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sábado, 10 de dezembro de 2011

SÍMBOLOS E SIMBOLOGIA



O homem pensa e a mente cria. Então, os símbolos nascem. O símbolo comunica, o subconsciente decodifica e entende. Então, o homem engrandece.

Símbolo é um objeto que, devido sua forma, representa, em determinado contexto, alguma coisa abstrata ou ausente. Pode ser também um elemento descritivo ou narrativo suscetível de dupla interpretação, associada ao plano quer das idéias, quer ao plano real. Na Maçonaria, o Símbolo é algo que devidamente interpretado serve para que se chegue a um determinado tipo de conhecimento.

Todos os símbolos que, hoje, usamos, são usados em todas as nossas lojas, em todo o mundo, e têm sido continuamente usados durante centenas de anos. Eles têm significação exata, usos definidos, e em alguns casos, aplica-se ao mecanismo das coisas de maneira tal, que nenhum outro símbolo, linha ou diagrama poderia, possivelmente, fazer.

Esses símbolos originaram-se dos antigos filósofos da Ordem, e é interessante notar a razão para a sua adoção.

Pense se quiser, nos dias em que a linguagem era muito limitada. Apenas uns poucos sinais eram conhecidos ou usados para representar o pensamento. Sem o uso de um alfabeto, os antigos não podiam recorrer a outro método que não o de traçar sinais ou símbolos que traduzissem, em poucos traços, um pensamento ou idéia completa. Os símbolos que adotaram foram, então, escolhidos e compostos de acordo com a idéia de exprimir, simples e claramente, de maneira secreta, as idéias que tivessem de ser registradas e preservadas.

Quase tudo que a Maçonaria nos ensina, é feito através de Símbolos.
Em outras palavras, os Símbolos são usados pela Maçonaria Simbólica, para melhor noção de suas instruções que muito elevam moral e espiritualmente seus Obreiros.
Os Símbolos podem ser considerados como secretos pelos profanos, sendo somente interpretados filosófica e esotericamente pelos iniciados que receberam instruções a respeito, tornando-se desta forma secretos para os profanos que, vendo os escritos maçônicos, não lhes consegue dar o sentido de filosófico, mas sim apenas o significado de suas figuras, por ser o sistema velado da Maçonaria de passar seus conhecimentos éticos e esotéricos aos Iniciados.

Neste ponto, cabe esclarecer que tudo que se refere a Símbolos pode, via de regra, representar pontos de vista de interpretações pessoais. Aqui, as considerações expostas não têm, jamais, a finalidade de criar polêmicas ou de ser a verdade absoluta.

Tem isto sim, a finalidade de fixar nosso ponto de vista, respeitando, aceitando e acatando todas as demais interpretações. Pois, não cabe, por não ser coerente, nenhuma discussão quanto às colocações definidas em qualquer estudo simbólico, até porque, a interpretação de um Símbolo, por envolver características individuais e graus de cultura, as quais variam de pessoa para pessoa, produz sempre formas distintas de entendimento e discernimento de um mesmo Símbolo.

Melhor dizendo, o conhecimento da verdade é como a luz pura que ao atravessar um cristal prismático se decompõe nas cores primárias. Cada indivíduo, sob a influência de uma determinada cor, vislumbrará a luz de forma diferente de outro sob a influência de outra cor; um dirá que a luz é vermelha, outro dirá que a luz é amarela, ambos embora corretos, contudo, cada qual conhece apenas uma parte do todo, daquilo que é verdadeiro.

Da mesma forma a interpretação dos Símbolos depende da posição relativa do indivíduo e do momento que ele está vivendo, sendo ele um ser único, lerá de forma única a mensagem oculta que se quer revelar.

Sendo cada indivíduo um ser único e que, como já afirmado, o Símbolo permite várias interpretações, infere-se daí que cada um terá uma visão única do significado do Símbolo, e que, ainda mais, dependendo da sua vivência, cada indivíduo poderá emitir uma interpretação totalmente diferente da anterior, fundamentado no seu conhecimento relativo no tempo e do momento psicológico que está vivendo, contudo, não menos verdadeira. Em resumo, cada Símbolo pode ser interpretado de infinitas maneiras.

Antes de passarmos à análise dos principais Símbolos Maçônicos queremos deixar a seguinte mensagem: Os Irmãos que deixam de lado e que se obstinam a não estudar o simbolismo, não percebem que estão negando, ao mesmo tempo, o caráter filosófico da Franco-Maçonaria, e que desse modo, privam-na de sua virtude essencial.

Vejamos, portanto, agora as interpretações mais comuns que se pretendem dar a alguns dos Símbolos da Maçonaria:

PAVIMENTO MOSAICO
O retângulo formado por pedras pretas e brancas está para o templo maçônico assim como labirinto está para as catedrais Góticas. Simboliza a divindade do globo e das raças, reunidas pela Maçonaria.

