quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A MAIOR SOCIEDADE "SECRETA" DO MUNDO COMEÇOU DE UM JEITO QUE VOCÊ TALVEZ NÃO IMAGINE: COMO UM SINDICATO DE PEDREIROS

Muito antes de ser associada a símbolos misteriosos ou figuras poderosas, a maçonaria nasceu de algo bem concreto: pedra, martelo e suor. A própria palavra vem do francês maçom, que significa pedreiro.

O que acontecia nos canteiros de obras?

Na Idade Média (séculos XII a XV), mestres construtores erguiam catedrais e palácios que pareciam impossíveis para a época, eles dominavam conhecimentos raros de geometria e engenharia.

Para proteger esses segredos profissionais e garantir que apenas quem era qualificado conseguisse trabalho, eles criaram as guildas.

Ali nasceram os sinais de reconhecimento e os juramentos de sigilo, era uma necessidade prática: um mestre podia viajar por toda a Europa e provar sua competência sem precisar de papéis, apenas com apertos de mão e códigos específicos.

Com o fim das grandes construções de catedrais, as "lojas" de pedreiros começaram a aceitar membros que não usavam o martelo, mas a mente:

intelectuais, nobres e filósofos. Eles buscavam um lugar livre para debater ideais de razão, ética e fraternidade.

Em 1717, a fundação da Grande Loja da Inglaterra marcou o início da maçonaria moderna, de lá, ela ganhou o mundo: No Brasil, foi peça-chave na nossa história, nomes como José Bonifácio e Dom Pedro I fizeram parte da ordem e usaram esses ideais nos bastidores da nossa Independência.

Referências históricas

Encyclopaedia Britannica — Freemasonry

Margaret C. Jacob, The Origins of Freemasonry

Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE)

History.com — Freemasons

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

ACÁCIA – SÍMBOLO DA IMORTALIDADE


 

Como um Engenheiro Agrônomo, vou começar falando da Acácia pelo ponto de vista da minha área de formação, sendo sucinto, pois sabemos que o seu significado é muito maior e muito mais amplo do que a sua descrição botânica, mas se entendermos um pouco das suas características morfológicas entenderemos o motivo dela ser um dos maiores símbolos da nossa ordem.

Trata-se de uma planta da família das leguminosas mimosas, uma árvore ou arbusto de folhagem muito leve, elegante, resistente e muito comum nas regiões tropicais e subtropicais e cujo caule e ramos muitas vezes são armados de fortes espinhos ou aguilhões. Fornece madeira de longa duração, e pelo fato de não apodrecer com a humidade, nem mesmo quando mergulhada na água, e não ser sujeita a pragas, adquiriu (no passado oriental) fama de eterna, incorruptível.

O género, com aproximadamente 2.000.000 há plantados em todo o mundo, apresenta uma relevante importância do ponto de vista social e industrial no reflorestamento. As espécies de maior utilização são acácias mangium e acácia auriculiformis, sendo as suas produções direcionadas para polpa de celulose, madeira para movelaria e construção, matéria-prima para compensados, combustível, controle de erosão, quebra-vento e sombreamento.

Também há interesse por ela apresentar significativa capacidade de adaptação às condições edafoclimáticas, sobretudo em solos pobres, ácidos e degradados produzindo elevada quantidade de madeira com baixo acúmulo de nutrientes.

É uma planta abundante em Jerusalém, apesar de crescer em qualquer parte do mundo, as suas características diferem de região a região. A acácia oriental ou acácia diabalta produz a denominada “goma arábica”, que entre nós não vinga e esteve presente nos processos de mumificação. No sul do Brasil temos múltiplas espécies de acácia, entre elas, a denominada “acácia Negra”, de cuja casca é extraído o “tanino”.

A palavra acácia deriva do grego: “Akè” com o significado de “ponta” de um instrumento de metal. Existem variações no nome: AKAKIA, KASIA, KASSIA, AKANTHA (planta que tem espinhos). AKAKIA significa: inocência e ingenuidade. Os Significados de KAKIA significam vícios, desonra, disposição para o mal. Como o prefixo “a” significa negação, o significado de AKAKIA seria há oposição a todas as características ruins existentes.

Para entendermos um pouco do seu simbolismo, vamos recorrer a uma das principais lendas egípcias: a lenda de Osíris.

Seth odiava Osíris, que era tido como sábio e poderoso, então resolveu matá-lo. Ele fez um belo caixão com as exatas medidas de Osíris e convidou as pessoas para um jogo: aquele que se encaixasse perfeitamente no caixão, ganharia o mesmo de presente.

 Logicamente, quando a vez de Osíris chegou, o caixão era perfeito, e Seth e os seus cúmplices trancaram Osíris dentro do caixão e jogaram-no no rio. A sua mulher, Ísis, procurou-o por muitos dias. O caixão tinha encalhado e sobre ele havia brotado uma acácia. A acácia serviu de indicação para que Ísis encontrasse o corpo de Osíris. Por esta lenda, Osíris é considerado o deus da morte e da imortalidade da alma.

