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“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

terça-feira, 30 de abril de 2013

O MAÇOM




O Maçom é o homem que aspira a perfeição; é aquele cujo guia é a ciência e cujo código é a atração universal: o amor.

Esclarecido pela ciência, animado pelo amor, apreciando as coisas pelo sou justo valor, o verdadeiro maçom não se deixa seduzir pelas aparências, nem arrastar pelas paixões; quer justiça e ordem.

Indulgente a respeito de todos os homens, o maçom sabe ser superior aos acontecimentos; a desgraça não o desanima, nem a prosperidade o exalta ou cega. Banindo o orgulho imprudente e a falsa modéstia, passa a vida no trabalho.

Seja qual for a sua situação e as suas condições sabe manter-se na sua posição com a consciência de praticar o bem.

Os preceitos da instituição ensinam ao homem este caminho que tem de trilhar. A divisa do maçom é a liberdade e o amor do próximo.

Ligado pelos princípios da fraternidade, guarda cauteloso o segredo do amigo, porque traindo-o trairia a sua própria consciência.

Tomando por fundamento estes preceitos, o maçom deve sempre trabalhar para o progresso do bem, para a instrução do seu semelhante, e finalmente deve procurar associar todos os homens ao seu trabalho ativo, para que se possa por toda a parte derramar a luz da ciência.

A Maçonaria é a fé no futuro, é a ação e a felicidade. O maçom marcha constantemente para o seu fim, empregando todas as forcas para destruir os obstáculos que encontra. Esta obra não é certamente interminável, mas para que se consiga, para que os seus efeitos sejam salutares, é necessário atividade e dedicação.

E se sucumbirmos antes do cumprimento desta elevada missão, colham os nossos filhos algum fruto da nossa perseverança. Sintam as gerações futuras o eco do nosso trabalho ativo.

(BOLETIM OFICIAL DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL. N.º 7, 14° Ano, Setembro de 1889, p. 132)

segunda-feira, 29 de abril de 2013

CÂMARA DE REFLEXÕES


A Câmara de Reflexões é a verdadeira chave da iniciação do neófito na Ordem Maçônica, tendo ela uma enorme importância para o Maçom futuramente, pois é justamente nesse momento que o neófito reflete sobre toda a sua vida profana e como deverá segui-la após adentrar na Maçonaria.

Em se tratando realmente do verdadeiro ponto crítico da Iniciação, espera-se inspirar ao Candidato, dentro da Câmara de Reflexões, sentimentos de profundo respeito que hão de levá-lo a entregar-se a uma meditação profunda, através da qual o seu espírito purificado será levado a compreender o valor das coisas terrenas e o valor inestimável dos bens espirituais. Sem essa meditação em lugar tão apropriado, a verdadeira iniciação torna-se irrealizável.

A Câmara de Reflexões é realmente o primeiro contato que nós postulantes, temos com a Maçonaria. Para que melhor a compreendamos, se faz necessário conhecermos o significado da palavra Iniciação, etimologicamente derivada do latim “Initiare – initium” representa “início ou começo”, derivada de “in tere” “ir dentro ou ingressar”. Em outras palavras, Iniciação é a porta que nos conduz a um novo estado moral ou espiritual, a partir do qual se inicia ou começa uma nova maneira de ser ou de viver.

O símbolo fundamental da Iniciação é a Morte, como estado preliminar à nova vida. Para tal, a Maçonaria nos oferece a Câmara de Reflexões. Apartada como é do Templo, constitui a prova da Terra, a primeira das quatro que simbolizam os elementos da natureza.

Encontramos um ambiente sombrio, com suas pretas paredes, figurando uma catacumba, adornado de emblemas fúnebres, destacando frases marcantes e símbolos entre outros; revela-nos que cada símbolo, cada frase tem sua própria explicação e importância isoladas, mas o conjunto é que nos oferecerá a ideia e a sensação da transitoriedade e insignificância da vida. No entanto, devemos nos apegar ao fato da Câmara de Reflexões possuir toda essa carregada simbologia, mas no intuito de despertar a reflexão profunda ao profano.

Neste local, somos levados a conceber novas ideias, introspectar, examinar e comparar tudo o que nos cerca. Isolados do mundo exterior para nos concentrarmos no estado íntimo do mundo interior, aonde devemos dirigir nossos esforços para chegar à Realidade. É o “gnothi seautón” dos iniciados gregos. É a fórmula hermética V.I.T.R.I.O.L; “Visita Interiora Terrae: Rectificando; Invenies Occultum Lapidem” cuja tradução literal é: “Visita o interior da Terra, retificando encontrarás a pedra oculta”. Significando que devemos ingressar dentro da realidade do próprio mundo objetivo, não contentando-nos apenas com o seu estudo ou exame puramente exterior: então, retificando constantemente nosso ponto de vista, a nossa visão, e com os esforços da nossa inteligência (como o demonstra a cuidadosa retidão dos três passos da marcha do Apr.’.), poderemos chegar ao uso do compasso junto com o esquadro, isto é, o conhecimento da Verdade Livre da Ilusão.