As suas proporções estão intimamente ligadas ao número de ouro e, como tal, simbolizam a perfeição das relações estabelecidas entre o céu e a terra.
De modo geral, o pavimento mosaico representa o mundo manifesto, tecido de luz e sombra, alternando-se e equilibrando-se, como o “Yin e o Yang”.

ABLUÇÃO
Simboliza a limpeza moral; retirada das impurezas.

COLUNAS J E B
As duas colunas situadas à entrada do templo maçônico representam os limites do mundo criado, da vida e da morte, dos eternos opostos que se tentam equilibrar. É através desta alegoria que todos os maçons tentam se aperfeiçoar, lembrando que devemos nos situar no pilar médio, onde a sabedoria se alia ao entendimento, onde os níveis de compaixão se temperam pela justiça, onde o intelecto se associa à emoção para que a alma coletiva resplandeça grandiosamente.

Jachin e Boaz (Booz) são, também, os nomes das duas colunas de bronze erigidas à entrada do templo de Salomão. Boaz – Latim Bíblico, origem hebraica – significa “grande alegria, alvoroço” ou “Nele há força”, “rapidez”. Personagem Bíblica, antepassado do Rei Davi pai de Salomão; homem bondoso redentor de Rute. “Boaz casou com Rute, geraram Obede, Obede gerou Jessé, Jessé gerou Davi, Davi gerou Salomão” (Rute 4, 1-10).

Jachin – Deus dê firmeza “Ele erguerá”, Benjamita descendente da Shimhi, Sacerdote levita do tempo de Davi.

ÁGUA
Símbolo da purificação, do renascimento. Na C.’. de Rr.’. significa o alimento do Espírito.

ESQUADRO E COMPASSO
O compasso é símbolo do espírito, do éter, do pensamento humano, da sabedoria. É pelo Compasso que se traça o círculo, forma perfeita e Divina.

O esquadro formado pelas perpendiculares, união da linha vertical com a linha horizontal, é o símbolo da retidão e também da ação do homem sobre si mesmo. Significa que devemos regular a nossa conduta e as nossas ações pela linha e pela régua Maçônicas. O Esquadro, capaz de traçar o quadrado, símbolo de “Malkut” o reino terreno, representa o corpo material.

O Esquadro unido ao Compasso representa a totalidade do Universo; o espírito unido ao corpo.

No simbolismo construtivo dos Mestres Maçons operativos por volta do Século XII, o quadrado unido ao círculo (abóbada), caracterizavam as catedrais Góticas que representavam a luz ilimitada e Divina no mundo físico.

AMPULHETA
Símbolo do tempo. Simboliza a efemeridade da vida.

SOL E A LUA
Símbolo da vontade cíclica que rege o Universo, o sol representa a luz e a energia vivificante. Nascendo ao Oriente, marca o local da verdadeira realidade existencial, o “Oriente Eterno”, local de perfeição para onde todos de certa forma caminhamos. Repousando no Ocidente, marca a morte para a existência divina, no reino físico palpável de onde provimos.

O sol em seu Zênite é o centro do Céu, como o coração é o centro do ser, representando a luz espiritual, o conhecimento intuitivo, a inteligência Cósmica. Era respeitando esta simbologia que os maçons operativos orientavam as naves principais das catedrais Góticas, nas quais, vindo do reino dos mortos, o homem caminhava em direção ao redentor que resplandecia no Oriente.

Se o Sol é o princípio ativo, masculino e arquétipo, a Lua é a versátil sabedoria que, orientada pelo entendimento, navega sem forma no receptáculo solar. Refletindo os raios do sol, lembra-nos que a noite (morte) não é eterna, pois o sol vivificante continua a brilhar. Aliando-se à vontade cíclica do sol nas leis dos corpos a nível macro cósmico, a lua rege os ciclos micro cósmicos ou biológicos, sendo o símbolo da transformação e do crescimento individual. O ciclo lunar simboliza a morte simbólica do profano que depois de vislumbrar a luz conhece a nova existência maçônica que o fará crescer e resplandecer.

O Sol e a Lua: “Osíris e Isis”, “Yin e Yang”, o “Homem e a Mulher”, duas faces da mesma moeda e como tal nunca poderão ser dissociados.

AR - VIAGEM
Lembra que o homem é como o ar, sujeito a variações e obstáculos. Meio sutil, entre o céu e a terra.

FOGO
Um dos símbolos da divindade. Simboliza a depuração, o conhecimento. “Igne natura renovatur integra – INRI- ou seja, A natureza inteira é renovada pelo fogo”.

O TEMPLO
O Templo é um reflexo do mundo divino. A sua arquitetura, fruto da conjunção de diversos fatores sociológicos, históricos e simbólico-iniciáticos, tenta envolver o homem nos mistérios da Criação.

Sendo divino, algo inatingível, complexo e imensurável, para se ter acesso aos conhecimentos do verdadeiro templo celeste, é necessário realizar em si mesmo – viver em espírito – a sua reconstrução e a sua defesa. Como tal, depois da morte simbólica, dilacerante e corrosiva, o maçom renasce do nada e, pedra sobre pedra, constrói o seu refúgio, o seu templo sagrado, onde no silêncio da sua existência, comunga com os mais elevados valores maçônicos: a luta pela Liberdade, pela Igualdade, pela Fraternidade, pela Justiça e pelo Progresso.

