saia à procura, à busca de mudanças para melhor.

O Maçom que não segue o que a Maçonaria lhe pede que faça está jogando fora, talvez, a única e verdadeira oportunidade de obter uma melhoria geral, em todos os sentidos.

Antes de tudo o Iniciado passa a pertencer a uma instituição que, no seu conjunto, é de tal grandeza, de tal magnitude, que não suporta qualquer definição.

Quando o Venerável Mestre pergunta ao Irmão Chanceler o que é a Maçonaria, recebe, em resposta, uma explicação. E recebe uma explicação porque Maçonaria não se define, vive-se! Para vivê-la alguma coisa é exigida.

Em primeiro lugar é necessário que se tenha Iniciado sem segundas intenções; faz-se mister que se tenha nela entrado com fé, com amor, com vontade de aprender, com a santa gana de melhorar, de crescer em espírito e sabedoria.

Um dos intuitos maiores da Ordem Maçônica é “tornar feliz a humanidade”. Nada existe de mais sublime que esse desejo. Entretanto, se quisermos participar da consecução desse querer maçônico devemos, antes de tudo, tornarmo-nos felizes a nós mesmos e àqueles que nos rodeiam. Em primeiro plano é preciso que sejamos a pedra de toque da felicidade de nossas esposas e de nossos filhos.

É necessário que o Maçom seja leal consigo mesmo e, para tanto, não esmorecer no duro e estafante trabalho de desbastar a Pedra Bruta. 

Ninguém conseguirá converter os outros senão pelo exemplo. Daí por que o amor há de se transmudar em hábito na vida do Maçom, há de conviver com ele nos eu dia-a-dia. E amor no sentido mais amplo do termo: aquele que tudo dá sem nada pedir de volta.

A Maçonaria do terceiro milênio não pode continuar com a mesma estrutura do século 18. é forçoso reconhecer que o mundo mudou; é forçoso reconhecer que aquilo que era bom ontem já não o é hoje.

E de ver-se que não estamos nos referindo ao conteúdo dos ensinamentos maçônicos. Estes são os mesmos porque são imutáveis. 

A Maçonaria tem que ser vista como de fato ela é: uma instituição cujo os membros estejam voltados para uma melhoria da sociedade. Se existem maçons indignos de carregarem esse nome, o seu número é diminuto e não chega, nem de longe, a ofuscar a beleza que nossa instituição pode espalhar ao seu redor.

A verdade que a Maçonaria está a exigir de todos nós que nos dediquemos aos estudos com mais ânimo, com mais coragem, com mais amor. Nada se poderá fazer senão estivermos conscientes de que só amor nos dará forças para vencermos as dificuldades que se nos antolham nos caminhos da vida.

Saibamos cumprir nossos deveres de Maçons, procurando ajudar sempre aos que estão encarregados do governo de nossas potências. Estamos firmemente convencidos de que só amor poderá fazer que sejamos maçons integrais, desvestidos de vaidade e de inveja.

Só amor nos levará a fazer de nossas vidas um ato de entrega aos nossos deveres de Maçons. Só o amor conseguirá fazer de nós homens livres e de bons costumes, isto é, autênticos maçons!

Finalmente ser Maçom, é ser escolhido, é ser predestinado, é pensar com clareza, falar com inteligência, viver com simplicidade. O Maçom deve tudo fazer para tornar-se tranqüilo, calmo, paciente. O Maçom não é vaidoso e jamais sente inveja de seu Irmão: ama a vida e não a coloca nunca em perigo; não anda à procura de aplausos; o Maçom não aponta defeitos dos outros e nem os critica, porque sabe que o ser humano jamais será perfeito.

Ser Maçom verdadeiro, é não ambicionar cargos, é respeitar a verdade acima de tudo, é ser discreto e respeitar sempre o “Sigilo” Maçônico, é respeitar e obedecer aos Landmarks.


Ser Maçom é conhecer-se a si mesmo, tal qual é, é amar a sublime instituição, é confiar sempre no G.'.A.'.D.'.U.'..

Ir.’. Reginaldo Teixeira do Amaral Mota M.’.M.’.
A.’.R.'.L.'.S.'. Ordem e Justiça nº 1083 - Or.’. de Assis/SP

Fonte: revista trolha

quinta-feira, 20 de março de 2014

REFLEXÕES SOBRE O PÁLIO


O tema merece comentários úteis a todos os maçons.

