Irmãos que antes se abraçavam
agora se tratam como inimigos. Divergir virou ofensa. Pensar diferente virou
motivo de suspeita. E a liberdade de consciência, antes tão defendida, passou a
incomodar.
Mas observe bem a imagem.
Não é um homem que ocupa o trono.
É a intolerância.
E os que estão ajoelhados não são
vítimas de um tirano. São aqueles que acreditam que a tirania é aceitável
quando serve às suas próprias convicções.
Porque a intolerância não se
sustenta sozinha. Ela precisa de quem a justifique, de quem aplauda a exclusão
e de quem confunda fidelidade aos princípios com submissão a determinadas
ideias.
A Loja deveria reunir homens
livres, não homens obrigados a pensar da mesma maneira.
Mas quando a opinião de um Irmão
passa a valer mais que seu caráter, já não se busca a verdade. Exige-se
alinhamento.
E quando a fraternidade só existe
entre os que concordam, não estamos diante de uma união de Irmãos.
Estamos diante de uma torcida
organizada.
O mais perigoso é que ninguém se
considera intolerante. A intolerância está sempre no outro. A própria é
convenientemente chamada de convicção, coragem ou defesa de valores.
E assim, enquanto cada um
acredita estar protegendo a Loja daqueles que pensam diferente, todos podem
estar contribuindo para destruí-la.
Afinal, o que ameaça mais uma
Loja: a intolerância que ocupa o trono ou os Irmãos que se ajoelham diante
dela?
E você? Está combatendo a
intolerância ou apenas aquela que contraria suas próprias convicções?
A/D

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