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“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

sábado, 18 de novembro de 2017

ALTAR DE JURAMENTOS


POSICIONAMENTO NAS LOJAS DO REAA
O Altar dos Juramentos faz parte do mobiliário de uma Loja, aqui no Brasil, nos seguintes Ritos: REAA, Adonhiramita, Brasileiro e Rito de York Americano (Lojas Azuis). Não fazendo parte nos Rito Francês ou Moderno, Trabalho de Emulação, Rito de Schröder ou Alemão e no Rito Escocês Retificado.

No REAA, na maioria das lojas, ele está, atualmente, situado no Ocidente, no centro da Loja. Entretanto, em muitas Lojas ele está no Oriente, seu verdadeiro lugar. No Rito de York Americano, também, ele está localizado no centro da Loja, aliás, esta, sempre, foi sua posição desde a criação do Rito.

Nos Ritos Adonhiramita e Rito Brasileiro ele, sempre esteve localizado no Oriente. Quanto à sua posição em Loja, têm que se considerar vários aspectos: ele seria um símbolo de origem puramente maçônica, criado a partir do pedestal ou altar do Venerável, onde nos ritos antigos, especialmente na Inglaterra, os iniciados, ajoelhados em frente ao Altar, prestavam seu juramento; o Altar dos Juramentos seria uma cópia do Altar-Mor das Igrejas Católicas.

Sabemos que a Maçonaria copiou muita coisa da Igreja, inclusive o Templo, o qual, de Templo de Salomão não tem nada ou, apenas, o lembra.

Quando se fala em Templo de Salomão tudo é simbólico ou alegórico.

Quando a Maçonaria começou a existir perto à Igreja Católica, simplesmente, já existia há mil anos. E a Maçonaria copiou muita coisa da Igreja Católica, aliás, não só da Igreja Católica, bem como de entidades iniciáticas antigas, da Bíblia e, também, assimilou muita coisa da cultura dos antigos, seus símbolos suas lendas; ou ele seria um símbolo equivalente a uma peça do Templo de Salomão, correspondente ao Altar dos Holocaustos.

Têm Irmãos estudiosos como Teobaldo Varoli Filho e João Nery Guimarães, Pedro, Juk, além de outros, que defendem que este símbolo tem seu verdadeiro lugar no Oriente, alegando que na Maçonaria Primitiva os compromissos eram tomados no próprio Altar do Venerável sendo, portanto, uma tradição que deveria ser respeitada.

A Maçonaria Inglesa, através do Trabalho de Emulação e o Rito Escocês Retificado, ainda, usam esse sistema. Na França, quando o REAA foi reorganizado em 1804, quando o iniciando fazia seu juramento no primeiro grau ficava ajoelhado em frente ao Altar do Venerável.

Posteriormente, por comodidade e diversidade de potências e de ritos, criou-se um complemento prismático triangular no próprio Altar e que com o tempo criaram um tamborete ou móvel triangular, posteriormente, de forma quadrangular completamente desvinculado do mesmo, porém com localização no Oriente.

Esse seria um dos poucos símbolos genuinamente maçônico, já que os demais são todos emprestados de outras entidades iniciáticas esotéricas, da Igreja Católica, da Bíblia e da cultura e crenças de povos antigos, etc., e que a correspondência do Altar dos Juramentos seria com o Altar–Mor da Igreja Católica, isso, inicialmente, quando a Maçonaria começou a trabalhar em Templos, porque depois criaram um móvel próprio para as Iniciações.

Mas, inicialmente, teria sido cópia do Altar-Mor, segundo o escritor maçônico José Castellani. Outros autores defendem que a posição do Altar dos Juramentos seria no Ocidente, copiando ou comparando com o Templo de Salomão, que seria uma alegoria ao Altar dos Holocaustos, o qual, a exemplo do Mar e Bronze, Colunas J e B, Altar dos Perfumes, que na descrição bíblica estavam fora do templo, foram interiorizados para dentro dos templos maçônicos e ganharam vida própria e outras interpretações simbólicas.

Segundo outros autores, o Altar dos Holocaustos, situado no centro do pátio do Templo de Salomão, para os judeus, era um altar de sacrifícios, onde ofereciam uma vítima para louvar a Deus, geralmente um animal.

No Altar dos Juramentos, para muitos autores, o Iniciando oferece o sacrifício de vencer suas paixões, e renascer para uma nova vida. Tudo o que se está falando é puramente simbólico.

