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“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

O NOME DA PEDRA DESPREZADA


Estimados Ccomp.’., o presente trabalho teve como observação o canteiro de obras do Cristianismo alicerçado no novo testamento, sendo certo que há inúmeros outros respeitáveis canteiros de obras conhecidos como Judaísmo, Espiritismo, Budismo, Islamismo, Hinduísmo, Bramanismo, Pitagorismo, além de outras importantes construções, religiosas, espirituais e filosóficas.

IIr.’. trabalho no esquadro e somente no esquadro é que temos ordens de receber.
Não deveríeis permitir que forma ou beleza peculiar vos fizessem infringir uma ordem taxativa. Sabeis de alguma utilidade na construção do Templo para uma pedra como esta? 

Eu não. Tampouco eu. Nem eu tampouco. Que faremos com ela?
Lancemo-la fora, entre os escombros.


Quem de nós realmente possui a visão do esquadro segundo a visão do Criador? Nós sequer nos atentamos que quando olhamos diretamente para o sol visualizamos apenas o seu resplendor.

Muitos daqueles que julgam ver o sol não sabem que a verdadeira visão do sol se abriga dentro daquilo que vemos, ou seja, o sol está dentro do próprio sol.

Quando possuirmos um vistoso e reluzente relógio julgamos que somos os legítimos donos das horas que ele aponta. A partir daquele momento nós nos esquecemos de observar que às horas não nos pertence, nem tampouco o relógio que adquirimos como tantas outras aquisições tangíveis e intangíveis que optamos por adquirir durante a nossa estada nesse plano.

Deixando de observar o que deveríamos, acabamos por esquecer os emblemas do Grau de Mestre, dentre os quais destaco a Ampulheta, as Asas do Tempo e a Foice. Lembremo-nos que quando a areia do tempo se esgotar deixando vazia a outra metade da ampulheta, o relógio que julgávamos ser nosso não mais irá nos pertencer, nem tampouco terá utilidade para nossa alma.

Há mais de dois mil anos nascia um rabino que andava por sobre as águas, curava os enfermos, que possuía o poder de alimentar a alma e o corpo através do milagre da multiplicação. Pregava o amor fraternal, o perdão, e o respeito ao próximo. Possuía a Marca de um verdadeiro Mestre, que é a marca da humildade. 

Ceiava junto de seus doze apóstolos. Colocava-se ao centro da mesa dividindo o pão e o vinho. Representava o próprio sol levando à luz de sua sabedoria às quatro estações do ano.

Apesar das obras que realizou, das palavras que pregava, do verdadeiro amor fraternal e dos ensinamentos esotéricos gnósticos cristãos, encontrava-se fora do esquadro do mestre supervisor. 

Seus atos, palavras e exemplo resultaram no seu cárcere, nas chibatadas, no calvário e na conseqüente morte da sua matéria na cruz. Antes da foice do tempo cortar o fio de prata, disse “Pai como me Glorificastes. Em tuas mãos entrego o meu Espírito.”

Em tempo, a pedra desprezada há mais de dois mil anos ficou conhecida como Jesus Cristo, o Nazareno.

Paulo Santos
M.'.R.'.A.'., Capítulo Os Verdadeiros Amigos N.56 de Maçons do Real Arco do Brasil

Bibliografia.
Ritual do Grau de MDM do Supremo Grande Capítulo de Maçons do Arco do Brasil





sábado, 27 de setembro de 2014

VALE A PENA SER MAÇOM?


VALE A PENA SER MAÇOM?

Vale a pena ser maçom! É muito bom ser Maçom! Desde que não seja apenas um “sócio” e que a ela não se tenha entrado com intenções de proveito próprio...

A Maçonaria oferece momentos de raro prazer aos seus membros. Fazer parte do quadro de uma Loja é integrar e interagir no seu dia-a-dia com outros membros.

Vale a pena ser Maçom pelo fato de alargar-se o círculo de amizades... passamos a ser considerados iguais por pessoas que, se não fôssemos Maçons, nunca com elas manteríamos contato.

