O candidato quando é Iniciado,
Elevado e Exaltado, fica enlevado com as “histórias” mostradas nos Rituais,
baseadas na Bíblia. Fica encantado com os fatos enevoados ligando a Maçonaria
com os acontecimentos Bíblicos. Fica convencido e soberbo de saber que, como
Maçom, é um descendente direto dos construtores do Templo do Rei Salomão!
De Aprendiz passa para
Companheiro e depois para Mestre e, raramente, pergunta quem planejou o Templo
ou quem acompanhou todos os trabalhos feitos em ouro, prata e pedras preciosas.
Quem esculpiu quem decorou as obras de arte. Fica plenamente satisfeito em
saber que tudo foi feito por Hiram, que era o filho de uma viúva da tribo de
Naftali.
Com o passar do tempo, ele lê
alguns livros maçônicos idôneos, e fica assombrado e chocado ao aprender que,
sem dúvida alguma, os atuais Maçons são descendentes dos construtores das
catedrais, na Idade Média, da Inglaterra, Alemanha, França, etc, etc.
Seu panorama mental sobre a
Maçonaria fica nublado, seu orgulho fica abalado e sua admiração, contentamento
no seu curto sonho maçônico fica minimizado.
Isto é um retrato real e
frequentemente ocorre!
O que deve ficar claro para
todos nós é que os Maçons não são descendentes de simples trabalhadores. Nossos
ancestrais não eram simples talhadores de pedras, pedreiros, escultores, etc.
Eles eram os maiores artistas, especialistas em trabalhar e construir em pedras
na Idade Média.
Poucos homens podem construir um
galpão usando serrote, martelo e pregos. Mas, a maioria deles não consegue
construir a sua própria moradia. Eles não sabem como ler uma planta. Eles nada
sabem sobre resistência dos materiais. Eles nada sabem sobre códigos de
construções. Para obter sua casa eles precisam empregar um arquiteto e um
construtor, os quais tenham o conhecimento especializado requerido.
Hoje em dia nós temos a
eletrônica e os computadores, mas na Idade Média, todo esculpido era obra da
experiência e da habilidade manual. Não havia livros e desenhos especializados.
Mesmo hoje, as modernas
construções dificilmente se igualam na beleza das proporções, no vigor, na
suntuosidade e na magnificência das Catedrais, dos Castelos, dos Mosteiros, das
Abadias feitas pelos Mestres Construtores dos quais a Maçonaria é descendente.
Pessoas simples não fariam esse
tipo de construção, cuja estrutura, grandeza, resistência e beleza, desafiam os
séculos, nas intempéries e nas guerras.
Nossa Ordem escolhe hoje em dia,
os futuros Aprendizes, com bastante critério. Os construtores de Catedrais da
Idade Média também procuravam e escolhiam aqueles que tinham conhecimento,
caráter e habilidade para aprender. Quando se tornavam Companheiros, tinham
orgulho de seu trabalho. Sabiam que não podia falhar e davam o melhor de si,
por toda sua vida.
Não é este, para todos nós, o
maior motivo de orgulho, em sermos descendentes desses homens especiais?
(livre tradução e adaptação da MAS - Bulletin 1951 - USA)
Alfério Di Giaimo Neto - MI