Os antigos egípcios tinham a acácia como planta sagrada, era adorada pelos árabes. Maomé destruiu o mito da acácia, que os árabes denominavam de: “Al- uzzá”. A aclamação “Huzzé”,” pode ter origem no vocábulo “Al-uzzá”. “Al-uzzá” que Maomé baniu, por considerá-la idolatria, era venerada pelas tribos de Ghaftanm, de Koreiseh, de Kenânah e de Saken, a quem denominavam de “Pinheiro do Egipto”.

Se Moisés recomendava que o Tabernáculo, a Arca da Aliança, a Mesa dos Pães da Propiciação e demais Adornos Sagrados, fossem construídos com madeira de acácia, isto não significa que o seu uso fosse originário daquela época, pois nos mistérios egípcios o seu uso era conhecido. Moisés que estivera no cativeiro, certamente, colheu dos egípcios, o uso da acácia sagrada nas escrituras.

Na antiguidade, em hebraico, o antigo termo Shittah era usado para acácia, sendo o plural Shittim (espinho em hebreu). Bete-Sita, no hebraico significa lugar da acácia – e no Atlas Moderno aparece localizada no paralelo 32-30, ao lado do Rio Jordão. Os povos antigos tinham um respeito extremo por ela, chegando a ser considerada como um símbolo solar porque as suas folhas se abrem com a luz do sol ao amanhecer e fecham-se no ocaso. A sua flor imita o disco solar.

No Antigo Testamento, no livro do Êxodo, encontramos diversos trechos que mencionam o seu uso:

  • Arca da Aliança – farão uma arca de madeira de acácia. (Êxodo 25.10);
  • Mesa dos Pães Propiciais – farás uma mesa de madeira de acácia (Êxodo 25.23);
  • Altar dos Holocaustos – Farás o altar de madeira de acácia – o seu comprimento será de cinco côvados, a sua largura de cinco côvados e a sua altura será de três côvados. (Êxodo 27.1);
  • Altar de Incenso – Farás um altar para nele queimar incenso, de madeira de acácia o farás. (Êxodo 30);

Hiram Abiff na ornamentação do grande templo esculpiu os Querubins e todos os demais ornamentos, em acácia que, posteriormente cobriu com lâminas de ouro. Considerando o tamanho dessas esculturas, e o revestimento das paredes internas, tipo “lambris”, a acácia não se apresentava como um simples arbusto, mas como árvore de grande porte. Todas as religiões místicas antigas, possuíam uma árvore simbólica para venerar.

Na Maçonaria conhecemo-la na lenda de Hiram Abiff, durante a exaltação. Rapidamente no contesto do trabalho, uma lenda diz que após enterrado no Monte Moriá o túmulo estava marcado por um galho da acácia deixado pelos seus assassinos, que foi desenterrado por um dos exploradores enviados pelo rei Salomão que extenuado da viagem tentou agarrar-se a ele, soltou-o e criou vida própria.

Outra lenda diz que quando os M foram procurar Hiram Abiff, encontraram num local terra removida que parecia ocultar um cadáver então plantaram um galho de acácia. E por fim uma terceira lenda, diz que uma acácia teria brotado do corpo do Maçom morto, anunciando a sua ressurreição.

Estima-se que em 1937 a acácia nasce no nosso simbolismo junto com a Maçonaria especulativa, sendo a consciência da vida eterna.

“Este galho verde no mistério da morte é o emblema do zelo ardente que o M M deve ter pela verdade e a justiça, no meio dos homens corruptos que atraiçoam uns aos outros.

O significado místico da Acácia é a imortalidade, porque significa a indestrutibilidade, e que o Ser é Imperecível, esse é o ponto culminante d filosofia maçónica.

Quando o Venerável Mestre pergunta ao 1º Vig. “Sois M M? e o interpelado responde” A A M é C ele estabelece de imediato a sua qualidade de Maç, o que, equivale a dizer tendo estado na tumba, e triunfado levantando-me dentre os mortos e, estando regenerado, tenho direito à vida eterna. A interpretação simbólica e filosófica da planta sagrada é riquíssima e lembra a parte espiritual que existe dentro de nós que, como uma emanação ao GADU, jamais pode morrer. A acácia é, simplesmente, a representação da alma e nos leva a estudar seriamente o nosso espírito, o nosso eu interior e a parte imaterial da nossa personalidade. Do Maçom, que já conhece a acácia é esperado uma conduta pura e sem máculas. Para os Maçons, simboliza Inocência, Iniciação, Imortalidade da Alma e Incorruptibilidade.

  • Inocência, não dos profanos e dos impuros, mais sim a dos mais justos e nobres. Esta diretamente ligada as maiores virtudes dos Maç, igualdade, liberdade, fraternidade, verdade, honra, justiça e as demais características de um homem livre e de bons costumes.
  • Iniciação, renascimento do homem físico para o homem espiritual, mais evoluído e focado em aprofundar os seus conhecimentos e maneiras de agir e pensar.
  • Imortalidade, Ressurreição de Osíris, Hiram e Jesus; está presente na crença do 3 grau, a imortalidade da alma, ou a sua herança moral para a sociedade.
  • Incorruptibilidade, pôr a sua madeira não apodrecer, por isso, foram enterrados os membros de Osíris, num caixão de acácia; esta característica define bem o Maçom a que não apodrece ou se deixa corromper por influências externas.

