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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ÉTICA E ESTÉTICA NA MAÇONARIA


A Ética e a Estética são duas dimensões fundamentais da Maçonaria.
Ética 
O homem é um “bicho social”, vive em sociedade e, durante toda a sua existência, convive com outros homens! A Maçonaria nos induz a pensar sobre como devemos nos comportar em relação aos outros e a nós mesmos.

Os interesses de uns se confrontam com os interesses de outros. A luta e a labuta pela conquista e pela posse (pelo sucesso, poder e patrimônio) determinam uma ambiência de competição (concorrência) onde a vitória de um pode resultar na derrota do outros.

“Os fins justificam os meios”, “vencer a qualquer preço” e, principalmente, “que vençam os fortes e que se quebrem os fracos”, são situações caóticas que certamente não respeitam direitos e deveres de ninguém.

E, nesta realidade, a injustiça campeia e as brigas predominam. E, isso tudo, é muito feio! Eticamente feio! Esteticamente feio!

Aos poucos, ao longo de sua existência e durante o processo de sua evolução o homem (e, conseqüentemente, a humanidade) foi desenvolvendo um sistema de regras que passaram a orientar sobre o que era certo e errado, bom e mal, liberado e proibido, conduzindo as pessoas para um comportamento mais adequado e mais aceitável por aquele grupo social.

E chamou de Moral a esse conjunto de normas norteadora da atitude do povo. O fruto dos Costumes determinando a maneira dos Usos! A Moral, assim sendo, é filha da Cultura.

Quando a sociedade institucionalizou a Moral, baseando a Atitude em Princípios, codificando as permissões e as proibições, o sistema passou a se chamar Ética.
A ética (palavra originada do grego ethos, através do latim ethica significa moradia) (lugar onde se vive).

As pessoas se reuniram, conversaram e chegaram a consensos: como deveria ser o comportamento das pessoas que viviam (ou trabalhavam) naquele local (naquela organização, naquela profissão)? Escreveram suas conclusões (decisões) e surgiu, então, um Código de Ética.

A ética (Moral Codificada) é um campo de estudo que busca direcionar as relações entre os seres humanos e seu modo de ser, pensar e, principalmente, de agir dentro de um determinado contexto: comportamento ético é aquele que é considerado adequado, correto e permitido por uma organização.

Uma vez estabelecidos os princípios éticos que regem os comportamentos dos membros de uma determinada organização (social, política, profissional ou outras), pode-se então, naquele contexto, saber e distinguir entre o certo e o errado (o que pode ou não – pode ser feito).

A ética é o indicativo do que é mais justo ou menos injusto diante de possíveis escolhas que afetam terceiros. E aqueles que devem obediência podem ser julgados e punidos se não seguirem suas determinações.

Ética na Maçonaria
Os ensinamentos maçônicos são fundamentalmente éticos! A Maçonaria fomenta o desenvolvimento do homem através do aperfeiçoamento moral.

Quando a Maçonaria utiliza a Bíblia com sendo o seu Livro da Lei, está implícito que os ensinamentos do Grande Arquiteto do Universo que são extremamente éticos (portanto, humanos) devem ser acatados e praticados por todos os Maçons.

Na Maçonaria, os Landmarks são um Código de Ética: eles disciplinam as ações dos Maçons e das Lojas. Nas Constituições, Estatutos e Regulamentos Maçônicos, também encontramos postulados éticos que norteiam a Atitude Maçônica.

A Maçonaria propugna, por exemplo, que um Maçom só pode favorecer outro Maçom numa situação incontestavelmente ética! Não podemos favorecer um Maçom em detrimento de outra pessoa: se Mérito for do outro, o Direito é do outro! Só em igualdade de condições podemos favorecer um irmão!

Em muitos outros momentos de seus rituais, nos vários graus dos estudos maçônicos, são focalizados princípios que fundamentam a Ética Maçônica: juramentos de aceitação, de obediência e de sigilo; compromissos de fidelidade, de solidariedade e de ajuda mútua; e tantos outros, todos com o mesmo escopo: a Maçonaria é uma Escola de Aperfeiçoamento Moral!

É a beleza da alma que fortalece o espírito humano! São os valores, as virtudes e as atitudes, que engrandecem o homem e a sociedade humana: e, assim sendo, o homem se torna mais social e, a sociedade, mais humana!

Estética
Estética (do grego: percepção, sensação) é um ramo da filosofia que estuda a natureza do belo e dos fundamentos da arte (julgamento e percepção do que é considerado belo) – produção de emoções pelos fenômenos estéticos.