Não se pretenda ver a Maçonaria como um clube de serviços ou uma sociedade de assistência mútua ou destinada à prestação de serviços comunitários. Podemos dizer que “Ela” faz tudo isso e muito mais, mas não com finalidade específica... é meio e não fim.

As trocas de favores existentes entre Maçons, não são obrigatórias ou próprias dos Maçons. Em qualquer coletividade constata-se a troca de favores entre os seus componentes.

O Maçom por juramento deve prestar, sempre que preciso, ajuda aos seus Irmãos. Entretanto, não está obrigado a levar tal obrigação às raias do sacrifício pessoal.

Principalmente quando os pedidos contrariam as leis, e até mesmo os princípios morais e esses, com veemência, são repelidos, haja visto que nenhum Maçom é permitido agir contrariamente à moral e aos bons costumes.

Em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria, respeito aos governos legalmente constituídos, acatamento às leis do país em que se vive etc.

E, em particular: à guarda do sigilo dos rituais maçônicos; a dedicação de parte de seu tempo para assistir as reuniões maçônicas; a prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana, da justiça em toda a sua plenitude.

Objetivando-se ampla base de entendimento entre os homens com a finalidade de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil, é considerado ato contrário ao direito, dentro da instituição, as discussões partidárias de política e religião.

Em que pese a banalização da Ordem, criada por uma vocação prejudicial de se primar pela “quantidade” e não pela “qualidade”, ainda assim, nas peneiras sucessivas pelas quais passam os maçons em sua trajetória dentro da Ordem, ficam retidos alguns Irmãos que são, na verdade, a grande estrutura de sustentação da Instituição.

Este processo de transformação não ocorre de forma isolada e nem tão pouco instantaneamente, mas de forma gradativa, perceptiva, a partir da assinatura do requerimento e culminando com o ingresso na Ordem Maçônica.

Vale a pena ser maçom! É muito bom ser Maçom! Desde que não seja apenas um “sócio” e que a ela não se tenha entrado com intenções de proveito próprio.

Ir.`. Evandro Azevedo Buruty
(Extraído do “O UNIFICADOR”, fevereiro de 2011)


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

SER RECONHECIDO MAÇOM...


Para alguém ser considerado maçom, primeiramente terá de ser reconhecido por outro como tal. Depois terá de passar por uma conjunto de processos após os quais será aceite ( ou não) por uma Respeitável Loja e a sua consequente Iniciação.
Mas não é tão fácil como o parágrafo anterior se apresenta, mas também não será tão difícil como se poderá supor.

Nas Maçonarias tipicamente anglo-saxónicas é usual a célebre afirmação “2B1ASK1” ou seja “ To Be One, ask One” ( Para ser Um, Pergunte a Um; numa tradução literal), o que permitirá mais facilmente atrair mais gente a esta Augusta Ordem.

Mas por norma, qualquer Obediência (Potência Maçônica) tem um domicílio físico, isto é, uma porta onde se poderá bater no caso de que algum potencial candidato que se interesse ou identifique com os princípios e causa maçônica se pudera dirigir caso não tenha nenhum conhecido que seja maçom na sua lista de contatos ou esfera de influência. Ou também, o que sucede bastantes vezes, não tenha sido reconhecido ainda por algum outro maçom.

Mas que “reconhecimento” é esse que acabei de falar?!

Nada mais nada menos que tal como os maçons afirmam, que se reconheça em alguém que seja uma pessoa “livre e de bons costumes”, com um comportamento probo e honesto; que seja alguém considerado com bom “pai de família” e um bom colega de trabalho pelos seus pares; que esteja inserido na sociedade onde viva e que tenha vontade em aprender e partilhar o que sabe com outrem; bem como ter também à vontade em auxiliar o seu semelhante.

Todavia, e aqui algo que poderá criar confusão na mente de algumas pessoas, o candidato terá de ser alguém com defeitos, ou seja, alguém que identifique e reconheça os seus defeitos pessoais e tenha a vontade e ambição de mudar o seu comportamento para melhor - “vencer os seus vícios e paixões”… - evoluindo como pessoa e ser humano que é através de uma via espiritual e iniciática que neste caso preciso é a Maçonaria.

