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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

PACIÊNCIA, UM CULTO MAÇÔNICO



A Maçonaria cultiva a paciência porque, sendo irmã gêmea da tolerância, é uma virtude que consiste na capacidade constante em suportar as adversidades, as dores, os infortúnios, com resignação subordinada à fortaleza da alma.
Diz-se que o tempo, a paciência e a perseverança nos conferem a integridade e habilitam a realizar todas as coisas.
A paciência significa equilíbrio e o controle do dualismo, o freio para o instinto, o fruto da meditação, o caminho da sabedoria.
A paciência conduz à perseverança, e esta à conquista do alvo planejado.
O maçom, para alcançar o conhecimento, buscar o progresso interior e exterior deve plantar a sua conduta dentro da Loja com exemplar paciência.
Os impacientes e os que, na Maçonaria, apenas procuram interesses espúrios ou tolas vaidades não conseguem realizar esse objetivo.
As precipitações, o afoitamento, a pressa são meios conturbadores.
A paciência é o caminho mais curto para alcançar-se a paz. Perdoar àqueles que conosco caminham para colocarem nossa paciência à prova é a caridade mais meritória.
La Fontaine ensina que “A paciência e o tempo dão mais resultado que a força e a raiva”.
Como sabem os Irmãos, o culto à paciência, na Maçonaria, ainda que alguns entendam diferentemente o seu significado, tem cunho religioso.
Joseph Anderson, um dos organizadores da Maçonaria Especulativa, era pastor protestante e muito do que nos é ensinado veio para a Ordem com a finalidade de mesmo não sendo um dogma, não deixa de ser um aprendizado espiritual.
Margaret Thatcher uma vez disse: “Eu sou extremamente paciente contando que consiga o que queira no final”. Este é um péssimo exemplo.
Quando tudo está indo do jeito que queremos, é fácil demonstrar paciência.
O verdadeiro teste de paciência aparece quando um de nossos Irmãos age de forma inadequada, o mesmo quando na vida profana, nossos diretos são violados; quando alguém, por atos ou palavras, procura nos irritar; quando somos ridicularizados por nossas crenças.
A Bíblia, no entanto, fala de paciência como um fruto do Espírito (Gálatas 5:22). Apesar de a maioria das pessoas considerarem paciência como uma espera passiva ou tolerância gentil, a maioria das palavras gregas traduzidas como “paciência” no Novo Testamento são palavras ativas e saudáveis. Considere, por exemplo, Hebreus 12:1.
É claro que paciência não acontece da noite para o dia na nossa vida.
Para o desenvolvimento da paciência é preciso que a mesma seja exercitada diariamente.
Nossa paciência se desenvolve e fortalece ainda mais quando procuramos a íntima ligação com o nosso mundo interior que é o GADU, nosso Deus.
O Rei Salomão ensina: “Descansa no SENHOR, e espera nele: não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos” (Salmo 37:7).
Jó foi exemplo de paciência e perseverança (Tiago 5:11). Tenhamos em mente que este ensinamento religioso e também Maçônico é para nos lembrar que seu propósito é para o nosso crescimento moral.
Agora, da próxima vez que for posta à prova a sua paciência, por ter sido magoado por um Irmão desavisado ou mesmo no mundo profano, não haja com impaciência, a qual acaba levando a mais estresse, raiva e frustração.
Saiba ser um verdadeiro Maçom, procurando compreender os prós e os contras de cada situação.
Autor: Ir Nivaldo Vieira de Melo

ARLS Thêmis & Ágora nº 20 – Or
de Rolim de Moura 

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