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sábado, 5 de dezembro de 2015

A PERDA DA MOTIVAÇÃO EM LOJA E O ÊXODO DOS IRMÃOS


Uma das causas do êxodo de Irmãos de nossas Lojas é a falta de motivação. Isto está acontecendo em todo o país e também em todo o mundo.

São vários os motivos, mas o maior deles, sem dúvida é a falta de motivação. Se a Maçonaria não levar ao Neófito aquilo que ele esperava antes de Iniciar-se, ele se desmotivará e será um sério candidato a deixar a Ordem na primeira oportunidade.

Assim, em paralelo com a motivação, devemos ter cuidado nas apresentações de Candidatos. Se um determinado cidadão não traz em sua vida as qualidades mínimas para tornar-se Maçom, jamais deveria será apresentado em uma Loja Maçônica.

Maçonaria não é escola de correção e o cidadão, quando aceito, é recebido limpo e puro e costumamos dizer que ele é justo e perfeito. Não vamos nos iludir que nossa Ordem, ou outra qualquer, conseguirá tornar um elemento ruim em bom.

Se for ruim não nos serve, pois não irá colaborar com nosso principal objetivo, que é tornar melhor o gênero humano. Devemos apresentar boas pessoas, com algumas qualidades básicas para tornarem-se nossos iguais na Maçonaria, como ser educado, ter capacidade para aceitar ordens, ter tolerância, ser estudioso e meticuloso em suas ações, ter capacidade para o aprendizado e principalmente possuir espírito maçônico.

Se possuir todas as qualidades citadas atrás, mas não tiver espírito maçônico, não será um bom Maçom. Então vamos escolher bem nossos Candidatos.

O QUE É MOTIVAÇÃO EM MAÇONARIA?

Falemos então da motivação. Temos visto algumas Lojas em que o Venerável Mestre chega quinze minutos antes do início dos trabalhos ou quando não atrasado e pergunta ao Secretário o que tem para aquela Sessão.

O Secretário acabou de abrir as correspondências e também não sabe. Ou seja, ninguém sabe: os Vigilantes, o Orador, o Secretário, o Chanceler, enfim, toda á diretoria acaba ficando perdida.

Os trabalhos são iniciados e fechados sem nada de novo. Classificamos uma Sessão assim, meus Irmãos, como uma verdadeira perda de tempo. Isto não é Maçonaria. Nossas Sessões devem ser preparadas. O Venerável Mestre deve prepará-la antecipadamente com a participação de toda sua diretoria.

A Comissão de Educação, Cultura e Instrução deve programar-se de maneira a apresentarem todas as Sessões uma boa palestra, se possível audiovisual, com bons temas, e que sejam apresentados sem muita leitura, pois este método torna o Período de Instrução cansativo.

Os temas devem ser expostos oralmente, com bastante didática e principalmente com a participação de todos os Irmãos presentes. A interação de um trabalho maçônico torna o Período de Instrução mais atraente e motivado.

Não se deve preocupar com o tempo gasto em sua apresentação. Se um tema é bom, bem apresentado e discutido, os Irmãos não reparam o tempo despendido nele.

Ao contrário do atrás exposto, alguns Irmãos começam a bocejar, outros olham no relógio, outros se entreolham. Isto é, inequivocamente, um sintoma de que algo não vai bem.

TRABALHOS FORA DO TEMPLO

Os trabalhos também podem ser motivados por ações fora do Templo. Palestras em escolas, em órgãos públicos, em outras Lojas etc.

A interação com outras entidades maçônicas ou não maçônicas elevam o cabedal de cultura e conhecimento dos Irmãos.

Assim, se uma Loja possui um Irmão que seja especialista em algo, ele deve ser convidado para fazer palestras em outras Lojas, em entidades não maçônicas, como uma escola, um asilo, um órgão público, sempre em nome da Loja.
E isto é recíproco.

CONVIDADOS MAÇONS E NÃO MAÇONS

Irmãos de outras Lojas devem ser convidados para apresentarem-se em nossa Loja e, caso não sejam Maçons, a Sessão pode ser encurtada e fechada, permanecendo todos os Irmãos em seus lugares, quando se dará entrada ao convidado não Maçom para sua apresentação.

 Evidentemente nesta hora não será mais uma Sessão Maçônica, pois não haverá liturgia, e os Irmãos ficarão à vontade, porém com o respeito que exige todo Templo.

A INTERVISITAÇÂO

A intervisitação, fundamento previsto em nossos "landmarks”, concorre para a motivação de uma Loja Maçônica. Ao promover uma caravana para uma visita em uma Loja de outro Oriente, o Venerável Mestre estará trazendo algo novo e bom para sua Loja. A viagem é sempre agradável, fazem-se novos contatos, novas amizades e a Maçonaria se engrandece.

Depois, a Loja visitante torna-se Loja visitada e a recepção dos visitantes que tão bem receberam aqueles Irmãos, será muito bem retribuída. Isto é motivação.

