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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A MAÇONARIA EXISTE PARA UNIR OS HOMENS, NÃO PARA SEPARÁ-LOS


“Somente pela fraternidade a liberdade será preservada”. Victor Hugo

A maçonaria universal se estrutura sobre três pilares indissolúveis e que não se separam: liberdade, igualdade e fraternidade.

Essa união de homens livres e de bons costumes tem difundido entre as sociedades espalhadas por todos os cantos da Terra por milênios a necessidade de união de todos em prol do bem comum e do bem-estar da humanidade.

Quando nos reunimos em fraternas assembleias invocamos a proteção do Grande Arquiteto Do Universo, como denominamos Deus, ou o Espírito Criador que tudo rege no universo, e nos propomos a caminhar em uma senda de verdadeira luz.

Se buscarmos conceitos tão plenos de bondade e justiça como esses, nosso caminho não pode ser senão o da união, da paz e da irmandade que reúne homens e mulheres em perfeita harmonia e concórdia. Desse modo propomos a todos os que se acercam de nós e levamos onde seja possível nossa voz ser ouvida uma mensagem de edificação e evolução espiritual baseada na paz e no bem.

Nós, maçons engajados na construção de um mundo melhor, mais justo e fraterno precisamos ter em nosso discurso a clara definição de nosso compromisso com esses valores.

Além do discurso precisamos ter na práxis, que é a ação concreta baseada nessas ideias, o exemplo vivo de que a responsabilidade pela edificação desse mundo que sonhamos começa em cada ato nosso, em cada gesto, em cada desejo de agregar e não repelir, em cada sonho de fraternidade e viva comunhão de ideais.

Se pensarmos o que é bom precisamos praticar o bem.

Se quisermos a união devemos agregar nossos irmãos a nós e nos integrar cada vez mais a eles de igual modo.

Se quisermos construir uma humanidade fraterna se impõe sermos igualmente edificantes. Mas, isto tem um custo que precisamos estar cientes e dispostos a cumprir as obrigações para atingirmos esses objetivos.

Para unir os indivíduos a ideais comuns de fraternidade precisamos ter nas palavras o sentido formal e direto para esse fim. Na senda da pavimentação desse caminho de união e fraternidade precisamos ter cuidado redobrado com o que dizemos e como agimos.

Primeiramente com as palavras ditas, porque a sabedoria empírica explica que depois de dita a palavra não mais será buscada de volta.

Assim, precisamos saber sempre o momento de falar e o momento de calar para que nossas palavras não sejam instrumentou desunião.

Precisamos refletir sempre sobre como abordar e termos resignação quando necessário para não disser somente o que sentimos e pensamos. Isso poderá não ser edificante ou elemento de união.

Há no Livro da Lei, a Bíblia, que reúne diretrizes ordenadas pelo Grande Criador para seguirmos, inúmeras citações a esse respeito. Mas, uma em especial mostra o quanto reside de poder em nossas palavras.

No Livro dos Provérbios há uma lição de cunho singular sobre isto: “A língua tem poder sobre a vida e sobre a morte”. O ato concreto, as ações em prol da construção dessa humanidade sonhada, passa obrigatoriamente to de destruição pela aliança entre o discurso e os gestos.

 A maçonaria prega em suas oficinas a edificação dessa humanidade fraterna e exorta seus irmãos a trabalharem incessantemente nesse sentido. Nosso compromisso precisa ser de luta diária para unir homens, grupos, comunidades, nações e povos em um único sentido que seja o do bem e da paz para todos.

Os maçons precisam ser exemplos vivos do compromisso, do discurso e das ações nesse sentido. Pregar a paz e a união implica em pensarmos cada dia, cada instante, ano após ano na edificação desse reino de harmonia e concórdia.

Chamarmos os que estão ao nosso redor para essa prática também e buscarmos nos ensinamentos que os sábios nos legaram as diretivas para atingirmos esses ideais. Sabermos à hora de falar e de calar, de agir e de hibernar, de construir e de ceifar, de plantar e de colher.

A Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás está a 65 anos lutando para contribuir com essa construção. Chamamos nossos irmãos para o engajamento diuturno nesse compromisso, que sabemos ser a promoção da justiça que queremos que reine em nosso meio e da perfeição que almejamos lapidar em nossos corações.

Assim temos buscado fazer e rogamos ao Supremo Criador que assim seja feito.


Adolfo Ribeiro Valadares é Grão-Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de Goiás

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