Os autores que interpretam assim acham que o Altar deva estar no centro da Loja, porque ele estava no centro do pátio, por fora do Templo de Salomão. Parece que essa interpretação não tem respaldo pela maioria dos autores.

Para certas Potências no Brasil, que praticam o REAA, o Altar dos Juramentos está no local correto, ou seja, no Oriente, já que, historicamente, ele estava no Oriente, desde sua origem. Simbolicamente, o lugar dele é no Oriente.

Outras Potências o colocaram no centro da Loja, dando a sua própria interpretação desse símbolo. Possivelmente, foi para facilitar o trânsito dos Diáconos e do Mestre de Cerimônia durante a sessão, já que em muitos templos, o Altar dos Juramentos, no Oriente, atrapalha essa deambulação por se ter pouco espaço.

Todavia, tradição é tradição e o local correto do Altar dos Juramentos é no Oriente, segundo a maioria dos autores.


Hercule Spoladore

terça-feira, 14 de novembro de 2017

ÉTICA, JOVENS E A MAÇONARIA


O povo brasileiro assiste atônito, à série de desmandos e acordos políticos destinados, de um lado, a preservar o mandato da atual presidente da República e, por outro, destituí-la do poder.
As estruturas dos poderes Legislativo e Executivo nunca foram tão abaladas como nos últimos anos, dada a incrível e lúdica sequência de escândalos que devastaram o resíduo confiança que havia em alguns setores da política.
Máscaras caíram; o partido do governo, outrora baluarte da decência e da moralidade na administração pública, após alguns anos no poder, mostrou a podridão que permeava suas entranhas, com vários de seus nomes ilustres sendo protagonistas dos mais tristes episódios de maltrato à coisa pública já vistos nos país.
Se no aspecto político o país chafurda na lama, com poucas esperanças, a economia reflete claramente o descaminho em que nos encontramos, sem que ninguém saiba o que fazer e, mesmo sabendo, sem ter credibilidade suficiente para mobilizar setores da sociedade para auxiliar em um projeto de recuperação nacional.
Credibilidade: essa é a palavra-chave. Podemos perder tudo, como já disse um ex-presidente da República, menos a credibilidade. E foi justamente isso que aconteceu com o governo brasileiro.
Nesse cenário de incertezas e de vergonha interna e externa, como ficam nossos jovens? Que tipo de cidadão nossa sociedade formará, se não ficar evidente a repulsa por toda a bandalheira que assola a nação? Que tipo de ética será transmitida aos mais novos, se as ações atuais não convergirem para a aplicação plena da Lei, visando o ideário da Justiça, sem tergiversações?
Esta preocupação aflige a todos, e a Maçonaria brasileira não tem se furtado a debater e a procurar soluções para essa problemática, afinal, também foi atingida por decepções internas.
Daí decorre a intensificação, ao menos no âmbito do Estado de São Paulo, da busca pelo resgate da ética na política, como tem feito o Grande Oriente de São Paulo – GOSP, interagindo com a sociedade e promovendo, principalmente entre os jovens, o apego aos ideais sublimes de Liberdade, com responsabilidade; Igualdade em oportunidades; e Fraternidade com o ser humano, independente das diferenças que o Criador nos impôs.
O interesse da Maçonaria pelos jovens não é novo, mas se revigorou nestes tempos de profunda confusão de valores e princípios.
Não basta dizer que os jovens são a esperança do amanhã; isso é totalmente superado. Os jovens necessitam ver, nos adultos de agora, algo que os inspire a crer que vale a pena ser honesto, trabalhador e estudioso, o que é muito difícil em um país que valoriza mais os profissionais do chamado “show business” do que um médico que estuda sete anos ou mais para salvar vidas.
Como vários dizem e poucos praticam: “as palavras inspiram; já os exemplos, estes arrastam.”.
Ciente disso, a Maçonaria têm se engajado no trato aos jovens, seja por meio de ações sociais, ou pela inserção em seus quadros dessas verdadeiras centelhas de vida e de mudança social.
Nossas Lojas Acadêmicas e Universitárias têm envidado esforços para maior integração com a sociedade, visando oferecer aos mais novos ambientes sadios para desenvolver o senso crítico, a consciência e a responsabilidade social, alicerces de uma cidadania plena, ao mesmo tempo em que se dispõe a ser parceira dos professores, por entender que, sem a participação deles, toda iniciativa em formar ou conscientizar com qualidade é vã.
No dia 20/08/2015, data em que se comemora, no território nacional, o “Dia do Maçom”, os maçons brasileiros reiteram toda a sua indignação contra a corrupção desenfreada e o trato pífio da Administração Pública, amplamente expostos pela imprensa, reafirmando que a impunidade não pode perdurar, doa a quem doer.
Sob a égide da lei e da ordem, como cidadãos conscientes, os maçons usam esta importante data para reflexão e ação, ávidos por contribuir pelo bem da sociedade e a grandeza da pátria! Avante, Maçons! Viva o Brasil!
Resp.’. Ir.’. José Vieira da Silva Júnior é Coordenador Estadual das Fraternidades Acadêmicas e Universitárias do Grande Oriente de São Paulo (GOSP).
Artigo publicado no jornal Correio Popular, de Campinas
fonte GOSP