Quando o Maçom diz que a A é M C, significa que conhece a imortalidade da alma. É o um dos mais importantes e significativos símbolos da Maçonaria, onde temos uma bela percepção dos mistérios da vida e da morte, do tempo e da eternidade, do presente e do futuro. Tem por objetivo também ensinar-nos que a vida do homem, norteada de boas e puras ações, será recompensada, na hora final da nossa vida terrena e por toda a eternidade.

Autor desconhecido

Bibliografia

  • O MESTRADO MAÇÔNICO – Rizzardo da Camino 2007
  • A SIMBOLOGIA MAÇÔNICA – Jules Boucher 1979
  • MAÇONARIA UMA JORNADA POR MEIO DO RITUAL E DO SIMBOLISMO – W. Kirk MacNulty 2008
  • MESTRE MAÇOM – Mário Gomes
  • RITUAL DO GRAU DE MESTRE MAÇOM – Grande Loja do Paraná. 2009
  • SIMBOLISMO DO TERCEIRO GRAU – Rizaardo da Camino 1998
  • PEÇAS DE ARQUITETURA – Loja Simbólica Estrela do Oeste 1 n 24. 2004
  • TRABALHOS MAÇÔNICOS GRAU MESTRE – Loja Simbólica Estrela do Oeste 1 n 24. 2003
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/Ac%C3%A1cia
  • http://julearauju.blogspot.com.br/2012/09/o-que-significa-o-ramo-de-acacia-na.html
  • http://www.maconaria.net/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=149
  • https://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADmbolos_ma%C3%A7%C3%B4nicos
  • https://www.google.com.br/search?q=acacia+ma%C3%A7onaria&sa=X&espv=2&biw=1242 &bih=585&tbm=isch&tbo=u&source=univ&ved=0ahUKEwir_9SPkbPOAhWCfZAKHR73Cl0Q sAQIKQ&dpr=1.1
  • http://www.noesquadro.com.br/2011/02/acacia-na-maconaria.html
  • http://maconariasociedadesecreta.blogspot.com.br/2010/12/acacia.html
  • http://marciodutra.dominiotemporario.com/doc/acacia.html
  • http://www.deldebbio.com.br/2011/04/14/a-acacia-dentro-da-maconaria/

 

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

RESPEITO, O DEVER POUCO PRATICADO

Qual o sentido de existir e conviver de forma conjunta e pacífica?

A raça humana, Homo sapiens, são seres portadores de grande capacidade cognitiva, ou seja, raciocinamos, aprendemos, memorizamos, tomamos decisões e interagimos de forma eficaz.

Certa vez, num programa de televisão, o médico, matemático e físico Doutor Enéas Carneiro foi questionado sobre o sentido da vida. A sua resposta foi impactante, foi firme sem agredir, foi enfática sem desrespeitar e foi crítica sem mencionar nada nem ninguém.

A pergunta foi então sobre o sentido da vida, parte da sua resposta foi: “Cada ser humano é um universo em miniatura. Cada ser humano tem aspirações que são diferentes quando a gente sai de um para outro representante dessa espécie. Eu vejo como uma tônica geral, que deveria ser objeto, deveria ser escopo do processo educacional do nosso país, desenvolver em cada indivíduo, em cada ser humano, o respeito pelo seu semelhante. Na medida em que cada um de nós aprender que a matéria de cada um de nós é feita, é idêntica à matéria com que todos os outros são feitos, na medida que cada um de nós tiver consciência que não há nada de intrinsecamente diferente que nos separe a nós todos, seres humanos, quando nós tivermos consciência que a palavra semelhante, quer dizer semelhante mesmo, nós respeitar-nos-emos melhor!”.

A palavra que mais deveria representar a postura de Maçom é o respeito. A partir dessa linda reflexão que o Doutor Eneias Carneiro traz, vejo que cada vez faz mais sentido a palavra silêncio; ele, juntamente com a ação individual de exemplo na sociedade, é o principal combate aos tiranos.

Não somos seres que agem sempre de forma comedida nos nossos pensamentos; os nossos excessos fazem com que, na maior parte das vezes, o nosso comportamento seja desrespeitoso, para conosco e com o próximo.

Imaginemos a água, um recurso essencial para a vida. Quando digo essencial, essencial, é na sua maior e extrema verdade que não sobrevivemos sem ela, não seria possível a nossa existência, porém, se usar essa substância de forma demasiada, seremos comedidos a uma hiponatremia, condição grave que pode levar à morte pelo excesso. É uma forma muito clara de distinguir algo; o que é essencial para a vida pode, se consumido em demasia, te levar à morte.

O nosso pensamento não é diferente, pensamos de forma individual; o coletivo não pode e nem deve ser o principal meio de tomada de decisão de nenhum indivíduo, haja vista que este seja um indivíduo portador de conhecimento.

A dualidade se mostra latente demais nos nossos trabalhos; ela existe para o equilíbrio e harmonia do universo na sua grandeza. O que seria do Grémio sem o Inter? O que seria do claro sem o escuro? O que seria da direita sem a esquerda?

