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domingo, 3 de maio de 2015

SER UM MAÇOM



Não devemos entender que viemos a ser admitidos como maçons porque estávamos revestidos de todas as possíveis e melhores qualidades humanas, para sermos recebidos "limpos" e "puros", como membros de nossa milenar instituição.
Na verdade reuníamos boas qualidades, mas ainda assim, estávamos cheios de defeitos e imperfeições. Conscientemente sabíamos disto e a Maçonaria também.
Transpusemos os umbrais do templo, prontos para a iniciação, porém, nossa condição, materialmente falando, era a de uma "pedra bruta", que naquele mesmo instante começava a ser desbastada para a tentativa de se transformar, no futuro, em "pedra polida",
Quando fomos apontados por um maçom como preenchendo certas qualidades para sermos considerados aceitáveis, já havíamos dado um passo na senda da iniciação. Outros passos foram dados antes que o percebêssemos, porque não os demos com os nossos próprios pés.
Sempre que nossos nomes foram pronunciados ou escritos, no andamento dos trâmites administrativos, eram avanços que inconscientemente realizávamos. Andamos mais depressa nas fases distintas da iniciação ritualística, mas o certo é que continuamos passando por provas ainda mais difíceis, até mesmo quando já nos encontramos em toda a plenitude maçônica.
A todos os instantes estão sendo postas à prova as nossas reais qualidades e vamos tendo oportunidades para aperfeiçoarmos o nosso caráter.
Percebemos, então, que aquelas qualidades em que nos escudávamos no mundo profano, para nos sentirmos plenamente confiantes em nossas boas qualidades, não passam, na maçonaria, de simples cumprimentos do dever, que mesmo um não iniciado pode e deve cumprir, sem sacrifícios.
Analisando bem, não temos por que nos surpreender. Não é que quisemos ser maçom, assumindo compromissos mais sérios. Para a Maçonaria viemos empenhados não só em melhorar as nossas próprias qualidades, como ainda contribuir eficientemente, moral e intelectualmente, para a evolução da humanidade.
Antes que possamos dar a nossa contribuição para a causa humana, teremos que muito fazer em nosso próprio benefício, trabalhando incessantemente pelo melhor maçom que desejamos ser.
Estará neste enorme trabalho pessoal, uma grande parcela de contribuição em favor da humanidade.

