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“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

segunda-feira, 30 de março de 2015

O QUE É A MAÇONARIA



Como corolário, a Maçonaria não é religião nem seita. Não sendo, portanto, organização religiosa nem anti-religiosa, busca o denominador comum da Paz, da Fraternidade e da Justiça entre os homens e os povos, quaisquer que sejam suas crenças. É uma corporação disciplinada e não uma sociedade comum.
Não é órgão de nenhum agrupamento social, político ou religioso e afirma seu propósito de estudar e impulsionar, à margem e paralelamente a todas as entidades universais, os problemas ligados à vida humana, sua evolução, seu constante aperfeiçoamento e à progressiva e pacífica emancipação da Humanidade.
A Maçonaria proclama – como sempre proclamou – a crença na existência de um Princípio Criador, Superior e Ideal, que denomina Grande Arquiteto do Universo, Causa Primeira e Originária, bem como na imortalidade da Alma e na sobrevivência do Espírito.
Na proclamação e adoção dessa crença, busca conciliar todas as idéias e tendências filosóficas existentes, visando a unir o que, de outra forma, poderia ser dividido.
Deixa, por conseguinte, a cada um dos Maçons a inteira liberdade de pontos de vista particulares sobre matéria de Fé, abstendo-se, no tocante a isso, de qualquer dogmatismo.
Ainda que não impondo nem proibindo nenhuma convicção religiosa em particular, exige dos seus adeptos, não obstante, a crença fundamental no Grande Arquiteto do Universo e na do primado do Espírito sobre a Matéria.
Tem por fim a investigação da Verdade, o culto da Moral e a prática da Solidariedade; incentivar o progresso intelectual e social da Humanidade; estender a todos os homens os elos fraternais que unem os Maçons na superfície do Globo, lutando, incessantemente, contra todas as manifestações de ignorância, contra o fanatismo e a superstição, que são os maiores males que afligem a Humanidade.
É uma escola mútua, cujo programa assim se resume: obedecer às Leis do País, viver com Honra, praticar a Justiça, amar seu semelhante, promover, por meios pacíficos e progressivos, o bem-estar e a emancipação da Humanidade.
Estabelece a Maçonaria que o Trabalho é um dos deveres e direitos fundamentais da pessoa humana e, como dever, ela o exige de seus adeptos como uma contribuição indispensável ao melhoramento da coletividade.
É uma escola de Civismo, no sentido de que ela exalta e recomenda o culto à Pátria, o respeito e acatamento às autoridades legalmente constituídas e às leis democráticas do País. Tendo ainda por objetivo lutar contra a ignorância em suas formas diversas, constitui, também, uma escola de aperfeiçoamento mútuo que combate o fanatismo e as paixões que acarretam o obscurantismo e a superstição.
Em resumo: a Maçonaria é uma instituição nascida para combater, com a persuasão e a força moral do bom exemplo, tudo que atente contra a Razão e o Espírito de Fraternidade Universal.
Nesta força moral, que só se adquire pela Virtude, única proclamada como legítima consagrada pela consciência dos povos nos códigos das nações, como agente supremo do poder soberano, concentra a Maçonaria toda a sua glória e a ela deve os grandes triunfos que, com tanta justiça, a têm colocado como a primeira à frente das grandes instituições nascidas do amor à Humanidade e do interesse pelo bem-estar dos povos.
Ciência do progresso moral, a Maçonaria resume sua ação social nos atributos da inteligência e do coração – Luz e Verdade, Amor e Filantropia.
Para alcançar seus elevados fins, exige, portanto, além do estudo meticuloso de seus Rituais, a instrução recíproca das questões de maior relevância para a Humanidade; a exaltação dos corações ao Trabalho e à Virtude; ao gozo em comum dos prazeres do Espírito; aos laços de Amizade e à prática da Solidariedade Humana.


domingo, 29 de março de 2015

A INFLUÊNCIA RELIGIOSA NOS RITOS MAÇÔNICOS



Sabe-se que a Maçonaria Especulativa derivou-se da Operativa, sendo considerada como um sistema de moralidade cujos ensinamentos estão contidos em símbolos e alegorias relacionados à atividade operária de construção e transmitidos por meio de dialéticas e narrativas.

Esse sistema possui diferentes vertentes, conhecidas como ritos, as quais possuem um eixo comum de conteúdo básico, concentrado especialmente nos chamados “Graus Simbólicos”, e diferenciando-se em algumas práticas, conceitos e nos demais graus, quando existentes.

A Maçonaria não é uma instituição fechada cujos membros estão isolados do restante da humanidade. Pelo contrário, a Maçonaria esteve e está em constante interação com as sociedades nas quais é inserida, sendo seus membros cidadãos ativos nessas sociedades.

Dessa forma, natural que seus ritos surgissem sob a influência da cultura, religiosidade e características da sociedade da qual pertence seus membros.

Nesse cenário, pode-se dividir a maioria dos ritos maçônicos praticados atualmente em dois grupos, conforme seus desenvolvimentos regionais: ritos latinos e ritos anglo-saxões.