Meus Iir.’., todos os dias, todo homem ao fechar os olhos, se acha em sua própria Câmara de Reflexões, aproveitemos para usufruir desta dádiva do G.’.A.’.D.’.U.’. para concentrarmo-nos no silêncio da alma, isolando todas as influencias exteriores; despojemo-nos dos nossos defeitos,erros, vícios e ilusões de personalidade, para que possamos caminhar em direção a Luz, ir em busca da verdade e estabelecer no seu domínio o Reino da Virtude, libertemo-nos cada vez mais de todas as sombras que escurecem e impedem a manifestação desta Luz Interior, que deve brilhar sempre mais clara e intensamente, raiando e destruindo as trevas.

Uma vez abertos nossos olhos, para esse estado superior de consciência, teremos reconhecido também essa Luz que, presente em cada um de nós, manifestar-se-á espontaneamente nos diversos empreendimentos de nossas vidas, nos nossos pensamentos, palavras e ações.

Miguel Pereira, 27/04/2013.
Wilson Zacharias – M.’. M.’.
ARLS Cedros do Líbano n°1688 - Miguel Pereira/RJ - GOB-RJ
Bibliografia:
- Peça de Arquitetura do Ir.’. Sérgio Burzicheli Jr. (M.’.M.’.) ARLS Renascença Santista – Santos / SP
- Ritual 1º Grau – GOB
-Internet: cidademaconica. blogspot.com / formadoresdeopiniao.com. br

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O LATIM NA MAÇONARIA



É muito comum na literatura maçônica o uso de lemas que designam preceitos, emblemas, sentenças, tanto no âmbito das Lojas, como das Obediências. O lema define a finalidade da corporação, ou o ideal perseguido através de seu trabalho e, de maneira geral, é uma frase latina ou de idioma estrangeiro, acompanhada ou não de alegorias gráficas; por exemplo: “Ordo ab Chao”, “Novae sed Antiquae”, etc., nem sempre com tradução em português.


AD-HOC (pronúncia: adóc) – indica o que é designado ou arranjado especialmente para executar determinada tarefa. Exemplos: “(Orador ad-hoc), Secretário ad-hoc, etc.. Na prática maçônica, designa o Obreiro que é especialmente indicado para exercer a tarefa de um Oficial, na ausência deste, ou por exigência de momento. Uma lei ad hoc , uma feita para as circunstâncias; um homem ad hoc, um homem especialmente competente na matéria de que se trata.

AD UNIVERSE TERRARM ORBIS SUMMI ARQUITECTI GLORIAM (A Glória do Grande Arquiteto do Universo) -é uma invocação bastante conhecida na Maçonaria, e o modo pelo qual os Maçons expressam sua fé e sua credibilidade em um Ser Criador-Deus.

AD VITAM (Para a vida, para sempre…)
, termo que se adiciona a um título, após o término do mandato, como uma homenagem honorífica.

ALEA JACTA EST (Está lançada a sorte) - Palavras famosas atribuídas a Cesar (Suetonio, Caesar,32), quando se preparava para passar o Rubicon. Esta frase emprega-se quando se toma uma decisão enérgica e grave, depois de se ter hesitado muito.

AMICUS PLATO, SED MAGIS AMICAVERITAS (Estimo Platão, mais estimo ainda mais a verdade) - Provérbio citado frequentemente para exprimir que a autoridade de um grande nome (como de Platão) não basta para impor uma doutrina, uma opinião; é necessário que esta seja conforme a verdade para que a devamos aceitar.

CURRICULUM VITAE (Currículo, carreira da vida, dados pessoais) - é uma composição de dados pessoais (nome, idade, estado civil, profissão, títulos, etc.) com uma destinação própria ou específica. Nas informações colhidas durante as sindicâncias dos profanos é de suma importância a apresentação dos dados pessoais do Candidato.

DATA VÊNIA  – Locução adverbial, que significa “dada permissão” – Trata-se de uma expressão respeitosa, com que se inicia argumentação discordante da de outrem. Além de ser utilizada nos meios jurídicos maçônicos, é também, usada em Loja e outros Corpos simbólicos, durante debates, por Maçons eruditos (ou pseudos eruditos).

DEUS MEUMQUE JUS (Deus é meu direito) - Segundo Alec Mellor, exprime a relação reconhecida pelo Rito entre Deus e o homem, que são inseparáveis, mas o homem não pode impor, na sua qualidade de Maçom, nenhuma outra via em direção a Deus que não a escolhida por sua própria consciência. A origem da divisão não é maçônica: figura nas armas da Inglaterra desde Ricardo Coração de Leão.

DUBITANDO AD VERITATEM PARVENIMUS (Duvidando chegamos à verdade) - Frase de Cícero, que encerra em si o germe da teoria de Descartes sobre a dúvida. Esta conduz-nos à verdade, ensinando-nos a não aceitar qualquer proposição ou doutrina senão depois de cientificamente demonstrada.

FIAT LUX (Faça-se a luz) - Alusão ao texto de Gênesis (1.3) – G.’.A.’.D.’.U.’.disse: “Faça-se a luz, e a luz foi feita”.É o ponto culminante da Iniciação, ocasião em que o Candidato recebe a luz da sabedoria maçônica, posto que estivesse nas trevas do mundo profano.

IN MEMORIAM - significa “em lembrança”. Diz-se, em Maçonaria, da homenagem, ou título dado ao Maçom, após a sua morte, ou seja, a homenagem póstuma em lembrança do Obreiro desaparecido.

