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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O MOMENTO EM QUE A CARNE SE DESPREENDE DOS OSSOS


Só umas palavras antes que sigas teu caminho, te servirão quando chegar ao momento de tua viagem final.


De todos os modos, a morte chegará para ti. Talvez aconteça durante o sono, ou repentinamente, enquanto estás em atividade.  No entanto é muito provável que parecerá perder a consciência e permanecerá nesse estado até que teu corpo morra. 

Primeiro veja a condição de teu corpo e entenda que tua morte é inevitável. Tudo está terminado, enfrenta-te com isso. Teu corpo está acabado ou irreparável, não pode seguir. De todas as maneiras, foi somente uma refinada máquina que usaste para existir. Todos os que morreram antes de ti, desde o começo dos tempos, se foram deste modo. Não tenhas medo, é completamente natural. 

Morrer, como nascer, é um fato para ti. Quando começa te sentiras sustentado num processo. Não podes deter-lo do mesmo modo que não conseguiste parar as ondas em que nasceste tampouco as dores do parto de sua mãe.  Se sois uma mãe, sabes quão impotente estavas quando as contrações começaram em teu corpo. É assim com a morte, só que as contrações não são fisicamente dolorosas.

Relaxa-te, quando iniciar não tentes olhar para fora. Observa todos os movimentos interiores e as sensações, focaliza ali toda tua atenção. Sucederão muitas coisas extraordinárias que não poderias descrever ainda que pudesses falar. Deixa que o processo cuide de ti completamente, tu és o "bebe" desta vez e está indo para um novo nascimento. Sente-se na primeira fila em teu interior, diante do assombroso espetáculo da morte de teu corpo e observe a mudança ainda mais assombrosa que está acontecendo contigo, que está observando.

Entrega-te. Está tudo fora de tuas mãos. Ignora qualquer sentimento que tenhas de ter que fazer ou comunicar algo, te causará tensão, e a tensão, tal como o medo, fará com que perdas o que está acontecendo lá dentro. Recorda-te, o propósito da morte, a arte de morrer, é que permaneças consciente em teu interior todo tempo. 

O medo e o pânico causam inconsciência, esta e a proteção da natureza, por isso desmaias. Mas, então, perdes muito da maravilha, da pura energia da experiência. Em cada vida tens uma só oportunidade de morrer. É um tempo precioso e é um dom precioso, como verás. A morte é a experiência culminante do viver, a oportunidade última de perceber por ti mesmo a verdade completa por trás da existência. 

Quando pareces estar inconsciente para o mundo, ainda estás consciente de ti mesmo. Pode que percebas teu corpo e as pessoas que estão no local, como descrito acima, mas gradualmente a cena diminuirá e desaparecerá e, de todo modo já não estarás mais interessado nela. 

Em seguida, há um período de sonhos, mas não podes ver a diferença entre o sonho e a realidade que conhecias tua memória do mundo, agora se desvaneceu. Estás no subconsciente, por debaixo da memória, e é tão real como estar vivo de novo, só que é diferente. Podes voltar a viver eventos de tua vida ou viver experiências associadas com os conceitos de céu e inferno, ou seus equivalentes. 

Finalmente, farás a viagem através da morte. A morte é negra. A morte é aterradora porque nela não há mais além de ti. Parece interminável porque não há movimento aparente. No entanto, se estás em quietude, te darás conta de que sois mais forte, mais livre, mais dono de si mesmo, mais consciente que nunca da realidade de ti mesmo. Tu sabes que és o que és de uma forma que nunca soubeste enquanto estava vivo. 

A morte é uma longa e negra passagem para a vida, para a qual tudo o que viveu retorna. Se puderes encontrar suficiente amor ou consciência em ti mesmo, permanecerás consciente e te darás contas, na medida em que mais e mais te aprofundes, que já estiveste aqui muitas vezes antes. No entanto, se teu amor não é suficiente para manter-te desperto, estarás inconsciente. E quando a viagem através da morte se concluir, te despertarás em um mundo equivalente ao amor e a consciência que és. Sentirás-te mais em casa que nunca antes em tua vida. De qualquer maneira que ides consciente ou inconsciente, chegarás ao fim da viagem. 

Então, te darás contas de que o amor é o que há de mais importante na vida, e que o mundo dos vivos  existe para a exteriorização de mais amor. Verás quão distante estás do amor e quererás dizer a todo mundo o que então descobriu. Mas isso não será possível porque tens que descobrir-lo, declarar-lo e viver-lo enquanto estais vivo. Cada um deve descobrir por si mesmo o segredo do amor, se não o faz antes de morrer, depois a ninguém pode ser dito.

Na medida em que amaste verdadeiramente aos outros sobre a Terra e eles a ti, serás capaz de chegar a eles e influenciá-los. Mas encontrarás que o mundo dos vivos é um lugar muito morto para tentar atravessar com a mensagem do amor verdadeiro.
No entanto, segundo a força de teu amor, seguirás tentando, até que um dia no tempo da Terra, voltarás ao mundo dos vivos em novo corpo físico, outra fina máquina, e passarás tua vida nele, tentando recordar a poderosa lição que aprendeste ao morrer: que o amor é tudo.

Alegra-te, enquanto estás indo, caminhando... Não há morte.


Ir.: Milton C. Lopes

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