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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

A TAÇA SAGRADA



A Taça Sagrada usada nos graus simbólicos poderia ser um copo servindo o líquido do doce e do amargo se não fosse levada em conta uma cerimônia de cunho ritualístico e esotérico, que fixa e estabelece condutas através de juramentos.

Essa Taça, a que nos referimos, em momento algum, dentro do simbolismo, foi SAGRADA. E quase sempre nos recorremos de um recipiente de vidro, de baixa qualidade, que profanos usam para tomar vinhos ou sucos baratos.

Acredito que a Cerimônia por si só merece uma bela taça de metal diante da importância de que se reveste.

A visualização mental da taça nos remete ao Santo Graal, quer seja por ser a Taça da Última Ceia, conforme entende alguns, onde O Mestre Peregrino, tomou assento à mesa junto àquele que o traiu, quer seja por colher o sangue do corpo do Cristo quando espetado pela lança de Longinus.

Desde há muito vimos cometendo alguns sacrilégios e por esse motivo a Ordem está morrendo de inanição.

Os costumes profanos, a ação dos JJ.´. estão presentes na Arte Real, tornando-a banalizada e mal vista perante a sociedade. Temos também as nossas laranjas podres. 

A maçonaria tem por definição ser uma associação de homens livres e de bons costumes, que em loja deveriam dedicar-se ao aperfeiçoamento moral e social através de estudos filosóficos, mas não o é. Não somos livres e nem possuímos bons costumes.

Os JJ.´. gritam, bradam, ameaçam, dizendo que aquilo que se fala em Loja não pode ser comentado fora dela e são os primeiros a fazer isso. São ignorantes, não sabem o que falam.

A maçonaria é uma Ordem Discreta e seus segredos se resumem aos sinais, palavras e toques, pois os juramentos são quebrados constantemente pelas mais altas autoridades maçônicas revestidas de ambições do poder político e financeiro, da mesma forma que as autoridades do mundo profano.

Chega-se a criar Lojas para iniciar políticos que em pouco tempo são exaltados e desaparecem. Não se recordam das cerimônias das quais fizeram parte. Não raramente esses senhores estão envolvidos em escândalos de repercussão nacional, manchando nossa honra.

Há três mil anos, um escriba de nome ANI, disse:

“Não entres em casa de outrem, antes que ele permita e te acolha. Que teu olho aí não seja curioso. E que saibas manter silêncio. E não tagareles, a este respeito, com alguém mais que aí não tenha estado presente. Seria uma falta grave se o que contasse viesse a ser ouvido”.

Ser o dirigente máximo ou o Presidente de uma Loja é motivo de intensa disputa, de vinganças, de intolerância e da falta de respeito.

Aqueles que agem de maneira escabrosa buscando o poder e nele se instalam são os primeiros a cobrar dos seus “subordinados” a prática das virtudes sendo que estão mergulhados na lama dos vícios.

Quando em Sessão enchem o peito, batem o malhete, pregam à tolerância, o perdão, a humildade, enfim, são verdadeiros “caixões caiados de branco por fora, e por dentro, imensa podridão”.

Desconhecem o verdadeiro objetivo da Taça Sagrada. Descumprem os Landmarks, interferem em Lojas alheias, falam um monte de bobagem e se intitulam sábios. Não possuem Serenidade e nem Sabedoria. São verdadeiros tiranos dentro das Lojas, colocando pessoas “de confiança” para observarem se falam mal deles e aí daquele que for “dedurado”.

Os delegados das Lojas, que deveriam cumprir suas obrigações, descambam para atribuições que não são a deles e passam a serem “grandes informantes” do poder central. Onde está o homem livre, justo e perfeito??? Onde está à humildade, a tolerância, a serenidade? A Ordem está morrendo!

Ptah-hotep fez um julgamento a respeito do ignorante, dizendo:

“Quanto ao ignorante, não lhe dês ouvidos. Ele não realizará coisa alguma... Ele é um morto vivendo dia a dia”.

Na Sessão Magna de Iniciação fazemos um juramento ao Grande Arquiteto do Universo sobre AS PROVAS por que passamos. Diz assim:

“Juro e prometo o mais profundo silêncio sobre todas as provas a que for exposta a minha coragem. Se eu for perjuro e trair meus deveres consinto que a doçura desta bebida se transforme em amargor e o seu efeito salutar seja para mim como um sutil veneno. Tudo isso eu prometo cumprir e se violar esta promessa...”

Disse o sábio Ankh-Sheshonq:

“Não manejes uma lança se não és capaz de ver o alvo a atingir.”

“É preferível uma serpente em casa que vê-la frequentada por um imbecil”.

Já notaram algum imbecil em suas Lojas??? Será que existem???

Meus Irmãos, somos escolhidos dentre os melhores da Sociedade, mas é dessa sociedade apodrecida que viemos, trazendo todo tipo de imperfeição, buscando através do trabalho árduo na pedra bruta transformar o homem velho, no homem novo.

Muitos não conseguem e se deixam levar pelos vícios. Os JJ.´. os influenciam de tal maneira que se tornam cegos e fanáticos. São extremamente vaidosos e andam pelos cantos dizendo que são grandes conhecedores da Ordem. Adoram ostentar seus paramentos.

Muitos dizem que lhes bastam os graus simbólicos, pois já alcançaram a plenitude maçônica e se esquecem de que nós, os maçons, somos livres pensadores, eternos buscadores da verdade. Em sendo assim, por falta de conhecimento e cultura maçônica interpretam de forma equivocada a legislação usando-a para defender seus próprios interesses ou para perseguir aqueles que não comungam da tirania.

É preciso lembrar que nas as viagens simbólicas - da cerimônia de iniciação - há outros juramentos que devem ser velados diante dos profanos.

Quase sempre nossas humanas razões se sobrepõe a vontade do espírito e é por isso que devemos lutar todos os dias contra as trevas do intelecto para que não estejamos sujeitos ao mesmo julgamento de Ptah-hotep.

É preciso lembrar que a Taça Sagrada não é um copo de vidro, mas uma vasilha que traz em seu simbolismo o mais profundo sentimento místico e esotérico da dor e da traição que simboliza a esponja molhada de fel colocada na boca do Cristo quando tinha sede, mas também o mais profundo amor que aquela figura sobre-humana, pregada no madeiro, nos deixou em todos os seus ensinamentos e na sua última frase:

“Pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem”

Transcrição de texto de “Pedreiro de Cantaria” 
Oriente Lusitano


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