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sábado, 12 de janeiro de 2013

SOPHIA - SABEDORIA



Sabedoria (em grego Σοφία, "sofía") é o que detém o "sábio" (em grego σοφός, "sofós"). Desta palavra derivam várias outras, como por exemplo filosofia (φιλοσοφία)= "amor à sabedoria" (filos/sofia).

Há também o termo "Phronesis", usado por Aristóteles para descrever a "sabedoria prática", ou a habilidade para agir de maneira acertada".

É um conceito diferente de "inteligência" ou de "esperteza".

Mesmo para "sophia" há conceitos diferentes: os gregos faziam distinção entre a "sabedoria humana" e a "sabedoria divina".

Sabedoria humana seria a capacidade que ajuda o homem a identificar seus erros e os da sociedade e corrigi-los.
 

Sabedoria divina é a capacidade de aprofundar e vivenciar os conhecimentos humanos e elaborar as versões
 do Divino e questões semelhantes.

Um dos grandes problemas do buscador é que ele compreende bem a mensagem libertadora que lhe é dirigida, mas nada faz com ela. A lentidão da consciência-eu é um obstáculo.
 

Somente a ação transforma o saber em sabedoria.

Quem tem Fé (Pistis), Fides, Fidelidade com o Cristo, (Em grego o substantivo Pistis, correspondente ao latim fides, tem o verbo pisteuein, que poderíamos traduzir por fidelizar, ou ter fé), estabelece perfeita sintonia de pensamentos, palavras e obras entre si e o Cristo Interno.
 

Fidelizar ou ter Fé não é um superficial ato transitório, mas sim uma profunda e permanente atitude de todo o nosso ser, que é antes um estado de ser, do que um ato de fazer, é uma força visionária restauradora.
 

Por meio da física quântica, hoje sabemos que uma fé inequívoca pode influenciar até mesmo as combinações
 moleculares. 

Paulo realmente não estava exagerando quando afirmou que "a fé pode remover montanhas".

Em sua biografia, o cineasta, diretor e roteirista alemão Clemens Kuby também confirma isto: “Tudo é possível, até mesmo a cura total que se baseia em nada mais do que a fé na cura”.
 

A todos os milagres de cura relatados no Novo Testamento aplicam-se as palavras-chave: “Tua fé te salvou”. A fé, na qualidade de relação íntima com o
campo espiritual de Cristo ou “matriz do mundo absoluto” em nós e à nossa volta, é efetivamente uma força visionária.
 

Sua ação criadora nos impulsiona à transformação e nos leva a abandonar o mundo onde tudo é relativo.
 

De forma semelhante, nossas crenças atuais bastante arraigadas, crenças que ajudam nossa personalidade-eu a alimentar sua concepção de mundo e o que é evidente e inquestionável para ele, possuem uma força incrível.
 

A ideia ilusória e trágica é que gostamos mais de nossa personalidade-eu perecível do que de nosso ser verdadeiro, justamente o que prende o ser humano a este mundo relativo.
 

Desse modo nos impedimos de encontrar nosso ser verdadeiro e permanecemos longe de nossa autorrealização.
 

Mas será que existe realmente uma maneira de transferir a direção de nossa vida para um ser interior eterno, pertencente a um mundo absoluto?

Um dos grandes problemas do buscador é que ele compreende bem a mensagem libertadora que lhe é dirigida, mas nada faz com ela.
 

A lentidão da consciência-eu é um obstáculo; ela o leva a fazer de si “um ouvinte, mas de modo algum um praticante da Palavra”, como o expressa Paulo.

Somente a ação transforma o saber em sabedoria.
 

Ignorância, apego e recusa são os três obstáculos que comprovadamente obscurecem a lucidez da mente e são conhecidos de todas as religiões
 que transmitem a sabedoria.

Já no Antigo Testamento o profeta Oséias lamenta: "Meu povo é destruído por falta de conhecimento".
 

Hermes também já verificava: "O único pecado do homem é que ele não conhece a Deus".

Pesquisas recentes sobre o cérebro demonstraram que o apego constitui grande obstáculo para o crescimento espiritual.
 

O condicionamento e a autoafirmação, pela incessante matraca da roda de orações
 de nosso eu que, sempre e de novo, reflete a tagarelice de nossa mentalidade, são certamente os maiores obstáculos a serem removidos. 

Nosso eu é realmente o único e grande fardo do qual temos de livrar-nos.

A esse respeito, a autora budista Ayya Khema fala sobre esse assunto com leveza e experiência própria: “Sem o eu a vida é muito simples”.

E podemos libertar-nos desse grande fardo por meio de discernimento e quietude, graças à grande ajuda que nos é oferecida pelo campo mediador de Cristo, essa matriz com uma vibração sempre crescente.

A negação e a recusa de um desenvolvimento necessário, ou ainda a hostilidade contra outrem, reforçam os padrões
 e levam a um endurecimento de nossas
construções
 mentais. Uma forte obstinação bloqueia nosso crescimento espiritual.

