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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

GOTEIRA



Em geral, todo grupo humano desejoso de se reunir em um local seguro prevê para sua segurança a presença de um guarda. É assim que no século 18, as lojas que se reuniam muitas vezes nas salas dos fundos de tabernas precisavam ser duplamente protegidas.  

É por isso que havia um guarda interior chamado “Cobridor” e um guarda externo designado sob o nome de “Telhador”.

Hoje, os maçons se reúnem em uma sala totalmente fechada cujas janelas são fechadas. Ela é especificamente reservada para os trabalhos maçônicos, de modo que o esquema de segurança é reduzido.

O Cobridor, armado com uma espada guarda as entradas do templo. Ele é o intermediário entre o mundo sagrado e o mundo secular. Se os trabalhos de loja começaram, é ele que dá acesso ou proíbe a entrada. Hoje, quando as lojas se reúnem em templos, o ofício de Telhador é confiado ao Irmão Experto.

Embora tenha assento dentro da loja, é ele que garante a segurança dos trabalhos e garante a condição maçônica de visitantes por meio de um questionamento chamado “telhamento”, antes da entrada deles no templo. Assim, ele manteve muito das prerrogativas do antigo Telhador.

Diferentes modos de ser Telhador

A palavra telhador designa uma função na profissão de construtor. Através da colocação de telhas, essa atividade tem como objetivo garantir a cobertura da obra bruta e, por extensão simbólica, cobrir a loja e seus trabalhos.

O fato de telhar é definido por um verbo ativo que significa examinar um maçom, para garantir que ele ou ela realmente o é, e se está operando em uma loja maçônica reconhecida.

É atualmente o trabalho do irmão Experto. Ele é encarregado de examinar se os visitantes estão qualificados para assistir aos trabalhos. Por exemplo, um aprendiz não pode assistir o trabalho de uma loja de companheiros ou de mestres.

No século 18, segundo a lenda, o Telhador poderia, por vezes, ficar no telhado, e se ele visse se aproximando um profano, ele jogava uma telha do teto para dar um aviso a seus irmãos em loja; daí o seu nome bem específico.

“Estar coberto” quando “chove”

Um profano mal intencionado e curioso de tudo que se refere à Maçonaria colava o ouvido contra as paredes da casa onde os trabalhos se desenrolavam. Era eventualmente para se abrigar da chuva, mas o mais importante, para surpreender o conteúdo das conversas e talvez até ver sem ser visto. Quando era descoberto, era pego e, como retaliação, colocado sob uma calha, uma bomba ou uma fonte até que ficasse molhado da cabeça aos pés.

Esses curiosos eram chamados de “Cowan”, ou seja, bisbilhoteiro – O termo designava os pedreiros não treinados que não faziam parte das corporações. Esta palavra era uma designação pejorativa, e depreciativa porque designava as manobras utilizadas para fazer apenas trabalho servil, porque eles não tinham habilidade no ofício.

Em local coberto, pode haver goteiras, se não estiver “a coberto”

A expressão “chove” é muito antiga. Ela é encontrada mencionada desde 1730 em A Maçonaria Dissecada de Samuel Prichard. Diz-se que o dever do aprendiz é livrar-se dos “Cowans” e curiosos.

Quando uma ou mais pessoas estão em sociedade e reconhecidas como não-maçons, várias fórmulas são usadas pelos maçons entre si para informar-se de forma discreta. Trata-se de expressões como “está chovendo”, “há goteiras” ou “não estamos a coberto”, etc.

Essas fórmulas depois, produziram outra “a sala úmida”. Esse local, logicamente, tornou-se o lugar onde os maçons se reúnem para compartilhar uma refeição e conversar, principalmente nos ágapes, ou festas. Sabendo que os profanos podem estar por perto ou ser convidados, a sala é chamada úmida para lembrar que ela não está “coberta” de qualquer intrusão profana, como é o caso da sessão em loja. Orelhas indiscretas podem estar presentes ali.

Algumas pessoas podem pensar que a sala é chamada “úmida” porque ali se pode ir e cometer excessos de bebidas. Esse termo “úmida”, não significa que seja um lugar onde você pode beber sem moderação, como alguns espíritos de porco poderiam pensar. Os jantares compartilhados, ou ágapes depois de uma sessão são um momento de convívio fraternal muito apreciado, longe de todos os excessos e de certa forma uma continuidade informal dos trabalhos.


Artigo da Revista Franc Maçonnerie
Tradução - José Filardo


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