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segunda-feira, 9 de junho de 2014

A ACLAMAÇÃO HUZZÉ



Para alguns autores Maçônicos, essa expressão seria de origem hebraica e significaria “Acácia”, e para outros, seria de origem árabe, porém, essa expressão é inexistente no vocábulo de ambos os idiomas, e a palavra “Acácia” em hebraico é “shittah”.

“Devemos lembrar que muito se perdeu da Maçonaria Operativa, e que a Maçonaria Especulativa” foi vítima de muitas interpretações e simbolismo profano, como pode ser observado durante os estudos de certos símbolos e alegorias, contudo se faz necessário entender e compreendê-los, para que cada Irmão possa chegar à sua verdade momentânea.

A primeira menção dessa exclamação aparece, no Ritual do REAA publicado pelo Grande Oriente da Bélgica em 1820, e com a grafia “Houzzai” uma transcrição fonética do idioma francês, para a palavra inglesa “Huzzah” que segundo o Dicionário “Oxford de Inglês” significa: Expressão de alegria ou encoraja mento; Expressão de triunfo ou aprovação; Saudação.

Nos Rituais editados pelo Supremo Conselho do REAA para a jurisdição Meridional dos EUA em 1872, e revisados por Albert Pike, surge a palavra “Huzza”, sem o “H” final, e Albert Mackey, em sua “Enciclopédia da Maçonaria” publicada em 1873, apenas constou a verbete “Huzza”, como sendo a saudação do REAA, sem maiores explicações.

Os primeiros registros literários da expressão Huzzah aparecem em 1573 e constam de algumas peças de Willian Shakespeare, entre elas “A Tragédia de Macbeth” e “Otelo, o mouro de Veneza”, de acordo com alguns escritores dos séculos XVII e XVIII, “huzzah” era utilizada pelos marinheiros ingleses, como forma de saudação, quando em brindes por alguma vitória, ou mesmo quando grandes oficiais embarcavam ou desembarcavam das “naus” capitanias.

O escritor e cronista inglês John Dunton, em sua obra “Cartas da Nova Inglaterra”, publicado em 1686, registra o costume militar de se saudar as autoridades com gritos de “huzzah”.

Na obra de Mark Twain “Tom Swayer”, publicada em 1876, consta o seguinte trecho; “A população se reuniu em torno de si, e varreu magnificamente as ruas principais com gritos de “huzzahs” após “huzzahs”. Na canção dos “Granadeiros Britânicos”, de 1745, encontra-se repetida a expressão “huzzah” três vezes.

O historiador militar inglês Edward Holmes, indica em seu livro “Casacas Vermelhas: Os soldados britânicos na era da cavalaria e dos mosquetes”, que eram dados dois gritos curtos de “huzzah”, seguido de um terceiro longo. Há ainda a teoria do antropólogo Jack Weatherford de que huzzé derivou-se da palavra mongol hurree que significa “Aleluia”; já de acordo com o professor Jean Paul Rox, graduado em línguas e civilizações orientais, a origem é turca, e que eles a usavam nas guerras, quando atacavam seus adversários com o grito de “Ur Ah”.

A tríplice aclamação ou saudação, é um costume antigo de alguns povos. Na França quando um Rei era coroado, os súditos o saudavam com gritos de “Vivat” por três vezes, assim, como alguns povos usam a variante “hip-hip hurrah”, em aniversários e jogos, e tropas militares utilizam algumas expressões semelhantes, para elevarem o moral, ou para comemorarem a vitória de um combate.

A tríplice saudação ocorre também em outros Ritos, porém, outras expressões são usadas: no Rito Moderno, é “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, no Adonhiramita “Vivat, Vivat, Vivat” e no Rito Brasileiro é “Glória, Glória, Glória”.

Diante do que foi exposto, podemos afirmar que, “Huzzé” não existe em qualquer idioma; é apenas uma aclamação, que tem por alvo render graças ao Grande Arquiteto do Universo. Se “Huzzé” fosse de origem hebraica e significasse “Acácia”, faria algum sentido aclamá-la nos graus de Aprendiz e Companheiro?”.

(Fonte: grupo  Maçonaria Pesqueirense)
Fonte: Página 22, Revista Fraternizar – edição 174 – Junho/2013

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