NEC PLUS ULTRA (Não mais além) – Serve para designar um limite, além do qual não se deve passar. Em Maçonaria, a expressão está fixada: “o limite” nos landmarques.

NE VARIETUR (Para que não se mude) - Aparece sempre em diplomas e outros documentos maçônicos, onde o interessado apõe sua assinatura, como forma definitiva, isto é, a maneira de assinar deve ser constante, nunca diferenciada.

NOSCE TE IPSUM (Conhece-te a ti próprio) - Tradução latina da inscrição grega GNOTHI SEANTON, que se lia no frontão do templo de Delfos.

ORDO AB CHAO - Expressão que significa “ordem no caos” e que é a máxima divisa do Rito Escocês Antigo e Aceito. Foi criada quando da fundação do primeiro Supremo Conselho do mundo, a 31 de maio de 1801, em Charlesston, na Carolina do Sul (EUA), já que este foi implantado para concentrar o poder administrativo sobre os Altos Graus escoceses, pondo ordem no caos em que haviam se transformado esses Graus.

PER CAPTA – Significa “por cabeça” - designando a parte média, que, numa quantidade total, cabe a cada pessoa participante dessa quantidade. Em Maçonaria, designa a contribuição financeira pessoal de cada Obreiro: é a taxa per capta, ou de captação.

SANCTUM SANCTORUM – (O santo dos santos) - Equivalente latino do nome que davam os Judeus ao lugar mais santo, mais retirado do templo. Aplica-se a qualquer lugar defeso aos profanos.

SINE DIE (Sem o Dia) Emprega-se no sentido de adiamento. A Loja adiou a Sessão Magna de Iniciação (sine die), isto é, sem fixar novo dia.

SINE QUA, NON (Sem o qual, não) – As frequências às nossas sessões é a condição “sine qua non” (essencial, principal) para a regularidade maçônica, ou ainda, para elevação de Graus.

SIC TRANSIT GLORIA MUNDI – (Assim passa a glória deste mundo) Pensamento (talvez tirado da Imitação de Jesus Cristo), para recordar ao neófito a fragilidade e todo o pseudo poderio humano.
  
VANITAS VANITATUM ET OMNIA VANITAS (Vaidade das vaidades e tudo é vaidade) – Palavras do Eclesiastes sobre o nada das coisas deste mundo e muito do conhecimento dos Mestres Maçons.


"CARTA A UN PROFANO CON DESEOS DE INGRESAR A LA MASONERIA"



Teniendo noticias de su deseo de ingresar a nuestra Institución y consciente de que a ciencia cierta desconoce las bases y princípios que nos rigen, creo prudente informarle del paso que pretende dar.

Posiblemente al enterarse del modo en que operamos cambie de parecer y decida no ingresar en nuestras filas.

Para principiar le diré que la Masonería no es un club, no es um partido político ni es una religión. No es un club, pero requiere de cuotas para su subsistencia. No es un partido político, pero imparte conocimientos de la vida política que rige nuestro país. 

No es uma religión, pero exige la creencia en Dios; es decir un ateo nunca será admitido. Tampoco es una beneficencia pública, pero brinda ayuda desinteresada a aquel o aquellas personas que se encuentran em desgracia o desamparadas.

Las raíces de la Masonería están tomadas del lejano pasado; sus ideales y enseñanzas son puramente éticas, educacionales y espirituales; las cuales al través del tiempo se han consolidado en un sistema de vida. A La Masonería no se debe ingresar con la idea de obtener ganância monetaria, ni utilizarla como trampolín para puestos públicos o por simple curiosidad.

Aquel que ingresa con alguna de estas ideas, pronto se ve defraudado, encuentra todo lo contrario. La Masonería exige dedicación, tiempo y dinero, es una Institución cuyos principios fundamentales están basados en la fraternidad que debe de existir entre los hombres de buena voluntad y en La firme creencia de que existe un Ser Superior que nos rige a todos.

De aquí la razón del énfasis que se le da a la practica de la bondad, la tolerancia, la filantropía, la justicia y otras virtudes que distinguen al hombre bueno y culto.

Se puede decir que La Masonería es una escuela donde se enseña el camino hacia La superación del hombre. Un camino largo y espinoso donde hay que vencer los vicios y perjuicios que el hombre trae consigo al nacer en este mundo. Un camino que toma toda la vida en recorrerlo pero que al final convierte al hombre neófito en un hombre inteligente, bueno y justo; además de prepararlo para el viaje eterno.

Sin embargo, la Masonería no pretende ser una fabrica para hacer hombres buenos; en efecto así es, ya que la Masonería exige que El pretendiente sea un hombre cabal y de buenas costumbres; sin distinción de religión, raza o inclinaciones políticas. Es mentira que la Masonería sea una orden secreta; sus miembros son ampliamente conocidos; así como la fecha, hora y lugar de reunión.

Sus únicos secretos consisten en ciertos signos y palabras que se utilizan para identificarse en ocasiones de emergencia para ayudarse mutuamente. A través de su historia, la Masonería há tomado como norma el que los pretendientes a ingresar lo hagan por convicción y no por curiosidad, los que ingresan por esta ultima razón salen desilusionados.

