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terça-feira, 26 de abril de 2016

O PERIGO DA FALA E MENSAGENS NAS REDES SOCIAIS


A prática da Maçonaria Especulativa ensina que o debate é essencial, tanto em Loja quanto nas redes sociais ou círculos de estudos presenciais ou online. Ademais, leituras de instruções e textos em Loja não agregam valor se não são sucedidos de reflexões.

E a participação, em qualquer dos fóruns acima citados, deve se transcorrer observando-se o que está sendo dito e não quem o diz, pois esta se dá no nível de igualdade entre os participantes, valendo as diferenças culturais apenas como tempero e enriquecimento, respeitados os valores de cada um.

A somatória das experiências individuais, os saberes e os conhecimentos obtidos pelo compartilhamento dos demais, formam um patrimônio cultural que beneficia a todos.

Ocorre que, não obstante esse entendimento ser um norte da Maçonaria, e apesar de vacinados contra a “ditadura do pensamento”, rotulagens e o patrulhamento, vez por outra caímos na cilada da fala passional, acompanhando uma opinião mais incisiva sobre determinado assunto, como o ocorrido recentemente no WhatsApp da nossa Loja em grupo restrito,causou furor, levando o “autor”, num primeiro momento, a ter que se retratar  e sofrer as sanções negativa de tal “conversa”. 

Passado o frisson e serenados os ânimos, o grupo voltou ao seu merecido lugar, para que possa ser lido e avaliado por todos, mas com uma cicatriz de 1m com no mínimo 1000 pontos.

Para não fugir ao lugar-comum, quando a discussão envolve censura, o não falar que se pensa, de maneira didática e objetiva em um grupo, e-mail, texto, blog, etc. inevitavelmente somos remetidos aos lamentáveis registros históricos de queima de papiros, destruição de bibliotecas, além de situações ainda mais gravosas como a queima de livros e de seus autores, tão covardemente praticados por ocasião da Inquisição. São famosas as sessões de queima de livros promovidas pelo regime nazista. Isto chama-se “cerceamento”.

Em nosso meio, cabe-nos refletir frente a esses acontecimentos sobre a nossa real certeza quanto à valorização da dialética, da arte do diálogo, como instrumento que viabilize discussões que contrariem entendimentos arraigados, permitindo que a força da argumentação inteligente, fundada na pesquisa e no estudo, produza novas ideias, amparada pela igualdade e liberdade de pensamento. Importa ressaltar que o verdadeiro Iniciado tem perfeito domínio do que pode ser discutido, em que nível e com quais públicos, respeitados os postulados da Ordem.  

Com relação aos chamados reacionários, que não medem esforços em julgar a tudo que venha de encontro à suas idiossincrasias, e pouco ou quase nada agregam, por vezes desagregam, mas que se destacam apenas e tão somente pela dimensão da arrogância e da vaidade, não devemos gastar mais que algumas linhas e desejar-lhes que sejam felizes e avaliem a possibilidade de retornar ao primeiro grau e que procurem seguir com seriedade as instruções que não foram assimiladas na sua plenitude.
“Na essência somos iguais, nas diferenças nos respeitamos”

( Santo Agostinho)

“Reaja com inteligência, mesmo que o ataque não seja inteligente”

(atribuído a Lao-Tsé, na obra “Tao-Te King”).

“A situação é bem clara, cuidado com o que se  fala, como se fala, para quem  se fala, do jeito que se fala, onde se fala, para não ser interpretado de forma errada e ter que pagar caro, por tal ato”
Denilson Forato


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