Apesar de uma estrutura original comum, anglo-saxônica, datada entre o século XVI e o XVII, o século XVIII tratou de distanciar as práticas maçônicas latinas daquelas do Reino Unido.

No lado latino, tendo a França como principal berço, muitas foram às influências místico-esotéricas na Maçonaria, por conta do modismo esotérico que ocorreu naquele país durante o Século XVIII.

Porém, isso não impediu que a influência religiosa do catolicismo também marcasse seus ritos.

Já entre os anglo-saxões, o esoterismo e a religiosidade não encontraram tanto espaço na Maçonaria, esbarrando no senso rígido de conservação de tradições e instituições por parte de seus povos.

Focando no aspecto religioso, características muito nítidas permaneceram em alguns ritos latinos, evidenciando a influência religiosa, predominantemente católica, sobre os mesmos. Tomando o Rito Escocês Antigo e Aceito como exemplo, filho do francês Rito de Perfeição, pode-se observar algumas dessas heranças:

-A “Sala da Loja”, como é conhecida tradicionalmente o local de reuniões das Lojas, teve seu status modificado para “Templo”;

-Não somente adotou-se o status de “Templo”, como também a necessidade de uma cerimônia específica para “sagrá-lo”, característica típica das igrejas católicas;

-A planta do Templo, geralmente retangular, ganhou um formato arredondado na parede do Oriente, comum em várias igrejas. Algumas Obediências abandonaram essa característica nas plantas de seus rituais do REAA pelos custos de construção;

-O Oriente tornou-se mais elevado que o Ocidente e ganhou uma “balaustrada”, uma grade separando o Oriente do Ocidente, como em igrejas católicas seculares;

-A bolsa de coleta de dinheiro da Igreja passou a circular entre os membros da Loja, com fins de solidariedade.

Essas e outras características indicam a forte influência que o catolicismo teve sobre os ritualistas franceses quando do desenvolvimento de seus primeiros ritos, características essas sobreviventes em muitas versões atuais do REAA.

Conhecer a origem dos diferentes elementos que compõem os ritos maçônicos é de suma importância para a compreensão do que é realmente próprio da Maçonaria e o que foi incorporado no desenvolvimento de cada rito, herança sociocultural daqueles que os consolidaram.

 Kennyo Ismail


O PAPEL DO MESTRE DE CERIMÔNIAS


Nascido em tempos remotos, a figura do Mestre de Cerimônias se confunde com a história do cerimonial.

Rituais, cerimônias faziam parte da rotina do homem primitivo.  Temor ao desconhecido, necessidade de acreditar em algo, solidão, disputa pelo poder, tudo se transformava em cerimônias de adoração, de oferta. Nobres à frente, súditos atrás, assessores ao lado, o anunciador dessas solenidades estava sempre em destaque.

Era o início da figura do Mestre de Cerimônias. Encontramos sua presença entre os gregos, três mil anos a.C., anunciando as fases das reuniões que aconteciam nos anfiteatros.

Mil anos a.C., a China e o Japão utilizavam o Mestre de Cerimônias, para a narração dos torneios de arco e flecha. Já nessa época, ele utilizava a força e ritmo da voz para destacar as equipes mais importantes, calcado num conceito de poder e nobreza.

Na Roma antiga, ele surge na figura do chefe dos trombeteiros que, sobre seu cavalo, após o toque das trombetas, anunciava a passagem do Imperador ou as medidas reais como aumento de taxas, maior submissão, proibições e sanções.

Em nossa era, ele aparece na figura do arauto, vestido de acordo com os costumes da época, anunciava a entrada dos convidados em festas da nobreza batendo três vezes um bastão sobre um batente, produzindo um som alto e seco.

Assim, foi se firmando a figura do Mestre de Cerimônias. Sempre em posição de destaque, iniciando e conduzindo as fases de uma solenidade, hoje diríamos que é uma das pessoas mais importantes para a implantação de um evento, pois a partir de sua presença "as coisas começam a acontecer".

Em hipótese nenhuma estamos desprezando os outros integrantes da organização de um evento - o coordenador do cerimonial, as recepcionistas, os operadores de  equipamentos específicos, tradutores, manobristas, pessoal de serviços gerais. Cada um tem sua função específica na organização do evento.

Por isso, o Mestre de Cerimônias não deve ser confundido com o Chefe do Cerimonial.     

E isso é o que vemos sempre, resultando num acúmulo de funções para esse último e comprometendo o sucesso do empreendimento.


O Chefe do Cerimonial ou Coordenador de Eventos é responsável pelo planejamento, coordenação e organização do evento, em todas as suas fases, além do protocolo de implantação com as precedências e tratamentos de acordo com a legislação específica, planejando o roteiro da solenidade.

Neste momento, entra o Mestre de Cerimônias que, a partir desse roteiro, produzirá o script final, anunciando as fases do evento.

