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quarta-feira, 1 de março de 2017

O SOLSTÍCIO DE VERÃO


Solstícios são os pontos que a órbita elíptica da Terra descreve num ano em torno do Sol quando este está em sua máxima distância ao sul ou ao norte da linha imaginária do Equador. Duas vezes por ano, nos meses de junho e dezembro, acontecem os solstícios, variando o dia e a hora.

No verão, a duração do dia é a mais longa do ano, ocorrendo o contrário no inverno, quando a noite é a mais longa do ano. Tudo isso graças à inclinação de 23,4 graus do eixo de rotação da Terra que, combinado com o movimento de translação, permite que a incidência desigual dos raios solares sobre os dois hemisférios defina as quatro estações do ano, fazendo com que a Natureza cumpra seus ciclos de nascimento e ressurreição.

Os equinócios e solstícios receberam o nome de portas do céu ou das estações do ano. E se a Terra não tivesse a Lua, a inclinação do eixo em relação à vertical teria variação caótica, comprometendo a vida complexa, tornando-a inabitável.

Enquanto passamos pelo solstício de verão, aqui no hemisfério sul, marcando o início dessa estação, os habitantes do hemisfério norte enfrentam a entrada do inverno. O solstício de verão é sempre previsto para o dia 21 ou 22 de dezembro, de acordo com cálculos astronômicos, quando a radiação solar incide verticalmente, o Sol está no seu zênite ou está “a pino”, sobre o Trópico de Capricórnio.

No solstício de verão do hemisfério norte, que ocorre no dia 21 ou 22 de junho, os raios solares incidem perpendicularmente à superfície da Terra no Trópico de Câncer.

Em 2016, o solstício de verão ocorreu as 10h44min UTC – 8h44min (horário de verão em Brasília), do dia 21 de dezembro. A diferença de tempo entre à hora local e UTC (do inglês, Tempo Universal Coordenado), também conhecido como horário Zulu é de menos 3 horas (-180 minutos).

No horário de verão, que começou em 16 de outubro e vai até o dia 19 de fevereiro de 2017, diminui-se uma hora nessa diferença, nas regiões onde é adotado. O sistema de horário de verão, aplicado por decreto nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste,visa aproveitar a maior incidência da claridade desses dias mais longos e economizar energia elétrica.

Por sua vez, os equinócios são pontos da órbita da Terra ao redor do Sol, quando este corta o equador na sua marcha aparente do hemisfério sul para o norte e em seu regresso do norte para o sul, e a sua luz solar incide de maneira igual e exatamente na linha imaginária que corta os dois hemisférios.

Por isso, diz-se que é equinócio de outono para o hemisfério que está indo do verão para o inverno e equinócio de primavera para o hemisfério que está indo do inverno para o verão.

No passado, esses fenômenos astronômicos tinham grande importância para a agricultura e as religiões dedicavam cultos especiais para marcar as transformações que se esperavam.

O ciclo do Sol e da Lua à volta da Terra sempre esteve ligado ao ciclo de cultivo de alimentos. Antigas civilizações elevaram o Sol, como fonte de luz e calor, à condição de soberano do mundo e rei dos céus, detentor dos poderes divinos que criam Vida, imaginando os solstícios como aberturas opostas do céu, como portas, por onde o Sol entrava e saía, ao terminar o seu curso, em cada círculo tropical.

Tanto os Maias, como os Incas, Egípcios, Romanos e Gregos adoravam o sol e tinham os seus cultos a ele dedicados. Muitas dessas tradições foram conservadas e adaptadas pelos povos no curso da história.

Também a Maçonaria especulativa, absorvendo as tradições da Maçonaria operativa, incorporou aquelas comemorações e celebra as festas equinociais e as solsticiais, reconhecendo-as no seu simbolismo. Assim, tradicionalmente, a nossa Assembleia Geral Plenária reúne-se ordinariamente quatro vezes ao ano, nas semanas em que os equinócios e solstícios ocorrem, conforme previsto nos artigos 47 – II e 49 da Constituição da GLMMG, com um pequeno ajuste em dezembro, com vistas a não comprometer as festas de final de ano.

Nos nossos Templos Maçônicos, as Colunas “B” e “J” representam os solstícios de Inverno, ao Norte, presidido por São João Batista, e o solstício de verão, ao Sul, presidido por São João Evangelista, ambos os Patronos da Maçonaria.

É tradição em várias Lojas a realização de Banquete Ritualístico ou Ágape Maçônico, também conhecido como Loja de Mesa, nos meses de junho e dezembro, em honra aos santos, tratando-se, portanto, de Festas Solsticiais. Essas celebrações têm um caráter de saudação e de confraternização, evocando os laços que unem os irmãos.

No auge da maturidade do Sol, estaremos recepcionando o tão esperado Verão, sempre ligado a festas, férias, viagens e novas vibrações. Época também de avaliação da colheita quase amadurecida do ano que se encerra e elaboração de projetos para um novo ciclo que se reinicia com a chegada de um novo ano e novas preocupações ou velhas restauradas. Mas, apesar de todos os agitos que a vida insiste em impor-nos a cada dia, não podemos perder a sensibilidade para os ciclos que a natureza preserva através do equilíbrio das forças que a movimentam.

Precisamos também buscar esse equilíbrio, aproveitando os ares de um novo ano e praticarmos a introspecção e o autoconhecimento, essenciais para que estejamos preparados para encarar de forma corajosa os desafios diários que sempre se renovam.

Enfim, nessa nossa provisória solidão cósmica, enquanto únicos seres conhecidos se questionando sobre o mundo, que tenhamos todos um feliz solstício de verão e uma próspera nova órbita nos preciosos 365 dias e seis horas que continuaremos nossa viagem a bordo desta nave de massa/peso equivalente a 5,9 sextilhões de toneladas, medindo 510 milhões de km², que se desloca a uma velocidade média de 1.675 km/h em torno de seu eixo e a uma velocidade orbital média de 107.266 km/h, conforme estabelecido pelo Grande Arquiteto do Universo.

Um “Pálido Ponto Azul… um grão de pó suspenso num raio de sol” (Carl Sagan)…
“Isso é tudo o que temos.” (Al Gore)

Autor: Márcio dos Santos Gomes
Márcio é Mestre Instalado da ARLS Águia das Alterosas – 197 – GLMMG, Oriente de Belo Horizonte, membro da Escola Maçônica Mestre Antônio Augusto Alves D’Almeida, da Academia Mineira Maçônica de Letras.


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