quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

SOB A LUA AZUL, O TEMPLO DESPERTA


 

No céu, a lua azul reluz,

Um guia entre sombras e véus,

Reflete no templo a luz,

Que ilumina antigos troféus.

A noite sussurra segredos,

Em páginas de estrelas escritas,

O Maçom, entre passos e medos,

Busca a verdade nas mãos infinitas.

A pedra bruta à lua se curva,

Em seu brilho, encontra a razão,

Cinzel e compasso, mão que turva,

Na jornada do espírito em ascensão.

Sob a lua azul, o rito se inicia,

As colunas sussurram memórias,

Cada símbolo revela a alquimia,

Das almas, que traçam novas histórias.

O Oriente se veste de prata,

No silêncio, a voz ressoa clara,

E o Templo, com sabedoria exata,

Ergue-se onde a luz se prepara.

A Lua Azul, em sua esfera celeste,

Guia o caminho do saber oculto,

No templo, onde o universo investe,

A verdade se encontra no vulto.

E quando a luz do dia surgir,

E a lua se despedir com o mar,

O templo guardará, no porvir,

O brilho azul que o fez despertar.

E as lágrimas que escorrem do céu,

São como pérolas caídas do manto,

Cada gota que desce do véu,

Traz consigo o eco de um canto.

Na última luz, o Maçom se inclina,

Seu coração pulsa com o universo,

Sob a Lua Azul, ele afina,

Seu espírito ao eterno verso.

 

Irmão Fernando Nunes

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