 É impossível para o Chefe de o Cerimonial ser o Mestre de Cerimônias, pois o primeiro tem tantos detalhes para verificar que necessitaria, volta e meia, sair da tribuna para resolver os percalços que acontecem durante um evento. Esse corre-corre  resultaria em uma ansiedade natural, comprometendo a fase mais bela do evento: a sua implantação.
           
 Quem deve ser o Mestre de Cerimônias?    

Quais características precisa ter?

Ele precisa de conhecimento, treinamento e aperfeiçoamento de sua função; necessita saber o que faz e como sair de imprevistos, como se dirigir e conquistar a platéia, sem aparecer. Sim, sem aparecer, porque mesmo conduzindo o acontecimento, existem os anfitriões, os convidados especiais, os conferencistas e a platéia. São esses os donos do evento.

Vaidade, prepotência e arrogância não fazem parte da função do Mestre de Cerimônias. Também humildade excessiva, timidez, medo  do público e pânico não combinam com ele.

Diz o estudo da oratória que para o bom orador "não adianta apenas falar com elegância, é preciso persuadir e convencer".      

E conta ainda que, "a diferença entre os dois maiores oradores que o mundo conheceu, Demóstenes e Cícero (Roma, ano 106 a.C.); quando Cícero discursava o povo exclamava: 'Que maravilha', e quando Demóstenes falava, o povo seguia em marcha.

É isso que o bom Mestre de Cerimônias precisa ter: determinação e entusiasmo, que convençam a platéia que está apresentando aquilo que corresponde às suas expectativas, complementado por clareza e objetividade, utilizando acima de tudo, aquilo que temos de mais forte: o dom da palavra.


Publicado no Jornal Do Aprendiz, edição de novembro / 2014

sábado, 28 de março de 2015

O PROFETA AMÓS E A MAÇONARIA



O Profeta Amós era um trabalhador braçal, um boiadeiro e cultivador de sicômoros (árvores que geram um fruto parecido com o figo).

Ele é originário da cidade de Tekua, aldeia situada há dez quilômetros ao sul de Belém. É conhecido ainda como sendo um dos assim chamados “Profetas Menores”, não por ter pouca importância, mas sim pela extensão de sua obra, considerada pequena em vista de outros profetas da Bíblia, mas tão brilhante quanto as outras.

O seu ministério foi exercido no século VIII a.C. durante os reinados dos Reis Uzias (ao sul de Israel) e Jeroboão II (ao norte de Israel). Sua obra foi marcada por uma profunda crítica social e religiosa. Ele denunciou a desigualdade social de seu tempo, bem como o uso idólatra da religião, transformada em mero instrumento que serve à alienação e usada como fachada para a iniquidade.

O Profeta Amós é um revolucionário, um socialista de seu tempo que não se deixou levar pelas aparências de uma época marcada, sobretudo, pela prosperidade material. Contudo, mesmo com abundância, o povo de Israel passou por uma profunda inversão de valores, deixando-se levar pela soberba, ganância, luxúria e todo tipo de perdições.

Dessa forma, a obra de Amós é caracterizada pela crítica ao enriquecimento da sociedade à custa dos pobres; ao suborno e corrupção de juízes nos tribunais; à opressão, violência e à escravidão dos pobres; ao comportamento das mulheres ricas, que para viverem no luxo, estimulavam seus maridos a oprimirem os fracos etc. (1)

No que toca à religião, Amós denuncia seu caráter meramente ritualístico e vazio. Assim ele diz em seu livro: “Eu odeio, eu desprezo as vossas festas e não gosto de vossas reuniões. Porque, se me ofereceis holocaustos...,não me agradam as vossas oferendas e não olho para o sacrifico de vossos animais cevados. Afasta de mim o ruído de teus cantos, eu não posso ouvir o som de tuas harpas! Que o direito corra como a água e a justiça como um rio caudaloso”. (Am 5: 21-24)

E dentro desse contexto de críticas, Amós, na terceira parte de seu livro, relata cinco visões, sendo que a terceira delas interessa de forma particular à maçonaria. Trata-se da visão do fio de prumo.

No capítulo 7, versículos de 7 a 8, Amós assim relata: “Assim me fez ver: Eis que o Senhor estava de pé sobre um muro e tinha sobre a sua mão um fio de prumo. E Iahweh me disse: Que vês, Amós? Eu disse: Um fio de prumo. O senhor disse: Eis que vou pôr um fio de prumo no meio do meu povo, Israel, não tornarei a perdoá-lo. (Am 7: 7-8 – tradução da Bíblia de Jerusalém).

Ora, é o Senhor mesmo Quem estava sobre o muro na visão de Amós. E o prumo que segurava em Suas mãos é altamente revelador. Ele revela nossa intrínseca tortuosidade, nosso desalinhamento e desequilíbrio moral.

Da mesma forma como o pedreiro se utiliza do prumo para procurar falhas na obra em que se debruça assim se dá quando Deus coloca seu prumo em nossas vidas, fazendo aparecerem todas as falhas, todas as misérias escondidas em nossos olhares dissimulados, em nossas palavras vazias e em nossas ações e omissões egoístas.

