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quarta-feira, 6 de junho de 2018

O TEMPO NA VIDA DO MAÇOM



A vida se faz no tempo. Marcamos, cronometramos, nos organizamos com base no tempo.

A medida das coisas se faz no tempo. Plantamos e colhemos respaldados pelo tempo. Agendamos nossas ações de olho no tempo. Sonhamos, articulamos, propomos, criamos objetivos e lá está ele, o tempo, como o senhor do aval das realizações.

Já diria o livro sagrado, para tudo há um tempo. Cazuza em uma das suas canções dizia “o tempo não para”. E não para mesmo! O tempo que nos permite contabilizar o ciclo da vida é implacável. Não cria ilusões de parada, de pausa e nem tão pouco nos oferece a oportunidade de voltar o cronômetro da vida.

Com o tempo só há uma direção, um caminho. O tempo é como uma seta que nos oferece a constante direção a seguir. Um dia inventaram a ampulheta, noutro o relógio, talvez tentativas de controlar, de medir, de criar parâmetros para o tempo.

Mas ele não se aprisiona, a areia de um dos lados da ampulheta acaba o relógio estraga, mas o tempo não continua sua missão rítmica de proporcionar sempre uma nova oportunidade mostrando que a vida é imbatível e que o tempo não descansa.

No entanto, o tempo não perdoa. Ele não possibilita retrocesso, ser refeito e nem tão pouco ter o seu curso e ritmo alterados. O tempo é implacável em sua lógica de ser. 

É perceptível, calculável, estudado, interpretado, mas nunca modificado e dominado.

O tempo não proporciona ao ser humano as condições necessárias para ser adequado na própria existência humana. Acontece justamente o contrário, cabe ao ser humano ajustar-se ao tempo, sem dó ou piedade. A razão de ser do tempo é não ter razão.

É algo lógico, mas que não entra nas medidas da lógica. É calculável, mas não permite o fim da equação. É uma história sempre com o mesmo enredo e os mesmos personagens: sol e lua se revezando no palco da vida temporal.

A ciência utiliza-se do tempo em suas descobertas; os poetas e cantores nas suas criações literárias e musicais; a religião como estágios da vida, da alma; os filósofos como etapas do desenvolvimento intelectual; os mestres gastronômicos como medidas para as suas criações; enfim, a vida se mede no tempo, se organiza no tempo... tempo que não para.

Dizem também que o tempo é o senhor das coisas. Que ele é capaz de por tudo nos seus devidos lugares. O tempo questiona; o tempo esclarece; o tempo direciona respostas; o tempo não encoberta mentiras; com o tempo as verdades aparecem. 

Todavia, há quem diga que nas dores o tempo demora a passar e que nas coisas boas, alegres, ele passa rápido demais.

Como o tempo é o mesmo em ambos os casos, prefiro dizer que o segredo está na intensidade que vivemos as dores e alegrias, na forma que gastamos nossa vida vivendo estes sentimentos antagônicos. A alegria que contagia provoca realizações, já a dor que adormece provoca contrações.

A intensidade das atividades, nestes dois casos, provoca a percepção do tempo. Enfim, como dizia Mário Lago: “Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo. Nem ele me persegue, nem eu fujo dele. Um dia a gente se encontra”.

O certo é que no tempo da vida, o nosso cronômetro já foi acionado. Vivamos, pois não sabemos o dia que ele será findado pelo Grande Arquiteto do Universo.

Walber Gonçalves de Souza é membro da ARLS Caratinga Livre (GOB – n° 0922) e da Academia Maçônica de Letras do Leste de Minas (AMLM).

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