Es de vital importancia informarle que al ingresar a nuestra fraternidad contrae ciertas obligaciones monetarias, obligaciones que usted deberá estar en condiciones de cubrir sin afectar sus gastos familiares. También debo advertirle que en ocasiones se le asignarán trabajos de colaboración.

Colaboración y tiempo que usted dedicará después de SUS ocupaciones laborales y personales. Espero que la información que le estoy proporcionando sea suficiente para darse cuenta que La Masonería no va contraria a la moral, a la religión o partido político alguno. Por todo lo anterior anotado y sabedor de que a su esposa y su familia les gustaría saber a que organización desea Usted ingresar; seria aconsejable que les mostrara esta carta y escuchara la opinión de ellos antes de decidirse a ingresar a nuestras filas.

Fraternalmente

Un amigo.

Erick Díaz

domingo, 21 de abril de 2013

VOU FUNDAR UMA POTÊNCIA MAÇÔNICA



Estou pensando em ganhar algum dinheiro e ao mesmo tempo massagear meu ego e dar vazão a minha vaidade exacerbada.

Cansei de ficar só me dedicando a Loja Simbólica. Vou fundar uma Ordem, genuinamente brasileira, bem tupiniquim. O seu nome será ORDEM HERMÉTICA DOS CAVALEIROS DE MACUNAÍMA.

É claro que serei o primeiro e eterno Grão-Mestre (cargo vitalício).

Usarei uma capa verde, um terno branco, uma faixa azul e uma coroa amarela (As cores da bandeira do Brasil).

Terei um cetro feito de pau-brasil. Taxa de iniciação: R$ 5.000,00, com direito a alfaias (com chapéu de cangaceiro), ritual, uma belíssima medalha e um DIPLOMA, reconhecido pelos nossos Irmãos das Ilhas Falklands ou, quem sabe futuramente Malvinas (não podemos nos esquecer do novo Papa).

Já estamos alinhavando tratados de reconhecimento com todas as organizações maçônicas no Brasil - até aquela que inicia por correspondência -, o nosso negócio é faturar! Teremos apenas três graus, a saber: 10%, 20% e 30% .

Aguardo sugestões dos Irmãos. Os Irmãos que apresentarem as melhores sugestões serão liberados de interstício e colarão direto o GRAU 30%.

Newton de Alcantara Filho

quarta-feira, 17 de abril de 2013

SINDICÂNCIA! EM NOSSA INSTITUIÇÃO


As sindicâncias em nossa Ordem têm mostrado, em uma análise profunda, sérios perigos à Maçonaria. Além da existência de um ponto vulnerável, o APRENDIZ, que é assim considerado por se tornar presa fácil aos chamados GOTEIRAS, surge, sem que o percebamos, outro tão mais perigoso que é o IRMÃO IRREGULAR.

Isso sim, nos preocupa, porque em alguns casos são ameaças à Ordem. Mesmo sabendo que muitos não oferecem nenhum risco aos nossos mistérios, devemos ter uma atenção cuidadosa, pois correm sérios riscos de serem divulgados vulgarmente por alguém ou mesmo por sua família, que participava conosco das atividades maçônicas.

Como exemplo, podemos citar Cunhadas e Sobrinhos, a quem nunca foram dadas explicações, porque o seu “MARIDO / PAI” foi excluído da Maçonaria e passaram a ter verdadeira aversão, que acaba sendo gratuita, pela Maçonaria. Esses são ameaças, ou porque praticaram algo contra os princípios da Ordem (ou contra aos seus próprios), ou porque apenas, certificaram-se de que aqui não é o lugar que pensavam ser e foram desligados ou placetados.

Se forem excluídos por questões de ordem moral, ou de desrespeito às Leis da Maçonaria e são inconformados com a decisão da Loja, muito embora tenham o amplo direito, assegurado por lei, de defesa e não o fizeram, esses é uma temeridade para a Ordem; se a exclusão aconteceu, apenas por fatos simples, como a indolência a inadimplência, esses são inofensivos.

Agora, há outros que realmente não são confiáveis no aspecto de informações, de divulgação dos nossos mistérios, da falta de respeito para conosco, para com nossas Cunhadas, enfim, para com a família maçônica geralmente trata-se de ser imoral, de vida profissional e particular duvidosas. Esse, não só preocupa como deve ser vigiado. Principalmente, se estiver ingerindo bebidas alcoólicas.

O interessante - se é que podemos assim dizer, é que, muitas vezes, quem mais usufrui quem mais tira proveito é esse a quem chamamos de "MAU MAÇOM" (termo que nem deveria existir entre nós), porque está sempre envolvido em problemas e sempre que recorre à Maçonaria é prontamente atendido. Resolvido seu problema, retorna a vida de antes, sem ligar para a ajuda recebida. E, SUSTENTADO NESTE RELATO, DESCREVO DOIS TÓPICOS ESSENCIAIS SOBRE SINDICÂNCIA.

A Situação, Desagradável de irregularidade de vários IIr.·. que, por motivo ignorado, estão fora dos quadros das lojas. Precisamos afinal, se não acabarmos pelo menos diminuirmos essas condições que se tornam para os ativos vergonha quando não temos como explicar, convincentemente, aos que aqui chegarem sobre o que levaram esses Irmãos a estarem na irregularidade, se aqui lhes ensina que só há... "UM CULTO DE AMOR AO PRÓXIMO, UMA CONSTANTE PRÁTICA DE FRATERNIDADE, TODA LOJA DEVE SER UM REINO DE HARMONIA, DEVEMOS TER CONFIANÇA CEGA E ABSOLUTA NO IRMÃO, O MODELO DE UM FUTURO MUNDO DE PAZ, JUSTIÇA E IGUALDADE UNIVERSAL”.

