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quinta-feira, 6 de abril de 2017

POR QUE MASMORRAS E NÃO GUILHOTINAS?


Quando entramos para a Maçonaria é comum sermos questionados sobre o que fazemos nas Lojas. Aprendemos sobre isso nos rituais: Levantamos templos à virtude e cavamos masmorras ao vício. Infelizmente não podemos explicar dessa forma porque o entendimento depende da experiência vivenciada dentro das Lojas.

Assim como tudo que se encontra na Maçonaria, essa expressão também é rica de significados, por mais simples que possa parecer, e se conecta harmonicamente ao sistema de símbolos que ilustram nossos trabalhos.

A começar pela Iniciação: é-nos revelado o conceito de vício e virtude. O primeiro, em especial, entende-se ser “um hábito desgraçado”.

Segundo dicionário online de português, o significado de hábito é: Mania; ação que se repete com frequência e regularidade; comportamento que alguém aprende e repete frequentemente; Costume; maneira de se comportar; modo regular e usual de ser, de sentir ou de realizar algo; Prática repetida que se torna conhecimento ou experiência.

Ora… se temos um hábito ou costume de fazermos ou nos comportarmos de forma que nos prejudique ou prejudique a outrem, a curto ou longo prazo, entende-se ser um hábito ruim, um hábito desgraçado, um vício.

O exercício de olhar para si mesmo não é natural. Nossos olhos só têm acesso a nós mesmos quando olhamos no espelho; nossos ouvidos não escutam nossa voz da mesma forma como ela é proferida; os nossos sentidos nos proporcionam o reconhecimento do mundo à nossa volta, e não do nosso interior. Fisiologicamente somos constituídos para interagir com o externo; para trabalhar o interno é necessário um “aprendizado”.

E qual é a grande missão do Aprendiz? É conhecer a si mesmo. É saber (ou reconhecer) seus defeitos, suas forças, seus medos, seu potencial; para que essa consciência lhe sirva de base para tomar uma atitude (a Vontade é um atributo indispensável ao Maçom) quando se fizer reconhecer um “hábito desgraçado”, ou mesmo uma virtude que possa ser explorada.

Desbastar a Pedra Bruta é fazer esse exercício. Exige um trabalho de introspecção para identificar o gatilho destes hábitos. E quando descobrimos o que os dispara, podemos decidir o que fazer: seguir no hábito ou contê-lo.

E esta é a chave para o entendimento da expressão “Masmorras”. Desenvolver vícios é um atributo inerente à nossa constituição humana e material. Não é possível extingui-los, mas sim, contê-los, trancá-los nas masmorras do nosso mais profundo íntimo, para que não atuem em nossos comportamentos ou interfiram em nosso Ser.

Desbastar a Pedra Bruta é começar o caminho da espiritualização.

Autor: Leonardo Chaves Moreira

Leonardo é Mestre Maçom, membro da ARLS Águia das Alterosas, nº 197, jurisdicionada à Grande Loja Maçônica de Minas Gerais, do Oriente de Belo Horizonte.


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