Temos como primeira premissa o entendimento de que somente Mestres fazem parte do cortejo e formação do Pálio, devidamente revestidos de suas insígnias e munidos de suas ferramentas.

Dentro da simbologia maçônica, Mestre é aquele que não guarda para si, mas procura repassar a todos os seus conhecimentos, pois já superou as iniciações regulamentares e, de mente livre, conseguiu captar a sublime beleza da nossa simbologia, ora representada pelos doze instrumentos guardados no interior das colunas, através da meditação, da harmonização e da intuição, passando a ser conhecido e chamado por Irmão Bom-Senso.

Dá morada à amizade, ao desinteresse, à harmonia e à confiança, como também à fraternidade e ao respeito, em louvor à caridade na convivência com o amor e o bem, pois a paciência lhe confere sonhos maravilhosos com o futuro e o compele a conviver com a paz e a ventura, que dependem da providência, aliada ao ideal e esperança sem se olvidar da vigilância.

Sendo Mestre, abrem-se-lhe várias portas e dependerá dele não apenas se apresentar aos cargos que poderão ser-lhes deferidos, mas demonstrar o interesse e a disposição para executá-los, pois somente assim, com o passar do tempo e das colheitas reconhecidamente positivas é que poderá continuar sonhando e galgando fronteiras maiores.

Entre estas fronteiras destaco, a princípio, o cargo de Mestre de Cerimônias, para início das reflexões. De Cerimônias porque compete a ele não apenas a recepção e encaminhamento dos irmãos ou profanos, aos seus lugares, quando lhes forem conferidas estas faculdades, como também e principalmente, a preparação do cerimonial, aferindo a mais perfeita composição do Orbe Terrestre, com reflexos no Orbe Universal, propiciando assim o início das atividades, com a sagração do Templo. É, pois, o Mestre de Cerimônias o introdutor afável dos obreiros e visitantes, e tem por instrumento, em virtude do respeito e imponência do seu cargo, "um Cajado evocando a posição de um pastor e condutor de rebanhos", e como jóia uma Régua.


Deve-se manter sempre atento à execução das ordens do Venerável Mestre, para que a liturgia se processe eficientemente, sendo, portanto, um verdadeiro diplomata que dispõe e livre circulação para o pleno exercício de suas funções.

Exerce o Mestre de Cerimônias salutares influências na movimentação de todo o Orbe Maçônico, vez que representa ele o planeta Mercúrio, o Deus veloz e astuto; circulando pelo Templo, como elemento de ligação,  imita o planeta que mais rapidamente circula em torno do Sol.

Corresponde a Hermes - "Mercúrio dos Romanos", mensageiro dos deuses olímpicos, já que é o mensageiro dos dirigentes da Loja e, portanto, figura potencial do "Gênio" que demonstrará o mais perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico. Coadjuvando o Mestre de Cerimônias, encontramos os Diáconos, elementos de ligação das Luzes, identificados como "Os Querubins", anjos da primeira hierarquia.

Em suas funções, estão eles revestidos por uma Pomba com asas abertas, emitindo a idéia de comunicação como base para bons entendimentos, indicando elas a natureza litúrgica da função destes oficiais da Loja.

Na antiguidade, os pombos eram usados como mensageiros para longas distâncias, dada a inexistência de outros meios de comunicação.

Representam assim estes querubins os estafetas das principais luzes da oficina, encarregados que são de manterem a ordem nas Colunas, conduzindo a palavra, as pranchas e qualquer assunto ou documento reservado e de interesse da Ordem.

Mestre de Cerimônias e Diáconos, com suas jóias e ferramentas de trabalho - o bastão encimado pelas suas insígnias - demonstram o Cetro Patriarcal do gênio, com o perfeito e completo conhecimento do formalismo maçônico, somente adstrito aos mestres maçons.

Encontramos assim a segunda premissa, que nos leva ao entendimento de que somente revestidos de suas jóias e munidos de suas ferramentas é que estes oficiais ficam investidos nesta posição patriarcal de "gênio".

Vejamos, pois, um pouco sobre as jóias e ferramentas para melhor entender a importância desta união de mestres, jóias e ferramentas de trabalho na formação do Pálio.