 É DIFÍCIL. Á luz do conhecimento, porém, quero aqui enfatizar (3) três perguntas que se faz necessário conhecer: Os Irmãos irregulares, o que acham da Maçonaria, ou dos Irmãos a administram?

Como emitem a sua opinião, em público, sobre a Maçonaria? Sentem-se  injustiçados pela Maçonaria ou pelos Irmãos que a compõem, em que se baseiam para tal?

São, pois questionamentos que inquietam que preocupam. Um comentário inconveniente e tendencioso de UM MAÇOM, sobre a Maçonaria em público, causa prejuízos irreparáveis e irremediáveis. Aí vem uma grande pergunta: Como atingir os princípios morais e os objetivos da Maçonaria, se os integrantes não são suficientemente selecionados para tal? ATENÇÃO: É por tudo isso, que ficamos entre o dever de indicar e indicar bem, sob pena de vermos a Ordem em decadência. É que em alguns casos, nem os nossos Irmãos consanguíneos servem para serem nossos Irmãos Maçons! 2. O PONTO IDEAL PARA EVITAR O PROCESSO DE IRREGULARIDADES, BROTA DA EXCELÊNCIA DA “SINDICÂNCIA”.

COM RIGOR. Questões simples e fáceis, no entanto, partem da importância de sermos criteriosos e voluntários. Apropriando-se de minúcias corretamente, em curto prazo, teremos eliminado em torno de 75% (setenta e cinco) por cento da debandada Maçônica e / ou da admissão de pessoas que nada têm a ver com a Ordem em seus princípios, ou que vieram, apenas, matar a curiosidade.

Para isso, precisamos entender que para averiguarmos bem, não é necessário passarmos muito tempo com a sindicância em nossas mãos ou vigiarmos o suposto candidato, e sim aproximarmo-nos, conversarmos com o mesmo em família, em seu trabalho, buscando informações dos seus superiores, com seus amigos, vizinhos e possíveis inimigos, SPC, cartórios de protestos de letras, etc.

Aliás, para tudo isto prover eficácia, é preciso que tenha o seu padrinho feito uma pré-sindicância detalhando os seus vícios, virtudes, defeitos, generosidade, atividades (sombrio e embriagado, caso tome bebidas alcoólicas), personalidade (se arrogante, nervoso e irascível), do seu apego com valores materiais, da sua coerência e hostilidade etc.

Ainda aconselha-se que se faça um trabalho consciente, com responsabilidade, honestidade e, sobretudo com hombridade, deixando o julgamento para a LOJA. Também precisamos fixar em nossas mentes que estamos buscando um "cidadão", que após ser iniciado será nosso Irmão e de outros milhares espalhados pela superfície da Terra.

CONCLUSÃO: É importante que conheçamos atentamente os "candidatos" que ora propomos iniciar em nossa Ordem. Necessário é também que sejamos fortes e francos na decisão da escolha de um suposto profano, ainda mais, se um dentre esses for um parente ou amigo (bem próximo) e que em sua sã consciência de sindicante, reconheça que o escolhido, não satisfatoriamente, preenche os quesitos que a Ordem nos exige.

Ainda mais ser verdadeiros com as nossas próprias consciências, pois decisões e escolhas precipitadas nos reservarão para um futuro bem próximo, causar implicações que tendem alterar a estrutura administrativa e incorpórea da Loja. Deste modo, para não por em risco a Maçonaria Universal devemos formar grupos de Irmãos, treinados e dedicados para tais fins em cada Loja. E consequentemente manter um ativo intercâmbio, promovendo reuniões, debates e seminários.

Ir.·. José Amâncio de Lima - Ex-Venerável da ARLS Estrela de Davi II Nº 242

terça-feira, 16 de abril de 2013

FALANDO SOBRE A ORDEM



Existem Maçons que realmente sabem dar respostas sábias às grandes questões que envolvem a Maçonaria em seu incansável trabalho de tornar feliz a humanidade. Aqui vai um pequeno resumo da entrevista com o notável Grão-Mestre, Irmão Maximiliano Remhn.

Pergunta: O Maçom deve abdicar de si para trabalhar contra a tirania, os preconceitos e os erros em um mundo tão competitivo? 

Resposta: Quanto mais conhecimentos conseguimos acumular, mais entendemos que ainda falta muito para aprendermos. É por isso que sofremos. Trabalhar em excesso é como perseguir o vento. A felicidade só existe para quem souber aproveitar agora os frutos do seu trabalho.

Segunda pergunta: Então, o Maçom do futuro deverá será um individualista? 

Resposta: Pelo contrário. O azar será de quem ficar sozinho, porque se cair, não terá ninguém para ajudá-lo a levantar-se.

Terceira pergunta: Que conselho o Irmão dá aos Maçons que, questionados por suas condutas, melindram-se e ameaçam sair da Loja?