As nossas ações não podem sofrer influência externa; devemos buscar, na sabedoria, na força e na beleza, as nossas formas mais sensatas de pensar e se manifestar. Somente assim iremos agir sem repelir.

A nossa principal missão, não é converter um extremista, um religioso ou um fanático, por ele pensar diferente de nós, e sim mostrar que nós, maçons, somos e agimos baseados em princípios de respeito e tolerância, e que a nossa atitude é a principal arma contra isso.

Ainda na mesma ocasião, o doutor Eneias faz uma ponte de extrema importância, que nos faz entender melhor o motivo das pessoas agirem de forma que NÓS CONSIDERAMOS INADEQUADA:

“A diferença entre o indivíduo que limpa o chão e um astrofísico é uma diferença de informação! O que limpa o chão aprendeu muito pouco, coitado! Ele sabe apenas limpar o chão, mas ele é tão útil quanto o astrofísico! Ele tem direito a uma vida digna.”

Será que temos a ingenuidade de pensar que, neste universo, não existem maçons de denominação religiosa e política diferentes das que cada um de nós tem por certa? É exatamente isso, cada um de nós, ninguém pensa igual, meus irmãos, podemos ter objetivos e indicadores que levam para o mesmo lado, mas o pensamento, esse cada um tem o seu.

Já pensamos que a Maçonaria enfrenta todas as frentes de desigualdades e injustiças?

Maçons sobrevivendo em países comunistas, maçons sobrevivendo à guerra da Ucrânia, maçons sobrevivendo à guerra de Israel, mas agindo, agindo de forma silenciosa. O agir é o simples fato de levar lá para fora o que aprendemos aqui, com respeito e principalmente com tolerância.

Tenho acompanhado tudo o que ocorre no mundo, da forma mais cruel, mais hipócrita e mais injusta. Isso causa repúdio, mas não tenho o direito de me levantar e achar que o meu senso de entendimento é melhor que o do outro. A intolerância e o desrespeito, além de nos atormentar lá fora, no mundo profano, estão começando a atormentar a nossa ordem, causando desordem e evasão, com grandes proporções de desrespeito.

Contudo, o entendimento que cabe a nós, homens livres e livres-pensadores, é de tornar uma sociedade melhor, mas ela começa dentro do templo; a nossa egrégora não pode ser quebrada por falta de respeito. E aqui faço um paralelo: o desrespeito não é somente tratar o outro de forma ríspida; desrespeito é tudo aquilo que, de alguma forma, desvaloriza a convivência entre as pessoas ou membros de um local ou sociedade.

Que os nossos mais puros pensamentos e sentimentos sejam para contribuir, com o conhecimento dos demais. Todos. Todos, independentemente das suas posições sociais, possuem dentro da Maçonaria o mesmo valor. O conhecimento é direito de todos, mas o conhecimento maçônico não; este só aqueles que tiveram a oportunidade de receber a luz serão portadores. Que sejamos a fonte do conhecimento para os nossos irmãos, que sejamos o exemplo, que as nossas ações sejam com base na fraternidade, que saibamos sabiamente o momento de parar, para que sempre prevaleça o respeito e a tolerância entre nós.

Mateus Hautt Norenberg-MM

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

O QUE A MORTE ENSINA A UM MAÇOM?


A morte na maçonaria não é apenas sobre mortalidade física, nem é para ser escura ou mórbida.

É simbólico, filosófico e moral.

A morte não assusta o Maçom.

isso ensina-o.

Ensina o homem a viver bem, para que ele morra bem.

A maçonaria usa a morte como professora, não como medo.

Primeiro, a morte lembra a um maçom da mortalidade e igualdade.

Não importa a riqueza, patente ou poder de um homem, todos têm o mesmo fim.

A sepultura reduz reis e trabalhadores para o mesmo nível.

Isto humilha o orgulho e destrói a arrogância.

Em Loja, encontramo-nos ao nível, porque a morte prova que todos os homens são verdadeiramente iguais.

Segundo a morte ensina urgência e propósito.

A vida é curta. O tempo é limitado

Portanto, um maçom é instado a tornar a sua vida útil,

praticar a caridade, aliviar os aflitos, agir justamente e melhorar o seu caráter enquanto ele ainda tem fôlego.

A maçonaria sussurra constantemente:

Faça o bem agora, pois o amanhã nunca é prometido.

Terceiro, a morte simboliza transformação, não extinção.

Não é o fim, mas uma passagem, do trabalho para o descanso, das trevas para a luz.

As ferramentas de trabalho, a acácia sempre verde e os nossos ritos fúnebres apontam para a esperança da imortalidade, que o que é bom e verdadeiro num homem não perece.

Como as Escrituras nos lembram:

“Então o pó voltará à terra como era, e o espírito voltará para Deus que o deu.” (Eclesiastes 12:7)

Assim, o Maçom entende que o corpo é temporário, mas o espírito é eterno.

Quarto, a morte é usada como uma alegoria moral.

Ensina que integridade, fidelidade e honra são mais preciosas do que a própria vida.

