Imagine um lugar na natureza em que o ser humano não entre
há muitos anos. Ali a natureza está preservada e intocada pelos humanos.
Dia após dia o sol surge no oriente, faz seu percurso
aparente até o zênite e declina para se ocultar no ocidente.
Há dias e noites em alternância quase infinita. Uns dias faz
calor e outros faz frio, alguns dias chove, outros o sol brilha.
Plantas e animais brotam e nascem, se desenvolvem e
eventualmente voltam ao pó da terra. Tudo está como deve ser, até que você
entra neste lugar.
No santuário da natureza, o ser humano deve ingressar com o
máximo cuidado. Como ele também é obra da natureza, ali pode ser acolhido.
Ao entrar precisa observar muito mais do que ser observado.
Sua tarefa é entender onde está, quais são as oportunidades e quais são os
riscos.
Tem que encontrar o seu lugar e o seu papel naquele meio
igualmente maravilhoso e terrível.
Entrar ali levando morte e destruição vai fazer com que seja
destruído e o templo da natureza se reconstrua por si próprio, sem aquele
agente do mal que conseguiu apenas destruir a si mesmo.
O templo é uma representação simbólica do universo. O
iniciado ao ingressar no templo deve agir tal qual o homem que entra no
santuário da natureza.
Precisa observar, achar seu lugar, conhecer suas
oportunidades e, principalmente, respeitar o sagrado naquele lugar.
Aquele que entra ali buscando se impor, levando destruição,
conseguirá destruir a si próprio e todo o mal que provocar será superado porque
o templo, como representação da natureza, reconstruirá a si próprio.
Se você saiu do cativeiro onde contemplava sombras
artificialmente projetadas e ingressou no templo da natureza, onde a ordem e a
beleza resplandecem, não carregue consigo suas falsas certezas engendradas
pelas sombras da ignorância, dos vícios e dos preconceitos.
Robson de Barros Granado-MI
Fonte: Retales de masonería

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