Em geral, em minha opinião, não é a simples pertença na Maçonaria que tornará “homens bons” em “homens melhores”, antes pelo contrário, serão os homens que poderão tornar a instituição maçônica em algo melhor; pois as suas atitudes estarão sob o escrutínio da Sociedade. 

Os maçons são os seus próprios “juízes e carrascos”, o resto é conversa…

A Maçonaria através das suas “ferramentas filosóficas e espirituais” é que pode auxiliar na evolução pessoal de cada um em direção a um aperfeiçoamento moral e comportamental. Por isso é que é hábito em maçonaria se afirmar que “a Ordem não procura homens perfeitos”, pois esses já trilharam o seu caminho… 

À Maçonaria interessa sim, quem deseja mudar, mas mudar para melhor…

Somente atuando assim, é que alguém pode um dia esperar ser reconhecido como maçom. Mas não lhe bastará apenas ter sido reconhecido, há que continuar nesta senda de perfeição, caso contrário, as palavras, as atitudes, os comportamentos serão vãos e apenas tudo culminará numa perda de tempo para ambas as partes, tanto para a Respeitável Loja e Obediência que o acolha, bem como para o próprio, que será passível de perder um reconhecimento que por regra não é atribuído a qualquer um!

Tanto que por isso, sempre após uma possível “identificação maçônica” num profano ou após a submissão de um pedido de candidatura de adesão a uma Respeitável Loja, é desencadeado um conjunto de diligências, nomeadamente um processo de inquirição, para que se possa averiguar qual a conduta do suposto candidato a iniciar.

Seja através de conversas com o próprio ou com seus familiares e/ou amigos, para que se possa aferir quais as reais intenções de quem deseja que “a porta lhe seja aberta”… É que fortuitamente e como em qualquer instituição ou associação onde entre o bicho-homem, também por vezes a Maçonaria tem alguns erros de casting que acabam por manchar a reputação dos demais maçons e influenciar negativamente a opinião profana sobre a Maçonaria e os seus membros. E geralmente são estes casos que vêm a público, pois o bem que a Maçonaria faz, apenas fica resguardado para ela…

E, mesmo depois de ter terminado o processo de inquirição respeitante a um candidato, o mesmo ainda terá de ser sufragado pela Respeitável Loja que o irá cooptar no futuro. E somente após essa decisão da loja, será ou não iniciado.

Por isto tudo, é que afirmei no início que não seria difícil entrar na Maçonaria, mas que por sua vez também, não será tão fácil assim como se poderia supor.

Finalizando e em jeito de conclusão, tenho para mim que antes de se entrar na Maçonaria e se obter qualquer tipo de reconhecimento, já a Maçonaria “entrou em nós”…

Nuno Raimundo

Do Blog: A Partir Pedra

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

PORQUE NÃO SOU MAÇOM?


Há algum tempo atrás, um amigo emprestou-me um pequeno livreto intitulado “PORQUE NÃO SOU MAÇOM?”. Após tomar conhecimento da minha condição de maçom, ele preocupado com o meu bem estar espiritual, resolveu revelar-me os perigos que estaria correndo pelo fato de ser um associado a “seita maçônica”. 

Até antes mesmo de ser iniciado, já pensava em quais seriam os motivos, pelos quais algumas religiões, principalmente a católica, teriam certos “preconceitos“ em relação à maçonaria.

Quando teria iniciado a questão maçonaria versus religião? Por que alguns grupos religiosos têm tanto receio em relação à maçonaria?

O objetivo do livreto “PORQUE NÃO SOU MAÇOM?”, seria alertar os fiéis católicos, que são inocentemente atraídos (o grifo é meu) pela maçonaria e do drama de consciência que teriam de enfrentar, uma vez que não tem a mínima ideia do que irão encontrar; mas sabem que a igreja Católica condena a maçonaria.

Segundo o autor, os maçons nos graus simbólicos desconheceriam estes “perigos”, que somente seriam revelados nos graus filosóficos, e então seria tarde demais. 