Mas o que é este prumo de Deus em nossas vidas? Será a Bíblia (ou qualquer outro livro sagrado a que seguimos)? Será nosso caminho pessoal? Os padrões sociais e políticos de nosso tempo? Nossa consciência?

A Ordem maçônica tenta nos mostrar qual será esse prumo na vida particular de cada maçom, transmitindo por meio de alegorias e símbolos antigos mistérios que podem ser traduzidos em retidão moral e bons costumes para aquele que de fato os persegue em seu íntimo construtor.

Mas há um fato curioso nesta passagem. Nem mesmo Deus julgou aleatoriamente o seu povo. Antes disso, Ele passou sobre nós o seu prumo sagrado, para que toda falha fosse posta às claras. Assim, não cabe ao Homem passar seu prumo particular na parede alheia, achando-se ridiculamente capaz de medir os erros de seu irmão com medida própria. 

Não cabe em nós tamanho amor para realizar essa tarefa de sublime construção da alma do nosso próximo. Isso é assunto entre o Pai e seu filho, porque no prumo do homem há juízos e preconceitos, medidas diferentes alicerçadas na miséria de nossa alma. Mas o prumo de Deus contém a dádiva do arrependimento e a certeza da retidão no amor maior de Sua caridade. (2)

O prumo de Deus revela nossos pecados à luz do dia, não deixando nada a coberto. 

E ao lançá-los à luz, Ele espera de nós tão somente humildade e trabalho para quebrarmos nossos tijolos mal assentados e recomeçar nossa obra fundada na promessa de que seguindo-O, encontraremos pela frente apenas consequências do amor.

Ir.’.Rafael Guerreiro
ARLS Três Colinas n. 69 – Franca (São Paulo, Brasil)

NOTAS:
1. Extraído de: http://judaismohumanista.ning.com/m/discussion?id=3531236%3ATopic%3A77;
2. Extraído de: http://www.lojamontemoria.com.br/artigo.asp?cod=262;


sexta-feira, 27 de março de 2015

A ÉTICA NA MAÇONARIA



Em sentido lato, podemos dizer que a ética é a parte da filosofia que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral.

Entretanto, a ética na Maçonaria tem como um dos objetivos refletir quanto aos fundamentos dos princípios maçônicos, bem como sobre as obrigações e os deveres do Maçom.

Assim sendo, podemos afirmar que, tanto a ética quanto a moral são requisitos indispensáveis ao Maçom, para que realmente possamos nos dizer “livres e de bons costumes”, ou seja, termos atitude ética e moral compatíveis com os princípios que regem a Maçonaria.

Nesse sentido, pode-se dizer que, a ética maçônica está mais preocupada em detectar a importância dos princípios da Maçonaria, alinhados à sabedoria filosófica, bem como em elaborar uma reflexão sobre as razões de se desejar a justiça e a harmonia, além de refletir quanto aos meios de os alcançarmos.

Em contrapartida, a moral está mais preocupada na construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar um bom convívio social. Lembramos que, para os gregos, a ética era um conjunto de princípios imutáveis.

Nessa perspectiva, podemos concluir que, a ética está na essência da alma humana e isso significa a possibilidade de se praticar o bem.

Todavia, na tradição romana, a ética seria o mesmo que moral ou costumes.
O problema é que, a moral ou os costumes são mutáveis, diferentemente do conjunto de princípios que definem a ética, segundo a ótica dos gregos.

Entendemos que, na Maçonaria devemos levar em conta essas duas vertentes. Isso significa dizer que, se para os gregos a ética está na essência do homem, para o maçom ela vai além, ou seja, tem que se concretizar na prática, seja através dos costumes ou da moral, como pregavam os romanos.

Finalmente, concluímos que, a ética maçônica, salvo melhor juízo, deve ter como fundamento tanto o pensamento grego quanto o romano, a fim de que possamos evoluir em nossa trajetória maçônica e, de fato nos tornarmos paradigma para nossos irmãos, família e para a sociedade em que vivemos.


AILDO VIRGINIO CAROLINO Secretário Estadual de Gabinete – GOB-RJ

quinta-feira, 26 de março de 2015

CURSOS DE MAÇONARIA PARA NÃO INICIADOS



Tenho recebido inúmeras mensagens “in box” de Simpatizantes interessados em ingressar na Maçonaria, sobre um Instituto Paramaçônico de Estudos e Pesquisas, que oferece cursos de Maçonaria para iniciados e não iniciados pela Internet, cobrando uma mensalidade para receber “Pergaminhos” preparados por “Mestres Maçons, estudiosos da Maçonaria, verdadeiros maçonólogos”.

Não posso garantir se é uma instituição séria ou não, pois não a conheço. Todavia, em princípio, causa-me estranheza o uso do termo “Pergaminhos”, parecendo querer induzir o entendimento de que seriam “documentos antigos”, quando na verdade certamente são textos impressos em papel comum, pois o pergaminho é um material obtido de peles de animais e que veio a substituir o papiro no passado.