sexta-feira, 10 de novembro de 2017

OS LANDMARKS


As leis naturais são imutáveis, perfeitas, e valem em qualquer tempo e lugar. Seja lá qual for a crença pessoal de cada um, é praticamente consenso e bom senso que “alguém” é o responsável por toda a criação e este “alguém” possui todas as perfeições e nenhum defeito. Consequentemente, tudo que Ele/Ela criar também estará sujeito a toda esta perfeição.

O Criador não somente produziu o universo como também todas as perfeitas leis que regem tudo que aqui se passa. Essas são as “Leis naturais”, perfeitas, independentes e inexoráveis. Elas valem em todo tempo e lugar, sem necessidade de correções e ajustes.

Em contrapartida às leis naturais, e como pálido espelho delas, existem as “Leis humanas”, criadas pelo homem para regular a vida em sociedade. Já que estamos condenados à vida gregária, é fundamental que existam normas e regulamentos para reger as relações entre os Homens, a fim de evitar conflitos e permitir a coexistência de maneira pacífica e construtiva. Se assim não fosse, seria simplesmente a lei do mais forte e ainda estaríamos numa fase selvagem da nossa evolução.

Porém, diferentemente das leis naturais, as leis humanas são mutáveis e tem que ir se ajustando à própria evolução da sociedade. À medida que o homem evolui os seus usos e costumes, as suas regulamentações também vão se moldando a este novo padrão evolutivo a fim de acomodar e ajustar a estas novas práticas.

Por isso, de tempos em tempos, a sociedade tem que fazer um novo pacto de convivência e atualizar as suas leis.

Isso é natural e desejável.


Se assim não fosse, ainda haveria escravidão, as mulheres não teriam direito de votar, a América do sul ainda estaria dividida pelo tratado de Tordesilhas e outras bizarrices que, na sua época eram lógicas e razoáveis, mas que hoje simplesmente soam como absurdas.

As leis se modificam e se atualizam à medida que a sociedade evolui.

A Maçonaria é uma sociedade de homens. Portanto, ela esta sujeita às mesmas condições de qualquer outra sociedade humana.
As leis maçônicas forçosamente têm que evoluir e se acomodarem aos novos tempos.

O bom senso, a lógica e a razão assim o ditam.

Porém, a própria maçonaria acabou se colocando numa armadilha, pois definiu que o seu conjunto de leis básicas chamado de “Landmarks” são imutáveis.

Quando se estabeleceu os tais Landmarks há alguns séculos, não se levou em conta que a evolução natural da sociedade e a consequente necessidade de acomodar as leis intestinas a esta nova realidade.

É evidente que uma entidade milenar como a maçonaria tem que ter uma base doutrinária, filosófica e organizacional muito forte, sólida e consistente, pois se assim não fosse não poderia resistir à passagem do tempo e certamente já teria sido extinta.

Dai, pode-se compreender a intenção dos codificadores da legislação maçônica em criar um código de leis rígido, que não pudesse estar sujeito a modismos, vaidades e caprichos pessoais dos dirigentes maçônicos.

Porém entre cláusulas rígidas e cláusulas imutáveis há uma diferença abissal.

Insistir em leis imutáveis é praticamente condenar a maçonaria á implosão ou a hipocrisia, pois à medida que algumas cláusulas dos Landmarks forem se tornando impraticáveis, os maçons simplesmente irão parar de segui-las, mesmo sem anunciar publicamente.

E qual a solução para isso?

Os grandes dirigentes maçônicos têm que se reunir e admitir que isso precisa ser mudado. De alguma forma ele tem que, com o respaldo de toda a comunidade maçônica,  estabelecer um mecanismo de revisão periódica dos Landmarks, a fim de acomodá-los à nova realidade e à nova moral.