A fundamentação utilizada para convencer o leitor, não é de origem recente e o seu conteúdo é tão pobre, absurdo e desprovido de objetividade que um observador, mesmo não sendo Maçom, poderia refutar, tranquilamente, todos os argumentos apresentados, que seriam os seguintes:

1-O caráter secreto - segundo o autor “todo agrupamento secreto é suspeito de alguma trama contra as instituições existentes”.

Ora, caráter secreto de um fato não é um atestado de culpabilidade e de desonestidade, além disso, não há provas que na maçonaria exista algo de vicioso ou desonesto.

As reuniões secretas dos cristãos dos primeiros séculos são a prova de que em algumas situações os segredos se fazem necessários. 

2- A índole anticristã - “as intenções e os planos de ação da maçonaria têm sido sorrateiramente hostis ao cristianismo e à igreja. 

Muitas das dificuldades que se opõem à cristianização da vida pública (escolas confessionais, ensino religioso nas escolas públicas, indissolubilidade do matrimônio, expansão das instituições católicas) têm sido detidas pelas tramas secretas da maçonaria”.

Bem sabemos que estes argumentos não correspondem à realidade, pois a maçonaria nunca se opôs aos ideais cristãos. 

3- A mentalidade relativista - “as concepções relativistas da maçonaria não se coadunam com as proposições cristãs referentes a Deus, ao mundo e ao homem”.

4- Maçonaria e religião - “a Maçonaria se opõe à religião na medida em que esta é a adesão firme e constante às verdades da fé ou às verdades por deus reveladas. 

Para a maçonaria que tem exigências de tolerância, com relação a todas religiões, não pode haver alguma religião que exija absoluta vinculação à verdade”.(não se pode admitir, portanto, a atitude da igreja que pretende proclamar-se uma autêntica revelação divina).

A animosidade da igreja contra a maçonaria, especialmente a latina, já era evidente desde o século XVIII, e iniciou motivada mais por interesses políticos e econômicos, já que para a igreja interessava a manutenção das monarquias e as autocracias, e via nos segredos e juramentos maçônicos, uma grande ameaça a sua estabilidade. 

A primeira condenação oficial à maçonaria foi redigida em 04 de maio de 1738 - bula do papa Clemente XII “IN EMINENTI” onde excomungou os maçons por representarem “uma ameaça à tranquilidade dos estados temporais (representado pelo vaticano na época), mas ainda para a salvação das almas, uma vez que não se harmonizavam com as leis canônicas.

Todas as condenações posteriores (inclusive as do livreto editado em questão) foram baseadas ( copiadas) nesta bula papal, algumas inclusive com o auxílio de ex-Maçons, como foi o caso de Léo Taxil, - pseudônimo de Gabriel Jogand, um dos maiores mistificadores de todos os tempos.

Foi maçom por um breve tempo, e afastou-se logo da maçonaria. Escritor talentoso e dotado de uma imaginação prodigiosa começou a escrever uma série de livros e artigos antimaçônicos, onde relatava com toda minúcia o verdadeiro segredo maçônico; o “culto ao demônio”, denominado por ele de “palladismo”, a glorificação a ”lúcifer” (representado na forma de Baphomet, um ídolo com patas de cabra, peitos de mulher e asas de morcego), tudo isto intercalado com trechos retirados dos rituais maçônicos.

Após doze anos de incessantes ataques à maçonaria, Taxil confessou ter inventado tudo o que havia dito, mas a confissão nunca foi divulgada e o mal feito contra a maçonaria nunca mais conseguiu ser superado. 

Os atuais admoestadores da filosofia maçônica continuam se baseando nesses relatos históricos para prosseguir condenando a maçonaria. 

O que fica evidente, é que grande parte dos líderes religiosos confunde a maçonaria com religião, desconhece que os ideais maçônicos não são desagregadores, nem sectaristas e muito menos contrários a quaisquer princípios religiosos.

Eles ignoram os motivos pelos quais a maçonaria acolhe indivíduos das mais diversas religiões, sentem-se ameaçados pelo relativismo e a tolerância maçônicos, e não conseguem conceber e nem aceitam as religiões como sistemas paralelos entre si.

Algumas religiões atribuem exclusivamente para si, a “Verdade” por Deus revelada, e querem fazem acreditar que todas as outras estão equivocadas.