Por isso, os grandes em espírito sempre se ativeram a essas palavras:

“Tornai-vos silenciosos, interiormente silenciosos, abri-vos, e o Outro fará seu trabalho em vós”.

No processo de “tornar-se silencioso”, a “verdadeira resignação” como a chama Jacob Boehme, na calma interior e na aceitação, vemos com acuidade cada vez que nosso “eu” quer manter-se ou persistir.

Quando nossa mente alcança a quietude e o silêncio, então a ignorância, o apego e a recusa, assim como todos os outros obstáculos espirituais, se desintegrarão gradual e seguramente, e a compaixão, a lucidez e o espaço ilimitado da verdadeira natureza do espírito se revelarão.
 

Nesse momento, as forças curativas do amor podem fluir, pois da fonte criadora de nossa alma emana, de modo espontâneo, uma compaixão ilimitada por todas as criaturas que sofrem na prisão de suas
 ilusões. 

A verdadeira alma não conhece a separação. O ser humano, pelo menos o buscador que está ganhando força de alma, começa a aplicar a regra áurea doevangelho: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Tudo aquilo que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles”.
 

E para a pergunta hesitante “Quando, onde?”, há apenas uma resposta: “Sempre e em qualquer lugar”.

O amor é o único bem que aumenta quando é espalhado e distribuído.
 

Em seguida, ouvimos as palavras do Sermão da Montanha:

“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, E aquele que ouve estas minhas palavras e as não cumpre, compara-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.”

Além disso, no processo de se tornar silencioso descrito por Goethe como um voluntário “morrer e ser”, podemos sentir a grande promessa contida nas palavras de Cristo:
 

“Quem perder a sua vida por amor a mim, achá-la-á.”
 

Encontramos uma promessa semelhante no Corpus Hermeticum:

“Quem vence a si mesmo vence o microcosmo e o macrocosmo, e transcende todos os limites”.
 

E Buda expressa a mesma coisa:

“Quem vence mil exércitos não é nada comparado a quem vence a si mesmo”.

A Tradição sempre enfatiza que Cristo, o protótipo do homem espiritual perfeito, removeu a separação entre os dois mundos, conciliando-os.
 

Cristo fez surgir, uma Gnose, que, como luz, como potencial inesgotável, não somente preenche o mundo absoluto, mas também penetra o mundo relativo.

Seu espírito universal não está somente presente nas dimensões
 divinas do Verbo, da Vida e da Luz; além disso, ele construiu “uma ponte de libertação” capaz de inspirar diretamente os pensamentos, os sentimentos, as experiências e as ações dos seres humanos de modo espiritual. 

Os três aspectos superiores, ou seja, o Verbo, a Vida e a Luz, referem-se à consciência desperta do homem alma-espírito.
 

Esse ser humano vive e respira nas vibrações
 de luz do mundo absoluto, já que nada mais pode alimentá-lo.

A construção de um novo homem espiritual implica evidentemente na demolição da antiga personalidade terrestre.
 

Esse processo de autorrealização desenvolve-se sob a direção da alma espiritual despertada em total conexão com as leis divinas da Fonte.

Surgem então novas dimensões
 espirituais como “o novo pensar”, que substitui o mental condicionado do ego, removendo, assim, a barreira da ignorância. 

A nova sensibilidade espiritual substituirá também a antiga sensibilidade, desaparecendo, assim, a sede de viver, a busca pela satisfação dos desejos e os apegos.

Equilíbrio, harmonia e paz preenchem então a alma. Uma nova força vai aos poucos substituindo a antiga força, que antes era desperdiçada no mundo da relatividade criado pelos sentidos.

Do mesmo modo, vai surgindo uma nova percepção interior.
 

Maravilhosas consequências não se fazem esperar: surge uma nova atitude de vida, que vem naturalmente com as novas faculdades, e também desaparece tudo o que possa impedir o desenvolvimento subsequente do processo.
 

A força de amor de Cristo é a mediadora que torna possível essa nova criação.

Precisamos tomar consciência de como nossa época é plena de graças! De um lado, vemos as situações
 apocalípticas; de outro, estamos no limiar de um salto quântico para uma consciência espiritual. 

Este mundo da relatividade serve-nos de ponte que devemos atravessar.
 

Ele capacita-nos a alcançar a consciência e a nobreza de nosso verdadeiro ser.
 

Mas não é sobre essa ponte que devemos construir nossa morada!


2 comentários:

  1. Quem vence mil exércitos não e nada comparado a quem vence a si mesmo ! O maior desafio do ser humano descobrir o seu próprio interior.

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  2. Muitos fala quem e homem que pode andar sobre as águas.
    Eu acho que seria melhor dizer .
    Quem e que abita no homem que ttem tal poder de andar sobre as aguas ass: anderbson

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