Evidentemente isso não pode ser uma coisa banal, e o mecanismo de revisão dos Landmarks tem que ser rígidos amplos e complexos, para evitar casuísmos e oportunismos. Porém não se pode ficar como está, sob pena de esvaziar completamente a verve maçônica, pois ninguém terá coragem de defender cláusulas tão anacrônicas e fora de propósito.

Em tempo, é evidente que não se quer virar a maçonaria do avesso e nem se mudar tudo. Basta somente AJUSTAR os Landmarks à nossa nova realidade, mantendo os princípios e a razão de ser da entidade.

Abraham Lincoln disse, muito sabiamente, que não há nada mais poderoso do que uma ideia cuja hora tenha chegado.


Pois agora é uma hora tão boa quanto qualquer outra para a  maçonaria incorporar algumas novas ideias no âmago da sua essência, revisando os Landmarks.

Autor: Ir.´. Alfredo Vicente Terçaroli Ramos
(membro ativo da ARLS Verdadeiros Irmãos, 669)


quarta-feira, 8 de novembro de 2017

ONZE CONDUTAS MAÇÔNICAS DESEJÁVEIS



Onze condutas maçônicas que, certamente, contribuem positivamente e protegem a nossa ordem das ações e das influências dos infiltrados:

1) Sirva à instituição e não às pessoas;

2) Quando for divergir, seja de ideias, propostas e condutas, mantenha-se imparcial e com honestidade, deixando de lado simpatias ou antipatias pessoais;

3) Chame sempre para você a responsabilidade de proteger e defender a instituição, não esquecendo que os nossos maiores inimigos, infelizmente, vestem avental;

4) Não se venda por medalhas, títulos, cargos, alfaias e elogios;

5) Quando for indicar um candidato, não seja um corretor de avental, que seja pessoa que se amanhã for à bancarrota e você tenha necessidade de levá-la para dentro de tua casa, ela não ocasione problemas à tua família;

6) Seja parceiro fiel e leal da verdade e da justiça, assumindo a inteira responsabilidade do que falar, escrever ou fazer;

7) Nunca se esqueça que os exemplos falam mais do que palavras e que os Aprendizes, Companheiros e Mestres mais novos precisam de referências;

8) Não seja Maçom oportunista ou inconsequente, pois baixaria truculência e contestação infundada e mentirosa não são compatíveis com as nossas virtudes e princípios, maculando os Templos Maçônicos;

9) Não olhe para um Irmão como se fosse seu superior hierárquico, porém respeite as autoridades maçônicas legalmente constituídas, bem como, se for necessário, exija delas, usando os caminhos e meios legais maçônicos, que desempenhem os seus cargos com dignidade, probidade, humildade e competência, pois não estarão fazendo mais do que sua obrigação;

10) Seja um obreiro útil, humilde, dedicado, competente, de atitude e instruído nos augustos mistérios da Arte Real, pois, caso contrário, poderá ser manipulado e inconscientemente prestar serviços para aqueles pseudo maçons que representam a antimaçonaria.

11) Mas nunca se esqueça que você faz parte integrante da Instituição e é no conjunto de Irmãos que a Maçonaria vive e pulsa e só poderá alcançar seus altivos interesses quando todos de mãos dadas seremos um só corpo pensante.


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

COMO RECEPCIONAR IRMÃOS VISITANTES


Landmark 14. - O direito de todo Maçom visitar e tomar assento em qualquer Loja, é um inquestionável Landmark da Ordem. É o consagrado direito de visitar, que sempre foi reconhecido como um direito inerente que todo Irmão exerce, quando viaja pelo Universo. É a consequência de encarar as Lojas como meras divisões, por conveniência, da Família Maçônica Universal.

As Lojas Maçônicas devem ser lugares bem receptivos, onde novos Irmãos visitantes se sintam livres para explorar e fazer novos amigos.

Como faz algum tempo que muitos de nós fomos visitantes pela primeira vez, algumas Lojas esqueceram algumas formas básicas de se colocar no lugar do visitante e como fazê-los sentir-se bem vindos.

Aprendendo a receber novos membros da Ordem e apresentá-los à Loja, você pode tornar a experiência mais memorável e evitar erros comuns que afastam membros prospectivos para uma possível filiação e até regularização.

VAMOS A ALGUMAS DICAS:

O processo de recepção para visitantes começa assim que eles estão no estacionamento. Ir à Loja pode ser uma experiência intimidadora para muitos Irmãos (principalmente os aprendizes), então você quer se certificar de que os visitantes de primeira vez se sintam bem vindos.