Melhor morrer de pé do que viver desonrosamente.

O caráter vive mais do que o corpo.

Finalmente, a morte ensina memória e legado.

Um maçom pergunta a si mesmo:

Quando eu for embora, o que resta?

Riqueza - ou boas obras?

Títulos - ou gentileza?

Medo - ou respeito?

O objetivo é abandonar não riquezas, mas virtude.

Então, em simples sabedoria:

• Seja humilde, pois você é mortal.

• Seja ativo em fazer o bem, pois o tempo é curto.

• Seja fiel, pois a alma permanece.

• Seja honrado, pois o seu nome viverá mais do que você.

Porque na verdade...

A morte na Maçonaria não é sobre morrer.

É sobre viver corretamente.

Uma vida bem vivida é a verdadeira preparação para a morte.

SMIB

 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

REALMENTE AINDA VALE A PENA SER MAÇOM?


No Oriente Eterno, sob o céu de estrelas fixas, onde o Compasso traça círculos de mistério, pergunto ao eco das colunas B e J, no átrio da entrada do Templo:


“Realmente ainda vale a pena ser Maçom?”

O mundo gira em turbilhões de luzes falsas: telas que hipnotizam, ouro que escorre como areia, homens acorrentados a correntes invisíveis, vendendo a alma por likes, relacionamentos virtuais e efêmeros, cheios de promessas vazias.

E a Loja? Ainda pulsa com o malhete do Venerável em sua condução? Ou tornou-se uma relíquia empoeirada, esquecida no porão do tempo?

Lembro-me do primeiro toque da Espada da Justiça, fria contra o peito nu, colocada pelo Irmão Sacrificador, quando adentrei o Templo e firmei a promessa de retificar as arestas espiculadas de minhas intolerâncias; de lapidar a pedra tosca e bruta que sou, transformando-a em pedra polida e perfeita.

Mas e hoje? Nas ruas de nossas cidades ainda nos deparamos com Irmãos de corações ávidos e sequiosos de ações que só víamos no passado longínquo? Vemos muitos deles desanimados, dizendo que o suor do trabalho maçônico está minguando em contratos frágeis, num desfilar de arrogância sob uma falsidade de ações vãs e efêmeras — os famosos pombos de avental.

Eles ostentam suas alfaias brilhantes e reluzentes, que falsamente ornamentam um suposto realizador de benefícios à humanidade. Na realidade, apenas tornam expoentes suas frívolas vaidades pessoais.

Surge, então, a pergunta que é objeto deste ensaio:

Vale ainda a pena usar o avental branco de eternos Aprendizes como sinal de reconhecimento?

Hoje vemos muitos profanos — inclusive alguns de avental — zombando:

“A Maçonaria tornou-se uma sociedade discreta de velhos, paquidérmicos, neolíticos, que vivem sonhando com uma Ordem institucional que não mais existe.”

Riem das luvas brancas, dos rituais e dos ritos praticados. Ignoram que o segredo não é conspiração, mas o silêncio sagrado da alma em construção.

Na Câmara de Reflexão, o crânio nos encara, lembrando a finitude: pó ao pó, luz a luz. Ser Maçom é morrer para renascer; passar pelo túmulo simbólico rumo ao Templo Interior. Vale a pena quando o mundo grita egoísmo e nós, Irmãos, tecemos a corrente de união.

No Grau de Aprendiz, aprendemos, na humildade, a medir o esquadro da virtude contra o compasso do desejo. No Grau de Companheiro, o esquadro da razão corta excessos; e, no Grau de Mestre, o Delta luminoso ilumina o abismo.

Mas e se a Loja se transforma em clube social, em festas vazias, sem o fogo do simbolismo? Pergunto aos amados e verdadeiros Irmãos:

Hiram ainda vive realmente em nós?

O Mestre assassinado, que não traiu o segredo, ensina que a fidelidade é mais que palavras. Vale a pena resistir à apostasia moderna, quando Templos caem e Irmãos se perdem na escuridão?

Aqui aparece ao lado do sonhador que sempre fui e sempre serei:

Sim, vale!

Porque a Maçonaria não é relíquia; é chama perene no coração do buscador. No silêncio da meditação, sob o olhar do Supremo Arquiteto dos Mundos, encontro a resposta: ser Maçom é ser livre.

Livre das paixões baixas, das vaidades tolas; construtor de pontes entre o visível e o invisível. Vale a pena erguer o Templo da Humanidade, pedra por pedra, com mãos calejadas de amor.

No Brasil das desigualdades e dos sonhos partidos, a Maçonaria clama:

“Luz, mais luz!”

E se o mundo profano dúvida, que duvide. Nós marchamos ao ritmo do malhete eterno, vestindo o avental da pureza e o colar da sabedoria — não como alfaias, mas como expressão de um coração sensível ao bem que habita o peito do verdadeiro iniciado.

Realmente vale a pena?

Pergunte ao seu coração. Se ele pulsa com o anseio pela Verdade Absoluta, então sim, Irmão: a Loja te espera, aberta. Na sua Loja e em todas as outras, onde o espírito ascende no eterno caminho da evolução pessoal.