Na antiguidade – especialmente com Platão e Aristóteles – a estética era estudada fundida com a ética. O belo, o bom e o verdadeiro, formavam uma unidade com a obra. A essência do belo seria alcançada identificando-o com o bom, tendo em conta os valores morais.

Os filósofos gregos começaram a pensar sobre a estética através de objetos bonitos e decorativos produzidos em sua cultura.

Platão entendeu que estes objetos incorporavam proporção, harmonia e união. Semelhantemente, nas “metafísicas”, Aristóteles achou que os elementos universais de beleza eram a ordem, a simetria e a definição.

Na Idade Média surgiu a intenção de estudar a “filosofia do belo na arte” independente de outros ramos filosóficos: ciência filosófica que compreenderia o estudo das obras de arte e o conhecimento dos aspectos da realidade sensorial classificável em termos de belo ou feio.

E, esta ciência do belo nas produções naturais e artísticas, libertou-se! Destacou-se da ética! Mas, passaram a se complementar! A Filosofia do Belo (Ética) e a Ciência do Belo (Estética) – a primeira embelezando a Atitude e, a segunda, embelezando a Arte! Ambas contribuindo efetivamente para a humanização do meio (social e ambiental) através da beleza!

E, como ciência (não apenas como filosofia) a Estética nos induziu a uma nova abordagem de estudo da obra de arte: artistas, deliberadamente, alteram a Natureza e a Cultura (adicionando elementos de sentimento a realidade percebida). Assim, o processo criativo espelha-se na própria atividade artística.

Estética na Maçonaria
A Maçonaria é (em si mesma) uma obra especial e inusitada: procura privilegiar elementos simbólicos através de adequação estética: representar em ornamentos, paramentos e jóias o conteúdo filosófico, esotérico e humanista, de seus ensinamentos.

A Arquitetura (arte de conformar o espaço) encontra-se intimamente associada ao conceito de Maçonaria (arte de talhar a pedra): ambas, operativas e especulativas, oscilam na eterna luta entre o mundo dos interesses e o mundo dos valores, buscando o equilíbrio entre a razão e a emoção (entre a poética e a erudição). Ambas assentam a sua gênese semântica nos quatro pressupostos de Chomsky: o pragmático, o canônico, o icônico e o analógico.

Ambas se destinam a construir espaços (o humano e o edificado), com suporte na Sabedoria, na Força e na Beleza.

Foi o Rei Salomão que criou a primeira Escola de Arquitetura: aproveitou a experiência adquirida na construção do Templo de Jerusalém, ensinando ao seu povo a arte da construção civil. Além de saber construir, precisava também saber embelezar!

Na Arquitetura – edifícios, jardins e espaços urbanos – várias marcas, símbolos e suportes, foram sendo deixados, ao longo dos tempos, por Arquitetos Maçons ou apenas por Pedreiros Livres: são verdadeiras pegadas desse tempo e nesse espaço, mas que são universais e caracterizam a Maçonaria.

A Beleza e a Harmonia encontradas nos “Edifícios Maçônicos” que ostentam, em suas fachadas, colunas, arcos, frontões triangulares e degraus, compassos e esquadros, folhas de acácia ou outros elementos que representam símbolos maçônicos.

Este encanto mister ressalta intenção referente aos augustos valores da Ordem Maçônica como Arte Real.

São cânones harmônicos com duas dimensões artísticas: a beleza e a harmonia! Com proporções (simbolicamente) quase “divinas” e adequadas ao Rito Maçônico e o Ritual de cada um de nós (humanos lúcidos e livres).

Estrelas e Astros que enfeitam a Abóbada Celeste! Signos, Colunas e Arcos que ornamentam as Paredes e os Altares; Alambrados, Balaustres, Escadas, Dosséis, Capitéis, Pavimentos, Orlas, Espadas, Cordas, Candelabros e Luzes, que adornam os Templos; Aventais, Colares, Faixas e Jóias que embelezam os Paramentos e Vestimentas; e, enfim, Instrumentos, Pedras e outros artefatos, todos juntos, enriquecem o Ritual e embelezam o Templo.

Mas, a Arquitetura Maçônica é muito mais do que a busca da beleza e da harmonia das formas e das proporções! Muito mais do que apenas Estética e Ética associadas! É o fomento da Beleza Interior que resulta do Cultivo das Virtudes! Por isso o Maçom é um Pedreiro e, Deus, um Arquiteto! Um pedreiro Livre e um Grande Arquiteto! 