Depois, cita que os textos foram “preparados por Mestres Maçons ...” sem citar seus nomes, Lojas, Potências e se têm livros publicados. Mas o mais estranho de tudo é o seguinte texto, que dispensa comentários: “envie um e-mail manifestando sua vontade de ser Iniciado em Loja, pois, como já dito anteriormente, aquele Afiliado que se demonstra afinco aos estudos, o I.'. P.'. E.'. P.'. poderá indicá-lo em alguma Potência (Instituição) Maçônica de seu Estado ou País, para que possa ser Iniciado em Loja ...”.

O Instituto está ligado à Editora Maçônica Brasileira Ltda ME, situada em Indaiatuba (SP), que diz dar suporte a Lojas de São Paulo e não cita que tenha editado algum livro, maçônico ou não. Pelo menos em 2001 (portanto são dados de mais de 14 anos), não havia nenhuma Loja Maçônica do GOB, GGLL.’. ou GGOOII.’. em Indaiatuba. 

Meus caros amigos Simpatizantes: Se Jesus Cristo vier à Terra e disser que vai iniciá-lo na Maçonaria, NÃO ACREDITE! Ele não era Maçom e, portanto, não pode convidá-lo.

Só se entra para a Maçonaria convidada por um Maçom.


Simbologia Maçônica Dos Painéis

quarta-feira, 25 de março de 2015

POR QUE AS PESSOAS ENTRAM E PERMANECEM MEMBROS?


As pessoas transformam-se em maçons por uma infinidade de razões, algumas como o resultado da tradição da família, outras por convite de um amigo e outras por uma curiosidade em saber o que é maçonaria.

Aqueles que se transformam membros ativos e que crescem na maçonaria, principalmente porque a apreciam. Apreciam os desafios que a maçonaria os oferece. Há, entretanto, mais do que apenas a apreciação.

A participação na apresentação dramática de lições morais e no funcionamento de uma loja fornece ao membro uma oportunidade original de aprender mais sobre si mesmo e incentiva-o a viver de tal maneira que estará sempre em busca de se transformar em um homem melhor, não melhor do que alguma outra pessoa, mas, melhor do que ele mesmo seria e conseqüentemente um membro exemplar da sociedade.

A cada maçom é necessário aprender e mostrar a humildade com a iniciação. Então, pela progressão com uma série dos graus ganha a introspecção em conceitos morais e filosóficos cada vez mais complexos, e aceita uma variedade de desafios e das responsabilidades que são estimuladas e recompensadas.

O trabalho em loja e a sequência dos eventos cerimoniais, são seguidos geralmente por busca da oferta dos membros pelo desenvolvimento do caráter e pela apreciação de experiências sociais compartilhadas.