Fica evidente então, o fato de que alguns líderes religiosos antimaçônicos, temem mesmo, é que seus fiéis Maçons, percebam a centelha divina existente em cada ser humano, e que ao aprender a “contatar” com esse Deus interior, não sintam tanta necessidade de ficar seguindo dogmas, verdades, preconceitos e fanatismos instituídos pelo próprio homem, mas atribuídos ao Criador.


Renivaldo Costa .. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A CORDA DE SETE NÓS.


 Saudações estimados Irmãos, o que vocês sabem sobre a CORDA DE SETE NÓS?

É muito interessante a quantidade e a qualidade dos artigos que recebo sobre a Corda de 81 Nós; acredito que todo Maçom um dia tenha lido ou mesmo escrito algo sobre a mesma.

Quase tudo que li resume em dizer que está ligado à união entre os Maçons e que o número de nós é cabalístico, pois é o quadrado de nove (9 x 9 = 81) que por sua vez é o quadrado de três (3 x 3 = 9) e que a somatória é o próprio nove (8 + 1 = 9).

Por conta dessa vida competitiva pensamos que o progresso só é conseguido pela multiplicação ou pela adição e que só teremos resultado positivo com o novo. Ledo engano, muitas vezes o retorno é que trará maior benefício.

Quando ainda há muita coisa a ser averiguada, não se dá um pulo para frente, mas procura-se um anterior para conduzir o processo de forma não interessada.

O sete é o número da perfeição, na Cabala e no Ocultismo é tratado como o mais importante de todos os números. E uma das formas de encontrá-lo é sintetizando a própria Corda de 81 Nós, afinal subtraindo os elementos encontramos o Sete (8 – 1 = 7).

Uma corda é um ícone simbólico muito importante na Maçonaria, é o primeiro elemento que entra em contato com o candidato e mais à frente, na forma de corda fina (cordel) se torna um dos instrumentos do Mestre.

As pessoas vêem o nó como um entrave, algo que quebra a harmonia linear da própria corda, também é um engano: Leiam este artigo de Dom Pedro José Conti articulista da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil):

“Contava um velho rabino: cada um de nós está ligado a Deus por uma corda. E, quando cometemos uma falta, a corda se rompe. Mas quando nos arrependemos, Deus dá um nó na corda. Com isso, a corda fica mais curta do que antes. E o pecador fica um pouco mais perto de Deus!.”

 Agora substitua a palavra “falta” por “vício” e “nos arrependemos” por “praticarmos virtudes”. Este nó é o que chamamos na Maçonaria de “laços de amor”.

Podem ter certeza meus Irmãos que os significados da Corda de Oitenta e Um nós varia muito entre alguns graus que compõem o REAA, mas a Corda de Sete Nós não, ela significa única e simplesmente a Cadeia de União que só pode ser formada com a presença de determinado número de Irmãos e que nos reporta as Sete Virtudes (fé, esperança, caridade, prudência, justiça, fortaleza e temperança) para as quais devemos erguer Templos e os Sete Vícios (soberba, avareza, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça) que devem ser encarceradas nas masmorras.

Sete também são as ciências (gramática, retórica, lógica, aritmética, geometria, música e astronomia) que o bom Obreiro domina.

Sete são os brindes obrigatórios nos Banquetes Maçônicos.

Sete ou mais tornam uma Loja perfeita. E não é só na Maçonaria que se exaltam este número, o Alcorão ensina que Alá criou sete céus.

Na Teosofia há os sete raios de luz ou os Sete Mestres Ascensionados.

Há Sete Chacras entéricos. Na Umbanda há Sete linhas de Orixá. No Seicho-no-ie há Sete Candeeiros, assim como há no Judaísmo o Candelabro de Sete Braços e perto de nós temos as Setes Virtudes Cardeais da Ordem De Molay.