Por esse motivo, é comum que as Lojas tenham Irmãos para recepcionarem no estacionamento, certificando-se de que os novos irmãos visitantes tenham uma ideia de onde eles devem estar e que não tenham medo antes de entrarem no Templo.

Escolha irmãos mais calorosos e amigáveis para isso. Pode ser uma forma excelente de dar para os membros mais alegres algo para fazer antes da sessão, ou para fazer os membros da Loja mais velhos se sentirem mais valorizados.

Certifique-se de que os irmãos da recepção evitem uma linguagem acusatória e não receptiva, como "O que você está fazendo aqui?" Em vez disso, apenas suponha que todo mundo está no lugar certo. Diga, "Olá! Meus irmão Bem Vindo! Como você está?" Ouça-o e ajude.

Apresente-se. Não coloque a pressão nos visitantes para se apresentarem, e faça o primeiro contato. Visitantes devem ficar confortáveis. Tire a pressão se apresentando e apresentando os irmãos da Loja, e pegando os nomes dos visitantes para o Ir.'. Chanceler.

Trate os visitantes como pessoas, não como "visitantes". Ninguém quer ir a lugar nenhum querendo ser bem recebido e na hora se sentir estranho ou em uma categoria separada. Faça perguntas a eles e aprenda sobre os visitantes para fazê-los se sentir à vontade. Procure um assunto em comum para discutir e ajude-os a se sentir como se estivessem em casa. É nessa hora que se checa o CIM  e discretamente colhem-se informações do “visitante”

Mostre a Loja para o visitante. Muitos membros da Maçonaria esquecem como é visitar uma Loja amiga pela primeira vez. A maioria dos visitantes de primeira vez não está interessada nos assuntos profundos – eles estão apenas procurando um lugar para estacionar e onde se sentar e ouvir a sessão. Eles só querem se sentir bem recebidos. Vá devagar e foque-se em ajudar os visitantes a ficarem confortáveis e torne a experiência fácil e sem estresse.

Certifique-se de que o visitante saiba onde pode estacionar, onde pode pegar uma xícara rápida de café, um copo de água e onde guardar sua bolsa.

Faça um tour rápido pelo prédio se o tempo permitir. Mostre aos visitantes o local onde a sessão será e outras partes atraentes, se eles estiverem interessados. Um pouco da história da loja também pode ser interessante para novos visitantes.

Novos visitantes em uma Loja devem sempre conhecer o Venerável Mestre antes de irem embora, se estiverem interessados. Faça uma apresentação depois do sessão. Se os visitantes não estiverem interessados, não force nada.

Observações importante:

Visitante não apresenta trabalhos em Loja na qual visita,
Visitante não opina sobre assuntos da Loja,
Visitante não vota,
Visitante só vai para o Oriente se for convidado,
Visitante pode se telhado pelo VM e verificado documentos,
Visitante vai à Loja de terno completo,
Visitante que trabalhar e ocupar cargo, deve fazê-lo com zelo,
Visitante não fala demais na palavra a bem da ordem,
Visitante tem que ter educação, pois a Loja não é a dele, então...

Espero que essa dicas possam ajudar as Lojas.


Denilson Forato, M.I.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

POR UMA MAÇONARIA MAIS JUSTA E PERFEITA!


Somos imperfeitos.

Uma eterna pedra bruta em processo de lapidação.

Ninguém é dono da verdade.

Errar é humano. Nossa ordem é composta por obreiros, homens livre e de bons costumes, mas mesmo assim sempre haverá falhas.

Todas as afirmativas que foram lidas são máximas que nos acompanham cotidianamente nas nossas oficinas, sempre estamos falando ou ouvindo alguém pronunciá-las. Todas elas carregam consigo a fragilidade humana, a necessidade de aperfeiçoamento.

Mostramos que devemos melhorar sempre, que de fato somos seres inacabados, pedras imperfeitas. Mas até quando usaremos estas máximas como escudos para as nossas eventuais falhas?

Até quando usaremos estas expressões para continuarmos denegrindo a instituição que participamos?

Até quando as usaremos para mantermos nossas lojas no submundo da injustiça e da imperfeição?

Se o ser humano é realmente um ser deplorável em todos os lugares deveria ser um péssimo lugar para se viver.