Ari Paes Corrêa Júnior,

Mestre Instalado

terça-feira, 24 de março de 2015

A PRIMEIRA TAREFA PARA UM MAÇOM


O slogan intitulado esta nota é um desafio para cada pessoa que inicia na Maçonaria. Numa primeira fase, o neófito (novo membro, o "neo" novo, planta "fito") entra para fazer parte da organização maçônica com todos os benefícios e responsabilidades que significa participação em uma organização de prestígio.
Nesta situação, as responsabilidades e funções são divididas em um plano interior. Estar na Maçonaria não implica ou garante o desenvolvimento de um Maçom na espiritualidade de cada iniciado.
Para alcançar esta empresa o membro deve aprender a ser um maçom, caso contrário, será limitado para a Maçonaria, opção não menos sobre a importância dos valores maçônicos na sociedade.
Considero que, para ser iniciado na Maçonaria significa estar na organização, juntá-lo como membro de pleno direito, participando nos planos.
Representa simpatia, convencido de que tem sobre os valores maçônicos, mas que não necessariamente levá-la em prática em suas vidas diárias, mas ajuda, apóia e sustenta aqueles que se rendem à conclusão de um Maçom.
Alcançar um Maçom requer um compromisso consigo mesmo, para transformar toda a visão universal psicológico oferecidos aspectos de alvenaria.
É uma maneira para poucos devido ao grau de dificuldade e entregues ela implica, porque à medida que evolui Maçom estar na pessoa de que, aumentam as responsabilidades e os direitos aparências desaparecem.
Apesar da estranha e desconhecida, que pode ser do jeito que está aberto a todos os que entram a Irmandade, mas apenas aqueles que estão abertos ao significado dos símbolos que conseguem cruzar o limiar de início.
Para alcançar esta tarefa não deve cobiçar graus e taxas, no entanto, eles são simbólicos. Pelo contrário, é necessário que o adepto muitas vezes se retirar para suas reflexões de quarto e de lá concentrar a mente para consolidar o espírito maçônico.
A primeira tarefa para a conclusão da tarefa é aprender a linguagem maçônica. Conhecimento na Maçonaria é transmitida através de alegorias e símbolos, de modo a manter a universalidade do conteúdo além da cultura linguística.
O Dicionário da Real Academia da Língua Espanhola define a palavra "símbolo" e "representação perceptível sensorial de uma realidade sob traços associados por uma convenção socialmente aceito".
Por seu lado, o Dicionário de Filosofia Ferraster e Mora disse símbolo "às vezes é usado" "como sinônimo de sinal" e que "era comum para definir o símbolo como um sinal que representa alguma coisa, quer diretamente, quer indiretamente. Para o Dicionário Enciclopédico da Maçonaria de Cassard, "símbolo" é a figura ou imagem significativa. Qualquer que seja a figura representação ou semelhança revela-nos ou explica outro sinal eterno ou visível com a qual ele se liga um sentimento espiritual, uma ação ou idéia”.
De acordo com etymologists a palavra "símbolo" vem do latim e vozes língua simbolum grego symbolom com que o material é designada uma coisa, um objeto, uma imagem, uma figura, um crachá, um distintivo.
Assim, a palavra "símbolo" é uma janela para a sede de conhecimento e mudança, deve ser aberto para o sacrifício, para alcançar o desenvolvimento moral, intelectual e físico objetivo do homem e, consequentemente, da sociedade.
Com o símbolo estabelecer uma significativa relação inteiramente convencional entre dois elementos, chamou um "simbolização", ou seja, a imagem de elemento perceptível, e o outro "simbolizava", ou seja, nenhum elemento perceptível significado.
Qualquer imagem de um objeto é real ou irreal, ou o seu estabelecimento pode funcionar como um símbolo e para a frente, ou seja, qualquer sentido, em uma relação para muitos, isto é polissêmico, plástico.
A linguagem dos símbolos é a língua mais primitivo, enquanto o mais moderno. Primitivo, porque nasce no coração da história; Moderno, porque exige o conhecimento acumulado em anos de experiência vivida.
Por isso, é a língua mais difícil e complexo. Daí a sua tarefa de aprendizagem implacável. É tudo um processo de ensino que envolve o desafio com a vontade de aprender.
Há nele implícito uma sucessão de idéias, pensamentos, atitudes que afeta não apenas o cognitivo, mas também a sentir e fazer. Aprender é um processo em profundidade e batalha em curso com o intelecto, emoção e todo o comportamento.
Erich Fromm, em seu livro A linguagem esquecida indica que a linguagem simbólica é uma linguagem em que as experiências interiores, sentimentos e pensamentos são expressos como se fossem experiências sensoriais, eventos no mundo exterior.
É uma língua que tem uma lógica diferente da linguagem convencional falamos todos os dias, uma lógica que não são o tempo e o espaço categorias-chave, mas a intensidade e parceria.
Nós entendemos a linguagem simbólica é o mais universal de expressar idéias e conceitos em valores construtivos para a expressão de humanidade.
Esta linguagem define a Maçonaria como uma instituição universal, como o conteúdo dos símbolos não é determinada por uma determinada língua como o Inglês ou Francês, mas é em si uma linguagem que transmite uma ideia que vai além da definição puramente material do objeto que descreve.
É precisamente o estudo do esoterismo que este significado é escondido, invisível contida nos símbolos, torna-se visível e compreensível.
As experiências esotéricas não são espontâneas ou inconsciente, mas exigem um ato de vontade que permite entrada em um campo em que os valores da vida espiritual e material assumir um significado diferente.
As ferramentas presentes na imagem em anexo e representam os valores e os altos padrões de conduta que devem viver maçons, deixando todos livres para colocá-los dentro de sua própria escala individual de valores.
Porque não basta juntar a Maçonaria para se tornar um maçom, é necessário tomar esses símbolos desenvolvidos com eles uma filosofia de vida significativa.
Christian Gadea Saguier


BUSCANDO O SIGNIFICADO DO TEMPLO



Quando fui convidado a ingressar na Maçonaria, minha experiência prática com algo que considerava remotamente similar limitava-se à Ordem Rosacruz, de que sou membro desde 1977.

Ser membro da Ordem Rosacruz é buscar crescimento individual na direção de uma união mística com Deus.

Para tanto se estudam longos trabalhos e tratados, medita-se individualmente no recôndito do lar e nos momentos em que há disponibilidade para isso e fazem-se alguns exercícios voltados a nos lembrar constantemente da existência de um plano de realidade além deste imediato que condiciona e sustenta este plano de realidade em que vivemos.

Naturalmente existe um forte estímulo a que se busque a freqüência a um dos organismos afiliados (Lojas, Capítulos e Pronaos), devidamente compostos com oficiais, etc.

Sabendo de uma proposta de se fazer o mesmo com a Maçonaria, num primeiro momento me animei muito e fui assim contribuindo com uma Obediência emergente através do auxílio, modesto, na elaboração e retificação de textos monográficos a partir de alguns aportes que me iam sendo transmitidos gradualmente à medida que isto ia sendo considerado possível.