Seja Maçom. Lapide-se. Ilumine-se.

Porque, no fim, o que vale é a Obra Interna: o Templo que ninguém destrói — você mesmo.

Atualmente, vemos neste orbe terrestre o caos aparente de sombras dançantes. Mas isso é apenas a tela para o Grande Arquiteto traçar Sua sinfonia. A Maçonaria é o farol que desperta o sonâmbulo.

Nas Lojas vivas, o malhete pulsa como um coração cósmico, chamando almas para o Grande Trabalho eterno.

Concluindo: ainda vale, sim, realmente a pena ser Maçom — para aqueles que entronizaram em seus corações a verdadeira Luz que vem do Alto. Quanto aos curiosos, aventureiros, néscios, oportunistas e vazios de iluminação interior, certamente não. Para esses, jamais valerá a pena, pois nunca foram realmente dignos de serem reconhecidos como tal.

Dário Angelo Baggieri-MM

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O TIGRE, A RAPOSA E O MAÇOM


Nas profundezas de uma floresta escura e espessa, onde as árvores guardavam segredos milenares e o nevoeiro dançava como véus que escondem mistérios, vivia uma velha raposa astuta. Há anos que ela perdeu a pata dianteira numa armadilha humana, um artefato profano colocado por caçadores. Surpreendentemente sobreviveu contra todas as probabilidades, movendo-se silenciosamente entre raízes retorcidas e sombras das árvores. Ninguém sabia como: uma força oculta o sustentava na escuridão?

Um venerável maçom, que habitava na beira daquela selva misteriosa — um maçom de avental bem colocado e um coração procurando luz — observava-o de vez em quando. Intrigado pelo enigma, perguntou-se silenciosamente: "Como é que esta raposa consegue se alimentar? Será que Deus, o Grande Arquiteto do Universo, na sua infinita providência, lhe envia sustento de maneiras invisíveis e milagrosas?"

Numa tarde nebulosa, o maçom escondeu-se atrás de um tronco centenário e viu a raposa espreitar cautelosa da sua toca, iluminada por raios filtrados como colunas de luz num templo. De repente, um rugido abalou a selva: um tigre feroz emergiu das sombras, com uma presa fresca ainda sangrando nas suas mandíbulas. O maçom segurou a respiração, temendo o pior para a raposa. Mas o tigre, num ato enigmático, devorou sua caça permitindo que a raposa se aproximasse e tomasse os restos suculentos, como se uma lei oculta da natureza ditasse essa generosidade inesperada.

No dia seguinte, em meditação profunda sob o dossel estrelado, o maçom refletiu: "Se o Grande Arquiteto do Universo envia o tigre para sustentar a raposa deficiente, por que não poderia eu, filho da luz, esperar quietude meu sustento divino? Eu valho mais do que um animal; Ele cuidará de mim".

Com fé ardente, abandonou seus trabalhos e retirou-se para uma caverna escura na cidade próxima, esperando pelo milagre.

Passaram dias de jejum involuntário e sede. Seu corpo enfraqueceu em apenas 3 dias e removeu as pedras molhadas em busca de alguma água na caverna, sua força desvaneceu até se tornar uma sombra fina de si mesmo.

À beira do apagão, na escuridão da sua agonia, uma voz ressoou como um trovão: "Oh, meu filho! Você confundiu o caminho inicial. Abra os olhos para a verdade: você deveria ter imitado o tigre, o fornecedor ativo, não a raposa que espera passiva".

Acordado por essa revelação, o maçom voltou para sua casa, comeu e recuperou as forças. Mas um ressentimento subtil o acompanhava. Dias depois, nas ruas depredadas, viu um menino órfão e sua mãe viúva tremendo ambos de frio, faminto e sem esperança. A raiva invadiu-o e elevou a sua voz ao céu: "Por que permites isto, Grande Arquiteto dos Mundos? Por que você não intervém? ".

O silêncio divino durou até a noite, quando uma voz serena, como eco na loja, respondeu: "Eu certamente agi, meu filho. Criei você para ser o tigre: aquele que fornece, aquele que age com virtude e fraternidade".

Desde então, o maçom dedicou sua vida a obras de caridade, compreendendo que a verdadeira fé maçônica não é espera passiva, mas ação iluminada: ser instrumento do Grande Arquiteto no mundo profano.

Esta parábola ressoa com ensinamentos maçônicos de "fé ativa" (trabalho interior e exterior), semelhante à transição de Aprendiz (purificação passiva) para Companheiro (ação construtiva). Em um mundo de passividade digital, ela nos lembra que a luz se manifesta por esforço fraternal.

O tigre não age por bondade instintiva ou aliança secreta. Representa alegoricamente a providência divina em ação: caça (trabalhe ativamente) e deixa restos mortais à raposa coxa, permitindo sua sobrevivência. A raposa simboliza aquele que recebe passivamente, enquanto o tigre encarna o fornecedor forte e generoso.

A moral é que Deus (ou o Grande Arquiteto) fornece, mas através de instrumentos ativos. O homem do conto mal interpreta: imita a raposa (espera milagre passivo) e quase morre. A voz reveladora o corrige: "Seja o tigre! Aja, providencie, seja canal do bem".

