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sábado, 21 de fevereiro de 2015

AS TRÊS PORTAS DA IGUALDADE MAÇÔNICA


Por princípio, a maçonaria é aberta a todos os homens de bem, sendo estes oriundos de qualquer raça, credo, cor, ideologia, ou convicções políticas; desde estes estejam de acordo com os nobres ideais maçônicos de liberdade, igualdade e fraternidade entre todos os homens.
Isto significa que para ser maçom, o homem deve estar disposto a se livrar de todos os vícios sociais e de todos os tipos de preconceito ou reserva que possa ter, ainda que no seu íntimo mais profundo, contra qualquer outro ser humano, seja de ordem social, política, racial, religiosa ou intelectual; deve se dispor a dar a todos os homens, independentemente de suas diferentes origens e ou convicções, o mesmo respeito, consideração e auxilio que destinaria àqueles que, segundo a visão de determinados tipos de pessoas, pertencem à mesma classe social ou lhe é semelhante em pensamento ou em algum quesito tão ligado aos sectarismos sociais e preconceitos que escravizam os homens.
Assim a iniciação maçônica, processo pelo qual um homem se capacita para entrar na fraternidade universal e eclética da maçonaria, busca destruir nos homens, desde o princípio, aqueles preconceitos que eles possam ter em si que possam levar-lhes a olhar para as outras pessoas e reconhecer nelas alguma diferença em relação a si mesmos, no que se refere ao princípio da igualdade em direitos ou deveres ou capacidades.
Através de um sistema de símbolos, a cerimônia de iniciação procura deixar claro, desde o primeiro momento, que qualquer distinção entre os irmãos, a não serem as de ordem moral ou em sabedoria, não são reconhecidas entre os membros da sublime Ordem Maçônica e, por isso, o Candidato a Maçom deverá se livrar de todos as opiniões preconcebidas e de todas as reservas que porventura possa possuir contra quaisquer outras pessoas se desejar persistir em seu desejo de ser aceito como maçom.
Tal é o papel, por exemplo, da Câmara de Reflexões em que o candidato é recolhido onde vê símbolos da mortalidade, uma placa na parede com dizeres claros advertindo o candidato justamente sobre esses valores.
Mas a iniciação é também o momento em que é preciso verificar quais são as predisposições da alma do Candidato. Assim quando os candidatos entram no templo, ainda de olhos vendados, eles deverão ser sondados e deverão responder a perguntas para que os irmãos presentes possam conhecê-los melhor e para saber como os candidatos interpretaram os símbolos que presenciaram e explicá-los aos Candidatos para que possam utilizá-los em seu progresso. 
Os futuros maçons devem fazer três viagens simbólicas e em que cada uma delas o candidato termina por bater três vezes em uma porta e embora os candidatos ainda não tenham recebido a luz, tem ali um contato inicial com o um dos símbolos mais constantes da maçonaria, o numero das batidas, pois simboliza todos os ternários, e ao mesmo tempo o faz bater nas três portas da mesma forma como os Aprendizes batem a porta do templo para solicitar ingresso. 
A primeira porta em que o candidato tem de bater é do altar do Segundo Vigilante.
O Candidato bate três vezes e o 2° Vigilante, que simboliza a beleza manifestada pela caridade, com que deve o maçom enfeitar sua vida e que o candidato deve estar disposto a praticar sempre, atende desafiadoramente, pois deve testar a sinceridade do candidato, pois só quando é sincera e desinteressada, a caridade é realmente uma obra digna de um verdadeiro maçom disposto a fortificar sua obra para resistir às tempestades imprevisíveis do destino, presente na primeira viagem, sem cair no esquecimento destinado aqueles não procuram tornar suas vidas em memoráveis legados de amor. 
A segunda porta em que bate o Candidato é do altar do 1° Vigilante, que simboliza a força necessária ao maçom para empreender a grande obra maçônica. O Primeiro Vigilante atende ameaçadoramente as batidas desta porta para testar a coragem, simbolizada nesta porta, que o candidato, assim como o patriota que busca pelas instituições livres ou o navegante que se aventura no mar revolto a procura de um porto seguro, deverá ter para prosseguir em sua viagem rumo ao crescimento como indivíduo e também como um incansável defensor do povo livre.
Esta coragem é também imprescindível àquele que se aventura em uma busca à sabedoria e glória como maçom, mesmo sabendo que esta viagem também poderá lhe trazer revezes e colocá-lo a mercê do povo que ele deve procurar guiar, proteger e ajudar, como já aconteceu tantas vezes no passado com visionários e entusiastas.