Sendo a filosofia e a ciência maçônicas reputadas pelos místicos como perfeita, seria interessantíssimo trabalhar numa proposta voltada a democratizar este saber, fazer com que chegue a todas as pessoas que por ele se interessem.

Após minha iniciação e algumas visitas a Lojas Maçônicas percebo que se trata de algo definitivamente não passível de transmissão através de qualquer material escrito. Podem-se estudar alguns aspectos como a Cabala, a Astrologia, ou a Numerologia exaustivamente.

Pode-se ainda conhecer muito sobre a história natural, do misticismo e do ocultismo universal. Pode-se, enfim, conhecer muito acerca dos propósitos e encaminhamentos os mais diversos ou mesmo sobre vários aspectos da Maçonaria sem que necessariamente se seja maçom. Todos estes são aspectos e estudos que se recomenda ao maçom – assim como ao profano.

Contudo, para uma boa compreensão, sempre em processo de aperfeiçoamento e crescimento perene, é fundamental a freqüência a uma Loja Maçônica. Sendo muito importante ainda a participação, como visitante ou convidado, dos trabalhos de outras Lojas além da que freqüenta.

Tomo com exemplo do que pretendo trazer à reflexão as Instruções de Aprendiz e o muito que elas suscitam ao Iniciado.

Antes de examinar brevemente algumas questões que se apresentam ao maçom na etapa de seu trabalho existencial, abro um parêntese: ao longo dos milênios, na história do mundo, temos nos deparado com problemas dos mais diversos graus, principalmente devido à intolerância ou ignorância que já destruiu bibliotecas e assassinaram sábios iniciados ou profissionais competentes nas mais diversas áreas.

Tudo isso mais acidentes e incidentes graves como o dilúvio (referido de maneiras diversas nas mais diversas culturas e civilizações), terremotos, incêndios, secas e enchentes ao longo dos tempos.

De que maneira se preservaria um conhecimento arcano diante de tais e tantos problemas? Numa sentença, reproduzindo toda a cultura e as informações possíveis em vários pontos diferentes, sempre sob a guarda de gente disposta a defender estes valores.

Com um dado suplementar: nenhum idioma resiste intocado por mais de 500 anos. Leia, por exemplo, a Carta de Pero Vaz de Caminha no português original de 1500. O idioma se parecia mais com o holandês do que com o português atual!

É certo que a Maçonaria contemporânea está datada no tempo histórico. O registro da primeira Loja Maçônica formalmente estabelecida no mundo data de 24 de junho de 1717. As organizações similares ou que a ela convergem antes daquela data não devem ser chamadas de “maçônicas”.

Assim, como nos diz também José Castellani, não é correto supor que a Maçonaria tenha origem pré-histórica, egípcia, essênia, medieval ou outra qualquer. Contudo a Maçonaria enquanto filosofia, em seus aportes para a ciência e o conhecimento tem raízes antiquíssimas.

No Templo maçônico encontramos, por sobre miríades de referências ao judaísmo, muitos aportes caldeus, egípcios, persas, gregos, etc.

Supondo, como proposta inicial de trabalho, tratar-se de uma organização surgida em fins da Idade Média, dentro das Corporações de Ofício de Construtores que, por motivos diversos fortaleciam-se e auxiliavam-se mutuamente num mundo que saía do feudalismo e ingressava no capitalismo, que saía dos reinos e impérios para ingressar na república moderna, incorporou o conhecimento arcano preservado pelos mais diversos grupos de sábios de todo o mundo no eixo Europa – África – Ásia Menor.

Fica em aberto, a aprofundar-se, o estudo de quando, como e por que motivos as Corporações de Ofício e os místicos, alquimistas, cabalistas e ocultistas se uniram tão poderosamente. O primeiro traço comum que se percebe está no resguardo e proteção de um saber que é maior que cada um e traz a herança de antigas civilizações e culturas. Naturalmente, embora guardando algumas similitudes e dramáticas diferenças, merecem estudo mais aprofundado o caso do extremo Oriente (China e Japão), assim como o do Novo Continente (América).

Vejamos como o quadro se apresenta àquele que inicia seus estudos. Percebe-se que o Ap.’. fica sob a alçada de Instrução do P.’. V.’., na Coluna da Severidade, cuja coroa é BINAH, a Terceira Sephirah da Cabala. Na Instrução em si, o V.’. M.’. no topo da Coluna da Suavidade, cuja coroa é KETHER, solicita auxílio aos demais OOFF.’. da Loja, segundo uma seqüência lógica que se compreende mais intuitiva que racionalmente, para as etapas sucessivas dos estudos. Veremos que o encaminhamento criativo, masculino, é dado pelo S.’. V.’., na Coluna da Misericórdia, cuja coroa é CHOKMAH. 

