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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A BEM DA ORDEM, DA VERDADE E DO CONHECIMENTO


 Meus queridos irmãos.

 Estava eu na rotina de um domingo, só, pois sou viúvo, e moram comigo minha única filha e meu querido neto, estes porem, tinham indo a outros destinos como sempre ocorre. Pensando bem, a palavra mais correta seria solitário, jamais procuro permanecer só.

Se não estou acompanhado de minhas boas lembranças, tenho a companhia do G.’.A.’.D.’.U.’. e de um livro ou revistas, sejam quais forem. Aguardava porem, como faço todos os domingos o iniciar de um jogo, qualquer, às tarde das 16 horas. O jogo que iria começar era do meu bem amado Sport Club Corinthians Paulista, sinceramente, uma das boas “religiões” praticadas neste Brasil afora.

Há os que contestam ou protestam! Porem, afora, ser uma rotina, o Coringão está de matar de raiva o mais tranqüilo dos Mestres fundamentalistas do Budismo. Não há pratica do Ioga ou Zen-budismo que me levasse a ficar assistindo a derrota que se prenunciava. Desliguei a maldita TV, melhor dizendo, o maldito vício.

O que fazer? Se alternativas não havia predeterminado. Resolvi! Vou tomar um copo de água para saciar a sede..., sede esta motivada pela ansiedade.

Enchi o maior copo que existia em casa, melhor dizendo, uma caneca de chope, procurei um livro qualquer que minha mão alcançasse no primeiro toque, sendo pouquíssimos e ínfimas as diversidades, e voltei para sala. Sem sequer olhar o título, abri-o numa pagina qualquer.

Antes porem, ficara imaginando: Estava eu, ali, solitário com um copo de água a mão, justo a água, que tem o Universo de terra como sua máxima companhia.

A pagina aberta continha o seguinte texto ou primeiros parágrafos: “Estando sentado, de noite, em secreto estudo, sozinho, repousando sobre o tamborete, uma chama exígua saindo da solidão faz desenvolver quem não é vão em crer. Segurando com a mão a vara colocada na bacia, Branchus no meio me aparece; ele molha com ÁGUA não só o LIMBO de sua roupa, mas também os pés. Um medo e uma voz fremem pelas mangas: Esplendor divino. O espírito divino perto se assenta”.

Caramba estava eu ali acompanhado com o líquido mais precioso do mundo, com certeza o mais precioso para o ser humano em todo o universo.

E nada percebera ou havia percebido até então. Se condensado o vapor de águas, existente na atmosfera, e o degelo total dos pólos, a terra seria coberta em mais de 90%.

Em recente estatística, numa revista geográfica, 97% da água do planeta está nos oceanos, 2% nos pólos em forma de gelo e apenas 1% é própria para o consumo humano e metade disso está concentrado no subsolo.

Até na composição corporal do ser humano sua importância é fundamental, neste ser, tem mais de 70% de águas. É tal a importância nesta composição que o ser humano pode ficar por semanas sem comer, mais se em 72 horas não lhe for ministrado um litro de água, seu corpo entra em total colapso, seguindo-se a morte, irreversivelmente.

Que poder estranho tem este Líquido composto de dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio, sem cor, cheiro ou sabor, transparente em seu estado de pureza.
Mais estranho se torna quando se sabe que aonde não há águas não a vidas, há extratos da vida. Que poder estranho! Ao tentar eliminá-la, colocando-lhe fogo, tal qual o pássaro mitológico, ela renasce de sua “nova alma”: o vapor de água. 

Indestrutível. Que poder estranho! Ela pode extinguir o fogo e o fogo apenas muda-a na sua forma. Ela impõe e sobrepõe-se a terra e tal como faz à pedra: diluindo-a, dá-lhe novas formas. Que poder estranho! Em vários relatos de inúmeras civilizações antigas e contemporâneas a água não apenas saciava a sede, ela servia como elo que elevava o homem ao G.’.A.’.D.’.U.’..

Ela purifica-o física e espiritualmente. Vocês já se aperceberam que o G: .A:. D:. U:. não criou a Água. Vejamos em Gênesis: Gênesis 1: 1. No princípio, Deus criou o céu e a terra. 2. A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas. Notaram... A água já era existente.

Ele ainda confirmou isto ao dizer... Versículo 6: Deus disse: “Que exista um firmamento no meio das águas para separar águas de águas”! O primeiro castigo generalizado aplicado pelo G:. A:. D:. U:. também foi promovido com a água.

Lembram-se. E acho sem querer fazer qualquer tipo de polemica religiosa ou do porque dos porquês, que o Grande Arquiteto do Universo claudicou nas palavras quando afirmou no Versículo 11, ainda de Gênesis: "Estabeleço minha aliança com vocês: de tudo o que existe nada mais será destruído pelas águas do dilúvio, e nunca mais haverá dilúvio para devastar a terra". E os tsunamis? Bem isto é um tema para depois se fazer uma dissertação ou contraditórios de elucubrações filosóficas ou religiosas.

