segunda-feira, 12 de outubro de 2026

A LOJA ESTÁ DESMORONANDO. MAS A INTOLERÂNCIA CONTINUA NO TRONO.


O Templo está em ruínas. Os princípios estão sendo esquecidos. A fraternidade virou discurso.

Irmãos que antes se abraçavam agora se tratam como inimigos. Divergir virou ofensa. Pensar diferente virou motivo de suspeita. E a liberdade de consciência, antes tão defendida, passou a incomodar.

Mas observe bem a imagem.

Não é um homem que ocupa o trono. É a intolerância.

E os que estão ajoelhados não são vítimas de um tirano. São aqueles que acreditam que a tirania é aceitável quando serve às suas próprias convicções.

Porque a intolerância não se sustenta sozinha. Ela precisa de quem a justifique, de quem aplauda a exclusão e de quem confunda fidelidade aos princípios com submissão a determinadas ideias.

A Loja deveria reunir homens livres, não homens obrigados a pensar da mesma maneira.

Mas quando a opinião de um Irmão passa a valer mais que seu caráter, já não se busca a verdade. Exige-se alinhamento.

E quando a fraternidade só existe entre os que concordam, não estamos diante de uma união de Irmãos.

Estamos diante de uma torcida organizada.

O mais perigoso é que ninguém se considera intolerante. A intolerância está sempre no outro. A própria é convenientemente chamada de convicção, coragem ou defesa de valores.

E assim, enquanto cada um acredita estar protegendo a Loja daqueles que pensam diferente, todos podem estar contribuindo para destruí-la.

Afinal, o que ameaça mais uma Loja: a intolerância que ocupa o trono ou os Irmãos que se ajoelham diante dela?

E você? Está combatendo a intolerância ou apenas aquela que contraria suas próprias convicções?

A/D

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