A terceira porta é o altar do Venerável Mestre, a qual o Candidato poderá bater apenas após ter galgado os degraus simbólicos do oriente, cruzado a balaustrada e desenvolvido as qualidades, não somente da força, trabalho, ciência e virtude, simbolicamente inatas a todos aqueles que tem acento no oriente, como também a pureza, luz e verdade, que são atribuídas à principal luz do templo, o Venerável Mestre, que deve ser a fonte da luz da sabedoria e presidente da loja, e cargo em que o Maçom só chegará a exercer se demonstrar ter perseverança suficiente, sendo esta virtude testada no então candidato, quando o Venerável Mestre lhe atende as batidas rispidamente e diz alto! Quem vem lá?
Assim, durante as 3 viagens que se tem de empreender para alcançar o direito de ser aceito como Maçom, o Candidato experimenta, de forma simbólica, todo o percurso da evolução moral e intelectual que deverá galgar na maçonaria simbólica para alcançar a posição máxima que se pode chegar em uma loja simbólica, ou seja, o posto de Venerável Mestre, que, por ter a missão de abrir a Loja, dirigi-la e esclarecê-la com as luzes da sabedoria, está na posição de sábio que deve, com a humildade de um irmão despretensioso, iluminar, como o sol, as vidas dos irmãos ali congregados.
Mas para chegar à condição de sábio, o homem deve lapidar-se perseverantemente, aprender a desenvolver as qualidades que lhe são ensinadas e requisitadas por cada símbolo que contempla constantemente no templo, desde os degraus do altar do Venerável Mestre até as colunas decorativas J e B, localizadas na entrada do templo. Mas para que o candidato possa começar este caminho deverá primeiro ser digno de bater nas três portas simbólicas.
Uma vez iniciado, o Aprendiz Maçom começa a ter direito a gozar da companhia dos irmãos e dos símbolos que encerram os valores da nobre ordem e ensinam a principal lição do grau que eles receberam: a fraternidade.
Assim aprenderão, olhando a harmonia produzida pelos contrários das cores do Mosaico do Pavimento da Loja, que todos desfrutam do mesmo valor, da mesma importância e da mesma representatividade e que quando unidos sem sobrepujança de nenhum deles, produzem a beleza de uma obra harmônica sem perderem sua característica própria.
Também aprenderão, olhando a orla dentada e estudando o seu significado que a sabedoria deve ser difundida aos quatro ventos; aprenderão, pela Estrela Flamejante, que deve o maçom irradiar caridade como o sol que irradia luz, sem distinção quem se banha em seus raios; aprenderão que, neste grau, voltado para a matéria, o compasso e o esquadro formão uma estrela de Salomão em que o esquadro, assumindo a posição de triangulo que aponta para baixo, sobressai-se mais neste grau, porque o aprendiz só trabalha sobre a pedra bruta buscando a esquadria, e usará, por referencia, o esquadro simbolizando a matéria, sobre a qual deverá trabalhar o aprendiz, buscando a retidão em tudo e acima de tudo, para só depois de alcançá-la poder usar o compasso.
Começará a aprender que a igualdade, simbolizada pelo nível, como condição para fraternidade, está presente desde o nascimento, pois, todos são iguais perante o grande arquiteto do universo desde o nascimento, sendo criados todos simples e ignorantes, mas que somente o mérito da virtude moral e a sabedoria poderão e deverão diferenciar os homens por justiça, sendo então considerada como a maior das desigualdades quando se trata como iguais aos casos desiguais deixando de considerar o mérito pessoal quando partidos todos do mesmo princípio.
Os Aprendizes maçom aprenderão, assim, muitas coisas até que estejam prontos para trabalhar sobre a pedra polida, pois os aprendizes só trabalham sobre a pedra bruta e até que tenham aprendido todas as lições deste grau, não poderão solicitar o aumento de salário em sua loja.
Entretanto não se deve esquecer que a maçonaria é universal, que o universo é a verdadeira oficina e por tanto é no mundo profano e entre os homens comuns que o maçom deve realmente exercitar todas as qualidades que aprende em Loja, pelo simbolismo do Templo Maçônico e das cerimônias ritualísticas.
Bibliografia
Apostila de Instruções para Aprendizes Lição. 1
Apostila de Instruções para Aprendizes Lição. 2
Apostila de Instruções para Aprendizes Lição. 3
Ritual do Grau de Aprendizes
Instruções para Aprendizes Maçons do site www.gob.org.br


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