Mas de todos os “setes” existentes o que eu realmente desejo que sirva de “guia” para vocês que tanto amo, são os Sete Princípios da Moral Pitagórica:

1)    Retidão de propósitos 
2) Tolerância na opinião 
3) Inteligência para discernir 
4) Clemência para julgar 
5) Ser verdadeiro em Palavras e Atos 
6) Simpatia 
7) Equilíbrio

Se o Irmão não se lembra da Corda de Sete Nós ainda dá tempo de rever as Instruções do Grau de Aprendiz, preparar uma bela Prancha de Arquitetura sobre os Painéis e apresentá-la em sua Loja enriquecendo nosso Quarto de Hora de Estudos.

Lembre-se que todos nós, independente do Grau ou do Cargo, somos responsáveis pela qualidade das Sessões Maçônicas. 

Sérgio Quirino Guimarães


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A CORDA DE NÓS E A PRÁTICA DA SOLIDARIEDADE


Porque ter escolhido tratar o conceito de Solidariedade como virtude maçônica tendo como único objetivo a prática da fraternidade, “A virtude chamada solidariedade, dizia Leon Bourgeois, é a união voluntária e o devotamente recíproco dos homens.” “Nada durável se constrói sem solidariedade”.

A Cadeia de União designa a corda de nós representada ao redor das paredes do Templo. Esta corda é amarrada em entrelaços, a intervalos regulares ao redor da sala, chamados “laços de amor” em forma de oito (8), símbolo do infinito em matemática, que são em número de 12 e correspondem aos signos do zodíaco.

Ela também figura sobre numerosas gravuras ilustrando cenas maçônicas ou bordada sobre acessórios de vestimenta como os aventais de mestres.

 Ela indica que somos todos os elos pertencentes à mesma corrente. Com os antigos pedreiros, ela era a ferramenta indispensável para calcular os ângulos, em maçonaria ela simboliza a cadeia de união.

A Cadeia de União, segundo sua definição, liga e une.

O ritual maçônico comporta também uma Cadeia de União que consiste, ao fim de cada reunião, em formar um círculo fechado formado por todos os participantes da cerimônia, tomando as mãos entre si, o braço direito passado sob o braço esquerdo, a mão sem luvas.

Desde sua admissão na Ordem Maçônica, o novo iniciado é convidado a se tornar formar um elo desta Corrente, símbolo do vínculo entre o céu e a terra, símbolo da coesão da loja, e de fraternidade entre todos os seus membros, formado no início dos trabalhos, sua significação é, assim, idêntica, ela liga todos os elementos.

Ela aproxima os corações ao mesmo tempo em que os corpos e simboliza a Universalidade da Ordem. É a comunhão dos espíritos que participam de uma mesma obra.

De todos os ritos, a Cadeia de União é, talvez, o mais importante, perfeitamente expresso em alguns versos “que vem do Passado e tende em direção ao Futuro”.

A Cadeia de União, símbolo da coordenação de toda coletividade, de ação comum, de Solidariedade. É dada a oportunidade a nós, maçons, de refletir hoje mais que ontem, e ainda menos que amanhã sobre nossa prática da solidariedade e, sobretudo, nosso dever permanente de fraternidade.

A maçonaria é reconhecida por seu espírito de corpo e de solidariedade.

O maçom não tem por dever, em todas as circunstâncias ajudar, esclarecer e proteger seu irmão, mesmo com o perigo de sua vida; os maçons prestam efetivamente o juramento de dar socorro e assistência a um irmão em necessidade.

A maçonaria tem por dever estender a todos os membros da humanidade, os laços fraternais que unem os maçons sobre toda a superfície do globo.

A solidariedade e a ajuda mútua serem foram em nossa Ordem as grandes regras que devem ser exercitadas com muito discernimento.

A prática desta virtude claramente evocada nos artigos 1, 2 e 3 da Constituição do Grande Oriente de França é um dos objetivos essenciais dos maçons. 

Em nível de Loja, eu diria que existe em nossa obediência um grande mal-entendido: eu gostaria de falar sobre o Irmão Hospitaleiro, cujo papel nem sempre é valorizado, e a tarefa reduzida a circular com o “Tronco da Viúva”.

Colaborador direto do VM.'., ele deve conhecer a situação de cada um dos IIr.´. da loja e suas famílias. A ele cabe, à medida que tenha recolhido as informações sociais que lhe competem, orientar todos os IIr.´. que tenham necessidade de uma intervenção ou de um apoio. Com relação a isso, e sempre de acordo com seu VM.'., ele deve apontar sem demora os casos difíceis que ele não tenha podido resolver sozinho.