A PRESENÇA DA FAMÍLIA

A participação de nossas famílias na Maçonaria deve se dar sempre que possível. A presença de nossos filhos e esposas é de muita importância para trazer motivação.

Por exemplo, por que não se comemora o Dia das Mães dentro de nossos Templos, em uma Sessão Pública? Algo novo, bonito, emocionante e que trará muito prestígio para os Irmãos da Loja.

No mesmo Ritual de Sessões Especiais em que apresentamos o Dia das Mães, trazemos uma nova versão da antiga Confirmação Matrimonial, que preferimos chamar de Consagração Matrimonial.

Ora, o casamento é confirmado por meio de um Registro civil em cartório especializado, a Maçonaria não confirma nada. Porém ela pode consagrar o enlace, por meio de sua liturgia, invocando a presença do Grande Arquiteto do Universo, em uma Cerimônia das mais lindas de nossa Ordem.

E isto não acontece só no enlace matrimonial, nossos Rituais de Sessões Especiais trazem a liturgia para Consagração Matrimonial de Bodas de Prata, de Ouro, de Diamantes e outras datas comemorativas.

São apresentações belíssimas em que a família maçônica se encontra em nossos Templos e que sempre trazem prestígio para a Loja.

SESSÕES PÚBLICAS PARA AS DATAS CÍVICAS

Nossas comemorações homenageando nossas datas cívicas e maçônicas devem ocorrer sempre em nossos Templos.

O Dia do Aniversário de Fundação da Loja, o Dia da Pátria - Independência do Brasil, o Dia da Bandeira, o Dia da Libertação da Escravatura, o 21 de Abril, o Dia da República, o Dia de Finados, o Dia das Mães, como já citamos, o Dia do Maçom, as Festas de Natal e Ano Novo e assim por diante.

Estas comemorações, maçônicas ou não, sempre acompanhadas de uma boa palestra e de um bom protocolo, deixam rastros luminosos para a Loja e os Irmãos que a promovem.

O RECONHECIMENTO DO TRABALHO DOS IRMÃOS

Nossas leis preveem alguns títulos à Loja e a Irmãos de seu Quadro de Obreiros. Pouquíssimas Lojas Maçônicas solicitam estes títulos tanto para a Loja como para Irmãos merecedores.  reconhecendo de uma maneira cordial e fraterna, o trabalho de seus detentores.

Vamos colocar em prática estes fundamentos.

A AÇÃO MAÇÔNICA FORA DE NOSSOS TEMPLOS

A ação fora de nossos Templos, embora cuidadosa, deve ser praticada. Em algo institucional a Maçonaria pode e deve participar, como por exemplo, as campanhas às entidades carentes, etc.

É a participação da Maçonaria em algo institucional, algo que fará bem para todos, de maneira geral. Quando dizemos que as ações fora de nossos Templos devem ser cuidadosas, nos referimos a ações que se polarizam, como por exemplo, algo político-partidário, ou sectarismo religioso. Algo que divida a população em simpatizantes e antipatizantes.

Algo que tenha dois lados, onde alguns apoiam e outros reprovam. Nestes casos a Maçonaria não deve tomar parte. Em algo deste tipo, os Irmãos Maçons devem tomar parte, mas em seus nomes, aplicando o que foi aprendido em nossos Templos, nunca em nome da Maçonaria, pois seria uma exposição a qual se correria um risco desnecessário.

A Maçonaria deve atuar na política sim, mas de forma suprapartidária. As paixões político- partidárias não devem ultrapassar os umbrais de nossos Templos.

Assim fazendo, meus caros Irmãos, nossa Ordem será outra. O êxodo de nossos Templos não se dará e, finalmente, além de cumprir nosso objetivo, teremos de volta o respeito e o apoio de toda a comunidade.

 Denilson Forato


2 comentários:

  1. É interessante a perspectiva do irmão comentar que a causa da evasão de maçons se dá por causa da desmotivação. O que acontece, é que o Ir.'. apenas abordou um único aspecto das razões para que o maçom deixe a Ordem.
    Existe também o aspecto financeiro. Por exemplo, quando um maçom se encontra em dificuldades financeiras, e a Loja não tenha condições de amparar adequadamente um Ir.'. e seu familiar com finanças, ele acaba deixando a Ord.'. - porque ou a Loja não dispõe de uma assistência a médio e longo prazo para o Ir.'. necessitado ou pela má-vontade da Loja em auxiliar o Ir.'., como já presenciei -, pois os custos mensais e anuais de se manter na Maçonaria, aqui no Brasil, são muito elevados, ao contrário da Maçonaria inglesa e estadunidense em que os maçons pagam uma anuidade relativamente baixa, ao invés da mensalidade como a gente paga aqui. Então, pelo custo-benefício, muitos maçons veem que não compensa em manter-se em uma instituição um tanto quanto onerosa.
    Essa é a minha humilde observação. TFA

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