Nenhum lugar prezaria pela tentativa de se fazer as coisas certas, de procurarem o bem comum, de buscaram a justiça e a dignidade, de pelo menos tentarem transformar o local onde moram em um lugar decente.

Temos tantos exemplos que poderíamos seguir mundo afora. Existem povos que pelo menos buscam ser melhores.

Poderíamos citar os japoneses, finlandeses, noruegueses, canadenses, suecos, ingleses, alemães, australianos, enfim, são povos que conviveram com o caos e souberam dar a volta por cima, souberam construir nos seus países uma sociedade mais digna.

Se não são perfeitos, pelo menos procuram ser. É justamente este o grande dilema que deveríamos pensar.

Por que não tentamos também?

Se quisermos nós, brasileiros, poderemos construir um país mais justo e perfeito, grupos sociais mais justos e perfeitos, uma sociedade mais justa e perfeita.

Torna-se muito simples, mesmo dependendo de um constante esforço de cada um de nós. Muito pouco ou quase nada adiantará nossas reclamações, se nossas ações se escondem por detrás da máxima da imperfeição.

Sabemos que a imperfeição é real, mas ficar, como medíocres, se justificando através dela, aí já é demais. É querer sofrer, contentar com o caos, ver o fim de tudo que não deveria ter fim e não se importar.

Se existem exemplos bacanas é porque é possível o ser humano ser melhor. Caso contrário não restaria nenhum lugar que prestasse.

O que somos já diz tudo, somos seres humanos, que pensam, que amam, que têm compaixão, somos seres que podem melhorar sempre e isto é bom demais!

Por isso é preciso acreditar nisto, viver isto, e pautar nossas atitudes neste propósito na eterna busca de sermos justos e perfeitos. Quem sabe assim nossos dias se tornam melhores, nossas instituições, entre elas nossas oficinas, se tornam mais dignas e merecedoras de respeito.

E como sonhar não custa nada quem sabe nosso país se transforme naquilo que todos queremos, num país em que o povo procure ser justo e perfeito, que tenha coragem de lapidar a pedra bruta.


Walber Gonçalves de Souza

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

COMO É SUA MAÇONARIA? COMO É SUA LOJA


Um irmão me escreveu um e-mail recentemente preocupado com a falta de interesse dos maçons em estudar.

Essencialmente os maçons, dizem, são a ‘nata’ da sociedade. Ler livros, estudar, pesquisar, questionar, defender princípios éticos e morais e agir seriam alguns dos preceitos estritamente elementares e básicos de uma comunidade formada pela ‘nata’ da sociedade.

Salvo melhor juízo, o que vemos, contudo, é um conjunto de pessoas, bem intencionadas, boas de coração, mas completamente alienadas. Seguem o que mandam. Alguns, entretanto, abandonam o barco por se sentirem enganados pela ideia que a Instituição lhe vendeu. Outros, que insistem, são taxados de encrenqueiros ou que ‘não deixaram a maçonaria entrar em seu coração... ’

Avaliando tudo isso, podemos vislumbrar algumas questões.

São verdadeiras estas afirmativas?

Analisemos.
Onde começa a Maçonaria? Na Loja. Na Loja existe o ingrediente mais importante e basilar da Instituição: o maçom, o ser humano, o pensante, o agente.

Nas Lojas realmente estamos encontrando pessoas que questionam que pensam que estudam que agem? Ou são apenas mecanicistas e ‘agapistas’?

A inteligência está em repetir, repetir e repetir o que outros dizem serem cláusulas pétreas, ou está na capacidade de investigar, duvidar, questionar, propor, agir?

Qual a diferença entre uma pedra e um ser pensante? A pedra está ali, não se mexe, não pensa, não toma iniciativa alguma, segue o que propuserem a ela. O ser pensante incomoda o status quo, interage proativamente, propõe o novo, age, duvida, argumenta, reinventa e se reinventa.

A Loja, embrião da estrutura maçônica é de onde vêm as definições, as ordens. Não espera vir de cima, mas está acima. Como é a sua Loja? Onde, em que patamar se encontra? Está à altura do que se espera no ideário Maçônico? Ela tem opinião, faz ouvir e valer sua opinião, ou a sua opinião religiosamente coincide com o que vem ‘de cima’?

Se a Loja não tem posição ‘em cima’, é porque se acocora e espera. Espera a iniciativa de quem julga estar acima, espera ordens, espera decisões, espera a definição do que é certo e do que é errado. Quanto muito espera apenas para ratificar. Apequena-se. Não tem iniciativa, criatividade, força própria, argumentação. 