Em linhas gerais: V.’. M.’. – KETHER. S.’. V.’. – CHOKMAH. P.’. V.’. – BINAH. Estes se colocam na posição do triângulo supremo das Sephiroth da Cabala. O segundo triângulo das Sephiroth cabalísticas aparentemente se compõe: S.’. – em CHESED, Or.’. – em GEBURAH e M.’. C.’. – em TIPHARETH. Percebe-se, portanto, que a primeira motivação das orientações iniciais reside num bom conhecimento das Sephiroth cabalísticas, que são visitadas uma a uma durante a reunião, sempre buscando enfatizar as características primordiais de cada Sephirah.

A orientação da construção – Norte – Sul – Leste – Oeste e suas dimensões fazem pensar ainda mais na preservação de valores universais para toda a espécie humana. A cobertura deste saber sob o manto de pp.’., tt.’. e ss.’. volta-se, novamente e sempre, a preservá-lo, a protegê-lo do alcance de quem potencialmente o profanaria.

O zelo, a forte ligação à necessidade de proteção de coisas sagradas perpassa todo o conhecimento maçônico que, repito, não é passível de transmissão meramente intelectual ou individualizada de forma monográfica como ocorre na Ordem Rosacruz.

Todos os procedimentos, por tradição, costume e em nome da eficácia devem transcorrer-se na Loja! As PP.’. emitidas por cada um dos MM.’. são importantíssimas e fundamentais, mas incompreensíveis fora do contexto em que se apresentam.

O aspecto físico do T.’., sem que a L.’. esteja formada, ou seja, sem que os Of.’. estejam em seus postos, também é incompreensível de forma isolada. O que se protege com os SS.’., TT.’. e PP.’. é precisamente o todo, o conjunto.

Este saber é transmitido em Loja e é de se presumir, pelo que lemos e deduzimos a partir desta primeira abordagem, que se vá tornar cada vez mais sofisticado, cada vez mais profundo, girando em torno de um triângulo composto pelos objetos físicos existentes e expostos,  pelas pessoas que participam e finalmente  pela dinâmica de todo o processo.


O conhecimento monográfico pode enriquecer o saber transmitido de maneira tradicional, mas jamais pode precedê-lo ou mesmo prescindir dele.

A descoberta deste fato, possível apenas após a iniciação, naturalmente, fez-me entrar em contradição com a Obediência que me iniciou, uma vez que ela propõe a transmissão do conhecimento maçônico através de monografias, a exemplo do que faz a Ordem Rosacruz. Hoje percebo ser isto impraticável. Como reproduzir as condições do triângulo “objetos – pessoas – dinâmica” em monografias individualizadas?

Há um motivo para que o conhecimento seja preservado e transmitido da maneira que vem sendo há tanto tempo. Cabe respeitar e buscar compreender a partir de dentro. Não há como se efetivar uma modificação qualquer que seja de fora para dentro.

Lázaro Curvêlo Chaves

segunda-feira, 23 de março de 2015

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DA MAÇONARIA



Hoje estive pensando sobre a capacidade que a maçonaria tem de influenciar pessoas, governos, empresas, e mudar significativamente o rumo da história. E ora, não precisamos ir tão longe pra evidenciar a participação da ordem na história da humanidade, tomemos como exemplo o Brasil mesmo.

A maçonaria brasileira é filha da maçonaria européia por meio das maçonarias inglesa e francesa que, apesar de serem rivais na época, são molas mestras na criação da maçonaria portuguesa, que gerou a brasileira.

É profundamente libertária e iluminista, uma maçonaria responsável pelas grandes revoluções libertárias no mundo, como a Revolução Americana, a Francesa e a própria Conjuração Mineira, que representa os primórdios da independência brasileira.

A ideologia maçônica “explode” na idade moderna com o advento dos gloriosos pensamentos iluministas na consciência da sociedade, frisando o lema tão reconhecido por intelectuais iluministas e principalmente por maçons: 

“Liberdade, Igualdade e Fraternidade!”

Essas três palavras impulsionaram uma revolução tão grandiosa na forma de pensar e agir na época, atingindo todas as classes e sociedades, primeiramente na França, e depois se espalhando por todo o mundo.

A meu ver, o motor que disseminou a ideologia “evoluída” foi a própria maçonaria. Alguns historiadores abordam a participação dos filhos dos fazendeiros que iam estudar na Europa e voltavam, no caso do Brasil, com a concepção da época.

Mas, ao analisarmos bem, é bem mais palpável a participação significativa da maçonaria nesse processo, afinal, é uma ordem que partilha concepções iluministas, com lojas e associados espalhados por todo o mundo, compondo em seu quadro de “obreiros” os mais importantes pensadores da época, além de figuras importantes da política e das forças armadas.

Atualmente, a maçonaria continua a influenciar decisivamente no rumo da história, estando presente em todos os lugares, promovendo o bem estar da Pátria e tomando iniciativas que, subjetivamente, enaltecem o ser humano, e, objetivamente, aproxima-os da perfeição moral.


Andrei Pires de Alcântara
A.'.R.'.L.'.S.'. João Bras  n° 1116
Or.'. Trindade - GO.

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