Quando ingressamos na Maçonaria nos foi falado que todos os maçons esparsos pela superfície da terra são indistintamente considerados irmãos entre si; isso pelo fato de que, após passar pela cerimônia de iniciação, todos os maçons que se submeteram às provas simbólicas contidas nas viagens (provas da terra, do ar, da água e do fogo), assim como ao juramento solene na presença do Livro da Lei, do Esquadro e do Compasso (as três grandes luzes da maçonaria) e ao juramento firmado sob a taça sagrada (a taça da boa e da má sorte) perante uma assembleia de maçons (homens livres e de bons costumes), outorga ao iniciado o título de irmão de Maçonaria.
Não obstante ao título de irmão maçom, também nos foi falado
pelo Venerável Mestre ao término do cerimonial: ¹“Raiou enfim o dia em que se abrem
para vós as portas da verdadeira amizade; de agora em diante considerai-nos
como amigos que conquistastes e achareis sempre prontos a correr em vosso
socorro...”.
Caríssimos irmãos, diante dessa afirmativa extraída do
ritual de aprendiz do REAA (parte da iniciação), podemos evidenciar que todo
maçom iniciado, automaticamente ao lhe ser dada a luz, além de se tornar irmão
de milhões de outros iniciados pelo universo, também faz jus a igual número de
amigos.
No ²dicionário da língua portuguesa de Antônio Houaiss, a
amizade tem o seguinte significado: “sentimento de afeto, de carinho, de estima
e de dedicação que uma pessoa demonstra por outra, sendo que essa pessoa também
retribui esses sentimentos” (sentimento mútuo); e irmão: nascido do mesmo pai e
da mesma mãe (sentido literal); pessoa que se possui uma proximidade muito
grande em relação a outra, considerando-o como irmão (sentido figurado).
Diante do que acaba de ser apresentado, podemos entender que
os termos irmão e amigo, na maçonaria, se entrelaçam formando um elo muito forte
e altamente resistente. A comprovação dessa afirmação vem descrita logo no
início da segunda instrução do aprendiz quando o Venerável Mestre indaga ao 2º
Vig.’., por ocasião de sua iniciação: ³“Como vos encontráveis ao serdes levado
ao templo?” E o Vigilante da Col.’. do Sul responde: “Vendado, nem nu, nem
vestido. Retiraram-me todos os metais e fui, então, conduzido por um amigo, que
depois reconheci como irmão”.
Ora, meus irmãos, conduzido vendado por alguém que, até lhe
ser retirada a venda, o neófito não tinha conhecimento de quem fosse; ainda assim,
antes de concluído o cerimonial, já o considerava como um amigo. Não resta
dúvidas diante dessa passagem de que a amizade e a irmandade, no sentido de
sentimento de afeto, carinho e dedicação, se confundem e se completam revelando
o que de fato significa o culto à fraternidade que une os maçons como irmãos de
fato.
Portanto, meus irmãos, tenhamos o maior prazer em chamar,
também de amigo, um legítimo irmão; e de irmão, um legítimo amigo; porque essas
duas referências se apresentarão sempre associadas e uma sem a outra estará
incompleta.
Nossos laços de amizade são o que caracterizam o maçom onde
quer que ele se encontre. Suas características peculiares é o que identifica o
maçom transformando a atmosfera ao seu redor de modo que harmonia, a
tranquilidade e a concórdia não permitam que sentimentos contrários interfiram
na paz que nos é propiciada através das bênçãos emanadas pelo Grande Arquiteto
do Universo.
Trabalho concluído em 15/06/2026 pelo ir.’. Murilo Américo
da Silva, membro da A.’.R.’.L.’.S.’. Onofre de Castro Neves n° 2.555, Or.’. de
Carangola/MG.
Fonte:
¹Dicionário online Houaiss da Língua portuguesa
²Ritual de Aprendiz Maçom do REAA GOB edição 2024 (p. 161);
³Ritual de Aprendiz Maçom do REAA GOB edição 2024 (p. 186).

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