Não quer se incomodar. A rotina lhe é o sustentáculo da existência e finalidade.

E assim anda a Maçonaria, ou não?

Se quisermos saber sobre a Maçonaria, olhemos às nossas Lojas. Quais suas preocupações, quais seus planejamentos de curto, médio e longo prazo (ou sequer tem planejamento?). Tem feito diferença em sua área de ação e atuação junto à comunidade?

Qual a qualidade dos trabalhos que são apresentados? Estes trabalhos trazem novidades ou são repetições das repetições? O mesmo do mesmo? E assim está bom...

Os obreiros sabem da legislação da Loja e de sua Potência? Se sentem capacitados a avaliá-las e a propor mudanças, ou não estão nem um pouco interessados?

Na Loja o que é mais importante? O rito? A ritualística? Os graus? Entrar com o pé esquerdo? Chamar a atenção de um irmão que não fez à ritualística ‘perfeita’? Ou são as ações efetivas nas comunidades? Constitui a diferença ou não são nada, ou são os vaidosos e amigos dos amigos, que se favorecem? São os corruptos que só querem levar vantagens? Quem somos? Qual valor temos para a sociedade? Qual nossa utilidade para o progresso da humanidade? Vivemos da e na teoria ou agimos de fato? Qual é o histórico da Loja? Qual o currículo da Loja?

A porta do Templo é apenas mais uma porta?

O que é mais importante para o irmão da Loja? Ser grau 33 ou ser maçom? Se vestir de fantasias ou se despir de vaidades?

O Maçom morre para a Maçonaria quando acredita que o rito ou ritual é o fim e não o meio.

A Maçonaria morre para o irmão que torna a Maçonaria fim e não meio.

A Loja abate colunas quando abdica de ser a Potência.

Não raras vezes irmãos não dispõem de recursos para manter um plano básico de saúde para sua família, mas tem de sobra para participar e frequentar toda a espécie de atividade extra simbolismo. O fanatismo - não reconhecido pelo obreiro, entranha-se em sua existência como se oxigênio fosse. A cegueira é de tal ordem, que perde o bom senso, o equilíbrio, o contato com a realidade.

Quem é mais espiritualizado? O mendigo que reparte um pedaço de seu pão a um vira-lata a seu lado ou o Grande, "grau não sei quanto", vestido de Grande que é tão Grande, que não consegue enxergar o pequeno, pois seu peito estufado e cheio de troca-troca de condecorações impede de visualizar os mais humildes e necessitados?

A Maçonaria é o espelho dos maçons. Se estes são acomodados, vaidosos, medíocres, meras engrenagens mortas, isto será a Maçonaria, vivendo de um passado que um bom número de maçons, inclusive, desconhece e, em grande parte, fantasia para sonhar com a ideia de que são importantes e insubstituíveis...

Se as Lojas são um ‘monte’ de gente bem intencionada, amigões, trocadores de figurinhas, mas não vibra, não perturba, não incomoda não se posiciona de forma enfática, então não passa de um clubinho particular, cubículo de míopes, sonhando com hierarquia de reizinhos e súditos. Um teatro repetitivo, medonho, que vive da farta distribuição de bengalas e medalhas sem brilho.

Neste ambiente amorfo, ser Venerável Mestre é algo sem sentido maior. A história da Loja é um livro sem letras, ou um conjunto de auto-elogios sem significado e significância, característica de pompa entre espíritos pobres e sonhadores. A capacidade de vivenciar uma existência profícua se adstringe a uma fantasia mental e pequenez espiritual.

Como é sua Maçonaria? Como é sua Loja?

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.”
Chico Xavier
Um fraterno abraço,
Nelson A. H. de Carvalho
BARLS Cidade de Viamão No. 99
MM - GLMRS / MI


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O QUE É SER LIVRE?


O conceito de liberdade nem sempre é bem interpretado. Ser livre significa, de pronto, ter-se a faculdade de se poder fazer ou de se deixar de fazer alguma coisa. 

Isso parece estabelecer o direito de cada um poder dispor de sua pessoa como bem entender, sem se sujeitar a qualquer tipo de imposição ou de coação física ou moral.

Mas, ao mesmo tempo, só é livre aquele que goza de sua plena dignidade como ser humano, pois ser livre não significa mudar de senhor, mas, sim deixar de ser escravo.