Resposta: É melhor ser criticado pelos sábios do que ser elogiado pelos insensatos. Elogios vazios são como gravetos atirados em uma fogueira.

Quarta pergunta: E para os Obreiros das Oficinas que tem Veneráveis centralizadores e vingativos? 

Reposta: Muitas vezes os justos são tratados pela cartilha dos injustos, mas isso passa. Por mais poderoso que alguém pareça ser, essa pessoa ainda será incapaz de dominar a própria respiração.

Última pergunta: Considerando a humanidade feliz, apanágio da Maçonaria, o que seria exatamente sucesso? 

Resposta: É o sono gostoso. Se a fartura do rico não o deixa dormir, ele estará acumulando, ao mesmo tempo, sua riqueza e sua desgraça.

Belas e sábias respostas.

Eu só queria me desculpar pelo fato de que não existe nenhum Grão-Mestre Maximiliano Remhn.  Eu o inventei. 

Todas as respostas, embora extremamente atuais, foram retiradas de um livro escrito há 2.300 anos: o ECLESIASTES, passagem bíblica atribuída ao Rei Salomão  que muitos Mestres Maçons conhecem apenas alguns versículos, mais por obrigação litúrgica que por interesse pessoal cultural. Mas, se eu dissesse isso logo no começo, muitos Irmãos, talvez, nem tivesse interesse em continuar lendo.

TFA
Paulo Marinho

(Por inspiração a um comentário de Max Gheringer sobre o mercado de trabalho).

domingo, 14 de abril de 2013

AUTOCONHECIMENTO - O CAMINHO DA VERDADE



"Ó homem, conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses."

A mensagem acima foi escrita há muito tempo em um Templo consagrado ao deus Apolo, em Delfos, na Grécia. É atribuído ao sábio filósofo Sócrates. Encerra uma grande verdade conhecida pelos mestres hermetistas. A verdade de que somos uma expressão individualizada e limitada do Universal, encerrando em nosso íntimo uma parcela da natureza de Deus.

Como um microcosmo, refletimos em proporção limitada aos nossos pensamentos e sentimentos, o poder Criador Dele. 

Esse é o princípio em que se baseia a maioria dos pesquisadores dos segredos da alma humana.

Podemos traduzir a mensagem acima a uma linguagem mais atual nos seguintes termos:


Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os segredos do universo e a maneira de agir de Deus.

Quem alcançar um determinado grau de evolução espiritual, correspondente ao domínio e conhecimento de si mesmo entenderá o sentido profundo e maravilhoso destas palavras.

"Buscai e encontrareis".

A busca por sabedoria, evolução e conhecimento acabam sempre levando o homem em um determinado momento ao centro de tudo: seu próprio eu.

Consequentemente, inicia-se uma busca por um tipo de conhecimento cujo domínio e Compreensão, podem trazer luz e direção à nossa vida. Trata-se do autoconhecimento; ou seja: o conhecimento de si mesmo.

A partir do momento em que o homem desperta para a necessidade dessa busca interior, inicia-se uma verdadeira jornada em sentido vertical rumo à evolução do seu ser. A consequência disso se traduz em uma melhoria consistente em sua vida como um todo.

Melhora-se a autoestima e tende-se valorizar a vida. Isso, no entanto, pode ser prejudicado se o caminho escolhido é limitado por algum tipo de sectarismo místico-religioso radical que tira a liberdade de escolha do iniciante.

Por isso, frisamos que o primeiro passo para a aquisição de uma consciência de si mesmo mais evoluída e livre de incisões ideológicas impostas por terceiros, consiste em uma busca assídua por conhecimento, através do estudo da experiência humana em todos os tempos sem se deixar levar pelos preconceitos de natureza filosófica, mística ou religiosa.

A busca por autoconhecimento, assim como todas as coisas em nosso caminho, jamais será em vão. Pode começar de muitas formas, mas ao final nos encontraremos em um local onde a verdade se manifesta em plenitude.

Acreditamos que todo ser humano é um eterno aprendiz mergulhado nos infindáveis mistérios da criação. Ninguém é dono da verdade. Por isso; a prática do autoconhecimento não pode jamais estar vinculada, unilateralmente a uma determinada corrente de pensamento; seja esta de fundo místico, ideológico ou religioso.

O aprendiz deve ser crítico e estar disposto a separar com sabedoria o joio do trigo, com muito cuidado. Somente através da busca constante da sabedoria, somos capazes de penetrar no mais secreto e oculto de todos os mundos - nosso eu interior – e descobrir o maior de todos os tesouros escondidos debaixo dos céus.

Trata-se da centelha divina que trazemos dentro de nós que nos torna capazes de refletir aqui na terra, uma pequena fração do poder e da glória do Grande Criador do Universo e transformar nossa personalidade para melhor mediante o desenvolvimento da espiritualidade.

E aprender que, mudando a nossa personalidade para melhor, tudo à nossa volta se torna também melhor, exatamente como os velhos sábios ensinaram em escritos antigos de alquimia. Diziam ter descoberto a pedra filosofal com a qual se pode transformar qualquer metal em ouro.

Porque quando se lapida a alma com todo labor e persistência, eliminam-se as escórias de nossa personalidade, representadas simbolicamente pelos metais inferiores e surge polido e purificado o ouro espiritual ou a pedra filosofal dos antigos alquimistas; ou ainda a pedra angular descrita na Bíblia, já que ambos significam a mesma coisa.