A pomba, jóia dos Diáconos, pode ser interpretada como uma das pombas enviadas por Noé; é o símbolo da conciliação com o GADU, mas também o símbolo da Paz, da simplicidade e da pureza que, encimando o bastão, conferem a qualidade de mensageiros.

A jóia do segundo Diácono é uma pomba em vôo livre e a do primeiro uma pomba inscrita num triângulo com um ramo no bico.

A ferramenta de trabalho das “luzes menores", os Diáconos e Oficial Mestre de Cerimônias, são comuns e ocupam lugar de destaque em todas as cerimônias ritualísticas através dos tempos, portada por reis e autoridades como símbolo e insígnia de poder.

Na formação do Pálio estão presentes dois anjos da primeira hierarquia, os Querubins e mensageiros.

O segundo Diácono é aquela pomba que, não voltando à origem, sacrificou a própria vida para manter a harmonia da coluna de sua responsabilidade; o primeiro Diácono representa a pomba que voltou de seu vôo com um ramo no bico, demonstrando domínio sobre um todo completo: água, fogo, ar e terra, domínio este que lhe advém do triângulo ao qual a pomba está circunscrita, mas, também, cooperando com a salvação daqueles que precisariam desembarcar em terra firme; unidos a estes querubins, ininterrupta e diuturnamente, encontra-se aquele que responde pelo infinito e pela moralidade, o Mestre de Cerimônia.

Pelas faculdades que lhe são peculiares, o Mestre de Cerimônia se dirige ao Oriente pelos degraus da Força, Trabalho, Ciência e Virtude, e de lá, como íntegro guardião, conduz àquele que mais do que nós, tem pleno domínio destas verdades, o Past-Master mais recente, que é, simbolicamente, o Sumo Sacerdote ou Abrão, o pai de todos os pais, para evocação do GADU, com a abertura do Livro da Lei, possibilitando a integração dos Orbes Terrestre e Celeste.

Postado o Past-Master à frente do Altar dos Juramentos, simbolizando o Altar dos Holocaustos do Templo de Jerusalém, em que o Sumo Sacerdote adentrava apenas uma vez por ano, na época das abluções e oferendas aos deuses em busca de paz e perdão, forma-se sobre sua cabeça, pelo levantamento e cruzamento dos bastões em suas extremidades, uma pirâmide triangular.

O bastão do Mestre de Cerimônias é a viga-mestra; sobre ele e à sua esquerda, na coluna do norte, o bastão do primeiro Diácono; à sua direita, na coluna do sul, o do segundo Diácono. Temos assim total cobertura ao "Sumo Sacerdote". Simbolicamente, essa pirâmide triangular reporta-se ao Tabernáculo das Escrituras, que era de fato um templo portátil que continha dentro um lugar mais sagrado e secreto do que os outros, denominado Santo dos Santos ou Santo Sanctorum.

A princípio e nos mesmos moldes do Tabernáculo, para a Maçonaria especulativa qualquer local poderia ser transformado em Loja Maçônica, bastando traçar no assoalho, dentro de um paralelogramo, com giz ou carvão os símbolos maçônicos.

Mais tarde, serviram-se os irmãos de telas ou tapetes pintados, que eram estendidos no chão, precedendo ao início das reuniões, símbolos estes reproduzidos em nossos Templos, no painel da Loja.

Ao anunciar que a loja está composta e aguarda as ordens, o Mestre de Cerimônia relembra o GADU concluindo a obra do mundo, nele criando os seres aptos para a formação da Pirâmide de base Triangular e para a abertura do Livro do Universo.

Este é um ato litúrgico de suma relevância, realizado sob a égide do triângulo, que representa o deslocamento do Delta Luminoso para o Altar dos Juramentos e o Livro da Lei, representação do Olho da Providência. Com a formação da Pirâmide de base Triangular e consequente abertura do Livro do Universo, aptos irão se encontrarem os maçons para a elevação ao Triângulo Luminoso, por intermédio da Escada de Jacó, composta pelos seus três lances que simbolizam a Fé, a Esperança e a Caridade, complementados pelos degraus da Virtude, da Temperança, da Prudência e da Justiça.

Em síntese, para a formação do Pálio necessário se faz o mais perfeito equilíbrio na harmonização e união dos conhecimentos do Mestre, unidos à agilidade do deus veloz e astuto e de seus querubins, objetivando serem reconhecidos como a figura patriarcal do "Gênio", pois somente assim estarão aptos à formação da Pirâmide Triangular.

