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terça-feira, 13 de junho de 2017

A MAÇONARIA MODERNA E OS SEUS ENSINAMENTOS


Recebam meus queridos Irmãos, minhas primeiras Emoções
Que em Meu Coração a Ordem faz Surgir
Feliz se Nobres Esforços
Fazem merecer sua estima,
Elevam-me a esse Verdadeiro Sublime,
À Primeira Verdade,
À Essência Pura e Divina
Da Alma Celeste Origem,
Fonte de Vida e Claridade.
Ramsay

Por séculos e séculos tem-se trabalhado num ritual único, sobre o modelo que supostamente existe desde o tempo das guildas medievais, das associações corporativas. Lógico que simbologias e alegorias foram acrescentadas quando da transmutação do operativo ao simbolismo.  

Ocorre que hoje as questões, os imbróglios, as necessidades sociais são outras e como tal, devemos evoluir nossas técnicas para o profundo engrandecimento da Ordem como organismo humano-social.

Atualmente não vemos os antigos modelos ritualísticos baseados nas praticas cristãs, quando os iniciados eram divididos em classes: os mais recentes eram tão somente ouvintes (exercendo unicamente a absorção do conhecimento, sem manifestação!).

Tinham ainda os catecúmenos e os fiéis. Pensamos seguir a linha dos antigos Sacramentos Atenienses, quando da cerimônia da Revelação aos Olhos, experimentando ao iniciado as belezas das ciências, filosofia, arte e do culto à natureza.

Nosso modelo atual permite a manifestação de todos, trazendo questões que elevem o conhecimento dos Obreiros, revelando aos olhos de cada individuo uma forma de evolução humana.

A Maçonaria Moderna, que ora tratamos, não se refere aos acontecidos nos idos de 1717, quando da reunião das quatro Lojas originárias da Grande Loja de Londres. Falamos agora de uma Maçonaria Moderna mais atual, que, tal e qual o passado setecentista, encontra problemas que precisam ser enfrentados.

Obviamente a modernidade continua reverenciando os antigos ensinamentos e seus grandes mestres: Zoroastro, Pitágoras, Platão, ministrando, em seus diversos graus, um pouco das doutrinas antigas que giravam em volta da existência do Grande Arquiteto do Universo, do exercício da fraternidade maçônica e questões sócio-políticas adequadas às suas épocas. Não podemos esquecer, no Brasil, do movimento abolicionista e das lutas pela Independência!

O que pretendemos não é buscar um afastamento da Maçonaria com os Antigos Mistérios ou sua ritualística. Não. Mas exercitar o pensamento humano, transmutando-se, buscando o aperfeiçoamento e a adequação temporal da Ordem à sua sociedade.

Será que nos esquecemos que nosso real objetivo é anular no seio da Humanidade o preconceito de castas e raças; aniquilar o fanatismo e a superstição; extirpar a discórdia nacional e motivações de guerra; buscando, sempre, mediante o progresso livre e pacífico, a evolução fraterna de uma sociedade justa e perfeita? Como fazer isso?

Nossos inimigos hoje são outros e só há um modo de combatê-lo: mediante o aperfeiçoamento do caráter humano, da evolução do conhecimento, digo, da difusão do conhecimento, tentando implantar no seio da sociedade uma consciência coletiva. Consciência de que cada um é parte de um todo.

O que temos de mais bonito é o pleno exercício da fraternidade, do apoio mutuo entre os irmãos, seus pares e os necessitados, contudo, dentro das oficinas, além das praticas ritualísticas e antigos ensinamentos, se deveria discutir os problemas da atualidade mais abertamente. Ecologia, ética, profissionalismo, responsabilidade política, saúde pública...

A atualização dos nossos pensamentos tem um único principio: a perpetuação da Ordem. Alguns de nossos mistérios já foram jogados ao vento e a conectividade ajudou num processo de desmistificação da Ordem. 

Nossos segredos se baseiam no reconhecimento através dos nossos toques, palavras e sinais.  Então, o que nos manteria vivos? A atualização ou equiparação dos nossos ensinamentos às questões sociais.

As Lojas Maçônicas foram fundadas se espelhando por todas as nações, levando um grande estimulo e força aos homens através de uma associação fraternal. O tempo passou, as sociedades evoluíram, o povo evoluiu e precisamos nos concentrar nos nossos objetivos enquanto Maçons, não nos apegando aos problemas do passado, porém, sem esquecê-los, utilizar nossos ensinamentos para engrandecer a Ordem implantando nas sociedades pessoas de bem que irão contribuir ativamente no nosso propósito. 

Assim, acima de qualquer combate às classes sociais e estruturas econômicas, devemos atuar no campo social, transformando o homem, por dentro, tornando-o capaz de moralmente realizar a construção de uma sociedade mais justa, contribuindo na formação de um homem consciente de suas responsabilidades com a vida, com o mundo, com o meio ambiente, com a sociedade, com o próximo, com o G.’..A.’.D.’.U.’.?. e consigo mesmo.

O certo, portanto, é que, para podermos inseminar nosso pensamento na sociedade, devemos preparar homens dentro das nossas Oficinas. Devemos dar o primeiro passo trazendo questões atuais e só sossegar quando tivermos encontrado (ou ao menos tentado encontrar) um denominador comum.

Diego Lomanto M.’. M.’.


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