Ambos dedicados e empenhados com a construção (forte e bela) do Templo Interior!
Na Loja de Companheiro Maçom, no topo da Coluna do Sul, temos a Coluna da Beleza (guardada pelo Segundo Vigilante). A arquitetura, o Urbanismo, o Ajardinamento, a Decoração e tudo o mais que se destine ao embelezamento do meio (social e ambiental) constituem objetos de estudo do segundo grau da Maçonaria.
Não apenas a Beleza da Aparência (do externo e superficial), mas, sim e principalmente, a Beleza da Essência (do interno e profundo)!

A Doutrina Maçônica e a Ética do Obreiro
O processo formativo do maçom encaminha-o, desde o primeiro grau, a uma coerência entre pensamento, palavra e ação. Guia-o a alcançar afirmativamente a unidade da vida em todos os campos: uma única resposta, uma única responsabilidade, um único compromisso.

Ajusta-o a uma única tabela de valores, evitando a multiplicidade de “morais”. Não há uma ética para o Templo e outra para o mercado.

O fundamento doutrinário maçônico é gnóstico, porque no homem interior habita a Verdade. Por isso a instituição Maçônica propicia a busca e realização do homem interior, em todo homem e em todos os homens.

Todo este breve relato, em síntese, é expressão do movimento natural da consciência humana rumo a uma expansão e liberdade. A experiência central do mundo moderno é a busca da liberdade.

Claramente, ao sair da Idade Média, vislumbrou-se que o homem buscou a liberdade, para dar forma ao seu próprio destino como pessoa humana. Para muitos, a procura e o encontro dessa liberdade (qualquer que seja a acepção tomada, e ainda melhor: o conjunto de todas) é um fim em si próprio.

Para outros, a liberdade não é um fim em si própria: é um meio para se atingir um fim superior ou mais “transcendente”. 

E este fim não poderá ser outro que o da Vida. Vida plena e real, com um autêntico sentido integrado. Viver é outorgar tira sentido à existência. 

Acreditemos ou não, sejamos ou não conscientes, nós, os homens, somos os únicos gestores e realizadores da História, através da nossa concepção da vida.

A dialética do porvir humano de todos os tempos aparenta surgir de duas concepções divergentes: a materialista e a idealista. Concepções que se manifestam na luta ou no defrontar do que poderíamos chamar: poder político e poder espiritual. A verdade da realidade vital contra os interesses criados.

Verdades absolutas contra Verdades relativas, acomodadas. Liberdade individual contra autoritarismo limitante. Liberdade versus dogmatismo.

O primeiro intento ocidental de unir ambas as concepções, ou seja, os dois poderes foi o dos pensadores gregos.

Entre eles, Platão, no seu livro “A República”, tratou de espiritualizar a realidade, de onde surgiu a utopia de que os governantes deveriam ser filósofos, homens do espírito. Atenas ordena a Sócrates beber cicuta.

Fracasso do espírito ante o poder político. 

Mas o espírito, é o encontro entre o homem e o transcendente. Daí ser necessária inevitavelmente a integração. As idéias têm valor contanto e enquanto se transformem em vida palpável, concreta. Não é possível permutar a vida pelo espírito, a idéia abstrata. Nem emancipar o transcendente o espiritual, da vida cotidiana.
Espírito sem compromisso do dever é um dos sintomas da nossa atualidade, e também a sua contraparte: o materialismo desconhece a essência da vida. 0 material e o vital devem se fundir para que o espírito seja vida.

Responsabilidade, base da ética.
Ser significa ser totalmente. Sermos nós mesmos, assumir. É nos comprometermos com cada hora de nossos dias, é sermos um homem em plenitude. Reiteramos: viver é dar sentido à vida.

Cada momento da existência põe à prova o homem. Assumirá ele a responsabilidade de responder com todo seu ser à invocação do momento? É livre. Pode escolher e decidir. Nesta eleição ele joga o sentido de sua existência. E ao eleger para si mesmo, estará elegendo para a humanidade.

A responsabilidade é a única insofismável base de toda ética. É precisamente a responsabilidade que possibilita o exercício da ética e a pratica da moral.
O que é conflitante? O que cria a crise do homem e no homem? A cisão da existência em tabelas valorativas distintas. Pode ser que individualmente estabeleçamos a nossa própria escala de valores, nossa própria mensuração com prioridades diferentes.

O importante é o ajustamento da nossa conduta à nossa tabela valorativa, evitando a multiplicidade de morais. Não há uma ética para o Templo e outra para o mercado.

O processo formativo maçônico nos encaminha, desde o primeiro grau, rumo a uma coerência entre pensamento, palavra e ação. Guia-nos para alcançar afirmativamente a unidade da vida do homem em todos os campos. Uma única vida, uma única resposta, uma única responsabilidade, um único compromisso, uma única ética.