O Sumo Sacerdote, aquele que já passou pela cadeira do Rei Salomão, tem como jóia um Esquadro sob o Compasso, num arco de círculo que possui ao centro o Sol e o Olho Onividente, ou mesmo um esquadro tendo suspenso em sua parte interna um emblema representando a 47ª Proposição de Euclides, significando que o ex-Venerável deve ser totalmente livre das paixões humanas para levar a luz aos seus irmãos através da sabedoria, com descortino e equilíbrio.

Formada a Pirâmide Triangular, o Sumo Sacerdote abre o Livro do Universo, recebendo assim a luz divina que dele emana, permanecendo sob as influências de um poder iluminativo, louvando o GADU com a leitura de uma passagem alusiva ao grau respectivo, reiterando todos os irmãos os seus juramentos pela saudação, como que pedindo perdão pelas possíveis faltas e erros cometidos, consagrando o Templo pela bateria que, agitando o ar, afasta tudo o que poderia ainda subsistir de profano.

Cria-se um novo ambiente para a devida aclamação da presença do GADU entre nós, "com a colocação do esquadro e do compasso sobre o livro da lei - olho da Providência, formando-se então, com base na Pirâmide Triangular, a escada de Jacó que nos levará à Estrela de Sete Pontas, que é a representação daqueles que atingiram a perfeição humana, comandados pelo Venerável Mestre, a quem cabe derramar do seu Trono a paz e a concórdia, em benefício dos irmãos e da Ordem Maçônica. 

Irm.’. Erly de A. Castro



quarta-feira, 19 de março de 2014

O ÊXITO OU FRACASSO DE UMA LOJA MAÇÔNICA DEPENDE EXCLUSIVAMENTE DO SEU VENERÁVEL MESTRE


Evolução pelo voto no Meio Maçônico


Quanto mais você souber, menos você temerá!


Votação – A votação é um dos atos mais importantes e transcendentais da Maçonaria e expressa a vontade soberana de seus membros, dada a conhecer livremente, em todas as ocasiões, através do sufrágio.

O caráter eminentemente democrático da Maçonaria e do regime representativo por que se governam Lojas e Obediências fazem das votações uma constante manifestação entre os Maçons.

As votações se verificam na ocasião das eleições dos Oficiais das Lojas e dos Altos Corpos, na admissão de profanos na Maçonaria e nos Graus, e nas deliberações sobre assuntos nos quais a Loja é chamada a se pronunciar.


Formação de Veneráveis Mestres – Alguns começam o trabalho de dirigente da Loja depois de um aprendizado teórico e outros se iniciam na tarefa sem qualquer estudo específico do cargo.


Não há como se propor ou se dedicar ao estudo das atribuições gerais e específicas do Venerável Mestre, sem antes conceituar e definir com clareza o que ele é.

Constitui um corpo especial de dirigente responsável pela Oficina maçônica – é, na expressão mais sagrada do termo, autêntico "guias da Fraternidade" e como tal precisa estar altamente preparado para exercer com competência e dignidade essa sagrada função.

 É obrigação do Mestre Maçom estudar para que possa transmitir aos outros o que tenha aprendido. É dever da Loja fornecer ao Aprendiz, ao Companheiro, os meios necessários ao seu pleno desenvolvimento, zelar e se esforçar para transmitir a doutrina maçônica, exigindo pesquisas, trabalhos, preparando-os devidamente para elevações e exaltações.


Além dos seus conhecimentos adquiridos como Mestre Maçom (Ritualística – Liturgia – História da Maçonaria – Filosofia Maçônica etc., cabe ao Venerável Mestre para bem dirigir uma Loja Maçônica, aprender muito mais.


Lembramos alguns conceitos essenciais e atributos necessários de um Venerável Mestre: Competência, Conhecimento, energia, experiência, Humanidade, Tolerância, Resignação, Ética, Respeito, Justiça, Afabilidade, Fé, Esperança, Caridade e Amor.


Também significa a capacidade de trabalhar com afinco, a despeito da adversidade. O sentido de equilíbrio, como subproduto de autocontrole, é tão importante como a diplomacia.

