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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

CONVERSA ENTRE MAÇONS


O trabalho da Maçonaria além do 3º Grau merece algumas considerações tendo em vista o reavivamento e a retomada, com força e vigor, dos Graus e Ordens de adiantamento maçônico, especialmente em Minas Gerais.

Houve época de intolerante “inspiração” forjada numa falaciosa interpretação dos Landmarks, que apregoava o bastante conhecimento de toda a Maçonaria na “plenitude” do 3º Grau.


Mas, o que dizem os Landmarks?

Landmark Nº2: “A divisão da Maçonaria Simbólica em três Graus é um Landmark que, mais do que nenhum, tem sido preservado de alterações, apesar dos esforços feitos pelo daninho espírito inovador.

Certa falta de uniformidade sobre o ensinamento final da Ordem, no Grau de Mestre, foi motivada por não ser o Terceiro Grau considerado como finalidade; daí o Real Arco e os Altos Graus variarem no modo de conduzirem o neófito à grande finalidade da Maçonaria Simbólica. Em 1813, a Grande Loja da Inglaterra reivindicou este antigo Landmark, decretando que a Antiga Instituição Maçônica consistia nos três primeiros graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre, incluindo o Santo Arco Real. Apesar de reconhecido por sua antiguidade, como um verdadeiro Landmark, ele continua a ser violado.” 

Eu poderia encerrar este artigo aqui. Não precisaria dizer mais nada. Entretanto, requer a impaciência de alguns Mestres Maçons que o Landmark seja dissecado. Chamo a atenção de vocês para os seguintes elementos desse antigo preceito que nos obriga:

1) A divisão da Maçonaria em três Graus se dá apenas no simbolismo;

2) O daninho espírito inovador é que pretende encerrar no Grau de Mestre as instruções maçônicas;

3) O ensinamento final da Ordem não termina no Grau de Mestre;

4) São os Altos Graus do escocês (4º ao 33º) e o Real Arco que conduzirem o neófito à grande finalidade da Maçonaria Simbólica (da mesma forma os Graus Superiores dos demais Ritos regulares existentes na Maçonaria Moderna regular e aceita);

5) Essa organização da Maçonaria foi consagrada no início do século dezenove pela Grande Loja da Inglaterra ao decretar que a Antiga Instituição Maçônica consistia nos três primeiros graus, incluindo o Santo Arco Real.

Felizmente para a Maçonaria brasileira, em particular para os maçons de Minas Gerais, o simbolismo vem sendo beneficiado pelo ensinamento final da Ordem ministrado no Rito Escocês Antigo e Aceito e, mais recentemente, na introdução do Real Arco indispensável, em todos os sentidos, para a compreensão exata do que se dá nos rituais de Aprendiz, Companheiro e Mestre.

O descaso e o muxoxo daqueles da Grande Loja que foram afastados desses estudos pelas sombrias teorias do final dos anos 80, agora cede espaço a uma multidão de Mestres Maçons que, de livre e espontânea vontade solicitam o ingresso no Grau 4 do Rito Escocês e nos degraus iniciais do Real Arco.

Quando tive a honra de presidir a Loja de Perfeição já pressentíamos o crescente interesse dos Mestres Maçons nos Graus Inefáveis. O movimento foi crescendo em número de Irmãos e em desenvolvimento do Conhecimento sobre a grande finalidade da Maçonaria Simbólica.

Retornamos às nossas origens, pois todos os fundadores das Grandes Lojas eram participantes ativos dos trabalhos dos Altos Graus.

Tanto no Real Arco quanto nos Altos Graus do escocês, devemos esse impulso ao incansável trabalho dos Irmãos Carlos Roberto Roque (Membro Efetivo do Supremo Conselho do Grau 33º), Rodrigo Otávio dos Anjos, José Amâncio de Lima e tantos outros corajosos Irmãos que abdicam dos folguedos dos finais de semana para trajarem seus mantos ritualísticos conduzindo a multidão desses Mestres que vêem somar esforços na construção da Nova Maçonaria.

Já não somos “alguns”, mas os MUITOS que participam dessa virada; a Maçonaria está mudando para os que têm olhos de ver.
– No “sistema americano” (Real Arco) a liderança entusiástica do amigo e Irmão João Guilherme Ribeiro é fator de decisão nessa jornada vitoriosa.

– No “sistema inglês” (Arco Real), do qual também tenho a honra e satisfação de participar, a entusiástica liderança e comando vêm do também amigo e Irmão Wagner Veneziani Costa. 

Para terminar, e noutras palavras, leiam novamente e reflitam sobre o que diz o Landmark Nº2.  

– Quantos e quais são os Graus da Maçonaria?
– As instruções do Mestre Maçom terminam no Grau de Mestre?
– Qual é o ensinamento final da Ordem?
– Qual é a grande finalidade da Maçonaria?
– Como isso é levado a efeito nos países estrangeiros?


AUTOR: José Mauricio Guimarães

Um comentário:

  1. Creio que houve uma equivocada interpretação da parte do autor do texto quanto ao segundo Landmark. O Landmark prevê que a essência da Maçonaria Simbólica se resume aos três graus sem sofrer alterações, preservando-a do ESPÍRITO INOVADOR - "inovador", entendo eu é a moda de criar dezenas de ritos com seus "altos graus", distanciando-se da pureza dos ensinamentos do simbolismo. Os landmarks do simbolismo não se manifestam acerca de outros corpos maçônicos, isto é, são entidades distintas.

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