GALO
Simboliza Vigilância.

ENXOFRE
Simboliza o Espírito.

ESCADA
Simboliza a dificuldade de vencer, a subida em direção do conhecimento. Ponte entre o céu e a terra. A Escada de Jacó é símbolo de ligação do Iniciado com o GADU, através da subida na escada iniciática. Simboliza, ainda, o caminho tortuoso e difícil que o iniciado deve enfrentar para atingir a luz.

DELTA LUMINOSO
Triângulo luminoso, símbolo da força que se expande eternamente. A sua base (lado oposto ao vértice superior) representa duração e os seus lados que se unem no vértice oposto à base, a luz e as trevas.

O Olho Que Tudo Vê, traçado no centro do Delta, representa a nível físico o sol que ilumina e anima a vida; no meio astral ou intermédio representa o Logos, o Verbo, o Princípio Criador; no plano espiritual ou divino representa o Grande Arquiteto do Universo.

Na tradição islâmica, o olho “Ayn” representa uma essência. Na tradição mística semita, encontramos uma analogia interessante na caracterização do Nada ilimitado, ou seja no olho luminoso e ilimitado que caracteriza o divino inatingível “Ayn Sof Aur”.

MALHETE
Símbolo maior da autoridade, é o instrumento usado pelo Venerável Mestre e pelos Vigilantes. Simboliza a força, a vontade de ação e sua realização.

PEDRA BRUTA E A PEDRA CÚBICA
Na tradição, a pedra ocupa um lugar de destaque na comparação com a alma.
A Pedra Bruta é o interior imperfeito que o Maçom deve procurar corrigir. Através da iniciação, da experiência de existência, no confronto com seus vícios, vacilando no caminho da vida, acumulando sabedoria, cultivando valores morais, o Maçom vai se esculpindo, modelando-se até se transformar numa Pedra Angular, “a pirâmide sobre o cubo” símbolo do templo interior e espiritual que se construiu com muito suor e trabalho sob a égide do Esquadro e do Compasso.

É esta a Opus Magnum dos alquimistas, a via pela qual a vil matéria se transmuta em pedra filosofal.

AVENTAL
Caracterizando as verdadeiras vestes do iniciado, o Avental simboliza o trabalho maçônico, a busca constante da impecabilidade em cada ato do Maçom que talha, molda e lavra o seu imo das asperezas dos defeitos e vícios. Simboliza o corpo físico, o invólucro material que tem de revestir o espírito para participar da grande obra da construção social Universal.

É de pele branca para os Aprendizes e Companheiros, e orlado de vermelho para Mestres, nas Grandes Lojas Estaduais o Avental de Mestre é orlado de azul, alem de conter três rosetas azuis formando um triângulo no seu “corpo”.

GADU
Personificação do Princípio Criador. É o Aleph de Luís Borges, ponto inicial que tudo contém. É o Vishavkarma hindu, o arquiteto celeste. É Adonai para os hebreus, Alah para o islam, o Deus dos Cristãos. É o sentimento máximo que se exprime pelo divino e se apresenta a todos os homens sob a forma do amor. É a expressão do belo que admiramos em nosso redor.

É o vislumbrar da felicidade sem dogmas nem amarras. É o “Ayn Sof Aur” do esoterismo Judaico que se nos apresenta sob a forma de uma coroa luminosa que tudo contém. É o Nirvana. É a Natureza....

OS TRÊS PONTOS
Símbolo com várias interpretações, aliás, conciliáveis: luz, trevas e tempo; passado, presente e futuro; sabedoria, força e beleza; nascimento, vida e morte; liberdade, igualdade e fraternidade. Formando um triângulo, sintetiza a tri-unidade do ser vivo: corpo, espírito e alma.

Simboliza as três fases da grande Obra Alquímica, “putrefação, conjunção e perfeição” onde o vil se torna esplendoroso, onde o homem se transmuta em ouro.

ROMÃ
Símbolo da fecundidade, da prosperidade, a romã representando-se aberta, demonstra que no seu interior residem centenas de sementes, símbolos das diferentes tribos terrenas que estão unidas pela mesma essência criadora.
Os Sacerdotes de deméter, em Eléusis, coroavam-se de romãzeiras durante a celebração dos grandes mistérios.

O templo de Salomão era ornamentado por quatrocentas romãs que em duas fileiras cobriam os dois capitéis esféricos que estavam sobre as suas duas Colunas vestibulares.

Embora se haja exposto interpretações e comentários a respeito dos Símbolos, devo dizer que, a nós Maçons interessa buscar em cada Símbolo o seu sentido maçônico, aquele sentido que pode nos levar ao aperfeiçoamento moral e ético, que nos ajude a enxergar as irregularidades da pedra bruta que somos.

[1] Extraído do livro "A Maçonaria Para Neófitos" de autoria de Luiz Carlos Silva.

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