A Maçonaria nos ensina que devemos praticar todo o bem que pudermos, assim, deve o maçom, no seu constante aperfeiçoamento moral, fazer todo o bem que puder, pelo amor do próprio bem.
De acordo com a filosofia maçônica, devemos fazer o bem até mesmo aos nossos inimigos, se é que aspiramos à perfeição.
Aprendemos que não somos apenas responsáveis pelo mal que praticamos, mas também por todo o bem que deixamos de fazer.
Cumpre, pois, ao maçom, conhecer a si mesmo, para que possa corrigir falhas em sua formação moral e vencer as suas paixões.
A vaidade, o ciúme, a inveja e a intolerância, são paixões que resistem obstinadamente a um propósito de perfeição, quando fraca e displicentemente formulado.
O que nunca falha é sempre a voz de nossa consciência. Ela não cuida de nos agradar em seu papel de juiz honesto e intransigente. Não desconhecemos que em todos os atos, por mais secretos que sejam, há o olho onividente da providência e que ele nos vê e faz o seu julgamento.
O verdadeiro maçom, no seu caminho para se tornar um mestre perfeito, ama os bons, alenta os fracos; aconselha, foge dos maus, mas não odeia a ninguém.
A transformação do homem profano em um promissor Aprendiz da Arte Real, ou seja, da Maçonaria, se verifica no exato momento em que, ajoelhado diante do Altar dos Juramentos, o Venerável Mestre executa sobre a espada alçada acima de sua cabeça, as pancadas ritualísticas.
Na Maçonaria, esta aparentemente tão simples representação, não deixa de conter um significado, indicando que mais um verdadeiro homem é recebido como membro qualificado do exército do bem.
Ela equivale à aceitação, pela Ordem, dos compromissos solenemente assumidos há instantes atrás, por aquele que se comprometeu a não só trabalhar dali em diante em favor de seu próprio aperfeiçoamento moral e espiritual, como também em benefício da evolução e do progresso social.
Perante todos os maçons do mundo, ali representados pelos irmãos presentes, ficou estabelecido o reconhecimento de um homem de honra ilibada, que sendo agora feito cavaleiro, há de seguir pela vida como um paladino da paz, da justiça e da liberdade.
Sua insígnia principal será o Avental que lhe foi cingido à cintura, tão logo voltou à sua posição ereta, a postura que sempre deverá adotar como maçom.
É a mais honrosa insígnia do maçom, porque o avental é o emblema do trabalho a indicar-nos que devemos ser, custe o que custar ativos e laboriosos.
Sem ele, não poderemos tomar parte dos trabalhos da loja, tendo ainda a obrigação de honrá-la, tanto quanto nos honrará pessoalmente, lembrando-nos, há todos os instantes, aquele acontecimento glorioso e fraternal.
Com o avental, não poderemos estar revestidos, quando desgraçadamente venhamos a manter qualquer indisposição com outro irmão da Loja.
Como verdadeiros Obreiros da Arte Real, devemos levar sempre em conta que não são os sinais exteriores, nem tão pouco palavras lançadas ao vento, que firmam a verdadeira personalidade de um maçom, por mais que este se esforce em parecer que o é, que se vanglorie desta sua qualidade e nela insista em se fazer conhecido.
Serão as suas efetivas qualidades humanas, se moldadas em uma sã moral e decalcadas nos princípios filosóficos que abraçou que poderão atestar e proclamar muito mais alto a sua condição de verdadeiro maçom.
Este não buscará ensejos para demonstrar a sua condição, porque levará sempre consigo mesmo, a certeza de que não lhe faltará ocasião para a prática das virtudes, bastando que comece o seu trabalho pelas tarefas que lhe estão mais próximas.
Sabendo que uma destas tarefas será a de desbastar a pedra bruta de seus próprios sentimentos e ações, não precisará desperdiçar tempo na escolha de seu primeiro campo de trabalho.
Ali deverá estar apto e em condições psicológicas para bem considerar o que lhe falta ou o que lhe sobeja, quanto ao seu verdadeiro conceito de Obreiro da Arte Real.
A Maçonaria oferece aos nossos olhos e especialmente ao nosso entendimento de homens livres e de bons costumes, o simbolismo das ciências exatas e o instrumental necessário a um trabalho ativo, organizado e preciso em seu planejamento e execução.
Em verdade, se muitos ingressam em nossos sublimes arcanos, não poucos são aqueles que ao término da iniciação, se comprazem em permanecer com a venda nos olhos e o espírito encerrado em um círculo diminuto, incapazes de se transportarem até o horizonte.
Executam, indefinidamente, vôos curtos e rasteiros como filhotes de pássaro pequeno, nascidos em um ninho de águias.
Sem conta são os que entram para a Maçonaria e conseguem viver nesse estado de cegueira espiritual, carentes de ação positiva, realizando mais um trabalho de auto-justificação, sem amplitude e inteligência, sem um verdadeiro interesse e amor fraternal, alimentando o prestígio unicamente pelo valor humano das considerações sociais, quando não seja o da própria vaidade.
Uma vez cumprido o estágio do aprendizado que lhe dará o direito de ser elevado ao Segundo Grau da Maçonaria Simbólica, o Aprendiz, como bom estudioso, deverá ter conquistado, pelo menos, duas qualidades primordiais aos que desejam ser considerados e possam gozar, sempre, do respeito dos demais: Sabedoria e Prudência.
A primeira delas depende, principalmente, da atenção que continuar dispensando aos ensinamentos que esteve recebendo desde o instante em que rompeu dificultosa marcha que o colocou próximo à entrada do templo da virtude.
A segunda, atributo dos verdadeiros sábios, é a de não se dar ao desfrute de muito falar, sem que esteja perfeitamente certo da validade de seus conceitos ou da oportunidade adequada para serem emitidos.
Já não falamos de modo particular da honra de saber guardar sigilo devido, quanto aos assuntos que dizem respeito à ordem.

Nos referimos de maneira geral, num conceito abrangente e por isto mesmo relacionado com a vida maçônica e a profana.
O iniciado já era pessoa conveniente e responsável. Sua responsabilidade adquiriu maior importância desde o seu ingresso na maçonaria, porquanto novos vínculos foram firmados. Um liame novo foi estabelecido e cresce como as trepadeiras em terras tropicais. 

Seu crescimento se cumpre, tanto no plano material como no espiritual, aumentando a cada centímetro a tônica da responsabilidade, porque nela envolve inumeráveis irmãos e amigos.
Nesta primeira etapa de progresso maçônico é como se o Aprendiz tivesse atingido a maioridade civil, conquistando com ela maior soma de responsabilidade.
Cabe-lhe, agora, uma parcela maior no trabalho em defesa da ordem e essa defesa repousa, em grande parte, no segredo de suas práticas ritualísticas. Ele é, então, um credenciado representante da Maçonaria.
Mesmo que não seja este o ponto vital, ao maçom cumpre ser discreto e prudente, tanto no que diz respeito aos assuntos da instituição, como nos que se referem aos seus trabalhos e a sua vida particular, por um princípio de retidão.
Ir.'. Luiz Eduardo Guimarães Apr.'.M.'.
A.'.R.'.L.'.S.'. "Fidelidade Escocesa II - n. 213" - GLMMG
Or.'. de Belo Horizonte
Dados bibliográficos:
Instruções, Aprendiz Maçom – Grau 1
Moreira, W.Prado - Porque Vim a Ser um Maçom – Ed. JM, 1978


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