No interior de nossas lojas, esta solidariedade é exercida materialmente, graças aos fundos recolhidos pelo “Tronco do Hospitaleiro” ou “Tronco da Viúva” que o Ir.´. Hospitaleiro nos apresenta ao fim de cada Sessão.

Caixas especiais previstas nas lojas para atender aos mais apertados, sempre que um irmão se encontra em uma situação material embaraçosa.

Existe outra forma de solidariedade, totalmente imaterial desta vez, que consiste em ajudar moralmente os irmãos e irmãs.

Esta solidariedade é exercida no dia-a-dia, na busca da verdade e do aperfeiçoamento, a pesquisa iniciática e uma pesquisa coletiva. Ela é, ao mesmo tempo, o objetivo e a força da maçonaria.

Se ele quer assumir plenamente seu cargo, o Ir.´. Hospitaleiro deve tomar consciência da importância da tarefa que lhe foi confiada. Por sua ação, ele sublinha o caráter universal e filantrópico da Maçonaria, e é assim que ele figura em um bom lugar na lista de Oficiais de todas as Lojas do mundo inteiro, sem distinção de obediência.

Encontra-se sempre entre os maçons, homens devotados que tiveram o coração para se dedicar a socorrer os Irmãos menos afortunados, suas viúvas, seus órfãos; um bom número de homens, de irmãos e de irmãs que sacrificam uma parte de seu tempo, de seu lazer para praticar a virtude da solidariedade.

O universalismo maçônico não consiste apenas em um reconhecimento dos Maçons entre si, unidos pelos laços da Fraternidade e da Solidariedade. Ele não se expressa unicamente na conjuração dos Iniciados, assentados à mesa da Sabedoria, enquanto que os outros homens se contentariam com as migalhas.

O universalismo maçônico é o sentimento, assim como a solidariedade dos maçons com o conjunto da Fraternidade humana. Este sentimento de solidariedade, que o Maçom não pode elidir, mesmo dentro do quadro de sua pesquisa interior, deve se manifestar concretamente no mundo profano.

Enumerar as obras maçônicas de solidariedade em favor de maçons e do mundo profano inteiro exigiria toda uma compilação. Numerosas instituições de assistência foram organizadas, orfanatos e durante a guerra de 1870, ambulâncias.

Sob o impulso do Grande Oriente e particularmente da loja o Futuro, um Congresso para estudar a solidariedade universal. O Grande Oriente, há que se lembrar, é a origem da lei que criou a Previdência Social.

No mundo profano, “Maçonaria” é sinônimo da dependência dos homens, uns em relação aos outros, dependência que faz com que os indivíduos sejam parte de um mesmo todo. A solidariedade e a ajuda mútua sempre foram em nossa Ordem as grandes regras que devem ser exercitadas com muito discernimento.

“Centro da União”, a maçonaria universal tem por missão reunir as boas-vontades esparsas no universo.

Os maçons do Grande Oriente de França dão à fraternidade que os une e a todos os outros maçons do mundo um senso profundo de respeito, de estima e de afeição recíprocas, superando as divergências de opinião ou as diferenças de condição social, na igualdade completa dos direitos de cada um.

Com freqüência caricatura-se esta solidariedade e denuncia-se o Grande Oriente de França como uma sociedade de serviços mútuos, assegurando o sucesso social de seus membros. Isto é esquecer que suas preocupações são essencialmente filosóficas e cívicas, e que sua filantropia é exercida muito mais no plano moral que no plano material.

Com efeito, quando os candidatos à iniciação entram pela primeira vez na câmara negra de reflexão, antes de serem iniciados no grau de aprendiz, eles podem ler um aviso escrito na parede: “Se você aqui vem por interesse, saia imediatamente!”.

A Ordem não está a serviço de seus membros, mas a serviço de seu ideal.