Sempre há no recôndito do homem uma voz interior que o chama. que pergunta, que indaga, que reclama. Às vezes a chamamos de consciência. Perante ela, alguns fogem, se calam.

Outros respondem. Alguns se ocultam entre palavras, entre idéias, entre ações. Outros revelam, se manifestam tal como são. Alguns argumentam tranqüilizando-a, se justificando.

Outros se realizam se ajustam. Lutam contra a fragmentação, a divisão da vida em categorias distintas e em recintos temáticos, qual compartimentos estanques, que nenhuma relação estabelecem entre si. O ético o estético, o religioso, o metafísico, o sociológico, o econômico, o psicológico etc. que em definitivo refletem aspecto do homem, nunca do homem total.

“O modo como vejo a grandeza e como me comporto perante ela, me faz chegar ao meu próprio ser”.

Ante um ideal de perfeição alguns expressam: são utopias; negam-no e reduzem tal ideal ao comodismo do nível em que se encontram.

Outros, pelo contrário, e entre eles estão os maçons, tentam se elevar, se realizar nesta meta de perfeição. Essa meta de perfeição logicamente leva implícita a efetivação dos nossos princípios básicos.

Liberdade, igualdade, Fraternidade. Amor à Justiça; procura da verdade. Respeito à sabedoria; reconhecimento da harmonia e da justiça. Tolerância no seu legítimo limite.

Rejeição, superação ou controle da hipocrisia, ambição, inveja, egoísmo etc. Mas, acima de tudo, a pedra básica, o fundamento da nossa Instituição: a Fraternidade. E ela depende da compreensão.

Ambas, fraternidade e compreensão determinam e descansam na responsabilidade, forjada, no nosso caso, como maçons, na real interiorização do que os nossos símbolos dinamizam.

Nossa formação maçônica implica ao menos estarmos a coberto de intenções e idéias espúrias, vigilantes de que a sabedoria, harmonizada pela beleza e pelo amor seja a potência das nossas ações, e por onde a nossa conduta esteja nas vinte e quatro horas do dia, a prumo, no transcurso do reto caminho a transitar pela vida.

Extraido do Site da Loja Obreiros de Iraja – GOB – Rio de Janeiro

SER MAÇOM!


É comum no meio maçônico dizer que determinada pessoa sempre fora Maçom, mesmo antes de ter-se iniciado. Isto porque tal indivíduo é detentor de qualidades e virtudes características de um verdadeiro maçom. Mas quais são essas marcas que levam alguém a ser considerado um maçom nato? Como se pode afirmar tal coisa sem risco de se enganar?

O livro sagrado nos dá o caminho. Nele está escrito: "conhece-se a árvore pelos frutos que produz. É impossível que uma boa árvore produza maus frutos, assim como é impossível á árvore ruim produzir bons frutos".

Assim é o homem: se dele advém boas coisas, atitudes corretas, gestos edificantes, ele é como uma boa árvore que produz bons frutos. Se for o contrário, se seu caráter for falho, por mais que tente mascarar sua personalidade, não conseguirá: é uma árvore ruim, que produz frutos ruins. O poeta e filósofo Emerson disse: "o que a pessoa é na realidade paira sobre sua cabeça, e brada tão alto que é impossível ouvir sua voz dizendo o contrário numa vã tentativa de ludibriar os outros".

Quando o neófito encontra-se à porta do templo e é anunciado, como um candidato a conhecer os Augustos Mistérios Maçônicos, é perguntado como pode ele conceber tal propósito. A resposta dada constitui-se na primeira característica necessária a um Maçom nato: "Porque ele é livre e de bons costumes".

O homem livre é aquele capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações, por não estar submetido a poderes externos que o forcem e o constranjam a sentir, a fazer e a querer o que quer que seja. A liberdade não é tanto o poder para escolher entre várias possibilidades, mas o poder para auto determinar-se, dando a si mesmo regras de condutas.

Portanto, somente é de fato livre aquele que é senhor de si mesmo. O verdadeiro maçom sabe respeitar a liberdade alheia, conhece os limites entre o certo e o errado e não se rende às paixões ignóbeis. Ele tem consciência de que, como afirmou o filósofo Nietzsche: "A ação mais alta da vida livre, é nosso poder para avaliar os valores".

Ser de bons costumes equivale a dizer que ele um homem íntegro, que tem sua conduta pautada em sólidos princípios éticos e morais, que é um cidadão exemplar, cumpridor de seus deveres, reto em seus compromissos, honesto em seus negócios, um bom pai de família, respeitador e correto em todos os sentidos.