A vontade é um componente importante na manutenção de nossa liberdade. É ela que determina se seremos escravos de uma ideia, de um vício. E é ela que molda nossos atos, colocando-nos sob a proteção da lei ou sob sua mira punitiva. Enfim, ser livre é nunca dar a ninguém o direito de ferir nossa integridade moral.

Quando somos iniciados maçons, nossa Ordem sonda nossa alma, nosso caráter, nosso coração e nossa inteligência, procurando saber se somos realmente livres. 

Livres de preconceitos, da preguiça de trabalhar ou de procurar a verdade.

A Maçonaria não nos impõe sua verdade. Ao contrário, concita-nos a investigá-Ia, pois, sabiamente, nossa Instituição entende que cada um de nós procura a sua verdade pessoal. Nosso irmão, o grande poeta clássico alemão Goethe, informava-nos de que a verdade possui particularidades absolutamente individuais.

O Grande Arquiteto do Universo dotou-nos de livre arbítrio. A partir daí, somos livres para agir, sem nos esquecermos, é claro, de que a cada ação corresponde uma reação em sentido contrário e em igual intensidade. Destarte, procuremos nos lembrar sempre de que não podemos fazer tudo o que queremos, mas sim o que podemos ou devemos.

Imagine-se membro de uma orquestra. Você tem liberdade de executar seu instrumento, mas tudo dentro de um tempo e de um compasso estabelecidos anteriormente, além das notas que são escritas para sua participação.

Você pode desrespeitar tudo isso e tocar como quiser, mas estará prejudicando a todos, principalmente a você. Sua atuação correta, por outro lado, será benéfica a todos. A Maçonaria é uma floração mística da alma. E a mística maçônica é apoiada na razão. Por isso, sabemos que quem traz ganha; quem vem apenas buscar, perde.

A realidade é que o trabalho é um hino de amor à vida. Trabalharam-se, merecemos um salário. Não é por acaso que os maçons são chamados de obreiros. Prestamos um juramento de modo livre, sem coação, de combatermos a ignorância, os erros, a injustiça e de glorificarmos o amor, a justiça, o direito e a verdade.

Quando não trabalhamos por preguiça ou desinteresse, descurando-nos das tarefas que nos são cometidas, estamos nos esquecendo de parte do juramento que fizemos, qual seja o de respeitar aos que vierem a ser nossos superiores hierárquicos e agredimos à nossa própria razão.

E o que é pior: agredimos aos nossos irmãos, também. Gibran dizia que o culpado é, muitas vezes, a vítima do ofendido.

É melhor termos para receber do que para pagar. Afinal, somos livres ou escravos do descumprimento do dever? O homem livre encontra a paz no cumprimento do dever.

Nunca procuremos nos justificar por não termos realizado o que era de nossa obrigação fazer e que a preguiça ou o desinteresse não nos permitiu. Cada um de nós percebe quando os ouvidos e o coração ficam contentes ou não com o que ouvem da boca.

Nosso amado Mestre Jesus alertou-nos: conhecereis a verdade e ela vos libertará. E a maior verdade que precisamos conhecer é sobre nós mesmos.

Quantas faces da verdade sobre nós mesmos já procuramos conhecer?

Somos livres para amar, para sermos tolerantes, solidários, fraternos, leais. Nossos atos é que constituem o melhor ensinamento que poderemos transmitir aos nossos irmãos e semelhantes.

Bebamos mais um pouco da sabedoria de Gibran Khalil Gibran, orientando- nos sobre nossas preces a Deus: Nada Te podemos pedir, pois Tu conheces nossas necessidades antes mesmo que nasçam em nós. 

E continua o grande pensador libanês: Se penetrardes no templo unicamente para pedir, nada recebereis. É bastante que entreis no templo invisível. E Gibran maravilha-nos quando comenta a comunhão da abelha com a flor, falando-nos do prazer que a abelha sente em sugar o mel da flor. E a flor sente-se feliz por poder oferecer o mel à abelha, a fim de que esta possa levar lenitivo a quem sofre de amargura.

Aquele que vive escondido na sombra acaba tendo medo da luz. O Maçom deve dizer, sem medo de desagradar a seus ouvidos e a seu coração: Sou livre e honro o Criador, amando a criatura.

Faço isso livremente porque desejo viver um dia na luz plena, onde não haverá trevas nem amargura e onde todos serão verdadeiramente irmãos e bendirei todas as ações que desenvolvi, contribuindo para que nosso templo fosse sempre um reflexo da ordem e da beleza que resplandecem no trono do Grande Arquiteto do Universo.

Autor: Pedro Campos de Miranda


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