A água, simbolicamente é representada na bíblia como elemento de religiosidade e de submissão respeitosa, Abraão no primeiro contato com o G:. A:. D:. U:. conforme descrito em Gênesis 18 – versículos, praticou esta submissão: 1. Javé apareceu a Abraão junto ao Carvalho de Mambré, enquanto ele estava sentado à entrada da tenda, pois fazia muito calor. 2.

Levantando os olhos, Abraão viu na sua frente três homens de pé. Ao vê-los, correu da entrada da tenda ao encontro deles e se prostrou por terra, 3. dizendo: "Senhor, se alcancei o seu favor, não passe junto ao seu servo sem fazer uma parada. 4. Vou mandar que tragam águas para que vocês lavem os pés e descansem debaixo da árvore”.

No antigo testamento (Êxodo 30 : 18 ~ 21), vê-se que os sacerdotes tinham a Água como purificadora: “O Senhor disse a Moisés: Farás uma pia de cobre, com base de cobre, para lavar, e a porás entre a tenda da congregação e o altar; e deitarás água nela; e Aarão e seus filhos nela lavarão as mãos e os pés; quando entrarem na tenda ou chegarem ao altar, lavar-se-ão para que não morram; lavarão os pés e as mãos para que não morram; e isto lhes será para estatuto perpetuo a ele e a sua semente.”

Assim também o fazem os Muçulmanos. E outras religiões e seitas. Até nas leis naturais e hoje estudadas na vida contemporânea, o homem em sua natureza primária é vivido no estado aquoso, na bolsa amniótica. No batismo, novamente imerso, renasce purificado espiritualmente.

A água é o mais transitório dos quatro elementos; de um lado temos o fogo e o ar, etéreos, de outro temos a terra sólida. Por analogia, a água é a mediadora entre a vida e a morte, na dupla corrente positiva e negativa de criação e destruição. Lao-Tsé, o pai do Taoísmo, prestou grande atenção, ao mesmo tempo físico e espiritual, a este fenômeno e disse: “A água não se detêm nem de dia nem de noite. Se circular pela altura origina a chuva e o orvalho. Em circulando abaixo e sobre a terra, forma rios e as torrentes”.

A água se sobressai em fazer o bem. Se lhes põe diques, pára; se lhes abre o caminho, percorre-o. Eis por que se diz: ela não luta “persevera”.

Até no contemporâneo popular já diz o velho ditado: Água mole...! Não obstante, sua aparente carência de forma, nada lhe iguala em romper o que é forte e duro, é indispensável: ao crescimento, germinação, amadurecimento, reprodução e regeneração. No simbolismo religioso, a água limpou a terra com o dilúvio. Na maçonaria encontramos a água como um dos quatro elementos purificadores nas cerimônias de iniciação.

É o elemento da terceira prova, prova alquímica, o símbolo de pureza da vida maçônica. Vejamos que na Alquimia tanto quanto na maçonaria a água é a Prima Matéria, ideia por certo herdada dos pré-socratianos. Logo pensam os alquimistas que uma substancia não poderia ser transformada sem antes ter sido reduzida à Prima Matéria.

A água é trabalhada através da operação solútio (ação solutiva), esta provoca o desaparecimento de uma forma e surgimento de uma nova forma regenerada.

No poema escrito por Lao-Tsé, podemos afirmar que a Maçonaria fala a mesma linguagem que a Alquimia, com o elemento água: O menor dos homens é como a água. A água a todas as coisas beneficia E com elas não compete. Ocupa os (humildes) locais visto por todos com desdém Nos quais se assemelha ao Tao.

Em sua morada (o Sábio) ama a (humilde) terra Em seu coração ama a profundidade Em suas relações com os outros, ama a gentileza. Em suas palavras, ama a sinceridade. No governo ama a paz No trabalho, ama a habilidade.

Em suas ações ama a oportunidade “Porquanto não querê-la, Vê-se livre de reparos.” Por fim, meu querido irmão Venerável, a água afora saciar a minha sede, salvou o meu domingo, visto que, me criou a condição de mais uma vez escrever estas maus traçadas linhas aos queridos irmãozinhos da Sphinx.

A tempo: O livro do texto referenciado, tem o titulo as PROFECIAS DE NOSTRADAMUS até outubro de 1989 (“Fim dos Tempos”), de José Marques da Cruz, 21ª Edição, Editora Pensamento. 

Um tríplice e fraternal abraço a todos os irmãos.


Ir Fernando Guilherme Neves Gueiros 

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