Nas pesquisas que tenho realizado sobre a simbologia
maçônica, sempre me impressionou como certos símbolos, apesar da sua riqueza de
significado, são relegados ao esquecimento ou, na melhor das hipóteses, ao
conhecimento de poucos.
A colmeia é um desses casos.
Trata-se de um dos mais antigos e profundos emblemas da Arte
Real, presente nos rituais desde o século XVIII, mas que, com o passar do tempo
e as sucessivas revisões ritualísticas, foi perdendo espaço — a ponto de ser
justamente chamado de "símbolo perdido" da Maçonaria.
A investigação sobre a colmeia revela uma riqueza
doutrinária notável. Na tradição maçônica, ela representa o trabalho coletivo,
a disciplina, a organização e a harmonia social — virtudes que o obreiro é
chamado a cultivar.
As abelhas, incansáveis e cooperativas, simbolizam o maçom
ideal: aquele que trabalha em silêncio, contribui para o bem comum e reconhece
que o todo é maior do que a soma das partes.
Doutrinadores como Albert G. Mackey, em Symbolism of
Freemasonry, e W. L. Wilmshurst, em The Meaning of Masonry, reconheceram o
valor deste emblema, enquanto René Guénon, em Símbolos Fundamentais da Ciência
Sagrada, viu na colmeia a expressão da ordem cósmica que rege o universo.
Novas interpretações, como as de estudiosos da simbologia
maçônica, sugerem que a colmeia representa a própria Loja: um corpo orgânico
onde cada membro tem uma função específica, e onde a cooperação e a
reciprocidade são as condições da sobrevivência.
Este artigo convida o autor e o leitor a explorarem as
profundezas deste símbolo, para que a compreensão da colmeia ilumine a prática
da fraternidade e do trabalho coletivo
MS MAÇOM
