Um maçom deve estar
sempre quite para com a sua Loja, isto é, ter cumpridas as suas obrigações para
com esta. As obrigações mínimas do maçom perante a Loja respeitam ao dever de
assiduidade, isto é, a comparecer em todas as sessões de loja para que for convocado,
e o pontual pagamento da quota mensal.
Estar quite é cumprir estes deveres SEMPRE. Sempre que um obreiro injustificadamente falte a uma sessão, viola o dever de assiduidade e, portanto, não está quite. Sempre que se inicia um mês do calendário civil sem ter pagado a sua quota do mês anterior, não está quite.
Não está quite perante si próprio, perante a sua consciência. Porque, deixando de cumprir o seu dever de assiduidade, sem justificação para tal, não cumprindo podendo fazê-lo, o seu dever de pagar a sua quota mensal, o obreiro está, antes de mais, a faltar aos compromissos que assumiu, respectivamente, de assiduidade e de comparecer para o Tesouro da Loja.
Estar quite é cumprir estes deveres SEMPRE. Sempre que um obreiro injustificadamente falte a uma sessão, viola o dever de assiduidade e, portanto, não está quite. Sempre que se inicia um mês do calendário civil sem ter pagado a sua quota do mês anterior, não está quite.
Não está quite perante si próprio, perante a sua consciência. Porque, deixando de cumprir o seu dever de assiduidade, sem justificação para tal, não cumprindo podendo fazê-lo, o seu dever de pagar a sua quota mensal, o obreiro está, antes de mais, a faltar aos compromissos que assumiu, respectivamente, de assiduidade e de comparecer para o Tesouro da Loja.
É o cumprimento dos compromissos livremente assumidos é uma questão de
honra! Logo, o maçom que injustificadamente falte a uma sessão de Loja para que
foi convocado, que se deixa, sem razão que o justifique, entrar em mora no
cumprimento do seu dever de contribuição para as despesas da Loja, antes de
tudo e cima de tudo sente-se ele próprio desonrado.
O atraso no pagamento das quotas pode ser remediado: basta pagar o que está em dívida e ficar-se-á quite. Já o não cumprimento do dever de assiduidade causa sempre prejuízo. À Loja porque fica privada do contributo do maçom. E todos os contributos de todos os maçons da Loja são inestimáveis e imprescindíveis. Do Mestre mais antigo ao Aprendiz mais recente, todos e cada um são essenciais para o aperfeiçoamento de cada um e global da Loja.
O atraso no pagamento das quotas pode ser remediado: basta pagar o que está em dívida e ficar-se-á quite. Já o não cumprimento do dever de assiduidade causa sempre prejuízo. À Loja porque fica privada do contributo do maçom. E todos os contributos de todos os maçons da Loja são inestimáveis e imprescindíveis. Do Mestre mais antigo ao Aprendiz mais recente, todos e cada um são essenciais para o aperfeiçoamento de cada um e global da Loja.
Mas o não cumprimento do
dever de assiduidade prejudica, sobretudo, o próprio encompridor. E, de alguma
forma, é incompreensível: pois não tomou o maçom a decisão de pedir a Iniciação
para beneficiar da ajuda da Loja no seu crescimento pessoal, na sua jornada
própria? E vai prejudicar a sua demanda, prescindir do contributo do grupo não
comparecendo? O tempo não para, não se pode rebobinar o filme. A única forma de
remediar a falta sem motivo é diligenciar pelo estrito cumprimento do dever de
assiduidade. Assim se diluirá o atraso, assim se recuperará o trabalho que
ficou um dia por fazer. Assim se fica, de novo, quite. Quite para com a Loja.
Mas, sobretudo – e principalmente! – quite perante si próprio!
O maçom tem, a todo o tempo, direito a que a sua Loja certifique que se encontra quite. Se o fizer na constância e na permanência da ligação à sua Loja, é-lhe emitida uma declaração de good standing, com a qual poderá provar, perante qualquer outra Loja que visite ser um maçom quite, em boa posição, de pé e à ordem, perante a Loja, a Maçonaria e ele próprio. Se o fizer no âmbito do processo de desvinculação da sua Loja – que é um direito que todo o maçom a todo o tempo pode exercer -, seja por entender dever adormecer, isto é, suspender a sua atividade maçônica ou por decidir mudar de Loja, é-lhe então emitido um atestado de quite.
O maçom tem, a todo o tempo, direito a que a sua Loja certifique que se encontra quite. Se o fizer na constância e na permanência da ligação à sua Loja, é-lhe emitida uma declaração de good standing, com a qual poderá provar, perante qualquer outra Loja que visite ser um maçom quite, em boa posição, de pé e à ordem, perante a Loja, a Maçonaria e ele próprio. Se o fizer no âmbito do processo de desvinculação da sua Loja – que é um direito que todo o maçom a todo o tempo pode exercer -, seja por entender dever adormecer, isto é, suspender a sua atividade maçônica ou por decidir mudar de Loja, é-lhe então emitido um atestado de quite.
Com esse documento, fica
ultimada a sua desvinculação da Loja. O maçom pode assim pedir a sua admissão a
outra Loja, comprovando perante a mesma estar quite de todas as suas obrigações
perante a Loja de que se desvinculou. Ou, se simplesmente pretender suspender a
sua atividade maçônica, pode, se e quando o entender retomá-la reintegrando-se
na mesma ou em outra Loja, comprovando que cumpriu os seus deveres enquanto
esteve em atividade maçônica, pelo que saberá voltar a cumpri-los ao retomá-la.
Mas, no fundo, o atestado de quite é apenas uma declaração num papel. O que verdadeiramente interessa é que o maçom se sinta, ele próprio, pessoalmente, perante si mesmo, sempre quite. E é para que assim seja que a Loja existe e se disponibiliza e auxilia e coopera. Porque a razão de ser da Loja, da Obediência, da Maçonaria é, afinal, simplesmente, o maçom. Cada um deles. Cada um de nós. Livre, especial, insubstituível e... quite!
Rui Bandeira
Mas, no fundo, o atestado de quite é apenas uma declaração num papel. O que verdadeiramente interessa é que o maçom se sinta, ele próprio, pessoalmente, perante si mesmo, sempre quite. E é para que assim seja que a Loja existe e se disponibiliza e auxilia e coopera. Porque a razão de ser da Loja, da Obediência, da Maçonaria é, afinal, simplesmente, o maçom. Cada um deles. Cada um de nós. Livre, especial, insubstituível e... quite!
Rui Bandeira