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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A GRANDE OBRA


O Plano do Grande Arquiteto está previsto para a realização de uma Grande Obra.
Esta tem dois aspectos: individual e universal, com os quais o maçom é igualmente chamado a cooperar através de seus esforços e atividades.

Já vimos que a autodisciplina é o meio pelo qual o aprendiz se prepara para conseguir compreender e realizar as fases mais elevadas da Grande obra de Redenção e Regeneração Individual, através da qual o homem transformar-se-á num ser que estará num nível superior ao da humanidade, num verdadeiro sábio ou Mestre, num super-homem.

Seus esforços não devem ser dirigidos exclusivamente para o interior, mas será nas profundezas de sua alma que o maçom buscará a Luz que guia e ilumina a consciência, e que é ao mesmo tempo inspiração para sua atividade exterior, com a qual tem o privilégio de cooperar no Plano do Grande Arquiteto, na Grande Obra para o bem e o progresso do mundo e de seus semelhantes.

Por modesta que seja a atividade, tarefa ou trabalho que a cada maçom compete na vida profana, esta deixa de ser uma carga e converter-se assim numa atividade nobre e digna enquanto ele a considerar como realmente, isto é como sua parte no grande Plano para a evolução de todos os seres, como sua cooperação individual e consciente na Grande Obra Universal.

Não há dessa forma, trabalho humilde que não esteja enobrecido e dignificado. Por outro lado, não há dificuldade ou problema superior às nossas forças que não nos seja dado resolver, quando percebemos que o Plano do Grande Arquiteto é e tem realmente de ser perfeito em todos os seus detalhes, nenhum dos quais pode ter esquecido a Inteligência Suprema, que além do mais se acha constantemente conosco e ao alcance de nossa inspiração para guiar-nos e iluminar-nos.

A dignificação do trabalho como a de toda atividade feita com a devida disposição de espírito, isto é, com a melhor inteligência e boa vontade de que dispomos, como cooperação para uma Grande Obra Universal, dirigida pela Inteligência Suprema ou Grande Arquiteto do Universo, é sem dúvida um dos maiores méritos da Maçonaria.

Nenhum ser humano, qualquer que sejam suas condições e sua posição social, tem o direito de viver ocioso, senão que cada um deve esforçar-se por trabalhar construtivamente a serviço, utilidade ou benefício de seus semelhantes.

Deve dedicar-se àquilo que sabe e pode fazer melhor, considerando que seja útil e proveitoso ao máximo.

A atividade de cada homem tem de ser pura e simplesmente expressão daquela parte do Plano do Grande Arquiteto que particularmente lhe diga respeito. Isto é, a expressão de seu Ideal mais elevado de atividade, em relação às suas capacidades atuais, e a que lhe melhor expresse as qualidades, faculdades e potencialidades latentes do seu ser, que eleve seu espírito e o faça progredir constantemente.

Por esta razão as profissões desonrosas e as que especulam sobre a desgraça alheia, como as de verdugo, açougueiro, agiota, espião, mantenedor de prostíbulos, etc., são indignas da qualidade de maçom, enquanto as nobres profissões materiais, por humildes que sejam (não esquecendo que de uma delas a Maçonaria tem sua origem e simbolismo), sempre dignificam sua categoria maçônica.

Finalmente, qualquer que seja sua atividade ou ofício, o maçom deve agir constantemente em perfeito acordo com seus Princípios e seu Ideal mais elevado, antepondo as razões e considerações espirituais às materiais, abstendo-se de tudo aquilo que sua consciência não aprovar e do que não lhe parecer perfeitamente justo, reto e digno de sua qualidade de maçom.

Mas ao mesmo tempo deve cuidar para que um juízo superficial não lhe faça depreciar e considerar como indigno aquele que, na realidade, significa um real benefício e constitui uma atividade útil ou necessária.

Fonte: Sociedade das Ciências Antigas

Colaboração: Renato Burity

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