Outra característica de verdadeiro líder é ser sempre justo e honesto e não ter favoritos. A essas qualidades pode-se acrescentar a empatia, a profunda compreensão do outro. Empatia é fundamental em qualquer posição. Isso se aplica ao Venerável de uma Loja com sete obreiros, quanto ao primeiro malhete da maior Potência do Universo.


Não será um bom Venerável Mestre, o obreiro que não tiver condições de reunir toda esta fórmula, e assim, não terá possibilidades de conduzir a sua Loja por destinos gloriosos.


Não se deve, absolutamente, eleger um Irmão para este cargo tão importante, apenas baseado na sua antiguidade ou na sua humildade. O cargo de Venerável, assim como qualquer outro cargo na Oficina, não é prêmio ou compensação; é obrigação de trabalho e produção.


Iniciamos a compilação de algumas informações úteis ao bom desempenho de suas atribuições na direção de uma Loja Maçônica:


Na qualidade de líder, o Venerável Mestre, além do conhecimento da ritualística e da liturgia, deve compreender o comportamento humano, expressar-se bem e com eloqüência.


No seu trabalho, lidará com recurso humano com diversos níveis de cultura, capacidade de trabalho, capacidade de aprendizado e vontade de cooperar.


Logo percebe que as ações não se transformam em realidade significativa através de um trabalho isolado, mas sim, com o envolvimento de outros, com muito trabalho, esforço incessante, firmeza de propósitos, competência, planejamento, e atenção aos detalhes.


Como líder é o guia, a pessoa que conduz. É alguém responsável pelo seu grupo de Irmãos (e não de ‘panelinhas’). Além disso, deve ser um homem experiente e digno de confiança, um ser humano que nunca desistiu diante da pior das tempestades e, principalmente, um entusiasta.


Sem entusiasmo, jamais se alcança um grande objetivo. A maioria das pessoas bem-sucedidas descobriu que o entusiasmo pelo trabalho e pela vida são os ingredientes mais preciosos de qualquer receita para o homem e para os empreendimentos de sucesso. O aspecto mais importante a respeito desse ingrediente é que ele está à disposição de qualquer um – dentro de si mesmo.


A quem é dado o título de Venerável Mestre?


Dado ao dirigente máximo de uma Loja. É originário do século XVII, onde foi usado pelas guildas inglesas (no original, Worshipful). Ele atinge este cargo porque se torna o maçom que pode orientar e dirigir com total independência, preso apenas a preceitos e Rituais para tomar suas decisões.


Preparação para o Veneralato (não confundir com Venerança que mais parece pajelança) - O Venerável Mestre deve ter estudado a ciência maçônica e desempenhado os postos e dignidades inferiores.

È necessário que possua um conhecimento profundo do homem e da sociedade, além de um caráter firme, mas razoável. As atribuições e deveres dos Veneráveis são muitos e de várias índoles e acham-se definidos e detalhados com precisão, de acordo com o Rito e a Constituição da Potência de sua jurisdição.


Todos nós precisamos muito de quem nos ensine a viver tendo como norma de conduta os Rituais da Ordem e que, independente da religião de cada um, saiba dar orientação que vai além deste pequeno tempo em que nos mantemos em nossas Oficinas. Mas que não fale, apenas, nos mostre. Em vez de levar a mensagem que seja a própria mensagem!


Sabemos que tudo o que recomendamos temos de realizar primeiro em nós. Relembremos Gandhi: "Façamos em nós as mudanças que cobramos nos outros".


Se tivéssemos um mínimo de bom senso, saberíamos que a maior tarefa do homem é a sua evolução, o que ninguém consegue combatendo os defeitos alheios, mas os próprios.


O Venerável Mestre é o divulgador da doutrina.


Precisa ter bom senso e investir na busca incessante da mensagem embutida nas palavras, a qual, geralmente, é interpretada ao revés. Para ler a letra basta ser alfabetizado.


Para ler o espírito da letra é preciso ser sábio. Inclusive quando nos referimos aos nossos problemas ou às nossas metas, dizemos que algo é importante para a Loja, quando devíamos afirmar que é importante para nós, porque nós somos a Loja. Quando perdoamos a nós próprios é quando desculpamos as faltas alheias. Quando amamos, é a nós mesmos que amamos, porque, para oferecer afeto e bondade, o homem precisa estar em paz primeiro consigo mesmo.