O conhecimento da Arte Real pode ser estudado, mas não pode ser assimilado sem que seja devidamente incorporado à personalidade através de uma prática metódica e constante.

A partir de então, conscientizei-me de que a fé é um poder tremendo que qualquer pessoa pode utilizar para a realização dos seus propósitos, independente da sua religião ou crença.

Pode ser utilizado tanto para edificar a espiritualidade, objetivo maior da vida humana, como para atingir objetivos puramente materiais.

Entretanto, aqui está a diferença entre o profano e o iniciado: Quem utilizar esse imenso poder original de Deus para coisas mesquinhas ou negativas pode descer aos abismos infernais de acordo com a lei universal de ação e reação porque não a usou com sabedoria. Quem usar o Poder Divino com cuidado e sabedoria podem ascender aos céus inefáveis da consciência espiritual.

Utilizar os segredos da 'Ciência Incomunicável' com sabedoria consiste simplesmente em utilizar o nosso poder criador para desenvolver os nossos dons inatos e para a realização de nossos ideais sublimes na vida.

Todos têm um nobre ideal na vida. Cada um possui dons que lhe são inerentes. Estes são os modos pelos quais se manifesta a grandeza e a vontade de Deus entre os homens.

O poder criador é a centelha divina que trazemos dentro de nós que nos torna capazes de refletir aqui na terra uma pequena fração da força e da glória do Grande Arquiteto do Universo.

Utilize-o!

"Multiplique os seus dons. Exatamente como nos ensina a Parábola dos Talentos proferida pelo divino Mestre Jesus."
Evangelho de Mateus cap. 25 vers. 14-29).

Ir.'. Luis Genaro Ladereche Figoli
Membro da Loj:. Simb:. Palmares do Sul nº 213 - G:.L:.R:.G:.S:.
Artigo publicado no 
blog Espaço do Maçom

IDEÁRIO PARA UM DIRIGENTE MAÇÔNICO




Que tenha vontade, consciência e serenidade para o cargo; que possua bom conhecimento e disponibilidade de tempo; que seja independente econômica e financeiramente; que usufrua representatividade profissional, social e política.

Que assuma encargos sem preconceitos estabelecidos; que saiba ouvir bastante e fale apenas o necessário; que esteja atento à política e à economia da região e do país; que realce a prática de valores espirituais, morais e cívicos.

Que estimule a boa formação do maçom a partir do ingresso; que implante um bom programa de instrução maçônica; que promova mais o ritual litúrgico com cenários adequados; que constitua um corpo de ensino com mestres qualificados.

Que incentive o desenvolvimento da cultura maçônica; que destaques feitos significativos e importantes dos irmãos; que organize palestras, conferências e seminários maçônicos; que a aplicação dos recursos vise à utilização dos templos; que regionalize eventos administrativos, litúrgicos e culturais.

Que planos em longo prazo atendam só o interesse da instituição; que intensifique as tarefas de campo de todos os hospitaleiros; que compreenda as diferenças e as dificuldades dos irmãos; que instale sistema de apoio institucional independente.

Que reformule e flexibilize qualquer legislação leonina vigente; que acate fiscalização independente eleita pela assembleia geral; que permita a transparência em todas as contas da instituição; que procure maior interação nos segmentos da comunidade.

Que o exercício da ética supere a necessidade de outros códigos; que o espírito do sentimento maçônico paire acima do material; que agregue os irmãos em harmonia, evitando grupos ideológicos; que nunca pense em exercer o continuísmo administrativo.

Que sonhe e atue apenas com a realidade, jamais com a realeza; que não alimente o culto à própria personalidade e vaidade; que em tempo algum confunda palácio com mausoléu maçônico.

Que seja, enfim, o exemplo de um bom, profícuo e honesto Maçom.

Publicado na Revista Acácia - nº 77

Antonio Ivan Silva Junior


segunda-feira, 8 de abril de 2013

SESSÃO MAÇÔNICA MOTIVADORA



Sinopse: Considerações a respeito promoção de sessões maçônicas Motivadoras imprescindíveis para a sobrevivência da Maçonaria. O objetivo do maçom em loja é participar de sessão maçônica motivadora para realimentar sua alma na vivência do dia-a-dia.

Sessões com assuntos administrativos reduzidos ao mínimo para sobrar mais tempo para degustar bons pensamentos em animadas atividades que visam o crescimento e a autoeducação.

O tempo de instrução e estudos é a alma da sessão maçônica! Cabe apenas aos aprendizes e companheiros maçons a tarefa de manterem acesa a chama do pensamento maçônico?

Aprendizes e companheiros são pessoas sedentas de informações e conhecimentos ou os instrutores nas sessões? Instrução é dever do mestre maçom! Ultimamente os aprendizes e companheiros, e só estes, por obrigação regimental, apresentam peças de arquitetura, trabalhos de cunho intelectual visando aumento de salário.

Por que os mestres maçons não se encontram motivados para tal? Faltam provocações! Carecem de debates e conversas informais dos assuntos da Maçonaria dentro e fora da loja.

Tristemente, são comuns os aprendizes e companheiros ensinarem de forma proativa enquanto os mestres maçons dormem!