Na continuidade do processo de iniciação é perguntado se o neófito encontra-se preparado para ingressar na Sublime Ordem. Eis a resposta: "Sim, pois seu coração é sensível ao bem". Temos aí a segunda marca de um legítimo Obreiro da Humanidade: possuir um coração sensível ao bem.

O coração de um maçom não aceita as injustiças e não compactua com o erro e a maldade. E mais do que isso, ele se inquieta se revolta e luta contra todo tipo de injustiça e opressão.

Ao longo de toda história da humanidade a Maçonaria tem-se empenhado em duras batalhas contra a tirania o despotismo e o obscurantismo, sofrendo com isso conseqüências dolorosas, perseguições implacáveis que resultaram no flagelo e na morte de vários irmãos. Ela, porém jamais se curvou, jamais abriu mão de seus nobres ideais, nunca se omitiu em sua missão altruística, em sua luta inglória em favor da Liberdade, da Igualdade, e da Fraternidade.

Igualmente hoje quando o futuro da raça humana aponta para rumos incertos, a influência benéfica e restauradora da Maçonaria se faz necessária. Num momento em que nossa pátria no olho de uma crise mundial passa por momentos difíceis devido ao estado fragilizado de sua economia, o que leva a muitos passar apertos financeiros, está em voga à prática do salve-se quem puder e do cada um por si.

Muitos são os adeptos da famigerada Lei de Gerson, onde o importante é levar vantagem em tudo. Quando testemunhamos a importância e a natureza sagrada da família sendo relegada a segundo plano por motivos fúteis, quando vemos as drogas, a violência e todo tipo de criminalidade assolando a sociedade, nós, os pedreiros livres, não podemos nos omitir.

Batalhas, embora não sangrentas como as da Antigüidade, mas igualmente árduas, esperam por nossa ação. Não mais a espada, mas nossa determinação, nosso exemplo, nossos propósitos de aperfeiçoamento são nossas armas.

O juramento sagrado proferido pelo maçom com a mão direita sobre o Livro da Lei (Bíblia Sagrada), é um compromisso assumido com Deus, com os irmãos, mas, sobretudo consigo mesmo, compromisso este de, através do auto- aperfeiçoamento, contribuir significativamente para o aprimoramento de toda a humanidade.

Se ali se encontra um incauto, um dissimilado que equivocadamente foi levado ao processo de iniciação, lamentavelmente tal pessoa não passará de uma grande decepção. Com certeza, as exigências das práticas maçônicas, pesadas ao fraco de caráter, se encarregarão com o tempo de excluí-lo da Maçonaria.

Mas se ao contrário, o homem postado diante do Altar dos Juramentos, for da estirpe dos grandes homens, se trouxer consigo as marcas indeléveis que caracterizam os verdadeiros maçons estarão o mundo ganhando um lutador valioso, um guerreiro do Bem e da Justiça.

Quisera todos os homens livres e de bons costumes do planeta tivessem a mesma oportunidade, para que no ambiente propício de uma oficina maçônica, recebendo a inspiração da Filosofia ali difundida, pudessem direcionar seus esforços de forma efetiva em prol da construção de um mundo melhor.

O verdadeiro maçom sabe que não há melhor argumento que sua própria vivência. Ele se impõe no seu ambiente influenciando-o positivamente, não de forma arrogante ou arbitrária, mas por sua conduta exemplar e inquestionável. Ele é enérgico, porém bondoso. Firme, porém humilde. Sua bondade e humildade residem no fato de saber que, a despeito de num dado momento de sua vida maçônica ser simbolicamente denominado mestre, na prática será sempre aprendiz. Aprende-se a todo instante e de todas as formas.

O Maçom é o pedreiro de si mesmo, e por mais que a obra esteja adiantada, sempre faltará um retoque, pequeno que seja. E depois outro, outro, e mais outro, assim infinitamente. Por mais que se saiba, por mais evoluído que seja sempre restará algo a aprender, novas lições a assimilar. Na escola da vida não há formandos, ou formados, apenas eternos alunos em busca do aperfeiçoamento.

Fixemo-nos, pois, nas principais características que distinguem o verdadeiro Maçom e não nos desvirtuemos de nosso objetivo maior. Mantenhamo-nos livres e firmes na prática dos bons costumes, e que com o auxilio do "Grande Arquiteto do Universo" nossos corações sejam cada vez mais sensíveis ao bem.

E lembremo-nos sempre: "o que para o profano é um gesto meritório, para o Maçom é um dever sagrado.”

RICARDO FLAUZINO
·          O artigo original estava sem título, por essa razão tomamos a liberdade de colocar um que melhor se adapta ao trabalho do Irmão.

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