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sexta-feira, 19 de maio de 2017

CELULAR NA MAÇONARIA?


O uso do celular nas Lojas Maçônicas  é sintoma, não problema. Vamos tratar o problema que o sintoma desaparece naturalmente. 

Já foi o tempo em que celulares serviam só para falar. Nesses pequenos aparelhos temos um acumulo impressionante de funções, capaz de satisfazer todas as nossas necessidades tecnológicas. A postura comum é que em eventos públicos como cinemas, teatros, audições musicais e palestras, os celulares devem ser desligados. O motivo? Não atrapalhar a concentração de quem está apresentando e de quem está ouvindo.

Na Loja Maçônica temos adotado essa posição e de forma veemente tem sido feita proibição ao uso do aparelho nos horários de reunião. O Mestre de Cerimônia pede educadamente para ser desligados os celulares ou que deixem no modo silencioso se for necessário.

Argumentos que apoiem a ideia do ‘não uso de celular’ na Loja Maçônica são bem conhecidos. Tenho como propósito, neste artigo, mostrar que o ‘problema’ do celular é muito mais abrangente do que apenas desligar um aparelho, e acaba trazendo a tona graves deficiências da Maçonaria em lidar com os Maçons na  juventude e as para-maçônicas, como a Ordem Demolay, RaibowGirls e Filhas de Jó.  Se deixar, eles ficam 100% focados nos Smartphones.

VIBRACALL

Celular toca na Sessão da Loja Maçônica. Faz aquele barulho e todo mundo se vira. Então um irmão começa a mexer nervosamente na sua bolsa até encontrar o bendito aparelho. Mas não basta ter o aparelho na mão, é preciso agora encontrar algum botão que desligue ou diminua o barulho. Geralmente a pessoa acaba apertando o celular no corpo, no intuito de abafar o som. Cena conhecida? E nem falar daquele irmãozinho que atende com estrondosos gritos de: Alô? Alô? Eu já vi isso.

Tenho reparado que 90% das vezes em que um celular toca na Loja Maçônica trata-se de um celular de uma pessoa adulta (mais de 40 anos). Jovens raramente tiram o celular da função vibracall, até porque o celular fica ‘colado’ ao jovem. Justiça seja feita; se celulares tem atrapalhado a reunião, não podemos culpar os jovens por isso. Eles estão habituados à tecnologia e sabem mesmo como lidar com isso.

Se a proibição do uso do celular na Loja Maçônica se dá porque o celular pode atrapalhar o andamento da reunião, podemos ficar tranquilos. Jovens, em sua grande maioria, não atrapalham a reunião com seus celulares.

FALTA DE ATENÇÃO

Você pode estar pensando neste momento: Tudo bem, não atrapalha os outros com o barulho, mas e a reverência? E a concentração do jovem na Sessão da Loja ou Capítulo? Se os jovens ficam mexendo no celular durante os trabalhos, isso ocasionará falta de atenção!

Sim! É verdade. O celular pode ser usado pelo jovem para jogar com um dos muitos joguinhos que o celular tem, para acessar as redes sociais e ficar batendo papo, para assistir pequenos vídeos, ver imagens, etc. Acredita que uma vez conheci um grupo de jovens que criou uma rede interna de jogo dentro da Loja? (sim, eles conseguem fazer isso e muito mais!) Precisamos concordar que, se o celular é usado com esse fim, atrapalha, e muito, a concentração na sessão e também a concentração de quem sentou ao lado e reparou o que o irmão está fazendo.

Mas a pergunta é: O problema é o celular? Não! O celular não é problema. É sintoma! Vou repetir isso porque é uma declaração forte. O USO DO CELULAR NA LOJA MAÇÔNICA, estão sendo distraindo pelo uso do celular é porque de alguma maneira seu coração não está nesse lugar. O corpo está presente na Loja, mas o coração (a mente) está desesperada por sair desse lugar. As programações da Loja não estão tocando o coração do irmão de maneira nenhuma. E você pode falar agora: Claro, como a programação vai tocar seu coração se ele fica mexendo no celular?

Tem uma coisa que você precisa aprender sobre os jovens irmãos desta geração. Os jovens conseguem se concentrar mais num assunto quando estão mexendo em algo com as mãos. Geralmente quando eles precisam pensar mexem no celular! (se não acredita em mim, pergunte a eles) Se você vê um jovem irmão mexendo no celular, acredite, ele está ouvindo o que está sendo falado na reunião. Só que ele decidiu que não é importante.

Qual o real problema? Falta de FOCO. O irmão precisa ter um encontro com a Egrégora da Loja.

Verdade seja dita, temos tentado resolver esse problema pedindo para desligar o celular. Resolveu o problema? Pode ser que não tenha mais distração na Loja, que o irmão fique igual uma estátua dentro da Sessão, mas o problema continua. Esse Irmão ainda precisa ser alcançado pela Egrégora da Sessão. Com celular ou não, logo esse Irmão sairá da Maçonaria. E não será por causa do celular...

Tenho reparado que as Lojas que são mais enfáticas e estritas quanto ao não uso do celular dentro da reunião são as Lojas que menos acolhida tem para com os jovens irmãos. Lojas onde os jovens irmãos não tem espaço para participar, que não os deixam participar da organização de atividades, não tem nenhum jovem irmão fazendo parte das comissões.

São Lojas em que os irmãos são reprimidos ao ponto deles nunca apresentarem trabalhos  por medo a serem criticados. O jovem irmão não se sente ‘parte’ daquilo que está acontecendo. Não foi envolvido nas atividades e por tanto não tem interesse em apenas sentar e ouvir e vai buscar refúgio no celular...

O CELULAR COMO FERRAMENTA DE TRABALHO MAÇÔNICO

Mas dá pra usar o celular na Maçonaria? Existe um campo muito grande para o uso do celular na Maçonaria. Se bem utilizado pode se tornar uma grande benção para os irmãos.

No celular é possível acessar a trabalhos, blogs, textos, sites e redes sociais ligadas ao assunto Maçonaria.

CONCLUSÃO

A Maçonaria está preparada para essa revolução que estou propondo? Acho que não. Ainda não. É provável que ainda precisemos aconselhar a não usar o celular. Para poder colocar na prática aquilo que estou propondo é preciso conscientizar, incentivar, educar. Isso leva tempo.

Eu imagino que de aqui a 5 ou 8 anos (se o mundo durar tudo isso) vamos ter postura diferente quanto ao uso do celular na Loja. De aqui a 5 anos você vai se lembrar desse artigo. 

Com amor fraternal, Ir.’ Denilson Forato.


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