O homem na sua constante evolução sofre transformações. A
cada dia os meios de comunicação, encurtam distâncias, aceleram conhecimentos;
é o pleno exercício da dúvida, da especulação e da explicação tão exigida pela
curiosidade humana. Nesta magnitude, os princípios de vida, são conceituados
dentro de novos postulados.
Mas se no mundo material o progresso é visível, o homem
relegou para um segundo plano a sua evolução interior, os valores que antes
eram pontos de honra, hoje são conflitos entre as pessoas, que perdem a razão
da sua existência com ser supremo do universo, sabemos com irrefutável certeza,
que todo problema comporta diversas soluções, cabendo ao homem digno,
licitamente, optar por uma delas.
A força da Maçonaria, que não se mede pelas ações e atos
decisivos com os quais convivemos diariamente, mas pela capacidade de reunir no
seu cerne expressivas e valiosas vocações dos membros da sua ordem.
É isto que nos permite dizer que não chegamos a este século
de mãos vazias, nem com projetos pessoais de poder, é o desejo de colaborar
para a consolidação dos anseios de todo Maçom, e que se façam de acordo com a
mais pura, a mais legítima e a mais autêntica honra dos postulados básicos do
Maçom.
É preciso lembrar que, sob inspiração destes ideais de
virtudes, conceitos da mais alta liberdade de pensamentos, de costumes, são
passagens evocadas como justificativa para que o Maçom, desde logo, se torne
evidente que temos a obrigação de preservar, para as gerações futuras, o gesto
que o Maçom hoje deve assumir.
Os ideais e aspirações contemporâneos formam, com o passado
rico de devoções, uma cadeia indestrutível, que apenas reforça a certeza de que
os maçons, de todas as convicções, querem e exigem transformações, sem que isso
signifique desprezar as conquistas fundamentais que formam o nosso património
histórico e cultural e, sobretudo, a nossa índole.
O nosso trabalho, tem raízes históricas e profundas
significações na vida e na filosofia da Maçonaria. Não se trata, pois, de
restaurar velhas ideias ou de apenas vesti-las com roupagens novas, não
chegamos até aqui para de braços cruzados a história passar, nós os maçons com
a nossa participação e ocupação dos espaços a que fomos destinados somos a
história, nós a faremos, e não permitiremos que falsos profetas, usurpadores,
oportunistas nos tirem o direito do nosso lugar.
A atividade do Maçom no mundo atual, além dos dogmas, que o
fazem um homem predestinado, justo como é a definição de justiça, perfeito como
obra acabada de um artista.
São estes princípios básicos, a alma de uma sociedade
congenitamente tolerante, uma convivência singular, à fraternidade social, à
cordialidade mais espontânea, o respeito pela pessoa humana. Por tudo isso é
que se faz necessário que busquemos sempre os verdadeiros caminhos que
possibilitem aflorar em toda a sua plenitude os conceitos virtualistas, aos
quais o Maçom atual deve se firmar, que tem a sua doutrina própria, que é
ademais, a melhor, só a Maçonaria marca e define a linha a seguir, a plenitude
da liberdade para ser assumida deve ser conquistada esta é a missão que deve
estar latente a cada momento.
A Maçonaria se constrói a partir do homem e nele está a sua
verdade. O Maçom, luta como sempre lutou, pela liberdade do indivíduo e do
cidadão, com a garantia real relacionada com a dignidade da vida com a
igualdade de oportunidades e com a justiça que livrem o homem dos padrões de
miséria e do temor pela contínua violação dos direitos. O moderno Maçom exige
prioridade indispensável ao crescimento das virtudes e valores, a fim de
enfrentarmos os problemas, da desigualdade e da escassez, e de assegurarmos a preservação
do equilíbrio do meio em que vivemos.
O Maçom e a Maçonaria na sua filosofia devem romperas
amarras do autoritarismo, fomentando um trabalho estável e invulnerável às
crises que periodicamente pretendem destruir instituições; O seu papel
histórico consistiu, sempre, em conciliar os ditames da ordem com as exigências
da liberdade, um conceito que não é univalente. Ambíguo e polivalente, varia de
uma tendência libertária e igualitária, com enorme variedade de significações,
sobre as quais se assenta o património maçónico e do mundo contemporâneo.
A busca do aprimoramento do Maçom não se circunscreve, o
princípio de participação deve sempre estar presente no nosso dia a dia. A
Maçonaria espera que cada um cumpra o seu dever, em busca da verdade e da livre
investigação.
O desafio do desconhecido não pode ser vencido apenas com
instrumentos frágeis e precários, esta é uma tarefa para toda a sociedade
maçónica, para exemplo de todas as instituições, para todos os homens, em todos
os momentos.
Não podemos nem pretendemos fazer de uma só vez, o nosso
trabalho e conscientizar-nos de que não venceremos a barreira que nos separa,
se não vencermos a batalha da nossa própria consciência.
Nesta tarefa de extraordinária importância, não podemos usar
a força de um Maçom, mas de receber a crescente população da ordem, e enfrentar
os desafios que nos são apresentados.
Somente assim conseguiremos evitar a ruptura; unir,
encontrar os caminhos que nos são marcados. O destino do Maçom está no próprio
Maçom, o futuro de novas gerações de maçons está nas nossas mãos, assim como os
nossos passos foram marcados pelos nossos antepassados.
Temos o dever de não nos omitir
Fernando Demetri,
ARLS Lealdade, Acção e Vigilância

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