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sexta-feira, 11 de abril de 2014

A DIFÍCIL MISSÃO DO RELACIONAMENTO FRATERNO


“O que vindes aqui fazer, meu irmão?”

- “Vencer as minhas paixões, submeter a minha vontade e fazer novos progressos dentro da maçonaria”

Ah, como é profunda essa resposta e como iremos perceber o quão difícil será nossa missão!

É claro que a missão maçônica é realizada sem pressas e sem prazos definidos e, certamente, em muitos casos partiremos para o Oriente Eterno sem termos completado a nossa tarefa. 

Alguns irmãos terão menos dificuldades do que outros, mas todos, sem exceção, passaremos por terríveis crises internas na lapidação da nossa Pedra Bruta.

O maior ou menor grau de desgaste emocional vai depender da nossa estrutura psicológica, do nosso grau de maior ou menor vaidade, da nossa formação familiar e até mesmo cultural.

Enfim, eis os mistérios da maçonaria, os quais somente serão interpretados da melhor maneira possível à medida que vamos percorrendo os estreitos e tortuosos caminhos que nos levam sempre para frente e para o alto, ao encontro da luz que nos permitirá perseguirmos a busca da perfeição. 

Enfim, nada é fácil dentro da nossa ordem, pois lidamos com as sutilezas dos mais profundos e intangíveis sentimentos humanos. Talvez por isso que muitos de nós acabamos por abandonar nossos ideais nas primeiras paradas nas estações do trem da vida. É preciso dedicação obstinada e a certeza de que, persistindo, deixaremos com que a maçonaria entre em nossos corações antes de entrarmos nela.

Quantas vezes um Irmão vem nos dizer algo para nos ajudar e acabamos por interpretá-lo de maneira errada e nos exasperamos... Pergunto-me sempre, por que isso ocorre? Embora ainda não encontrasse a chave para essa indagação, entendo que talvez a forma com que o Irmão nos aborda, o estado de espírito em que nos encontramos naquele instante, o ambiente, enfim, tudo isso deve contribuir para uma boa ou uma má aceitação. E, se isso tiver algum fundamento, como poderemos contribuir para amenizar tais situações?

Estaria na rispidez da voz do Irmão? Estaria na falta de “sintonia” entre ambos em relação aos assuntos e objetivos pessoais e da sua Loja?

Estariam nos pré-conceitos do irmão ouvinte que poderia julgar-se “acima das opiniões” daquele irmão interlocutor? Ou poderia ser uma somatória de tudo isso, aliado ao fato de que nós, Irmãos, não temos nenhuma afinidade fora da Loja, não nos encontramos em família, não nos visitamos ou não nos falamos mesmo que rapidamente no mundo profano? Sim, porque muitas das vezes não achamos um tempinho, por menor que seja, para ligar ao Irmão, para passar no seu local de trabalho, para tomarmos um cafezinho juntos.

Bem que gostaríamos, mas nos falta tempo! É mais fácil para nós conseguirmos essa desculpa. Sim, desculpa, por que tempo a gente poderia conseguir, vai depender do grau de prioridade que colocarmos.

Irmãos devem procurar proteger Irmãos. Mesmo que haja divergências de opiniões entre si. Mas precisamos saber que um não deixará o outro em apuros. E nem o colocará em situações difíceis. Nunca. Mas é comum nos flagrarmos falando mal de irmão, com duras críticas. E o que é pior, na ausência do Irmão.

É preciso termos consciência de que devemos mudar nossos procedimentos. Entendo que deveríamos usar a moral da história das “Três Peneiras” explicadas por Sócrates. Ela com certeza irá nos ajudar muito na lapidação da nossa Pedra Bruta:

“ A Verdade - o que você quer contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido contar, a coisa deve morrer aí mesmo. Suponhamos então que seja verdade. deve então passar pela Segunda Peneira;

A Bondade - o que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar pela Terceira Peneira;

A Necessidade - convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta? E o filósofo arremata:

- se passar pelas Três Peneiras, conte! Tanto eu, você e seu Irmão nos beneficiaremos. Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e levar discórdia entre irmãos, colegas do planeta. devemos ser sempre a estação terminal de qualquer comentário infeliz. ”

Enfim, meus Irmãos, sou da opinião que deveremos exercitar sempre a lição acima, praticando a tolerância fraterna, termos consciência de que todos nós, irmãos, podemos falhar uns com os outros, mas devemos pensar que uma crítica dita por um irmão deve ser olhada sempre pelo lado positivo, pois, como nos ensina o pavimento de mosaico, há sempre duas maneiras de interpretarmos tudo. Vamos ficar com o lado bom.

Vamos meditar a respeito?

Que o Grande Arquiteto do Universo nos ilumine e abra as nossas mentes e os nossos corações, nos permitindo encontrarmos nossa luz interior e que ela possa florescer em benefício da humanidade.


M.:M.: Carlos Resende da Silva – Loja Cavaleiros do Sol, 3.195/GOB, Campo Grande – MS.

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