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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

PAINEL E PRANCHETA. QUAL A DIFERENÇA?


Comecemos respondendo a pergunta do título: Nenhuma!

Na Maçonaria Operativa as reuniões eram realizadas nos canteiros de obras e um Mestre desenhava no chão geralmente as Ferramentas, as Colunas e o Pórtico do Templo de Salomão.

Na Maçonaria Especulativa as reuniões passaram a ser realizadas em locais fechados, principalmente em tavernas, e também nesses locais um Mestre igualmente desenhava no piso do estabelecimento.

Posteriormente, a prática de se desenhar no chão foi gradativamente sendo substituída – em razão dos desenhos em alguns casos não se apagarem com facilidade após o término da sessão ou por danificarem o assoalho dos estabelecimentos – por desenhos previamente elaborados por um Mestre e executados em Painéis de tecido, semelhantes a tapetes, que após o término da sessão eram enrolados e ficavam sob a guarda de um dos IIr.’..

Essa alteração caracterizou uma importante evolução, pois além dos Painéis de tecido serem mais práticos, os Símbolos ficavam menos expostos às vistas profanas, podiam ser confeccionados com mais capricho e dentro de princípios estéticos mais bem elaborados.

Assim, alguns IIr.’. puderam extravasar seus dotes artísticos, os Painéis foram se sofisticando e se tornando peças não só de prática ritual mas também de apurada beleza, ao menos em relação aos antigos desenhos feitos toscamente no chão.

Mais tarde, as reuniões maçônicas foram transferidas para locais próprios, para Templos, onde todos aqueles Símbolos que estavam apenas desenhados nos Painéis passaram a se fazer presentes.

Em princípio, se poderia então deduzir que os Painéis se tornaram obsoletos, por terem perdido a sua razão de ser. Ledo engano! OS PAINÉIS SÃO QUADROS ONDE ESTÃO FIGURADOS OS PRINCIPAIS SÍMBOLOS DOS RESPECTIVOS GRAUS, CUJOS SIGNIFICADOS DEVEM SER TRANSMITIDOS PELOS MESTRES e a sua utilização já estava tão arraigada às tradições maçônicas que eles deixaram de ter uma função meramente utilitária, sendo elevados à categoria de Símbolo. 

Da mesma forma que o Aprendiz trabalha simbolicamente na Pedra Bruta e o Companheiro na Pedra Polida, O MESTRE TRABALHA NA PRANCHETA, TRAÇANDO OS PLANOS E PROJETOS DAS OBRAS. É COM ELA QUE OS MESTRES TRABALHAM PARA GUIAR OS APRENDIZES E COMPANHEIROS, REVELANDO-LHES O SIGNIFICADO DOS SÍMBOLOS ESSENCIAIS DO GRAU E DELINEANDO O CAMINHO QUE ELES DEVEM SEGUIR PARA O APERFEIÇOAMENTO, A FIM DE PROGREDIREM NOS TRABALHOS DA ARTE REAL.

A Pedra Bruta, a Pedra Polida e a Prancheta são as denominadas Jóias Fixas ou Imóveis.

E o quê a Prancheta tem a ver com o Painel? Tudo! Veja acima as definições de Painel e Prancheta, destacadas em maiúsculas.

Se aqueles três Símbolos são classificados como Jóias Fixas, por que nos Templos só estão presentes as Pedras? Ledo engano! Conquanto muitos a procurem e não a encontrem, a Prancheta está sempre presente em todas as sessões maçônicas e os IIr.’. que praticam o “Emulation Ritual”, no Brasil denominado Rito de York, sabem bem disso! O Rito maçônico mais antigo e o que menos sofreu alterações ao longo dos anos é o “Emulation” ou Rito de York, que no Brasil passou a ser praticado em língua portuguesa somente a partir de 1920.

Pois naquele Rito o Painel chama-se “Tracing Board”, traduzido como Tábua de Delinear, e o seu Ritual são de uma clareza irrefutável: “As Jóias Imóveis são: a Tábua de Delinear, a Pedra Quadrada Bruta e a Pedra Quadrada Polida”. 

Como se vê, o Rito de York (Emulação) não se utiliza de dois termos para se referir a um mesmo Símbolo, como o fazem os demais Ritos, provocando dúvidas e interpretações errôneas.

Naquele Rito, Painel e Prancheta chamam-se tão-somente Tábua de Delinear! 

Portanto, é de fundamental relevância que aqui fique bem claro que a Prancheta é, na verdade, o próprio Painel, que como já dissemos, perdeu a sua função utilitária, mas foi elevado à categoria de Símbolo, e dos mais importantes, classificado como Joia Fixa.

No passado, como as demais instituições iniciáticas, a Maçonaria adotou alfabetos hieróglifos, baseados em ângulos, para dificultar aos olhos profanos o entendimento de alguns textos.

Assim, tivemos o alfabeto inglês e alemão da Idade Média e inglês e alemão modernos. No Brasil, utilizou-se o alfabeto inglês moderno. Dissemos olhos, pois uma mente sã e disposta a decifrá-los não levaria muito tempo para obter sucesso.

Esses ingênuos alfabetos, com o tempo, foram caindo em desuso e passou-se a adotar uma forma de abreviatura baseada nos três pontos, com os quais se ocultam termos e afirmativas de ordem doutrinária, desvirtuando e ocultando da curiosidade profana o significado do que é restrito aos Maçons.

Portanto, deve-se ter sempre em mente que a Prancheta (ou Painel) é representada no Painel (ou Prancheta) pelo esquema da chave do alfabeto maçônico, unicamente para demonstrar que o VERDADEIRO ALFABETO MAÇÔNICO SÃO OS SÍMBOLOS gravados no Painel (ou Prancheta), que o Mestre deve bem conhecer para instruir com propriedade os Aprendizes e Companheiros. 

Excertos do livro Simbologia Maçônica dos Painéis: Lojas de Aprendiz, Companheiro e Mestre. 

Simbologia Maçônica Dos Painéis


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