Venerável Mestre e todos vocês meus Irmãos e Irmãs, o homem do mundo realizado sabe falar a cada um que lhe interesse; ele entra nos caminhos dos outros sem jamais os adotar, ele compreende tudo sem tudo desculpar; ele prefere cada um de seus amigos aos outros e consegue amar a todos igualmente.

 Assim é a Fraternidade e a Solidariedade.

 Um instante de verdadeira fraternidade pode ensinar muito mais que anos de egoísmo e de recusa ao outro.

Trocar as Fraternidades plurais, aquelas onde se encontram e são vistas no mundo profano, por uma fraternidade bem singular, aquela que permite a nós, maçons, a busca da verdade e a prática da solidariedade.

 J-J .Bri:. da R:. L:. “Thélème”  do Grand Orient de France.
Tradução José Antonio de Souza Filardo  M.´. I .´.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

MAÇONARIA É VIDA


Diferentemente do que muitos pensam a Maçonaria não convoca ninguém para a morte.

A Maçonaria convoca todos, sem exceção, para uma jornada que defenda melhores condições de vida ao cidadão e à sua família, liberdade de pensamento aos seus ou não membros, a igualdade entre os povos de qualquer etnia, e acima de tudo uma fraternidade infinita a todos que vivem sob o manto de Jesus, o que lá se denomina Grande Arquiteto do Universo.

Lamentável a noticia que li dias atrás que um Maçom perdeu a vida dentro de um templo maçônico. Claro, sentimos todos por essa fatalidade. Pior, muito pior foram os comentários que li e ouvi sobre este caso.

Meu Deus, como pessoas desinformadas e sem nenhum escrúpulo emitem opinião sobre determinados fatos ou sobre determinadas organizações sem ter o menor conhecimento sobre ela.

Li um comentário chamando a Maçonaria de clube do bolinha, pois segundo o comentarista, lá não entra mulher, e outro pedindo até interferência da Polícia Federal na Ordem! Vejam só quanta ignorância!

O Médico, o Dentista, o Advogado, o Engenheiro, o Policial, o Mecânico, nenhum deles levam suas companheiras para o trabalho não é? Por que o Maçom tem que levar sua esposa quando ele vai trabalhar?

Trabalhar sim, pois são durante as reuniões que são definidas as metas a serem seguidas. Claro que elas (as esposas) exercem um papel fundamental dentro da Maçonaria. A elas (cunhadas) são reservadas outras tarefas. Estão sempre à frente das inúmeras campanhas que seus maridos definem dentro dos templos.

Se antes de omitir opinião sobre esta milenar e respeitada Ordem, tivesse o crítico à noção da grandeza da Maçonaria sobre todos os segmentos da sociedade, pensar-se-ia mil vezes para omiti-la.

Esses não têm a mínima noção de que a Maçonaria, uma entidade secular e respeitadíssima em todo universo, está presente nas grandes decisões da humanidade.

Não sabem ou fingem não saber, das intervenções de maneira silenciosa e discreta, exercidas pela maçonaria em muitos hospitais e atendimentos médicos pelo universo afora.

Nunca saberiam se eu não revelasse agora, a ajuda substancial prestada pela Maçonaria cuiabana aos milhares de portadores de necessidades especiais atendidos pelo Ceope (Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais) e em outros hospitais.

Não conseguirei, de maneira nenhuma, colocar neste espaço as infinitas ações filantrópicas que a Ordem Maçônica oferece a nossa população. Claro, diferentemente de um Supermercado quando coloca um produto em promoção e tem que, através dos meios de comunicação levar essa notícia ao maior número de fregueses possíveis para que haja um sucesso nas vendas, a Maçonaria prima pela discrição e pelo silencio absoluto.

Não interessa à Ordem dar publicidade às suas ações. Não interessa aos irmãos que praticam a liberdade, igualdade e fraternidade verem a generosidade de seus corações estampada nos rádios, jornais ou televisões.

Portanto, se você foi convidado a fazer parte dessa respeitável instituição, tenha absoluta certeza de que a Maçonaria te convocou para ser um soldado do bem.

Aceite sem medo, você será o mais novo voluntário do Grande Arquiteto do Universo.


EDUARDO POVOAS é cidadão cuiabano. povoas@terra.com.br

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