Como aconteceu isto?

Porque o mestre maçom está tão desmotivado?

 São as sessões maçônicas desmotivadoras! Ou o mestre desce do pedestal em que ele foi colocado em resultado de sessões monótonas ou deixa de ser o eterno e motivado aprendiz ou deixa a ordem maçônica! Esta última é a realidade universal! Mestre motivador e motivado nasce do atrito com os outros intelectos que o acompanham numa sessão maçônica, daí a importância de debates.

A tarefa dos embates por pensamentos em animadas argumentações é arrancar lascas de imperfeição das pedras uns dos outros, o polimento exige trabalho, atividade em equipe - não é assim que são formadas as pedras roladas dos fundos de rios? Uma pedra vai batendo na outra até que todas adquirem formas harmoniosas, quase lisas, nunca perfeitas, apenas aperfeiçoadas.

São pancadas ora suaves ora bruscas, mas continuas! O resultado são pedras diferentes umas das outras: grandes, pequenas, achatadas, ovais, arredondadas, mas nunca perfeitas. Cada pedra mantém sua forma própria e reflete a luz com maior ou menor intensidade, dependendo de quanto ela rolou em contado com outras pedras maiores e menores, até com pedras tão pequenas como grãos de areia.

Todas se modificam pelo atrito constante. Não há necessidade de erudição elevada, apenas conhecimento médio já é suficiente numa motivadora sessão maçônica, é semelhante à diversificação das pedras do fundo dos rios. Em verdade, basta apenas uma mente sadia - qualquer mente humana! O objetivo deve ser o canteiro de obras movimentado onde cada obreiro é aprendiz, um eterno aprendiz, mesmo que seja apenas um grão de areia em erudição ele vai influir no pensamento de seu irmão. 

Promover debate em loja é retornar à prática da Maçonaria especulativa, que preconiza o filosofar, o estudo teórico, o raciocínio abstrato e investigativo, que usos e costumes deturparam a ponto de descaracterizar as sessões maçônicas.

Urge despertar nos irmãos a salutar capacidade em desenvolver o pensamento em animadas discussões das coisas da sociedade e da ordem maçônica. O propósito central das sessões motivadoras é eliminar o inconformismo gerado pelo comparecimento semana após semana em loja apenas para ouvir o som seco, duro, impessoal dos malhetes, em detrimento do trabalho no polimento das pedras chocando-se umas nas outras no exercício do pensamento.

Sessões sem debate e instrução mecânicas revelam perda de tempo; são vazias e sem propósito; devem ser defenestradas do templo. O obreiro da pedra deve terminar seu dia em loja com algo novo e consistente dentro da mochila que ele leva de volta para casa.

Urge acabar com a mente desocupada, oca, vazia, cheia de lacunas em resultado de atividade passiva e deixar a capacidade de pensar fazer sua parte na construção do templo ideal da sociedade onde cada homem é apenas uma pedra.

Atividades motivadoras em loja levantam a egrégora, um campo de força do pensamento em uníssono e vibrante, algo revelado no brilho dos olhos dos participantes.

. Como é possível ver os olhos do irmão que dorme o sono dos anjos?

O objetivo da Maçonaria é despertar o equilíbrio da razão, emoção e espiritualidade - quando poderão fazer isto se suas mentes estão adormecidas pelo enfadonho e repetitivo som monótono das mesmas ideias repetidas vez após vez?

O obreiro deve voltar à prática do salutar e edificante afiar da espada, a língua, e praticar o manuseio do maço e do cinzel, dar tratos à capacidade de pensar, que há muito foi substituído por outras atividades nada motivadoras; mesmices, tão entediantes que apenas embalam o sono dos ouvintes passivos.

Urge incrementar a qualidade das sessões maçônicas de modo a torna-las motivadores de tal forma que estabeleçam contágio para edificantes conversas entre irmãos, o que é de fato o real objetivo da Maçonaria especulativa com sua filosofia e liturgia. Mestres maçons devem ser compelidos na confecção de peças de arquitetura? Não! Ninguém é obrigado a fazer nada além do determinado pelas leis que regem a loja.

O mestre maçom só confeccionará peças de arquitetura quando estiver inspirado para isto. Tais construções surgem no canteiro de obras principalmente se esta for a sua vontade e depois do obreiro se ver provocado por novas inspirações provindas em loja dos irmãos, das outras pedras, pedriscos e grãos de areia.

O salão é o mesmo, as músicas e o ritmo é que devem mudar. O baile será alegre e trará prazer aos dançarinos se a sessão for motivadora e entusiasta! O que interessa é cada músico dar o que tem de bom em si e animar o baile ao sabor de seus pensamentos temperados com alegria.

O que se objetiva é alimentar com o sadio, construtivo e consistente alimento da filosofia maçônica.

A sede de conhecimento maçônico deve ser aplacada para que o homem produza frutos.

O gênio da motivação vem do ritmo impelido pelos músicos e maestro, onde todos participam da orquestra e ao mesmo tempo dançam ao som de seus pensamentos, sonhos e até devaneios.

 E assim, os dançarinos vão se movimentando na pista do tempo construído à semelhança de um rio e onde cada pedra lustra a outra para honra e à glória do Grande Arquiteto do Universo.

Ir.·. Charles Evaldo Boller

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