Não é caridade animal; é alegoria de fé ativa versos passividade ilusória. A Tradição Maçônica ensina que a graça divina flui através de esforço consciente e generosidade, não uma espera mágica.

Este conto ressoa perfeitamente com maçonaria — não esperamos luz passiva; construímo-la com ferramentas (virtude, trabalho).

Seja o tigre: forneça luz para "raposas" carentes!

Alcoseri

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

A PRANCHETA DE DELINEAR NO PAINEL DO APRENDIZ MAÇÔNICO DO REAA

MAÇÔNICO DO REAA

INTRODUÇÃO

O Painel da Loja de Aprendiz Maçom é um compêndio de profunda carga simbólica, essencial para o neófito em sua jornada de autoconhecimento e aprimoramento (FREEMASON, 2020). Entre os diversos emblemas e ferramentas que constam dentro do painel, se destaca a Prancheta de Delinear— também denominada Tábua de Traçar, Prancha de Desenhar ou Tábua de Delinear.

Quais mistérios essa prancheta reserva mediante os sinais nela gravados?

DESENVOLVIMENTO

As grandes construções da Maçonaria Operativa na Europa Medieval, tinham base na discreta comunicação entre mestres e aprendizes através de instrumentos simples, porém dotados de profundo significado implícito. Entre eles, destacava-se a tábua de delinear, superfície onde o Mestre traçava, com carvão ou giz, o plano da obra a ser construída.

Essa tábua, muitas vezes improvisada sobre o chão de pedra ou sobre um tampo de madeira, era o espaço sagrado da criação — o local onde o pensamento se convertia em forma e onde a geometria dava corpo à matéria. O desenvolvimento das guildas medievais, que abrigavam os pedreiros construtores, é o ponto de partida para a história e a base dos instrumentos da Ordem (GOULD, 1883).

Esses traçados, muitas vezes realizados no solo, e apagados ao término do labor diário, representavam não apenas instruções técnicas, mas também um elo entre o saber humano e o divino. Cada linha desenhada evocava a harmonia universal, pois o ato de traçar era, para o pedreiro medieval, uma forma de participar da própria ordem da Criação.

Assim, a tábua não era apenas um suporte de trabalho, mas um símbolo de planejamento, medida e consciência. A Maçonaria, em toda sua essência, utiliza metáforas de geometria e arquitetura de pedra para informar sua busca contínua de conhecimento, ética e habilidades de liderança. (MASONS OF CALIFORNIA, [s.d.]).

Com o avanço dos séculos e a consolidação das corporações de ofício, os maçons operativos passaram a substituir os desenhos efêmeros do chão por pranchetas portáteis — tábuas cobertas por pano ou couro, que podiam ser guardadas e transportadas. Nelas eram traçados, com maior precisão, os planos das construções e os sinais que identificavam o trabalho de cada artífice. Surgiram, então, as marcas de pedreiro — pequenos símbolos gravados nas pedras ou reproduzidos na prancheta, destinados a individualizar o labor de cada obreiro e garantir-lhe o reconhecimento devido. Essas marcas, simples cruzes, estrelas, ângulos ou combinações geométricas, representavam a identidade simbólica de cada construtor diante do Grande Projeto coletivo (GOULD, 1883).

A transição

No século XVII, com o declínio da necessidade de grandes obras como castelos, igrejas e fortalezas devido ao progresso da tecnologia na construção provocou o declínio da construção em pedra no final da Idade Média, e com ele a queda gradual do ofício de pedreiro e as lojas operativas. Este declínio fragilizou o modelo estrito de guilda operativa (STRONG MAN LODGE, 2025)

Em consequência dessa evolução, essas organizações, já com menos ênfase na atividade física, passaram a admitir membros que não eram mais pedreiros operativos, e sim apenas pessoas interessadas em moral, filosofia e sociabilidade — iniciando a transição para a chamada maçonaria especulativa.”” Esta transição gradual marcou a transformação da Maçonaria de uma guilda de trabalhadores para uma fraternidade filosófica”” (MAÇONS ESOTÉRICOS, 2023).

As guildas começaram a ter a abordagem cada vez menos operativa e mais especulativa e a tábua e a prancheta deixaram de servir à construção material e passaram a operar no plano espiritual e moral.

O que antes era desenho de paredes e pilares converteu-se em arquitetura interior. Os painéis ou quadros eram usados no início da maçonaria especulativa, quando os templos ainda não existiam, para demarcar o local onde os maçons se reuniam; (RECHE, [s.d.]). A antiga tábua de madeira transformou-se no Painel do Aprendiz, o “Tracing Board”, sobre o qual se dispõem os símbolos do grau: o Esquadro, o Compasso, a Pedra Bruta, Pedra Cúbica, as Três Janelas, o Pavimento Mosaico, a Prancheta de Delinear, entre outros.