Sabedoria para governar – Vemos que alguns ao conseguirem posições elevadas, perdem a cabeça e se consideram acima de tudo, dos Irmãos, das leis, donos e fabricantes da verdade (recentemente uma Grande Benfeitora Loja do Oriente de Brasília foi obrigada a tornar desnecessário um Venerável truculento que permaneceu no cargo uns 4 ou 5 meses, apenas).

Tornam-se arrogantes, olham de cima para baixo o seu próximo e exigem-lhe submissão, honra e obediência absoluta.


A arrogância por si mesma inclui orgulho, presunção de superioridade. Não foi por nada que o Rei Salomão pediu a Deus sabedoria para governar. A sabedoria é definida como saber regular retamente a própria vida conforme as normas da honestidade e da virtude.


"Grandes são aqueles que se fazem pequenos diante da pequenez dos que se fazem grandes"!


Aprender um pouco de humildade, saber dizer "Obrigado", ter cuidado com os bajuladores (que não são poucos, incluídos certos irmãozinhos “visitantes” que apenas atrapalham ao fomentarem discórdia, na clássica trilogia – irmãos que trabalham, irmãos que não trabalham e irmão que dão trabalho), desencorajar a disputa por posições, evitar o espírito de grandeza, ser justo com todos e generoso quando apropriado, arriscar-se mais com a prudência, ser líder inspirador, não tentar servir a dois senhores, acabar com as disputas rapidamente, seguir pelo caminho estreito, preparar-se para os dias difíceis, preparar o seu sucessor, etc.


Creio que se esses princípios fossem conhecidos e praticados, muito sofrimento e prejuízos seriam evitados e os dirigentes seriam mais felizes e tornariam seus governados mais felizes.


E, resumindo, seriam respeitados. Naturalmente o lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" de nossa Sublime Instituição não seria simples utopia positivista vazia.


Muitos, felizmente, uma vez eleitos e empossados se tornam ainda melhores, se caracterizando por serem magnânimos, compreensivos, verdadeiros, tolerantes sem ser permissivo, como bons ritualistas, sabem que o conhecimento dos Rituais não lhes permite mudanças e alterações grosseiras, inventando procedimentos ritualísticos. Estes, por serem verdadeiros líderes, além de sábios, muitas vezes são reeleitos.


Quando se recebe um cargo, seja ele qual for, o melhor que se deve fazer é reconhecer todos os seus atributos e passar a exercê-lo com garra e desprendimento, para valorizá-lo ao máximo, por que cada um é o elo da corrente e se este não funciona o conjunto estará prejudicado. Todo cargo tem sua dignidade, só o seu ocupante o torna nobre ou indigno.


Quando o Venerável é desnecessário – Uma das situações, talvez a mais dolorosa para o Venerável Mestre, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário para a nossa Sublime Instituição: quando decorrido algum tempo de sua instalação e posse, os obreiros já demonstram desinteresse pelas sessões, faltando constantemente; quando não entende que junto com os Vigilantes, deve constituir uma unidade de pensamento; quando constata que sua Loja, recolhe um Tronco de Beneficência insignificante.

No caso todos são desnecessários, pois a benemerência é um dever do maçom; quando a Chancelaria não dá importância aos natalícios dos Irmãos, Cunhadas, Sobrinhos e de outras Lojas; quando deixa o caos se abater sobre a Loja, não sendo firme o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo uma programação pré-definida; não cobrando dos auxiliares a consecução das tarefas determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros, quando procura revogar atos e decisões de administrações anteriores, com o nítido propósito de incomodar os seus legítimos antecessores.


Sem cometer qualquer equivoco, com base na observação pessoal, podemos afirmar: "O êxito ou fracasso de uma Loja Maçônica depende exclusivamente do seu Venerável Mestre; nenhuma outra razão, influência ou fator interveniente de ordem interna ou externa pode prevalecer ou prosperar no sentido de enodoar uma administração, prejudicando-a, sem que o administrador dê para isso margem. Se isso acontecer, o ponto fraco é o administrador". Na hipótese contrária, o êxito resultante também deve ser a ele creditado.


É uma dupla irresponsabilidade a eleição de um Venerável Mestre sem a necessária implementação para o exercício do cargo. Dupla, pois é irresponsável quem desta maneira aceita a incumbência, como também, irresponsável o plenário que o elege.

Helio P. Leite


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