Páginas


“SÓ PUBLICAMOS TRABALHOS RELACIONADOS COM A ORDEM MAÇÔNICA”

ACEITAMOS A OPINIÃO DE TODOS, DESDE QUE O COMENTÁRIO SEJA ACOMPANHADO DE IDENTIFICAÇÃO E UM E-MAIL PARA CONTATO.


“NÃO SERÃO ACEITOS COMENTÁRIOS ANÔNIMOS”

segunda-feira, 4 de março de 2013

A ÁGUIA BICÉFALA


A águia bicéfala, representativa do Rito Escocês Antigo e Aceito, talvez seja o símbolo maçônico mais conhecido depois do Esquadro e Compasso e do Delta Luminoso. Mas qual seria sua real origem na Maçonaria?

Alguns autores insistem em relacionar a águia bicéfala do REAA com a águia de Galash, com Bizâncio e Constantino, com o Império Romano, talvez querendo atribuir ao Rito uma antiguidade que não possui. Outros tantos autores afirmam que a águia bicéfala é herança de Frederico, o Grande. Algo ainda mais impossível, pois Frederico nada teve com o REAA e seu escudo de armas era de uma águia negra com apenas uma única cabeça.

Para que se compreenda a adoção de tal símbolo, é necessário voltar à origem do REAA, no Rito de Perfeição, então praticado na França:

Na década de 50 do século XVIII, a maçonaria conhecida como “escocesa” estava se desenvolvendo rapidamente na França, dominando a política interna da maçonaria naquele país. Foi então que, em 1756, surgiu o Conselho dos Cavaleiros do Oriente, dirigido por maçons da classe média, com o intuito de organizar os Graus Superiores.

Já os maçons da classe  alta  e  da  nobreza,  não  desejando ficar para trás e deixar os opositores ganharem poder, criaram o Supremo Conselho de Imperadores do Oriente e do Ocidente. Ora, um ”Supremo Conselho“ soa mais do que um simples  ”Conselho”,  “Imperadores” são mais do que simples ”Cavaleiros”, e ”Oriente e Ocidente“ é o dobro do que apenas ”Oriente”!

Dessa forma,  esse Supremo Conselho  conseguiu prevalecer, se tornando a “incubadora” do Rito de Perfeição, com seus 25 graus, os quais posteriormente serviram  de  base  para  o Rito Escocês Antigo e Aceito.

Como  emblema,  o  Supremo Conselho  de Imperadores do Oriente e do Ocidente buscou inspiração  no  Império  Romano  que,  em seu auge, governou o Oriente e o Ocidente e adotou um sistema de dois governantes simultâneos.

Nessa fase do Império, adotou-se a águia bicéfala para simbolizá-lo. O Supremo Conselho encontrou na águia bicéfala o símbolo do “Oriente e Ocidente” e acrescentou uma  coroa sobre  as  cabeças  das  águias  para simbolizar a realeza, afinal de contas, tratava-se de um Conselho de “Imperadores”.

Quando do surgimento do Supremo Conselho do Rito Escocês em Charleston, EUA, com seu sistema de 33 Graus, aproveitou-se  o  emblema  do  Rito  de  Perfeição,  da águia bicéfala com a coroa, acrescentando acima dessa um triângulo inscrito com o número “33”. Além disso, optaram pela típica “águia americana”, com as penas da cabeça e da cauda brancas e o restante da plumagem marrom.

Já Lagash, alquimia, passado e futuro, bem e mal, Prússia, liberdade, Bizâncio e Constantino,  espírito  e  matéria,  fênix  negra, tudo isso já é por conta da viagem de cada autor, não havendo relação alguma com o motivo da águia bicéfala ter sido adotada como símbolo do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Fonte: No Esquadro
Autor: Kennyo Ismai

Um comentário:

  1. Maçonaria gaúcha ganha publicação segmentada
    http://agecomunicacao.com/noticias_completo.asp?id=412

    ResponderExcluir

Comentários anônimos não serão ACEITOS. Deixe seu nome completo e e-mail para resposta.
Contato: foco.artereal@gmail.com

Postagens populares