No Rito Escocês Antigo e Aceito (REAA), dentro do painel do Aprendiz, existe a Prancheta de Delinear (ou Tábua) conforme figura 1, e que está localizada no Oriente, junto à Janela do Mestre, servindo como espaço simbólico de planejamento e orientação da obra. Essa Prancheta, de forma retangular, apresenta duas inscrições geométricas:

uma cerquilha (jogo da velha) e um “X” (UNIVERSO MAÇÔNICO, [s.d.]). Esses sinais, outrora marcas de pedreiro, foram reinterpretados como a Cifra Maçônica ou Cifra Pigpen, código secreto usado para preservar o mistério e a comunicação reservada entre irmãos.

De fato, a adoção do alfabeto maçônico parece ser uma inovação francesa que surgiu logo após a introdução da maçonaria na França. Ela rapidamente fez muito sucesso e foi publicada em muitas divulgações; (MANGUY, 2013). Assim, a marca que distinguia o trabalho material tornou-se a assinatura espiritual do iniciado.

CONCLUSÃO

A tábua de traçar, originalmente utilizada por pedreiros operativos como superfície para delineamento de projetos arquitetônicos (MACKAY, 1898), assumia funções práticas nas guildas medievais. Com a transição para a maçonaria especulativa no século XVIII, esse instrumento foi ressignificado simbolicamente, passando a representar os planos morais e espirituais traçados pelo “Grande Arquiteto” (SCOTTISH RITE, 2020). A terminologia também evoluiu: de trestle board (quadro de planejamento físico) para tracing board (painel instrutivo e ritualístico) (PRICHARD, 1730 apud BERESINER, 2005), refletindo a mudança do ofício material para o ensinamento simbólico no contexto ritual das lojas maçônicas modernas.

A antiga trestle board hoje se tornou o Painel do Aprendiz, e permanece no coração do templo maçônico como um símbolo de criação e propósito. Nela, o Aprendiz aprende que cada traço é um pensamento, cada medida é uma virtude, e cada marca é o testemunho do esforço pessoal na edificação do Templo interior.

O Aprendiz Maçom deve trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo de seu grau e sua aplicação e interpretação filosófica; (RECHE, [s.d.]). Da pedra ao espírito, da prancheta à consciência, a Tábua continua a ser o espelho da evolução humana — onde o homem, traçando sua própria obra, busca aperfeiçoar-se à semelhança do Grande Arquiteto do Universo.

REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

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BOUCHER, Jules. La Symbolique Maçonnique. Paris: Dervy, 1953. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=su0- 1HAZLDamp;printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false

FREEMASON. O Painel do Grau de Aprendiz. Freemason.pt, 29 mar. 2020. Disponível em: https://www.freemason.pt/o-painel-do-grau-de-aprendiz/. GOULD, Robert Freke. The Concise History of Freemasonry. Nova York: Charles

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MACKAY, Albert G. Encyclopedia of Freemasonry. New York: Masonic History Company, 1898. Disponível em: https://ia804509.us.archive.org/26/items/historyoffreemas07mack/historyoffreemas07m ack.pdf

MAÇONS ESOTÉRICOS. Uma História Completa da Maçonaria: Das Guildas

Antigas às Lojas Modernas, 2023. Disponível em: https://esotericfreemasons.com/masonic-degrees/oldest-masonic-symbol- found/?utm_source

MANGUY, Irène. O alfabeto maçônico: mensagem codificada, o legado do quadrado mágico do mundo antigo. 2013. Disponível em: https://www.fm-mag.fr/article/611/l%E2%80%99alphabet-ma%C3%A7onnique- message-cod%C3%A9-h%C3%A9ritage-du-carr%C3%A9-magique-de- l%E2%80%99antiquit%C3%A9

MASONS OF CALIFORNIA. Símbolos da Maçonaria. [S.l.]: [s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://freemason.org/pt/freemasonry-symbols/.

PIKE, Albert. Morals and Dogma of the Ancient and Accepted Scottish Rite. [S.l.], s.d. Disponível em: https://archive.org/details/moralsdogmaofanc00pike_0.

PRITCHARD, Samuel. Masonry dissected: by Samuel Pritchard. Printed for J. Wilford at the Three Flowered Laces behind the Chapter Homes near St. Paul’s, 1730. 22 p. Disponível em: https://www.godtremari.it/wp-content/uploads/2021/04/1730.-Masonry- Dissected-ENG.pdf.

RECHE, Carlos E. G. O Painel do Grau de Aprendiz. [S.l.]: [s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://www.lojamad.com.br/index.php/eventos/item/184-o-painel-do-grau-de-aprendiz.

SCOTTISH RITE. Trestle and Tracing Boards: The Freemason’s Blueprint. Scottish Rite, Northern Masonic Jurisdiction, 2020. Disponível em: https://scottishritenmj.org/blog/masonic-trestle-tracing- oards?utm_source

STRONG MAN LODGE, Nossos primeiros dias. 2025. Disponível em: https://www.strongmanlodge.org.uk/history/?utm_source

UNIVERSO MAÇÔNICO. Os Painéis do REAA do Grau de Aprendiz. [S.l.]: [s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://www.revistauniversomaconico.com.br/tempo-de-estudos/os-paineis-do-reaa-do-

MÜLLER, M. C. (2025) - Aprendiz Maçom

 

 

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